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Archive for dezembro \22\UTC 2008

Arrumando a mala

Estamos arrumando a mala para viajar amanhã de manhã para o Brasil.  ÊÊÊ!  Depois de quase dois anos sem ir lá, a ansiedade está enorme!  Além da saudade da família, dos amigos, de algumas comidas e de ouvir o português, não vejo a hora de fugir do frio.  Agora são 10h da noite e tá fazendo -1 lá fora com sensação térmica de -7.  Eu não mereço tanto…

Vou levar os  presentes de Natal já embrulhados no meio das roupas de verão!  A maioria das coisas já estão separadas, falta apenas colocar dentro da mala.  Ainda preciso dar uma geral na geladeira para ter certeza de que nada vai apodrecer.  E sem falar na bagunça que a casa está agora…  Preciso organizar um pouco para não sofrer na volta – tudo acumula depois de uma viagem.

A Filomena vai passar uma temporada na casa de um casal que conhecemos há algumas semanas, através de amigos em comum.  Ela é brasileira, veterinária e é apaixonada por gatos.  Melhor do que eu poderia imaginar!  Deixamos a Filó hoje mais cedo na casa deles e eu, boba, fiquei com o coração na mão.  Espero que tudo corra bem!

Agora preciso voltar para a arrumação!  O próximo contato será feito de terra brasilis =)

 

Ex corde.

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Muitos americanos, quando descobrem que sou brasileira, me perguntam logo se eu gosto de morar aqui, se eu gosto do país deles.  Depois eles querem saber mais sobre o clima e estilo de vida que eu tinha no Brasil.  Aí eles sempre acabam na mesma perguntinha medíocre  –  qual o melhor lugar de morar.  Eu já espero essa parte com a minha resposta pronta!  Sem muitas chorumelas, eu digo que tudo nessa vida tem o lado bom e o lado ruim.  E o mesmo se aplica para as diferenças de vida entre os dois países, blá, blá, blá.  Sem deslumbramentos e com o senso crítico mode ativado, sempre faço justiça para as coisas positivas que só encontro por aqui e para as coisas boas que só encontro lá. 

O acesso a novas publicações é um dos pontos mais do que positivos para quem tem uma veia geek, como eu!  Lembro que os livros que eu tinha acesso durante a faculdade, já vinham defasados.  Até a edição gringa ser traduzida, editada, impressa e publicada, novos conceitos já tinham sido introduzidos e atualizações já tinham sido feitas.  

Aos poucos  estou refazendo a minha mini-biblioteca pessoal com material em inglês para me familiarizar com os termos usados e facilitar a minha vida durante as provas da certificação profissional.   Ah, que privilégio é poder usar um material atualizado para estudar…  Fiquei maluquinha quando esse livro chegou na semana passada.  Eu sabia que a edição era fresquinha, mas fiquei boba quando vi o ano… 2009.  O Marido duvidou e disse que não era possível… hihi…  Olha só!

 

lippincotts

 

 

Ex corde.

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Sábado à noite, enquanto voltava para casa depois da festa de final de ano do trabalho do Marido, um vizinho passeando com o seu cachorro me fez pensar no tanto que eu gosto tanto da Filomena.  Era mais de meia-noite e tava fazendo 3 graus negativos.  Naquele momento eu fiz uma listinha na minha cabeça dos motivos.  Acho que resumidamente é porque:

 

1. Ela não precisa passear na rua duas ou três vezes ao dia, faça chuva ou sol, frio ou calor.
2.  Ela não faz xixi nem cocô pela casa; ela usa a caixinha religiosamente.
3.  Ela não tem cheiro ruim, pois sempre toma seus próprios banhos independentes dos banhos que damos nela.
4.  Ela se diverte facilmente com uma caixa de papelão, com sacolas, ou com as bolhas do umidificador de ar.
5.  Ela não late, não incomoda e não perturba ninguém.
6.  Ela adora carinhos na barriga e adora ser carregada no colo como nenhum outro gato visto antes.
7.  Ela dorme t-o-d-a-s as noites com a gente.
8.  Ela tem a sua própria casinha, onde ela se recolhe quando não quer brincar.
9.  Ela é muito carinhosa.

Filó bincando com a caixa do correio

Filó bincando com a caixa do correio

Ex corde

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Papo de Luluzinha

VS MascaraLembro de ter procurado muito por rímel e lápis de olho marrom,
numa tentativa de valorizar a cor dos meus olhos e cabelo.  Foi difícil achar e quando achava, a qualidade não era lá essas coisas.  Eu acabava usando na cor preta mesmo por que ficava melhor. 

 

Mas essa semana, enquanto fazia umas comprinhas de Natal na Victoria’s Secret, eu esbarrei com um rímel marrom!  Joguei logo um na minha cesta!  Ao ladinho dele estava morando o rímel roxo.  Ou como eles dizem, violeta.  Trouxe os dois para casa comigo!  O marrom fica bem natural nos meus cílios, alongando-os e deixando um look bem bonito.  Agora o violeta, nem parece violeta.  Ele alonga bem os cílios, da mesma maneira que o meu outro  rímel preto.  Mas não dá nem para ver que é de uma cor diferente…  Dá sim, estando aqui no Brasil, tô usando bastante e agora deu para ver!!!

 

O efeito é bem incorpado, dando volume e aumentando os cílios.  Pena que a cor não é a mesma que a da embalagem.

 

Confesso que me frustrei. Não sei por que cargas d’água o rímel ficou roxo aqui no Brasil.  Já usei e abusei dos cílios longos e r-o-x-o-s!!! 

 

Ex corde.

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Estacionei o carro numa loja de departamento hoje de manhã, quando uma mulher se aproximou pedindo licença e mostrando um pedaço de papel.  Eu me assustei com essa abordagem no meio do estacionamento.  Nada comum, principalmente num frio de 4 graus.  Continuei andando, a mulher continuou me seguindo por mais alguns metros.  Não sei o que ela queria, não parei para ler o papel por precaução mesmo!  Depois de algumas más experiências no Brasil, eu não espero para saber o que é – o seguro morreu de velho e eu já penso no pior.  Infelizmente.

Comprei o que tinha que comprar e estava de volta ao estacionamento para ir embora.  Vi a mesma  mulher de longe e atravessei a rua para tentar desviar o caminho.  Ela também atravessou.  Ela me abordou novamente da mesma maneira.  Eu já estava novamente na defensiva, mas dessa vez, mais convencida de que ela estava pedindo esmolas.  Chegando no carro, coloquei a mão no bolso na intenção de dar o troco das compras para ela.  Eu a procurei rapidamente e vi apenas um vulto atravessando o estacionamento.  Pronto, ela tinha sumido no meio dos carros.  Então, tá!  

Quando manobrava o carro para sair, vi carros de polícia passando lentamente.  Em seguida, vi as duas viaturas bloqueando um carro estacionado.  Eu dirigia e observava aquela movimentação.  Fiquei surpresa quando vi que aquela mulher estava dentro do carro cercado pela polícia.  Fui passando enquanto os policiais checavam a placa e abordavam a tal mulher. 

Eu posso estar enganada, mas acho que ela estava apenas pedindo esmolas.  Será que é proibido pedir esmolas no estacionamento de uma loja de departamento?  Talvez se for considerado propriedade privada…  Será que ela já tinha feito algo de errado, ou quem sabe já tinha sido avisada de que não podia pedir esmolas ali?  Eu já vi lugares com placas proibindo pedir esmolas ou proibindo simplesmente ficar lá sem fazer nada.  Fiquei com muitas perguntas na minha cabeça e sem saber ao certo o que aconteceu.  Conversei com o Marido há pouco e ele comentou que existem algumas abordagens estranhas para distrair a vítima e depois assaltá-la.  A polícia está aí para reprimir estes comportamentos.  Ele disse ainda que ela poderia estar incomodando os clientes da loja e alguém entrou em contato com a polícia.  Ainda existe a questão dos imigrantes ilegais… Tanta coisa…  Fiquei curiosa para saber o que aconteceu com ela…  Seria mesmo um caso de polícia?  

 

Ex corde.

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Por aqui as árvores de Natal são naturais!  Os pinheiros são cortados e levados para casa em cima dos carros, como na foto.  Eles precisam ser mantidos em água para não secar e exalam um cheiro muito gostoso, o que para muitos, é o cheiro do Natal.  Elas demandam cuidado, pois as folhinhas sujam bastante.  O outro porém é a facilidade que o pinheiro seco pega fogo se estiver em contato com as luzes de Natal piscando e esquentando…  Mas são lindos!

 

 

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 spanish

 

 Todos os fatos aconteceram num intervalo de menos de 48 horas.

 

Fato 1. 
Estava eu procurando por presentes de Natal nas prateleiras de uma loja quando uma jovem senhora chegou perto de mim.  Achei que ela também estivesse olhando os mesmos produtos que eu ao mesmo tempo que falava com uma terceira pessoa, que também estava no mesmo corredor.  A jovem senhora falou uma vez, duas vezes, e na terceira vez que ela repetiu a mesma frase, eu percebi que ela estava falando comigo.  O problema foi que eu não entendi o que ela quis dizer.  Ela falava em espanhol.  Quando ela percebeu que nós não compartilhávamos a mesma língua, fez uma cara meio surpresa e saiu meio frustrada.  E quando já era tarde, a minha ficha caiu e eu entendi o que ela queria saber.

Fato 2.
Eu tinha comprado um presentinho para o filho de uma amiga e estava voltando na loja para que eles removessem uma etiqueta de segurança.  A pessoa que me atendeu no outro dia esqueceu de tirar e eu não poderia tentar em casa sem estragar a roupinha.  Nesta loja, o atendimento ao consumidor e os caixas dividem a mesma fila. Mas eu não sabia, pois geralmente eles são duas coisas separadas.  Ainda na dúvida, perguntei para uma funcionária uniformizada se era tudo uma fila só.  Ela abriu a boca, e num único fôlego,  soltou umas três frases na velocidade da luz.  A minha dúvida aumentou e ela percebeu que não me ajudou.  “No español?”, ela disse pausadamente desta vez. “No”, eu completei enquanto saía atrás de informação. 

 Fato 3.
Cheguei em casa e estava dando uma olhada nas correspondências.  Tinha um envelope em meu nome que eu não fazia a menor idéia de onde era ou do que se tratava.  Abri.  Era de uma ONG pedindo doações de Natal para crianças pobres.  Tinham três páginas explicando sobre a organização não-governamental, explicando sobre o projeto, explicando como fazer a doação, explicando para onde o dinheiro iria, etc, etc.  Li tudo.  As três páginas eram todas em espanhol sem nenhuma mísera palavra em inglês.

 ***

Okay, Português não é tão diferente assim do Espanhol.  Okay, eu não me considero tão burra assim.  Assisto televisão em espanhol, compreendo praticamente tudo o que leio em espanhol e interajo com a sogra e familiares da família do Marido que só falam espanhol entre si.  ** Sobrevivi ao Dia de Ações de Graças na minha própria casa onde a língua oficial era o espanhol.**  Já estudei um pouco e sei que tenho dificuldades para escrever e alguma  insegurança para falar.  Tenho vontade de aperfeiçoar o pouco que sei e dominar melhor a língua pelo prazer de aprender sempre mais e mais.  Mas essa situação que as pessoas olham para a sua cara e já acham que você fala espanhol, me incomoda profundamente e cria até um bloqueio com a língua.  Acho que a minha irritação toda desapareceria se a abordagem fosse diferente.  Ao invés de pensar que “por você não ser uma típica americana branca, loira, de olho azul, então você tem que falar espanhol”, por que não perguntar educadamente “Hablas Español?”.  Nesse contexto, eu me sentiria muito mais à vontade de dizer que estou estudando, que falo pouco, mas entendo bastante e assim desenrolar a conversa. Em espanhol.  Às vezes acho que estou pedindo demais…

 

E essa irritação não é frescura exclusivamente minha não.  Tenho uma amiga brasileira que mesmo sendo fluente no espanhol, não habla más frequentemente como antes.  Ela conta histórias de pessoas que já chegavam falando espanhol com ela e ela costumava responder também em espanhol para ser educada.  Até que as pessoas começavam a conversar com ela sobre os pontos turísticos de uma cidade no México, ou sobre uma comida da Guatemala, ou sobre qualquer outra coisa que ela não faz a menor idéia do que seja.  Pessoas que não se dão ao trabalho de consultar qual a língua materna ou de onde ela é.  Ela me disse que por sentir essa imposição, agora deixa bem claro que a língua dela é o Português.  Ela ainda enche a boca para dizer que acontece dela também falar o Espanhol, da mesma maneira que ela fala o Inglês e o Italiano porque estudou as línguas.  Ah!!!!

 

E eu vou continuar fazendo a minha horinha diária de Rosetta Stone, continuar praticando e tirando as minhas dúvidas com o Marido.  Devagar e sempre pelo simples prazer de aprender mais e não pela necessidade de outros imigrantes que parecem não querer aprender a língua falada no país em que estão morando.

 

Ex corde.

 

    

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