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Archive for junho \30\UTC 2009

“Em Roma, faça como os Romanos.”

Tento seguir o velho ditado e apesar de ser meio estranho no começo, depois tudo fica mais normal.  Claro que continuo achando os biquinis brasileiros muito mais bonitos!  Acho que eles são feitos com lycra de melhor qualidade, são mais baratos e valorizam muito mais o corpo.  Mas estando em outro país e mergulhada em outra cultura, quero mais é experimentar tudo.  Inclusive essa calcinha que cobre a parte de trás quase toda!

biquini gringo

Esse biquini preto é no tamanho extra pequeno, acredite!  Comprei para aproveitar o verão sem me preocupar com nada, nada mesmo, nem olhares compridos para o meu traseiro.  Com o tempo, aprendi que incorporar hábitos locais ajudam na adaptação, e desde então eu tento assimilar tudo aquilo que pode me ajudar!  No final das contas, já acho até bonitinho.  Principalmente quando a parte de cima vem com bojo para ajudar mulheres “despeitadas” como eu!  Esse foi comprado numa super promoção onde eu comprei peças separadas e montei o meu biquini.  Cada peça custou $5.  Nada mal, não é!

biquini gringo

Com isso vou me preparando para a próxima viagem que será onde? Onde?  Na praia!  Aguarde as cenas dos próximos capítulos, rs!

Ex corde.

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Lírios!

Eu tava saindo de casa essa manhã para ir a missa quando vi duas flores gigantes esbanjando beleza!  Fiquei tão surpresa  que saí gritando, “Abriu! Abriu!”.  Imagine você a cena, o Marido tava tirando o carro da garagem e não entendeu nada.  Ele tava achando que eu tava fugindo de algum bicho, rs!

Ah, mas como elas são lindas!  Não consegui parar de admirar e ainda estou espantada como elas surgiram rápido.  Plantei o pezinho há apenas alguns dias e hoje já tenho dois lírios embelezando meu jardim.  Ganhei meu domingo!

 

lírio

 

Ex corde.

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Comida Tailandesa

Foi procurando um lugar para comer depois do Wine and Jazz Festival que descobrimos um restaurante tailandês delicioso no centro histórico.  Eu fiquei me perguntando como ainda não tinha comido naquele lugar!  O lugar é simples, o atendimento é bem personalizado e a comida é divina. 

Thai Restaurant

Thai Restaurant

Marido pediu uma entrada de camarão que parecia uma versão magrinha do rolinho primavera.  Eu sinceramente não gosto muito de nada frito e por isso não gostei tanto da entrada.  Mas não posso negar que a combinação do rolinho com um temperinho transparente com cheiro de vinagre e de gosto doce é fantástica.  Adorei ainda mais os utensílios em que tudo foi servido, charmoso demais!  

Thai Restaurant

Thai Restaurant

A própria dona do restaurante veio nos ajudar na escolha do prato.  O Marido foi direto para a parte de frutos do mar e escolheu um camarão com brotos de bambu.  Muito gostoso!  Não era picante, mas a senhora trouxe quatro tipos de pimenta para ele.  Eu já sabia o que eu queria comer, só não sabia o nome.  No ano passado, nós fomos com uns amigos a um Festival Tailandês em DC e lá eu experimentei esse prato que não me saiu da cabeça.  Lembro que tinha frango, não era picante e era verde.  Tudo bem que a descrição não ajudou muito, mas aquela senhora simpática acertou em cheio o meu pedido.  Ela disse que eu não deveria me preocupar com a cor, e sim com o sabor.  E ela estava certa, não era verde, mas era o mesmo prato que eu tinha provado antes.  O meu medo era de ser muito apimentado e ela me tranquilizou dizendo que poderia ajustar o curry para ficar mais ameno.  E assim ela fez!  Delícia!  Os pratos vem acompanhados de arroz branco tailandês, que é um arroz extremamente aromático, diferente e muito saboroso!  Só não comi mais pois estava guardando espaço para a sobremesa. 

Thai Restaurant

Thai Food

Thai Restaurant

 A sobremesa é uma coisa de louco!  Em inglês chama-se sticky rice with mango.  A tradução é menos atrativa, por isso vou deixar só a versão em inglês mesmo, tá?  É que a idéia de arroz grudento não me parece muito gourmet.  Mas voltando, a sobremesa é de comer de joelhos e rezando!  Nada mais é que o arroz doce tailandês servido quentinho coberto com uma caldinha doce feita com leite de côco e acompanhado com manga.  Eu não sou fã de arroz doce e muito menos de leite de côco, mas a sobremesa tem um sabor tão suave e tão gostoso que eu nem lembrava dos ingredientes.  Quem nunca provou, p-r-e-c-i-s-a provar essa combinação! 

Sticky rice with mango

A dona do lugar nos disse que o restaurante já existe ali naquele lugar há 20 anos.  Imagino que um lugar não fica tanto tempo aberto se não for realmente bom.  Quando eu perguntei para ela porque o sticky rice with mango não estava no cardápio, ela me respondeu que essa sobremesa é sazonal por causa da manga.  Ela ainda completou dizendo que não serve com manga em conserva porque nada do que ela não comeria vai para a mesa dos clientes.  Talvez seja esse o motivo do restaurante estar firme e forte há tanto tempo!

Ex corde.

 

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Para quem nasceu no pulmão do mundo onde o que não falta é árvore com suas folhas verdíssimas o ano inteirinho, eu tive que aprender muito aqui.

Existem plantas anuais e plantas perenes.  As anuais, como o nome já sugere, dura apenas um ano pois não aguenta o inverno rigoroso daqui.  Agora se ela for plantada em um vaso e viver dentro de casa, vai viver muito mais.  As plantas perenes são mais resistentes.  Elas entram em estado de hibernação durante o inverno congelante e na primavera voltam ao seu normal.  Então para um jardim bonito, é melhor investir em plantas perenes.

No meu micro-jardim, eu tenho duas roseiras e muitos bulbos de tulipas plantados.  Todos são perenes e voltam belíssimos a cada primavera.  Dividimos uma faixinha de terra com o vizinho do lado, que separa as nossas garagens.  Como ele é um menino solteiro e que mora com o irmão, outro menino,  decidi deixar o meu lado menina cuidar desse filete de jardim.  No ano passado coloquei umas plantinhas lindinhas com flores laranjadas, mas que eram plantas anuais e por isso morreram congeladas.  Nesse ano, plantei outro tipo com umas florezinhas amarelas.  Menos bonitas, eu acho, mas definitivamente mais resistentes! 

Na busca de uma planta perene e também resistente ao sol que bate sem dó nem piedade o dia inteiro no meu jardinzinho, eu achei as de florzinha amarela e também os lírios.  Segundo o moço lá da nursery (lugar que vende plantas e tudo mais o que a sua imaginação conseguir pensar para jardins), os lírios adoram sol e não morrem congelados no inverno.  Fiquei até nervosa ao ouvir isso segurando um pezinho de lírios cor de rosa, a mesma flor usada no meu buquê quando eu casei.  Trouxe para casa na hora!

Ontem mesmo nós já o plantamos numa parte que só tinham tulipas.  Como elas duram pouquíssimo, o lírio vai ficar com aquele espaço só para ele praticamente o ano inteiro.  Ai, mal posso esperar para ver as flores brotarem. 

lirios

Agora só espero que as minhas roseiras não fiquem com ciúmes, pois os primeiros lírios estão sendo tão esperados quanto as primeiras rosas.

Ex corde.

 

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No final de semana passado, aproveitamos o final da tarde de domingo para dar um pulinho num festival de vinho e jazz que estava acontece todos os anos no centro histórico da cidade onde moro. 

Produtores locais se reunem para expor seus produtos em barraquinhas no pavilhão central do centro.  Existem muitas vinícolas no estado em que eu moro e então a degustação rolou solta enquanto uma banda de jazz animava a todos.  Tinha muita gente sentado nas suas cadeirinhas no gramado só aproveitando a música boa e observando a movimentação.   

Wine & Jazz Festival

Wine & Jazz Festival

Wine & Jazz Festival

Eu adoro ir no centro histórico mesmo quando nada acontece por lá.  O lugar é uma graça com prédios baixinhos de tijolinhos vermelhos por todos os lados que me encantam!  O Old Town tem restaurantes, bares, lojas, livrarias, barbeiro, museus, entre outros.  E no verão, é possível comer ao ar livre pois os restaurantes montam suas graciosas áreas externas.  O centro histórico conta também com uma antiga estação de trem que funciona até hoje, dando um charme extra e que criou uma atmosfera mais do que agradável e diferente para o festival!

Old Town

Old Town

Old Train Station

Old Train

Wine & Jazz Festival

 Foi um domingo bem gostosinho e que ainda rendeu uma garrafa de vinho de morango com mel delicioso, comprado nessa lojinha.

Old Town

 

Ex corde.

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De milhas para Km

esteira[1]

Ontem eu subi na esteira pensando na época em que eu corria 5km todos os dias.  Aí deu vontade de ver se eu aguentaria a pressão ou se eu realmente estou fora de forma.  Comecei correndo bem, segui bem sem cansar e sem doer nada.  Mas a confusão começou com a minha ignorância – quantas milhas tenho que fazer para correr 5km?

Não sei se foi o batimento cardíaco acelerado, o pouco oxigênio chegando no cérebro ou se foi burrice mesmo, mas NÃO consegui chegar em um valor.  Fiz vários cálculos na cabeça enquanto corria, converti libras para quilos, fahrenheit para celcius, jardas para metros, mas a milha para quilômetro não saiu.  Eu encasquetei com um tal de O.6 e tentava multiplicar, mas nada fazia sentido. 

A esteira só marca em milhas, então decidi escolher um número e pronto!  Quando cheguei em 3.5 milhas, eu desacelerei e fui respirando e alongando.  Como eu tava tranquila, achei que ainda faltava para chegar na meta dos 5km.

 Já fui pensando que essa seria uma oportunidade boa de colocar os apps do iPhone novo do Marido para funcionar e dar uma chance para ele se exibir.  E foi, mas quem acabou se exibindo fui eu.  Descobri que corri 5.6km e ainda tinha disposição para correr mais!  Bom, né?

Ex corde.

  

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Uma parada no Panamá

Fizemos uma viagem super rápida para o casamento da minha prima no Brasil.  Fomos só para o casamento, para poucos dias e por isso procuramos as passagens mais baratas para a época.  Acabamos voando de Copa Airlines com uma escala no Panamá que só poderia ser feita com um pernoite no país.  Mesmo pagando  hotel, ainda saía mais barato que as outras companhias.  E  então assim fomos!

A parada foi meio forçada, mas valeu super a pena.  Não é todo dia que você pode conhecer um país que ainda não conhece, então decidimos aproveitar o tempo lá.  Contratamos um guia gente finíssima que praticamente ficou o tempo todo com a gente, incluindo o translado do aeroporto-hotel-aeroporto.   A escolha do guia foi pura sorte, através de uma indicação do hotel.  E sem ele não tinha dado para aproveitar tanto em tão pouco tempo.

hotel no Panamá

Começamos visitando um bairro chamado Casco Viejo, uma área antiga do Panamá com construções da época das invasões espanholas.  Eu achei a área super chamosa com sobrados, casas antigas e prédios do governo como a casa do presidente.   O Oceano Pacífico emoldura essa área que também conta com igrejas, museus, bares e restaurantes, além da maior parte da população pobre da cidade.  Os barracos caindo aos pedaços dividem espaço com lindos casarões antigos restaurados, um contraste em cada esquina.  Me lembrei de alguns lugares do Brasil.

casco viejo

casco viejo

casco viejo 

Casco Viejo

Casco Viejo

casco viejo

 Nessa mesma área é possível admirar o Pacífico com a parte moderna da cidade do Panamá ao fundo.  Visual lindo!

oceano pacifico

Casco Viejo

panama city

  Depois de andar muito nas ruas de pedras do bairro antigo, seguimos em direção ao Canal Miraflores.  Eu nunca tinha visto nada igual e adorei poder visitar e aprender sobre toda aquela engenharia!  Achei muito legal!!  O nosso guia, além de gente boa, ainda é um excelente professor de história, geografia, economia e política!   

Ele contou que o canal começou a ser construído em 1903 pelo franceses.  Mas como a febre amarela estava matando muitos trabalhadores na construção, o governo da França passou a enfrentar dificuldades econômicas com a indenização das famílias das vítimas do mosquito.  Com isso, os franceses entraram em acordo com os americanos e esses continuaram a construção do canal.  Pessoas vieram de várias partes do mundo para trabalhar na obra totalizando 75 mil trabalhadores.  Desses, 25 mil morreram de febre amarela que até então não tinha vacina ou tratamento.

A área é montanhosa e os canais foram construídos com o uso de 27 milhões de quilos de dinamite.  Cento e cinquenta e três milhões de metros cúbicos de terra e rochas foram escavados e utilizados para construir as represas que precisam de 250 milhões de galões de água para encherem as comportas.  O canal produz a eletricidade que é usada através das hidrelétricas localizadas nas represas.  Para isso, é fundamental a existência dos 9 meses de chuva por ano.  Os números são todos bem grandes!

A construção do canal terminou em 1913 e conta na verdade com três canais, ao invés de um.  O oceano Atlântico está ligado com o oceano Pacífico através dos canais Gatún, Pedro Miguel e Miraflores, nesta ordem.  Nós visitamos apenas o Canal de Miraflores, pois era o mais perto de Panama City.  De lá até o canal que conecta com o oceano Atlântico, Gatún, são 80km de distância.

 Os Estados Unidos administraram o canal até o ano de 2000.  Desde então, o governo do Panamá assumiu o controle e hoje já contornou a crise econômica enfrentada com a saída do controle americano.  A estrutura é enorme e a organização é muito boa.  Para cruzar pelo canal, os navios precisam pagar uma taxa 48 horas antes de atravessar.  A transação é feita através de bancos, entre outras coisas, para evitar ataques de piratas.  O navios que transportam containers são os que pagam mais caro.  Nosso guia disse que esse navio na foto aí embaixo deve ter pago algo em torno de 170 mil dólares para atravessar. 

canal miraflores

 A princípio esse valor parece altíssimo, mas os cálculos mostram que seria gasto muito mais em combustível e em tempo perdido se eles tivessem que dar a volta no continente.  Além disso, 40% do valor pago por cada navio vai para a manutenção do canal.   Imagino que a manutenção demande muito gasto mesmo.  Para se ter uma idéia, esses “trenzinhos” que são vistos na lateral do navio guiando-o com fios de aço para manter a embarcação no centro do canal foram fabricados especialmente para tal função.  Eles foram encomendados do Japão, funcionam a base de eletricidade e custam 2 milhões e meio de dólares cada um.  Olha um deles mais de pertinho:

canal panama

Não foi só a grandiosidade dos números que me fascinou não, também fiquei encantada com o funcionamento do canal.  Marido não pareceu muito impressionado, ele disse que a Holanda é abaixo do nível do mar e por isso lá existe a mesma coisa.  Para mim que nunca vi nada igual, foi interessantíssimo!  Descobri que o oceano Atlântico fica em nível mais alto que o oceano Pacífico e por isso o canal funciona como uma escadinha que desce, quando nesse sentido.  Na parte da manhã o canal funciona levando os navios do Pacífico para o Atlântico e na parte da tarde faz o caminho inverso.  Os canais são profundos e o nível de água vai sendo ajustado nas comportas que se enchem e secam para ir nivelando os níveis e assim possibilitar a navegação.  

canal miraflores

Acompanhamos a passagem de um navio vindo do Atlântico para o Pacífico e que logo,  precisava descer a escadinha.  Como se vê na foto acima, a comporta estava cheia e precisava escoar a água para alcançar o nível seguinte.

canal miraflores

 Após alcançar o mesmo nível do “degrau” da frente, as portas se abrem e o navio pode seguir viagem.  De acordo com o nosso guia, passam pelos canais do Panamá de 35 a 40 navios por dia.  E o capitão de cada navio cede o seu lugar para um funcionário do canal fazer a travessia.

Canal Miraflores

 Já foram iniciadas obras de ampliação dos canais.  A idéia é aumentar a capacidade, pois demanda tem de sobra.  É possível ver vários navios esperando a sua vez de atravessar.  Os novos canais vão contar com um sistema mais moderno que economiza água.  A tecnologia usada até hoje é a mesma criada no início do século passado.  É ou não é interessante?

Nessa viagem, Marido conheceu o meu lado mais nerd.  Tirei meu bloquinho de anotações da bolsa e fui registrando cada informação que eu achava interessante.  O guia mandou ver no espanhol dele e eu usei todo o meu repertório para entender as explicações.  Me saí tão bem que no final já estava arriscando algumas frases, rs!  Já até anotei outros lugares que quero conhecer e outros passeios que quero fazer, caso tiver que fazer outra parada rápida por lá.  Para quem estiver indo, busque mais informações sobre a viagem de trem até o canal mais perto do oceano Atlântico, o Gatún.  Nosso guia disse que a viagem de uma hora e pouco é linda e que o Canal Gatún é o mais importante dos três.  Já quero!

Ex corde.  

 

PS. O post ficou longo e as fotos bem desorganizadas, mas pelo menos saiu!  Ainda estou me familiarizando com um novo progama para organizar minhas imagens e tomara que não demore muito para a gente ficar amigos!

 

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