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Archive for agosto \30\UTC 2010

Rovio

Com as nossas merecidas férias chegando, mil planejamentos estão acontecendo todos cheios de muito entusiasmo.  Apenas um deles vem com uma pitada de preocupação: quem vai tomar conta dos gatos?  O tempo recorde que Filomena já ficou sozinha em casa foi uma semana.  Depois que adotamos o Hugo, o tempo máximo dos dois sozinhos em casa diminiu para 3-4 dias.  Nesses casos, eu sempre coloco caixinhas (leia-se banheiros) extras para cada um, totalizando quatro.  Trocamos as tigelas de comida e água por uns galãozinhos fofos que suportam uma quantidade bem maior que as tigelinhas.  Com quase todas as necessidades básicas garantidas, eles só precisam aguentar a falta de pessoas na casa.  Oh yes, ter alguém para fazer carinho na barriga é uma necessidade básica para Filó & Hugo!  Sempre que voltamos de alguns dias fora de casa, eles estão numa carência tão grande que chega a encher o saco. 

Dessa vez vão ser 10 dias de viagem e eu definitivamente não gostaria de deixar os dois  ‘abandonados’  por tanto tempo assim.  Já estou planejando pedir para o vizinho dar uma olhadinha neles pelo menos umas duas vezes intercaladas.  E se ele não puder, já pensei na minha amiga que não mora tão perto assim, mas eu sei que ela viria!  Marido cismou que não quer incomodar ninguém e que Filó & Hugo vão ficar bem por longos dez dias.  Pronto, temos um impasse!

Aí, outro dia eu recebi um email do Marido sugerindo uma solução:

Vocês perceberam o que eu disse?  Eu recebi um E-M-A-I-L, minha gente.  Marido me conhece tão bem que sabe que eu iria dar risadas se ele sugerisse na minha frente um robô para tomar conta dos gatos.  Como ele não estava comigo para me explicar do que realmente se tratava, só me restou explorar o site do tal robô que se chama Rovio.  É, o robozinho ainda tem nome.

 Descobri que o Rovio nada mais é que uma webcam sobre rodas.  Com uma conexão de internet sem fio e um computador, qualquer pessoa pode monitorar a sua casa através dele.  Existe um controle remoto onde você  “dirige”  o Rovio e ainda controla o ângulo da webcam, mais para cima, mais para baixo, etc.  É possível programá-lo para um específico trajeto e aí o robozinho vai sozinho no piloto automático.  É possível também tirar fotos de um específico ponto e tê-las enviadas para o seu email automaticamente.  Para mim é muita tecnologia junta!  Se voce ficou curioso, tem muito mais informação em inglês aqui.

Segundo Marido, um colega do trabalho tem um e funciona que é uma maravilha.  Eu tenho as minhas dúvidas se funcionaria aqui em casa.  Qual a garantia que eu tenho que o Hugo não vai decidir brincar de luta e atacar esse andróide?  Ele ataca a Filó…  Tenho quase certeza de que as imagens que veríamos seriam do teto enquanto Rovio estivesse rolando pela escada abaixo.    

E o impasse continua sem solução. 

Ex corde.

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Gel Contra HIV

Ao mesmo tempo que acontecia a 18a. Conferência Internacional de AIDS em Viena, Áustria, o resultado de um estudo publicado online na revista Science mostrou que uma formulação em gel a 1% da droga antiretroviral tenofovir reduziu em mais de 50% o risco de infecção pelo HIV em mulheres, se usado consistentemente.  Atráves do Centro de Pesquisa para AIDS na África do Sul (CAPRISA), o gel de tenofovir e placebo foram distrubuídos entre 889 mulheres sexualmente ativas entre 18 e 40 anos por um período de 2 anos e meio.  O gel reduziu o risco de infecção pelo HIV em média 39%, e reduziu em 54% nas mulheres que o usaram em pelo menos 80% das vezes.  Esse é o primeiro microbicida tópico que demonstra eficácia contra a doença.  Com mais de 33 milhões de pessoas no mundo inteiro infectadas pelo HIV, existe uma necessidade urgente em desenvolver ferramentas de prevenção, especialmente para mulheres africanas.  Li na  edição de agosto da US Pharmacist

Enquanto não vem a cura, que venham muitas maneiras para prevenir.  

Ex corde.  

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Trabalho com um farmâceutico tão gente boa sangue bom que meu coração se enche de alegria quando eu chego no estacionamento e vejo seu carro.  Trabalhar no mesmo shift que ele torna tudo mais leve!  O nome dele é Ronald, mas ele nem se apresenta por tal nome.  Ele é o Ron: super eficiente, profissional, humano, engraçado e cheio de senso de humor.  E o mais legal disso tudo é que você nunca diria que aquele senhor meio careca é tudo isso em um primeiro momento.  Ele é daquelas pessoas que quanto mais você conhece, mais você se encanta, sabe?  Gente boa mesmo. 

Por causa da loucura do meu trabalho, ultimamente eu tenho passado mais tempo com ele do que com o Marido.  Tristeza, eu sei!  Mas nesse tempo todo as conversas acabam sendo inevitáveis e a gente acaba conhecendo um pouco da vida pessoal de cada um.  Descobri entre outras coisas que ele só não foi chamado para servir na guerra do Vietnã porque ele estava na faculdade de farmácia; ele já trabalhava muito antes de quase a maioria dos genéricos estarem disponíveis no mercado; ele é casado há mais de 30 anos e tem quatro filhos.  E o engraçado é que eu acabei sabendo um pouco da vida dos filhos dele, dos planos, das atividades dos fins de semana, e tal.

Já tem alguns dias que eu estou ajudando uma outra farmácia pois muitos dos seus funcionários foram transferidos/despedidos/pediram para sair.  E com isso, não estou indo na minha farmácia e nem tenho visto mais o Ron.  Para a minha tristeza, ontem descobri através do gerente do nosso distrito que um dos filhos do Ron morreu enquanto trabalhava na terça-feira à tarde.  Meu coração se partiu em mil pedacinhos, meu olhos encheram de lágrimas e eu não consegui pensar direito por alguns minutos.  A loucura daquela farmácia enorme e extremamente ocupada simplesmente desapareceu dos meu olhos por alguns instantes.  Eu ouvia os telefones tocarem lá longe e as pessoas pareciam se mover devagar.  Aquela notícia me abalou!  O menino de 19 anos tinha acabado de terminar o ensino médio e estava trabalhando em uma empresa que faz serviços elétricos em casas.  Ele morreu eletrocutado no trabalho.  Ai, pára tudo porque dói até em mim…

Não consigo parar de pensar porque coisas ruins acontecem com gente do bem.  Não consigo parar de pensar na dor de Ron e de sua esposa.  Não consigo parar de pensar em como a dinâmica daquela família vai mudar.  Não consigo parar de pensar como o vazio vai sempre estar presente, não importa quanto tempo passar.  Não consigo parar de pensar que a gente nunca sabe quando vai ser a última vez que vamos ver ‘aquela’ pessoa.  Não consigo parar de pensar na fragilidade das nossas vidas.  Não consigo parar de pensar na inutilidade de sentimentos como orgulho, raiva, incompreensão, intolerância e inveja.  Não consigo parar de pensar que complicar coisas simples da vida é burrice.  Não consigo parar de pensar em como tudo pode acabar no próximo segundo.  E será que você  já parou para pensar verdadeiramente nisso tudo? 

Ex corde.

 

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O Poder da Caixa Amarela

Ah, caixinha amarela! Talvez muitos não vão compreender os seus poderes.  Talvez muitos outros já os compreendem profundamente.  Só sei dizer que você é extremamente poderosa.  Você traz uma enxurrada de sentimentos antes mesmo de chegar perto, só com a sua idéia no pensamento.  Quando o carrinho quadrado do USPS toca a campanhia de casa, ai ai…  Os sentimentos parecem engolir a gente enquanto corremos até a porta.  É uma delícia te tocar e sentir os seus poderes emanando pelos quatro cantos.  É de uma alegria quase infantil te olhar e ver por onde começar a te abrir, caixinha amarela!  Daí entao, você tem o poder de colocar um sorriso tão grande no rosto da gente que é quase impossível de descrever.  É daqueles que doem as bochechas, sabe?  Você tem o poder de amenizar grandes saudades e muitas vezes de preencher grandes vazios.  É, parece conversa de maluco, mas você tem poder, caixinha!  As vezes você traz algumas lágrimas, mas não são lágrimas tristes não.  Você é só alegria, caixinha amarela.  As lágrimas vem de uma saudade do que já vivemos de bom.  Saudade saudável, mas que às vezes aperta o coração.  Caixinha amarela, posso te dar uma sugestão?  Você poderia crescer um pouco mais para poder trazer gentes queridas também, o que você acha?  Mas de qualquer maneira, eu te admiro muito pelos seus poderes e pelas alegrias que você sempre me traz.  Com carinho, aqui termino minha cartinha.

 

 

(…)

Obrigada, mãezinha!

Ex corde.     

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Tenho percebido que as temperaturas estão mais amenas, em torno dos 20-25 graus.  O sol não está mais tão forte e temos tido mais dias dublados e com chuva.  É, tô achando que o verão está indo embora.

E o que eu fico me perguntando para onde foi o verão?  Com exceção de um pulinho em Las Vegas com uma esticada no Grand Canyon e uma reunião de família super rápida na Flórida, eu não fiz absolutamente nada nesse verão.  E diferentemente do Brasil onde às vezes é possível até pegar uma praia no inverno, por aqui é bem complicado aproveitar a vida outdoor o ano inteiro.  Bom, pelo menos não com a paisagem verde , cheia de flores, com roupas leves e chinelo no pé!

A culpa é do meu trabalho.  E eu fico triste de perceber que por causa dele eu não vi o verão passar… não vi o verão, nem a última primavera e nem o último inverno passarem…  Um post sobre o trabalho está sendo escrito!  Aguardem!

Ex corde.

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Os Cogumelos

 

Os cogumelos que eu comia no Brasil eram sempre de conserva.  Na verdade, eu só comia em jantares onde eles eram coadjuvantes de pratos como estrogonofe ou filé ao molho madeira.  Nem era algo que eu comprava para minha casa, pois lembro que era caro para o meu curto orçamento!  Aí aconteceu d’eu estar por aqui e conhecer os cogumelos na versão fresca.  Adorei!  Eles estão na minha lista de compras todas as semanas por serem muito gostosos e com preços bem mais simpáticos:

 

Com um ou dois dólares eu compro o suficiente para uma refeição para dois.  E eles são super versáteis: acompanham batatas cozidas em cubinhos com bastante salsinha, feijões verdes com pedacinhos de bacon ou ainda com frango e abacaxi.  Os cogumelos são sempre muito bem vindos aqui!  E sempre trago para casa dois tipos, os comuns que são chamados de ‘botões’ e o portabella  –  que grandão, robusto e de sabor forte.

 

Adoro ter o fácil acesso a coisas gostosas e, antes, bem diferentes para mim.  Ah, e os cogumelos frescos são bem melhores que os de conserva! 

Ex corde. 

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 Quando eu vejo notícias como essa, eu não sinto a menor saudade de casa.  Li mais aqui também.  As lembranças ruins do assalto que sofri vêm à tona na hora trazendo um mar de sensações desagradáveis.  Quem já foi vítima, sabe.  Uma pena, pois o Rio tem muita coisa para ser a cidade maravilhosa mesmo!

Ex corde.

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