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Archive for outubro \31\UTC 2010

Tenho acompanhado mal e porcamente a situação política brasileira por uma série de motivos.  Posso listar a falta de tempo, a pouca informação internacional nos notíciarios locais, o meu hábito de não assistir televisão e o meu ranço com meios de comunicações brasileiros (incluindo a internet) que distorcem a realidade.  Tudo isso junto tem ajudado para a minha alienação que é, até certo ponto, involuntária e que eu não me orgulho nem um pouco.  Tenho tentado juntar informações na internet através de sites mais sérios, mas ainda assim são visões de quem mora do lado de cá – um tanto diferentes da realidade do dia-a-dia brasileiro.   É meio complicado emitir opiniões quando já estou fora há algum tempo e não sinto o impacto do governo na minha vida e nem acompanho com mais detalhes os acontecimentos ao longo dos anos.  Muita coisa mudou e eu sinto que perdi o bonde.  Mas é um bonde perdido que eu não sei se teria como pegar pelo fato de não morar mais no Brasil.  Por mais que eu leia tudo o que eu achar na internet, ainda vai faltar coisa.  Isso com certeza é uma das desvantagens de morar fora.  A sensação é ruim, confesso! 

E para quem está se perguntando porque eu me importo, já que não moro no Brasil, a resposta é simples.  Me importo porque quero ver um Brasil melhor.  Quero que o meu país continue se desenvolvendo e crescendo para me oferecer mais uma alternativa para viver com qualidade.  Cada pessoa refugiada de guerra civil que encontro por aqui me faz torcer mais e mais pelo meu país.  Cada pessoa que hoje mora nos Estados Unidos e não pode voltar para o seu país de origem por N motivos que incluem guerras, diferenças religiosas, economia, furacões, tsunamis, etc, etc, etc, me faz desejar um Brasil que caminhe para frente.  Quero ver o Brasil cada vez melhor pelo simples fato de poder ter para onde voltar, ao contrário de muita gente que ‘esbarro’ por aqui.

Como uma autêntica brasileira enrolada que eu sou, perdi o prazo para transferir o meu título de eleitor e hoje não votei.  E como uma boa brasileira católica, hoje acabei fazendo o que me restava: eu rezei para ver um Brasil melhor!

Seja o que Deus quiser!

Ex corde. 

 

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29 de Outubro de 2010

Celebramos o meu aniversário com um picnic no parque para aproveitar a beleza das cores do outono!  Chegando em casa, tinha um rocambole de abóbora divino esperando pela gente.  Soprei cada vela fazendo um pedido diferente, só pra garantir!

Parabéns pra mim!

Ex corde.

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Food Inc.

Eu não achei o trailer em português, mas descobri que no Brasil se chama Alimentos SA.  Eu já tinha lido críticas sobre  esse documentário e Marido já tinha o colocado na nossa lista do Netflix até que finalmente assistimos hoje.  É tocante!  É esclarecedor!  É até assustador ver como empresas multibilionárias dominam e manipulam a indústria de alimentos nos EUA. 

E foi uma supresa super boa ver que Michael Pollan, autor do último livro  que li (In Defense of Food) e autor do livro que estou lendo agora (The Omnivore’s Dilemma), aparece no documentário expondo suas idéias e defendendo seus pontos de vista.  Adorei!  E o mais legal disso tudo é que estou conseguindo abrir o Marido para essa questão.  Aos pouquinhos eu chego lá!  Próximo passo é (a antiga idéia que me persegue) me inscrever no programa de cestas de verduras & legumes de algum produtor local para incentivar a sustentabilidade da minha região.    

O documentário só reinforçou a minha veia green a pulsar mais forte, coisa que a minha mãe insiste em não saber de onde veio, rs!  Não tem jeito, não vou me render a cultura fast food nunca.

Ex corde.

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Dois Glutões na Grécia

Assim podemos ser definidos, Marido e eu.  A comida local é tão importante quanto um monumento histórico, já que ambos contam um pouco da cultura de cada lugar que visitamos.  Como existem pés de azeitonas espalhados por toda Grécia, azeite de oliva extra virgem não faltou na viagem.  Nem as próprias azeitonas também, variando de verdinhas às pretinhas.  Deliciosas!  Eu adoro azeite, cozinho com ele e coloco ele em tudo que preparo aqui em casa.  Comer fora nos EUA é uma tormenta para mim por vários motivos, por essa e muitas outras é que eu me acabei na Grécia.

As famosas saladas gregas são bem diferentes das que encontro por aqui (nada de alface, por favor!).  Lá os ingredientes eram quilos de tomates, pepinos sem casca, pimentões verdes e vermelhos, cebola roxa em tirinhas fininhas, alcaparras, azeitonas pretas mergulhadas em azeite de oliva & vinagre.  Em cima disso tudo, ainda tinha uma pedação de queijo feta temperadinho!  Agora que eu já sei como é a original, já tenho reproduzido em casa com sucesso!

Enquanto eu me matava na salada grega, Marido se matava no souvlaki que é um tipo de churrasco no espetinho servido no pão pita com verduras e molho de iogurte, alho & dill que se chama tzatziki.  Uma delícia! 

 Outra especialidade grega que meu adorado Marido se esbaldou foi o gyro que na verdade, nada mais é que um churrasco na vertical cortado em fatias bem fininhas.  O espeto fica girando, e por isso o nome gyro! Tradicionalmente, é servido com a carne de porco, mas pode ser encontrado em frango também.  O churrasco é colocado dentro de um pão pita quentinho lambuzado de azeite de oliva.  Aí dentro dele você pode colocar o que quiser, desde tomates, cebolas, pimentões, o molho tzatziki e até batata frita.  Isso tudo vira um sanduíche portátil que você pode comer com uma mão só, se for preciso.  É uma delícia e você encontra em qualquer esquina na Grécia!

O lugar favorito do Marido em Santorini tinha uma pinta de lanchonete e serviu o gyro mais gostoso que eu já comi até hoje.  O churrascão saía ali na hora, os ingredientes eram bem frescos, a salada grega deles era de comer de joelhos e o atendimento era excelente!

Mas o que o Marido mais gostou de lá foi uma variação do gyro chamado platter, onde o sanduíche vem servido aberto em um prato cheio de gostosuras.  Eu não conseguia encarar esse por causa do tamanho, mas eu dava umas beliscadas sempre que o Marido pedia.  Delicioso!

Outra coisa que vale a pena gastar o rico dinheirinho é em frutos do mar.  Eles não são tão caros e são extraordinariamente mais saborosos pelo simples fato de serem fresquíssimos.  Se você acha que lula é borrachuda, é porque você nunca experimentou uma preparada ainda fresca!  Todos os meus conceitos de frutos do mar foram modificados para sempre com essa viagem.  É uma pena que não posso reproduzir esta parte da culinária aqui na minha cozinha por falta de ingredientes à altura.  Mas não vou sempre lembrar da lula recheada que comemos em um restaurante na Little Venice, em Mykonos. 

E por falar em lula, é super fácil de encontrar esse fruto do mar grelhado nas ilhas.  Eu nunca tinha visto antes assim e simplesmente adorei o sabor.  Diferente do que eu estava acostumada, sabe?

Na parada na ilha de Thirissia, nós ficamos bobos de ver a quantidade de frutos do mar sendo grelhados ao mesmo tempo.  Era lula, polvo, camarão, peixe-espada, tanta coisa… meu Deus!  Deliciosa!   

E experimentamos com a mesma vontade o polvo super azedinho temperado com limão e vinagre.  Era especialmente saboroso e refrescante!  E mais uma vez, a carne era super macia.

Experimentamos o polvo grelhado que também não decepcionou.  Marido ficou meio assim quando viu a porção, mas é que ele tava esperando um polvo inteiro.  Imagina só? 

Outra coisa que me encantou na hora de sentar à mesa na Grécia foi a graciosidade ao preparar tudo.  Pezinhos de manjericão ou pimenteiras estavam quase sempre presentes ao invés de um vaso de flores, sabe?  Tão original, tão bacana! 

Mais uma foto de uma das mesas seguidas com uma entrada que nunca tinha comido antes: queijo feta assado!


Mas se tinha uma coisa que era sufoco, era tentar entender se tudo o que eles tinham cobrado na conta estava certo.  Putz, tudo em grego! 

A experiência gastronômica na Grécia valeu cada centavo!

Ex corde.

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Santorini, Grécia

O ferry boat que nos levou de Mykonos até Santorini era um pouco menor, mas não menos confortável.  A viagem demorou algumas horas e dessa vez eu dormi muito!  Chegando lá eu aprendi que o nome oficial da ilha é Thira e os locais não gostam muito do nome coloquial usado pelos turistas – Santorini é um nome que faz referência a Santa Irene.  Ainda na chegada no porto de Athinios que fica na base da montanha, aprendi também que a cidade fica no topo, lá no alto.  Teríamos que subir aquilo tudo e a melhor maneira foi usar o ônibus da cidade – baratinho e super conveniente! 

 

O translado até a pousada não demorou muito.  E lá fomos recebidos por gatinhos fofos que brincavam dormiam em uma pequena oliveira cheia de azeitonas.  (A Grécia, especialmente as suas ilhas, tem muitos pés de azeitonas espalhados pela cidade.  Não é à toa que o azeite de oliva deles é delicioso!)  A pousada também era super gostosinha, mas não tinha aquela vista na frente. 

Percebemos logo de cara que Santorini se tratava de uma ilha bem maior e mais com jeitão de cidade, se comparada com Mykonos.  Marido já sentia saudades daquele ritmo mais tranquilo, mas eu estava super curiosa para saber o que tinha de tão especial em Santorini que todos gostam tanto!  Claro que mal deixamos as coisas no quarto da pousada e já saímos para explorar a cidade de Fira antes que escurecesse de vez.



A cidade de Fira fica no topo da montanha de frente para um penhasco, com o mar abraçando a ilha inteira.  O que me confundiu no início foram as propagandas dos restaurantes de Fira: “Com vista para a caldeira”.  Que caldeira é essa?  Mas aí já era tarde e escuro demais para tentar ver alguma coisa.  Decidimos explorar a cidade com suas ruelas que sobem e descem cheias de lojinhas.  Bom, na verdade a gente estava atrás de um lugar para jantar.  E foi naquela noite que encontramos o lugar favorito do Marido onde ele comeu todos os dias um gyro no prato!  Imagine uma criança feliz? 


Com as barriguinhas cheias, nós e mais um casal de NY que conhecemos na viagem paramos em um bar irlandês (!?) super agitado em Fira.  A noite foi divertida, regada a cerveja grega, drinks e a companhia de um outro casal de Connecticut que dividiu a mesa com a gente.  Saímos de lá mais de 2 horas da manhã e caminhamos até a pousada com os cachorros de rua nos acompanhando.  Eu já disse aqui que a Grécia é cheia de gatos e cachorros?  Não tenho certeza se eles são de rua, pois a maioria é super bem tratado e muitos tem coleira & tudo.  Mas eles estão sempre no meio da agitação, rs! 


 O dia seguinte começou cedo com os preparativos para o nosso passeio de barco.  Fechar esse pacote foi a melhor coisa para ver o máximo em um tempo disponível mínimo!  Sem contar com o passeio por si só que já é divino!



Naquele momento eu consegui ter uma real noção do que é Santorini: as cidades são formadas por casinhas brancas no topo da montanha.  De longe, só se vê uma mancha branca em cima da cor escura das montanhas.  Eu conseguia confundir as casinhas com neve! 


A primeira parada do passeio foi em uma ilhota da caldeira.  Santorini é basicamente o que restou de uma explosão de um vulcão que destruiu o que antes era uma ilha única, toda conectada.  Com a explosão, uma área chamada de caldera foi criada (segundo o Dicionário Michaelis, caldeira é uma cratera cujo diâmetro é muito maior que o da chaminé vulcânica por causa do colapso ou afundamento da parte central do vulcão, ou por causa de explosões de extraordinária violência).  A caldeira fica coberta pelo mar Egeu e o que a gente vê são as ilhotas.  Paramos em uma delas para ter uma idéia do que é esse vulcão.  As rochas vulcânicas estão por toda parte e o visual é incrível!

 O passeio tinha incluído um guia super competente para ir contando a história do vulcão enquanto subíamos nele.  A caminhada acontece em um caminho de pedras vulcânicas meio soltas  e os meus joelhos de melões estavam gritando de dor.  Mas eu encarei até o final (com Marido me carregando de macaquinho na descida!) e tivemos uma experiência única.

Em um certo ponto da subida, o guia parou e cavou um buraquinho no chão.  Não era nada fundo, só cavou um pouquinho mesmo!  A terra que ele pegou com as mãos era tão quente, mas tão quente que fumaçava.  Dizem dá para cozinhar um ovo em poucos minutos por causa da alta temperatura!  Aquele foi um exemplo que ele nos deu para mostrar que o vulcão é ativo.  Medo!  E outro sinal de atividade eram os gases de enxofre super fedidos que saíam do meio das pedras.  Geólogos concluíram que a próxima erupção deve acontecer em não sei quantos mil anos e, segundo o nosso guia, nós já vamos ter morridos há séculos quando isso acontecer.  Menos mal!


Depois da subida do vulcão, nosso barco parou em uma outra parte da ilhota vulcânica para a gente tomar banho na água do mar aquecida pelo calor do vulcão.  O máximo!  O barco não podia chegar muito perto pela pouca profundidade e pelas rochas, então caímos naquela água azul turquesa, gelada e super salgada do mar Egeu e nadamos até a parte mais alaranjada e quentinha.  Foi muito revigorante!  Os gases emitidos pelo vulcão alteram a cor, a temperatura e a densidade da água.  Era muito interessante chutar as pedrinhas do fundo e ter a sensação de que elas estavam quase flutuando! 


  

Paramos em mais uma ilhota para fazer um almoço delicioso com frutos do mar pescados ali na hora, praticamente na frente do cliente.  Essa pequena ilha se chama Thirassia e proporciona paisagens espetaculares da caldeira!



E a parada final do nosso passeio de barco foi Oia (pronuncia Ia), uma cidade na pontinha do norte da ilha maior.  Que lugar fantástico!  Chegamos no porto na base da montanha e tínhamos que subir uma escadaria monstra com degraus extremamente íngremes para poder chegar na vila com suas casas, lojas e restaurantes.  Fomos de jegue, pessoal!  Parece que andar de jegue por lá é algo “chique”, mas na minha cabeça eu só imaginava os burros do Ceará ajudando os pescadores a carregar aquelas cestas cheias de camarão – uma visão nada glamurosa!  Mas aceitei a carona (bem cara, diga-se de passagem!), pois já estava prevendo um colapso dos meus joelhos.  E eu quase tive uma síncope!  Os jegues andam rápido, na beira do penhasco, um atrás do outro e literalmente se peidando & se cagando!  Passei os longos 10 minutos levantando a minha perna para não encostar na bunda no jegue da frente, já que o meu jeguinho fazia questão de se esfregar no vizinho.  Quase morri de agonia!  Marido estava delirando de alegria achando aquele passeio o máximo!  E eu rezava para chegar logo, mas ao mesmo tempo pensando que apesar de tudo eles pouparam meus joelhos.


 

Ainda precisamos fazer o finalzinho da subida por nossa conta, mas naquele momento nada mais importava porque o visual era fenomenal!


 

 Mal chegamos lá em cima e já fomos nos posicionar para assistir o tão falado por do sol em Oia.  Até chegar lá, nós caminhamos pelas ruazinhas cheias de lojas com jóias belíssimas, souvenirs e restaurantes charmosos demais! 

Ainda faltava em torno de uma hora para o por do sol, mas resolvemos garantir o nosso lugar logo.  Ainda bem, porque os minutos foram passando e pessoas foram surgindo do nada e lotaram aquela parte da cidade.  Mas elas todas tinham um motivo mais do que especial para estar ali, assim como eu.  Ver a grandiosidade da natureza em uma manifestação delicada e tão cheia de cores é de arrepiar. 

 Tem mais uma foto maravilhosa do por do sol aqui.

Santorini realmente é especial pela sua especificidade: Não há nenhum outro lugar com uma vista para caldeira.  Não consigo lembrar de outra cidade que se localiza assim no topo da montanha e que tem casinhas brancas construídas numa desorganização paradoxalmente tão harmônica!  À isso, soma-se o estilo de vida da ilha, a boa comida mediterrânea com ingredientes de fazer qualquer um babar e ao clima meio tropical no meio do mar Egeu.  Sei lá, é algo que eu posso tentar definir com palavras, mas jamais vou alcançar o que Santorini verdadeiramente é.  Vou deixar fotos, muitas delas, para ajudar a cada um que lê esse post a ter uma idéia. 


 


 

 Lindo, né?  Mas Santorini pessoalmente consegue superar qualquer foto!

Ex corde.

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Delos

A pequenina e inabitada ilha de Delos fica há apenas meia hora de barco de Mykonos e lembro que nós programamos a data da viagem inteira para Grécia em função de Delos.  Explico: a ilha fecha para visitações a partir da primeira semana de outubro e por isso precisamos antecipar as coisas um pouco!  E não houve arrependimentos, pois há muito o que se ver na ilha que é um patrimônio cultural da humanidade!  Além disso, o passeio de barco ainda é uma delícia.  Bônus!

Os gregos antigos consideravam Delos o santuário religioso mais sagrado de todos por lá ter sido o local de nascimentos de Apollo e Artemis.  De acordo com a mitologia grega, Hera a primeira esposa de Zeus, nunca gostou muito de Leto. Vendo-a grávida, obteve da deusa Gaia a promessa de que esta a impediria de achar lugar na terra onde pudesse dar à luz. Então Poseidon, vendo que a infeliz deusa não encontrava abrigo onde quer que fosse, comoveu-se e fez emergir do mar a ilha de Delos. Sendo essa ilha flutuante, não pertencia a Gaia, que assim não pôde nela exercer o seu poder supremo. 

Mas a ilha não  era exclusivamente um santuário religioso; ela foi um porto comercial super importante pela sua localização e teve seu auge sob o governo dos romanaos nos séculos 4 e 3 a.C.  Para se ter uma idéia, uma média de 10 mil escravos eram vendidos por dia em Delos!  O seu declínio só aconteceu depois do ataque do Rei Mitridates que matou os 20 mil habitantes de Delos e roubou tudo que pode levar nas suas embarcações.  Parece que os gregos acreditavam tanto na proteção dos deuses que nunca se preocuparam em proteger a ilha de Delos. 

Escolhemos fazer o passeio de Delos com uma guia local para poder aproveitar ao máximo.  Ela nos contou que havia uma cidade densamente populada na ilha e que os escravos faziam tudo funcionar!  As enormes e imponentes casas de dois andares possuiam salas rodeadas por pomposas colunas de mármore com mosaicos cobrindo o chão.  As casas ainda tinham lojas na frente onde os escravos vendiam os produtos produzidos pelos seus donos.  As ruas da cidade eram estreitas e ainda hoje é possível ver as ruínas do aqueduto público, um teatro e prédios públicos.    

Uma grande quantidade da história de um passado glorioso ainda resiste em ruínas.  Aqui estão algumas as fotos:


 

Delos é um lugar que vale a pena visitar!

Ex corde.

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Mykonos, Grécia

Depois de dois dias em Atenas, seguimos para as nossas viagens de ferry boat pelas ilhas gregas.  Já sabíamos que a segunda parte da viagem seria completamente diferente do que vimos na capital da Grécia.  O ritmo agora era outro, mais relaxado, mais praia, mais tranquilo.  Foi com essa mentalidade que saímos do Porto de Pireus às 7 e meia da manhã com a destino à Mykonos.  Preciso registrar aqui que eu esperava um ferry boat de tamanho ‘normal’, mas tomei o maior susto ao ver o tamanho do bichão que nos levou:

A viagem foi confortável com direito a cafezinho, pé pra cima e muita soneca.

Fizemos algumas paradas em outras duas ilhas, Syros e Tinos, e eu achei o maior barato os vendedores ambulantes que entraram para vender doces gregos.  Provei um que eu não sei o nome até hoje, mas não consegui comer todo porque achei o recheio MUITO doce!

A viagem seguiu com uma vista maravilhosa pela janela até chegar no nosso destino lá por 1 hora da tarde.

A chegada em Mykonos foi tranquila e confesso que eu estava super animada.  Não registrei em fotos, mas a quantidade de pessoas com placas nas mãos oferecendo hotéis era enorme.  Dizem que o cenário é bem diferente durante a alta temporada onde reservas precisam ser feitas com meses de antecedência.  Logo identificamos a placa da nossa pousada e sem muita demora a van nos levava para o nosso pedacinho de paraíso em Mykonos.  A pousada fica localizada em menos de 5 minutos do porto e o caminho até lá é na beira do mar.  Amei desde o primeiro segundo!


A pousada que ficamos era simples e sem nenhum luxo, mas com ar-condicionado, televisão, água quente no chuveiro e uma cama gostosa.  Ela é administrada por uma família e eles simplesmente tratam os hóspedes maravilhosamente bem.  Os quartos são pequenos e o banheiro menor ainda, mas a varanda com vista para o mar compensa qualquer aperto.

Colocamos nossas malas no quarto, botei o biquini e corri para a porta da pousada.  Parei um segundo e pensei que agora teria que me acostumar com essa vista do outro lado da rua.  Oh, well!

Nossos dias em Mykonos foram especialmente felizes!  Sei lá, tinha alguma coisa no ar, no clima de praia, nas pessoas, na comida, na magia daquele lugar.  Descansamos bastante ao mesmo tempo que aproveitamos o estilo de vida da ilha!  No mesmo dia que chegamos, já passamos a tarde na praia bebericando uma cerveja grega e uns aperitivos locais deliciosos.  Cheguei até a dormir na cadeira de praia!

Naquele mesmo dia, à noitinha, nós fomos para a cidade de Hora (mais conhecido como o centrinho de Mykonos) caminhar nas suas ruas de labirinto com suas mini igrejas espalhadas em cada esquina.  Hora tem uma reputação de ser uma das cidadezinhas mais bonita entre as ilhas das Ciclades.  Ela é realmente uma graça!



 


Os dias que se seguiram foram para a gente descansar na praia, para aproveitar mais ainda o centrinho de Mykonos e para cair de boca na comida grega.  E que comida, minha gente!  Frutos do mar em abundância, verduras fresquíssimas e muito azeite de oliva!  Vai sair um post só da comilança que foi essa viagem!  Por enquanto, mais fotos de Mykonos.


E as fotos que vem a seguir foram tiradas de manhã bem cedo na cidade, onde a maioria das pessoas presentes eram gregas em sua rotina diária.  Adorei ver a feirinha com verduras e o mercado de peixes!  Foi em Mykonos que vi pela primeira vez um pelicano assim tão pertinho. 

 

 

 

 

 

 

Muitos locais nos contaram que Mykonos não é tão gostosa assim durante o verão por causa da enorme quantidade de pessoas que invadem visitam a ilha.  Parece que vira um Deus nos acuda na tentativa de comer, dormir e até se divertir.  Tudo fica lotado!  Além disso, Mykonos é um destino bem comum para gays.  Vimos muitos deles por lá com muitos bares e clubes específicos para a clientela.  Para quem curte uma agitação, Mykonos durante os meses de julho e agosto bomba!  Para quem prefere algo mais tranquilo, final de setembro é perfeito!  Nós adoramos cada minuto que passamos em Mykonos e o final de cada dia era mais ou menos assim:

  
  

Esse mundo é tão grande com tantos lugares que eu não conheço ainda, que geralmente eu não programaria voltar em um mesmo lugar.  Mas não consigo dizer isso para Mykonos!  Eu voltaria lá feliz da vida!  E só de olhar as fotos eu já fico cheia de vontade de voltar! 

♥♥♥♥♥

 Ex corde.

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