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Archive for novembro \17\UTC 2010

Cinco Horas em Madrid

Nosso vôo de volta de Portugal teve uma longa conexão na Espanha.  O avião foi pousando e Marido já foi se desanimando por causa do tanto de tempo que teríamos que esperar até o próximo vôo para casa.  O que fazer em cinco horas?  Eu tinha a esperança de poder dar um rolé na cidade ao invés de ficar sentada numa poltrona desconfortável de aeroporto.   Mal saímos do avião e eu já fui arrastando o digníssimo Marido atrás de informações sobre como chegar até o centro da cidade.

O aeroporto Barajas de Madrid é super grande e bem espalhado, o que fez  a gente andar bastante atrás de um balcão de informação.  O único que encontramos estava fechado e então decidimos parar numa banca de revistas para fuçar os guias de turismo de Madrid que estavam à venda.  Imagina a situação do casal procurando um mapa da cidade para tentar adivinhar se era viável chegar ao centro ou não, rs!  Acabamos recebendo a ajuda da moça da banca para seguir as placas do metrô e lá pegar um mapa na central turística deles.  A estrutura é fanstástica e saímos para pegar o metrô com todas as informações que precisávamos.  Nessa hora, nós já estávamos bem animados porque teríamos tempo de sobra!

O metrô tem uma estação no aeroporto e o bilhete para chegar até o centro de Madrid custa só 2 euros.  Tivemos que trocar de linha uma vez e percebemos como o sistema de metrô deles é simples, prático e claro.  Chegamos na Plaza de España em 30 minutos.  Nesse momento, as pespectivas mudaram e as cinco horas de conexão se tornaram pouco tempo!  Madrid é super grande com muitas coisas para se ver & fazer!  Decidimos então simplesmente caminhar pela Gran Vía (uma movimentada avenida) até a Plaza del Sol observando a capital espanhola e suas gentes.  Um barato!  Tiramos algumas fotos e caminhamos mais um pouco na direção de um bar de tapas na proximidade da estação do metrô.  Decidimos usar o resto do nosso tempo disponível comendo, claro!  O bar era super interessante com os presuntos pendurados e um moço espanhol que cortava fatias finíssimas com uma faquinha na vitrine.  Experimentamos dois tipos de chouriços acompanhados de uma tortilla espanhola divina e pão.  A sangria estava ótima!  Saímos de lá felizes por termos escolhido a aventura de explorar um pouquinho de Madrid no pouco tempo que tínhamos.  E agora vão algumas fotos:

 

Ainda vamos voltar lá um dia para visitar direitinho a cidade!  Mas se alguém, algum dia, tiver algumas horas de conexão em Barajas – Madrid, a gente recomenda não pensar duas vezes e pegar logo a linha 8 do metro até a estação dos Novos Ministérios, trocar para a linha 10 até chegar na Plaza de España no centro.  O rápido passeio vale a pena!

Ex corde.

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Portugal, Ora Pois!

Morar nos Estados Unidos está sendo uma grande descoberta pessoal ‘de mim mesma’ em vários sentidos.  Um deles é de compreender a minha similaridade com os portugueses, mesmo sempre achando que não tinha nada haver!  Cheguei à essa conclusão ao longos dos anos que fui convivendo de perto com portugueses.  A convivência se deu pelo fato de existir uma grande comunidade portuguesa na cidade onde moro.  Por causa deles, frequento a missa aos domingos em português e sempre que quero, eu posso comprar produtos portugueses e brasileiros no mercado português.  Tenho ainda uma vizinha-amiga que é portuguesa!  Ora pois, assim então aprendi que temos muita coisa em comum.

Fui percebendo que as nossas línguas portuguesas tem umas palavras aqui e alí que são diferentes, mas a gente se comunica em perfeita harmonia apesar dos sotaques.  A culinária tem umas facetas novas para mim, como feijoada de feijão branco, mas o tempero é tão gostoso quanto o nosso!  Hábitos como tomar um cafezinho preto na xícara com pires ou comer pão com manteiga são divididos por nós!  Aquela coisa de falar pegando, de dar beijinhos, de virar “íntimo” em pouco tempo também é dividida por nós.  Moro em um lugar que a cultura local é muito diferente da minha e perceber que os portugueses fazem muitas coisas que eu fui criada fazendo foi uma surpresa deliciosa!

Eu nunca soube muito sobre os portugueses, além de Pedro Álvares Cabral estudado na escola, do bacalhau, vinho do porto e das piadinhas sacanas que brasileiros fazem com frequência.  Talvez eu nunca tive muito interesse em Portugal por causa do meu desconhecimento e da minha ignorância.  Que pena!  E se eu continuasse morando no Brasil, talvez continuasse achando que não temos nada em comum.  Engraçado como as coisas acontecem, pois encontro mais informação sobre Portugal no Brasil do que aqui, mas foi aqui que consegui enxergar as similaridades.  Similaridades essas que são sutis e marcantes ao mesmo tempo.  Parece que no Brasil elas se confundem com as nossas próprias tradições e cultura justamente por serem parecidas.  Enfim, eu sei que a minha relação com Portugal ganhou mais respeito e mais valor depois que passei a morar nos Estados Unidos.  Até porque fui percebendo ao longo dos anos que ser brasileira e latina por causa da localização geográfica, não faz com que haja tanta similaridade com os latinos da América Central e do Sul que por aqui moram.  Percebo a cada dia que os laços são muito mais estreitos com Portugal e com os queridos portugueses não só através da língua, mas também através do comportamento e do modo de viver a vida.

Nesse contexto, a minha curiosidade para saber mais sobre as origens brasileiras só têm aumentado.  Ano passado, quando a minha amiga-vizinha portuguesa foi à Portugal, não podemos aceitar o convite de ir com a família dela por vários motivos.  Mas fiquei com aquele desejo enorme de conhecer Portugal até, finalmente, poder conciliar tempo & dinheiro para matar essa vontade!

Próxima parada: Lisboa.

Ex corde.

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♥  Horário de verão acabou e tivemos que atrasar uma hora os nossos relógios.  O lado bom foi acordar domingo de manhã e descobrir que ainda tinha mais uma horinha de sono.  O ruim foi perceber que os dias estão encurtando.  Quando eram umas cinco e pouco da tarde de ontem, tudo já estava escuro lá fora.

 

♥  Trabalhei na transição (atrasada!) do meu armário: guardei as roupas de verão e coloquei as roupas de inverno à mão.  Como eu não tenho um closet da Carrie Bradshaw, preciso criar espaço para as roupas que têm utilidade em cada estação do ano.  É uma trabalheira que, para mim, sempre acaba levando 2 dias.  Já que eu preciso fazer essa troca religiosamente duas vezes por ano, eu aproveito para experimentar roupas, fazer novas combinações, me desfazer daquilo que não uso mais e criar uma listinha mental do que preciso comprar novo.

 

♥  As malas que estavam guardadinhas voltaram para o meio do quarto para nos lembrar que elas precisam ser feitas!  Temos mais um carimbo para receber no passaporte e checar mais um quadradinho na nossa lista de países visitados.  Quero muito me animar logo, mas por enquanto ainda estou mergulhada em coisas não-relacionadas-com-a-viagem que precisam ser feitas para ontem!

 

Ex corde.

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Nem acreditei quando vi na loja de 1 dólar aquilo que eu tanto brinquei quando era criança:

 

Eu comprei na hora e não tenho parado de fazer bolinhas desde então!  Eu tenho uma memória olfativa super potente que é capaz de me fazer viajar no tempo.  Estou adorando poder relembrar e, de uma certa forma, até matar a saudade dessa fase que hoje já mora no passado juntamente com pessoas queridas!  Muitas bolas, bolinhas redondas e bolões deformados já saíram da ponta deste canudo nessa última hora.  Que cheiro mágico!

Marido me disse que ele também já brincou muito com isso.  Será que era um brinquedo universal?  Alguém mais brincou também?

Ex corde.

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Estava no supermercado outro dia e me dei conta que adoro a praticidade do dia-a-dia americano!  Muitos dos caixas registradores para pagar as compras já são daqueles que a gente mesmo escaneia o produto, coloca na sacola, passa o cartão de crédito/débito ou coloca o dinheiro na máquina e pronto.  Mas nesse supermercado específico, eles bolaram algo ainda mais prático: uma maquininha portátil que possibilita a gente ir escaneando e ‘ensacando’ as compras praticamente no mesmo momento que retira o produto da prateleira.  (A foto com o celular ficou terrível, perdoem-me!)

Existe uma pequena estação na entrada onde o escaner de mão é ativado antes de começar as compras.  Lá mesmo ainda é possível encher o carrinho com sacolas plásticas para ir ensacando os produtos.  (Eu pulo essa última parte, pois uso & abuso das minhas sacolas reutilizáveis!)

Quando você termina de fazer as compras, já tá tudo arrumado nas respectivas sacolas dentro do carrinho.  Aí basta se dirigir ao caixa, escanear um código de barras para maquininha saber que é hora de fechar a conta e esperar o computador gerar o valor total.  O passo seguinte é o do pagamento que é feito igual em todas os caixas self-services, assim bem prático onde a gente mesmo passa o cartão e espera a nota fiscal ser impressa e pronto! 

O curioso é que tudo é na base da confiança, pois em momento algum ninguém confere se o que está na sacola é exatamente o que foi escaneado.  Muito legal,  além de fazer a gente ganhar tempo no final do dia quando faltou leite ou queijo, sabe?

Ex corde.

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Pérola

Uma prima está visitando Washington DC pela primeira vez e hoje, na saída do metrô, eu fui explicando que naquela área estão concentrados muitos muséis.  Ela caiu na gargalhada e eu quase caí dura para trás sem acreditar! 

O plural de museu virou musÉIS.  É mole? 

Ex corde. 

Mais Confusões

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Cancelar? Qual o motivo?

Estava me lembrando de quando eu estava de casamento marcado e passagem comprada para a mudança para os Estados Unidos e precisei resolver as pendências da vida prática.  Sair do apartamento alugado e entregar a chave com tudo direitinho foi fácil se comparado com a dificuldade que tive para cancelar os serviços.  Água, luz, telefone e internet foram relativamente tranquilos.  Liga, fala com várias pessoas, fica em espera, repete a mesma história 30 vezes, respira fundo & pede paciência, até que pronto, tudo se resolveu.  Agora a assinatura da televisão à cabo foi traumática. 

“Qual é o motivo do cancelamento, Senhora?”, estou de mudança, eu respondia.   “Mas a Senhora *pode estar tendo* a televisão a cabo na sua nova casa, sabia?”, claro que eu sei que eu posso ter assinatura na nova casa, mas eu não quero mais a assinatura e tentava explicar que não há motivo MAIOR para o simples fato de eu não querer mais.  Perda de tempo.  Na minha lógica, o atendente estava forçando algo contra a minha vontade e eu mencionei isso para a pessoa.  “Não Senhora, estou apenas explicando sobre as suas possibilidades!”.   E o pobre coitado ainda continuou dizendo que eu poderia tranferir a minha assinatura para qualquer estado do Brasil inteiro!  Foi aí que eu disse com todas as letras que eu estava me mudando para fora do país e por isso gostaria de cancelar o serviço.  Sabe o que aconteceu?  A ligação misteriosamente caiu.  Tem noção?        

Liga de novo, fala com outra pessoa, fica em espera, transfere para outro setor, repete a mesma história 30 vezes, respira fundo & pede paciência, até conseguir falar com uma pessoa que aparentemente quer resolver o meu problema.  Acredite que o diálogo reproduzido acima aconteceu igualzinho.  Quando eu percebi que a pessoa tava seguindo o mesmo protocolo da outra, eu já pedi o nome, número de protocolo e aí… a ligação caiu de novo.  Coincidência?

Liguei novamente e encarei todo o lengua-lengua mais uma vez, mas dessa vez eu já cheguei pedindo um supervisor.   “Mas Senhora…”  Quero um supervisor.  “Mas é que…”  Supervisor, por favor, até que consegui o bendito.  Contei a história mais uma vez e ele pediu desculpas.  Poxa, fiquei até mais aliviada e achei que tava tudo indo melhor agora.  “Mas a Senhora sabe que *pode estar transferindo* a sua assinatura para um familiar?”  Meu Senhor, eu não quero manter a assinatura ativa, eu tentava explicar.  “A Senhora não *vai estar tendo* o seu nome na assinatura caso faça a transferência.”  Eu estava subindo pelas paredes quando só consegui repetir que queria CAN-CE-LAR.  “Ah, e não precisa ser um membro da família, *pode estar sendo* um amigo também!”  Chorei nessa hora.  Disse que eu tinha os três números de protocolo com os nomes dos palhaços atendentes para confirmar as minhas tentativas de cancelamento.  Caso eles não cancelassem, a gente iria brigar na justiça.  Click, desliguei o telefone.   

Lembrei desse fato quando tentava cancelar a minha assinatura online no site do Globo.com hoje pela manhã.  Na hora de fazer a assinatura é super fácil.  Tudo pela internet, a gente só precisa colocar nossos dados e o número do cartão de crédito (claro!).  Enquanto navegava pela minha conta, percebi que nem existe a alternativa de cancelamento no site.  Entrei em um atendimento ao cliente via chat e descobri que, por motivos de segurança, é preciso ligar para o número tal para cancelar.  E a minha segurança na hora de criar a conta?  Talvez eles estavam falando da segurança deles, pois assim eles dificultam e de uma certa forma até controlam os cancelamentos. 

Ah, e a atendente me perguntou logo qual era o motivo do cancelamento.  Ui, o trauma veio à tona junto com a história da assinatura de tv a cabo. 

Alguém já passou por algo parecido?  Ou só sou eu?

Ex corde.        

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