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Archive for dezembro \27\UTC 2010

Em Viena, Áustria

Eu simplesmente amei visitar o leste europeu em dezembro por causa dos inúmeros mercados de natal espalhados por todas as cidades que passamos.  Os mercados são como feirinhas de rua montadas em barraquinhas padrões de madeira com decorações natalinas.  Cada barraca vende o que quiser, incluindo comida, doces, bebidas, souvenirs e também, claro!!, muitas decorações de Natal.  Pegamos um feriado em Viena e muitos locais estavam frequentando um dos muitos mercados de Natal da cidade.  Era ali que os amigos se encontravam e batiam papo; onde famílias levavam as crianças para brincar; ou era simplesmente o lugar para se comer alguma coisa típica. 

Em Viena, Áustria

Em Budapeste, Hungria

Em Viena, Áustria

Em Viena, Áustria

A comida foi a nossa parte favorita!  O cheiro ia longe fazendo nosso estômago roncar.  Eles serviam muitas linguiças com pão, repolho cozido, às vezes sopas, porco assado, entre outras coisas.  Um dos pontos altos dessa última viagem foi experienciar os mercados de Natal.

Em Budapeste

Em Budapeste, Hungria

Em Budapeste, Hungria

Em Budapeste, Hungria

 O único porém dos mercados de Natal é o frio que faz nessa época do ano.  A temperatura estava bem abaixo de zero o tempo todo – em torno dos 6 graus negativos!  Os mercados ficam mais mágicos ainda quando escurece e as luzes de Natal se acendem.  Mas é aí que a temperatura desce mais um pouco deixando o que já era muito frio, mais frio ainda!  E ainda assim os mercados lotam!!  Fiquei boba de ver como tá todo mundo se divertindo, rindo, comendo e ao mesmo tempo se equilibrando na neve-que-virou-gelo como se não fizesse frio algum!  Nessa hora a gente faz cara de quem não está congelado e se diverte junto! 

Em Praga, na República Tcheca

Em Praga, na República Tcheca

Em Praga, na República Tcheca

Em Praga, na República Tcheca

Em Praga, na República Tcheca

Em Praga, na República Tcheca

Em Praga, na República Tcheca

Mas existe um truque que funciona: Glühwein!  Você encontra o vinho quente em uma barraca sim, outra não!  O Glühwein húngaro foi o mais gostoso que provei, pois eles temperam o vinho com cravinhos, canela, laranja, limão e botam para ferver!  Outros eram só o vinho fervido mesmo, o que já era bom!  O vinho quente é servido fumaçando para poder durar um pouco mais nas temperaturas negativas.  Os primeiros minutos servem para esquentar as mãos e depois já dá para beber.  Ele desce quentinho e descongelando tudo!  Aí quando acaba, a pessoa já tá com frio de novo e então compra-se mais um!  Ah, adorei! 

Vinho Quente (Glühwein)

Tivemos a chance de provar um pão doce (chamado de bolo por alguns) feito na hora que come-se quente para amenizar o frio.  Encontramos o mesmo pão nos quatro países que passamos e todo o processo de preparo podia ser assistidos nas barracas dos mercados de Natal.  Uma delicinha que vem com açucar, açucar com canela, chocolate e mais um outro que eu não lembro mais.

Compramos algumas decorações de Natal para a nossa árvore para sempre lembrar dos mercados de Natal europeus!  Os ornamentos são simples, muitas vezes feitos à mão, mas cheios de charme.  Os mercados de Natal são animados, cheios de gente curtindo com simplicidade essa época do ano.  É aí que a gente vê que é preciso muito pouco para se divertir!

Em Budapeste, na Hungria

Em Bratislava, na Eslováquia

Em Budapeste, na Hungria

Mercado de Natal em Český Krumlov, República Tcheca

Em Budapeste, Hungria

Em Bratislava, Eslováquia

Em Bratislava, Eslováquia

Em Budapeste

Em Viena, Áustria

Em Bratislava, Eslováquia

Em Viena, Áustria

 Já quero voltar no próximo Natal!

Ex corde. 

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Ceia de Natal

Nós dois mais os gatos (Filomena & Hugo) com muita comida tradicional das festas natalinas de Porto Rico, que Marido e eu cozinhamos juntos!  Tentamos conciliar as culturas e tradições, o que às vezes não é fácil.  Imagina dormir antes da meia-noite na véspera de Natal?  Pois é, Marido comemora o dia 25 enquanto eu (nós, Brasil!) sou acostumada a comemorar a véspera.  Com as nossas diferenças acrescentando interessância nas nossas vidas, a gente foi comemorando o nosso quinto Natal juntos com a temperatura abaixo de zero lá fora, taça de vinho na mão, música de Natal tocando e boa companhia.  Simples assim. 

Ex corde.

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A sobremesa para hoje foi fácil de escolher e já está até pronta.  Mas o que levar de sobremesa para o almoço de Natal na casa de amigos amanhã?  Já folheei alguns livros de receitas e a indecisão é enorme.  Já escolhi e desescolhi várias receitas diferentes, várias vezes.  E antes que elas sejam desescolhidas de novo, as escolhidas até agora são:

Classic Victoria Sponge Cake, que é basicamente  um  ‘bolo de bolo’  recheado com uma calda de frutas vermelhas e um creme levinho não muito doce.  Como o nome diz, é uma sobremesa clássica e por levar frutas, acho que é sempre bem vindo.  E me parece uma escolha que agrada diferentes paladares.  Será?

Bread and Butter Pudding, que eu não sei se temos algo parecido no Brasil.  A tradução literal seria pudim de pão, mas não lembra um pudim nem aqui e nem em lugar nenhum.  Já provei muitos bread puddings, mas nem todos eles são bons.  O Marido ama essa sobremesa (por isso já provei tantos) e quando se encontra um bem feito, realmente a coisa é de comer de joelhos!  A receita tradiconal leva pão, leite, ovos, açucar e essa receita que eu escolhi ainda leva noz-moscada, canela, raspas de laranja e marmelada.  O bread pudding deve sair do forno direto para a mesa.  Deve ser servido bem quentinho!  Nada mal para um dia frio, não é?

Mas a dúvida continua…  será que faço uma dessas receitas?  Acabei fazendo a receita do pudim de pão e não me arrependi!  Todo mundo adorou e não deu tempo nem para uma foto.  Uma pena, pois eles ficaram muito mais bonitos que os da foto do livro!  Marido ainda deu uma ajudinha com a adição de um ingrediente para a calda que foi o suprasumo da noite! 

Ex corde.

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Então já é Natal!

Como o Natal chegou rápido!  

Acho que a gente perde um pouco a noção do tempo quando tudo anda a mil por hora com um trilhão de coisas sendo feitas ao mesmo tempo!  E se existe um probleminha quando se está ultra ocupado, seria exatamente a falta de tempo para curtir o Natal.  Ou melhor, para curtir a preparação do Natal.  Isso faltou esse ano por aqui e a gente sente falta.  Mas apesar do pouco tempo, tudo está nos conformes: frio, chocolate quente, pijama  de flanela, presentinhos, amigos queridos, pernil no forno, panetone, árvore de Natal… 

Mais um Natal abençoado está chegando para nos abraçar!

Desejo um Feliz Natal para todos aqueles que o celebram!

Ex corde.

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Tecnicamente o inverno chegou há dois dias, dá para acreditar? 

Os dias que passamos na Europa foram todos acompanhados por temperaturas negativas que faziam os ossos doer.  Como assim o inverno não tinha chegado?  E na volta para casa, eu me deparo com tudo branco, cheio de neve e congelado com temperaturas abaixo de zero também.  No caminho do trabalho para casa eu percebi que um laguinho tinha virado gelo:

Tem certeza de que ainda não era inverno?

Ex corde.

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Não faz diferença onde você mora ou que plano de saúde você tenha, público ou privado, porque no final das contas médico é uma questão de sorte!  Digo isso com a experiência de quem já passou na mão de muitos sistemas, passando pelo SUS inúmeras vezes (incluindo cirurgias!), planos caros da Unimed e muitos médicos americanos – privados e do governo!  O primeiro sistema sofre preconceito de muita gente, mas com sorte, você pode cair em centros de excelência modelo repletos de mãos maravilhosas para cuidar de qualquer que precise!  O último sistema (americano) é idealizado por muitos brasileiros como algo de “primeiro mundo”, mas a verdade é que se não houver sorte, você vai ficar na mesma M.

A sorte de cada um vai indicar o nível de satisfação após a consulta ou tratamento.  Pode ser mais do que sorte, pode ser timing onde o paciente se encontra no lugar certo e na horta certa, sabe?  Pode ser um pouco de coincidência de você ser atendido por aquele(a) bam-bam-bam que você estava lendo sobre ele(a) na revista.  Mas ainda assim, eu acho que tem que ter sorte!

O trabalho na farmácia me deu de presente uma dor estranha nas pernas, nos pés e nos joelhos.  E eu não sou a única, pois meus colegas de trabalho também ficam em pé de 10 a 12 horas por dia sem sentar por nem um segundo e eles também tem dores.  Eu não desenvolvi dores nas costas, como uns desenvolveram.  Mas eu passei a ter uma dor praticamente crônica nos joelhos.  Os pés incham e os joelhos viram dois melões quando eu trabalho.  A dor só é controlada com anti-inflamatórios.  Alguma coisa não tá certa, obviamente, e eu busquei ajuda médica.

Comecei a minha busca com uma tremenda falta de sorte.  Não fui sortuda o suficiente para cair na mão de alguém brilhante o suficiente para me diagnosticar!  Pelo contrário, eu ditava as etapas do meu tratamento pois os médicos estavam mais perdidos que cego em tiroteio.  Eu não posso escolher um médico especialista e marcar uma consulta no sistema americano.  Eu preciso passar pelo clínico geral para que ele avalie a necessidade de um especialista (ou não) e só então me encaminhar.  Confesso que já ganhei rugas demais na cara por me estressar com esse sistema.  Hoje em dia eu já aprendi que a saída é virar “amiga” do clínico geral, pegar o número do celular dele e ligar sempre que precisar de alguma coisa.  Daí então ele simplesmente coloca todos os encaminhamentos e pedidos de medicamentos no computador me fazendo ganhar muito tempo!  Mas voltando ao meu tratamento, eu  tive que dizer que precisava ter o líquido inflamatório retirado do meu joelho.  Ao invés de me mandar para a ortopedia, o meu clínico geral me mandou para a reumatologia.  Vai entender.  Mas eu fui assim mesmo porque eles iriam aliviar o meu desconforto e a minha dor.  E assim eles fizeram!  Além disso, eles ainda pediram uma série de  exames de sangue para investigar algum tipo de fator reumatóide, pois estando na reumatologia eu provavelmente teria que ter alguma artrose, certo?  Errado.  Dez tubos de sangue depois e uns trinta exames negativos, nada foi diagnosticado.  Mas ainda assim eles não estavam satisfeitos e insistiam em me ver novamente.  Não voltei mais lá.

Voltei com o meu clínico geral e dessa vez, cara a cara, eu implorei por um encaminhamento para a ortopedia.  Implorei mesmo  porque naquele ponto já tinham passado seis meses, os dois joelhos já tinham sido furados duas vezes cada e nada se resolvia – eu continuava sem saber o que me causava tanta dor, inchaço e limitação dos movimentos!  E finalmente ele se comoveu com a minha situação e me mandou para um ortopedista.  Isso tudo que eu vou contando aconteceu muito lentamente levando várias semanas para realmente algo se concretizar, não só pelo sistema burocrático deles mas também por causa das muitas viagens que fizemos nesse fim de ano. 

Quando voltamos do Texas, eu me surpreendi com uma carta de encaminhamento para um ortopedista fora do sistema médico militar.  Depois fiquei sabendo que os ortopedistas militares estão todos ocupadérrimos com os soldados que perdem pernas e braços na guerra, e por isso todos os encaminhamentos estão sendo feitos para ortopedistas particulares.  Como eu tinha uma ressonância magnética marcada com 3 semanas de antecedência, eu já poderia marcar a consulta com o ortopedista agora para até-lá-sabe-Deus-quando eu poder levar o resultado do exame junto.  Então liguei ontem mesmo e, para a minha suspresa, descobri que já tinha disponibilidade para hoje.  Foi aí que eu comecei a sentir a diferença entre sistema médico do governo (militar) e privado.  

Mas eu ainda precisava conseguir os laudos & imagens da ressonância que eu tinha acabado de fazer.  Fui no setor do hospital que faz as transferências para outros centros de saúde e estava preenchendo o formulário tristemente, pois sabia da demora de 20 a 30 dias para eles enviarem.  [O sistema americano de saúde mantém todos os exames no hospital e é preciso requerer os resultados caso você queira ter com você.]  Mas aí a minha sorte começou a mudar quando a moça que recebeu meu formulário me disse que eu poderia pegar as imagens em um CD.  Como assim ninguém nunca me disse isso antes?  Falta de sorte.  O rapaz que me atendeu na última vez me fez esperar mais de 1 mês sem a menor necessidade.  Fui na biblioteca de imagens do hospital e em 15 minutos eu saí de lá com todos os raios-x e ressonâncias magnética que eu já tinha feito na vida.  Quando se tem sorte, tudo é diferente.

Hoje de manhã eu já estava sendo examinada por um ortopedista super bom e o melhor de tudo, fui diagnosticada!  Depois de mais de 6 meses desfilando por aí com um tornozelo de elefanta sem saber por quê, hoje eu sei.  Sofri um deslocamento na patela (joelho) que faz com que a cartilagem fique se esfregando no osso, causando um processo inflamatório.  

O corpo produz líquido sinovial para indicar a inflamação, o que acaba transformando o meu joelho em algo assustadoramente inchado.  E esse mesmo líquido desce para os pés, inchando os dedos, o tornozelo e tudo mais que encontrar pela frente.  Os tendões laterais do joelho tentam compensar a patela deslocada e ficam tensos, limitando os meus movimentos.  Pronto, tudo explicado e com um plano de ataque para resolver o problema: artroscopia!  Minha sorte deu uma virada. 

A ironia é que o meu clínico geral me ligou quando eu estava saindo do ortopedista para me dizer que o resultado da minha ressonância tinha saído e que tudo estava bem (???).  Ele ainda queria me dizer para marcar uma consulta na reumatologia porque eles estavam querendo me ver para resolver o meu problema do inchaço.  Parece que os reumatologistas continuam acreditando que eu tenho algum tipo de artrite.  Foi aí então que eu pacientemente expliquei para o meu clínico geral tudo sobre o diagnóstico do ortopedista.  E antes de terminar, eu ironicamente perguntei do clínico geral se ele achava mesmo que eu deveria ver os médicos da reumatologia.  A resposta dele foi um NÃO redondo! 

Seja no Brasil ou nos Estados Unidos, tudo caminha melhor quando se tem sorte de cair nas mãos do médico certo!

Ex corde.

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A nossa viagem ao Texas teve um sabor especial com a cerimônia de formatura do (segundo!) mestrado do Marido.  Dessa vez eu fiz questão da gente participar do ritual com tudo o que tem direito!  É meramente simbólico, claro, mas para mim é importante registrar a conquista e assim ir construindo memórias juntos!  No Brasil a gente não cola grau assim desse jeito para mestrado e doutorado, mas aqui nos EUA sim e com toda pompa & cirscunstância.  Foi o maior barato! 

Congratulations, Marido!

Ex corde.

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