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Archive for janeiro \26\UTC 2011

Inverno 2011

Três fotos tiradas ainda há pouco:

Hugo

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Neve

Ex corde.

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Bratislava, Eslováquia

Ainda sobre a viagem de dezembro…

Bratislava e Viena são as duas capitais do mundo mais próximas geograficamente.  É pertinho mesmo, embarcamos no ônibus e em 1 hora nós já estávamos lá. 

Bratislava

A capital da Eslováquia – que era uma extensão comunista do pós-guerra – se transformou em uma capital de médio porte super relaxada e agradável em um pouco mais de uma década.  O seu centro histórico é pequenino e foi renovado completamente.  É uma graça!  A maior parte é para pedrestes apenas e carros não podem entrar.  Os cafés são convidativos e com o frio que estava fazendo na ocasião da nossa visita, se tornaram essenciais!!  (Os lugares mais chiquezinhos na Europa servem café com um copINHO de água ao lado)

  Cafe Slovenska

  Cafe do Marido

Passamos a metade de um dia visitando Bratislava, um dia extremamente frio!  Acho que foi o dia mais miserável de toda a viagem, em termos de clima.  Nosso ônibus nos deixou ao lado do Rio Danúbio onde a umidade e vento nos recepcionaram deixando óbvio quem mandava ali.  A temperatura estava em torno de uns 5 graus negativos, mas a sensação térmica era absurdamente mais negativa ainda.   Encontramos a guia local que festejava a melhora do clima: segundo ela o termômetro marcava MENOS 11 dois dias antes.  Confesso que foi difícil assimilar as informações históricas dadas por ela, pois o vento congelado penetrava as roupas de frio redirecionando a minha atenção toda – eu só tentava encontrar uma maneira de proteger as minhas extremidades e evitar mais dor.  Foi desconfortável, mas deu para ter uma idéa que Bratislava é uma cidade bacana!  Saímos de lá com vontade de ter mais tempo para ficar e curtir a capital da Eslováquia.  Ou quem sabe voltar em uma outra oportunidade em outra estação do ano? 

Rio Danubio na Eslovaquia

O Rio Danúbio (foto acima) banha a cidade e fica bem perto do centro histórico.  Na sua direita, tem uma construção quadradona com uma torre em cada canto isolada no alto de um morro: é o Castelo de Bratislava (Bratislavský Hrad em eslovaco).  Dizem que a vista lá de cima é excelente, pois dá para ver a Áustria e, quando o céu não está nublado, dá para ver a Hungria também.  Por causa do frio miserável que fazia, decidimos não subir o morro.  E não foi possível visitar o castelo por dentro, pois ele estava fechado para restauração. 

Bratislavsky Hrad (Castelo de Bratislava)

O castelo é considerado o símbolo da cidade e muitas lendas estão conectadas com a história do país.  Durante a ocupação turca de Budapeste, o castelo era o endereço da realeza húngara.  Um incêndio destruiu o forte em 1811 e as ruínas permaneceram lá por quase 150 anos até Governo Comunista iniciar a restauração na década de cinquenta.  Ouvimos dizer que o castelo por dentro é meio sem graça repleto de paredes brancas e vazias.  Ouvimos dizer também que dá para subir na torre e aproveitar a vista ainda mais. 

Outra atração em Bratislava é a Nový most (Ponte Nova), uma ponte sobre o Rio Danúbio que parece ter saído de dentro do filme Guerra nas Estrelas.  A parte que parece uma nave espacial é um restaurante chamado UFO e conta com um observatório de 90 metros de altura na parte superior.  A entrada custa € 6,50, mas o acesso pode ser gratuito se você comer no restaurante. 

Novy most (Ponte Nova)

Durante muitos séculos, Bratislava foi  um dos mais importantes centros eruditos judaicos na Europa Central.  A área abaixo do castelo era o antigo bairro judeu e possuia mais de vinte escolas e sinagogas.  O bairro sobreviveu praticamente intacto até a Segunda Guerra Mundial até quando, sob o governo eslovaco marionete do poder nazista, deportou os judeus para campos de concentração na Polônia.  Depois da guerra, o governo comunista construiu uma avenida para tentar apagar os resquícios.  Para quem interessar, o Museu da Cultura  Judaica (Múzeum Zidovskej Kultúry) conta mais sobre a história com fotos e documentos.   

Antigo Bairro Judeu    DSC_0956

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Após algumas horas em Bratislava, percebemos que os pontos turísticos não são mundialmente conhecidos, famosos e em grande quantidade.  Na verdade, é aí que mora o encanto da capital da Eslováquia – mais locais do que turistas são vistos nas ruas e assim acabamos mais expostos ao dia-a-dia de quem mora lá.  Não demorou muito para a gente sentir entender o que é que ela tem de tão especial!  O seu centro histórico (Old Town) é um dos menores do leste europeu e, por causa do seu tamanho, todo o charme está concentrado.  As ruas de paralelepípedos foram renovadas nos últimos 10 anos trazendo vida para aquela área.  Por isso vimos tantos jovens, crianças e muita gente simplesmente curtindo o centro histórico, os bares, restaurantes e cafés.  Dizem que no verão, há mesas na frente dos restaurantes e as pessoas passam horas aproveitando o dia.  A seguir, algumas fotos à caminho da praça principal.

Centro Historico de Bratislava   Centro Historico de Bratislava (2)   

Centro Historico de Bratislava (4)   Centro Historico de Bratislava (3)

Bratislava Old Town   Bratislava Old Town (2)

No inverno, nós tivemos a chance de conhecer o Mercado de Natal que ocupa a praça principal do centro histórico (Hlavne namestie) com suas barracas de comidas típicas, bebidas e artesanato.  Descobri que o mercado de natal em Bratislava é comparável com os grande mercados de Praga e Viena, mas ganha pontos pela simpatia dos vendedores locais, pela pouca quantidade de turistas e pelos preços infinitamente melhores.  Uma pausa para dizer que a Eslováquia é parte da União Européia, tem o Euro como moeda corrente e é um país muito bem sucedido economicamente.  Mas confesso que as banquinhas natalinas bloquearam os prédios históricos (a praça não é muito grande). Senti que tudo virou muito Natal e perdeu um pouco do ar tradicional que eu esperava ver.  Fato que só reinforçou a vontade de voltar lá em outra época do ano!  Como se vê, foi quase impossível tirar uma foto sem as benditas barracas de Natal.

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Bratislava também é conhecida pelas estátuas inusitadas espalhadas pela cidade.  A mais famosa delas é a Cumil (O Trabalhador), localizada na esquina das ruas Panska e Rybarska brana.  A estátua de bronze não representa nada nem ninguém, mas que todos os turistas tiram fotos nela.  E eu não fui diferente! 

The Worker Ainda na rua Rybarska brana, a gente encontra o Schoener Naci (Belo Inácio) cumprimentando as pessoas que por alí passam.  Essa estátua é um elegante símbolo da vida na cidade no início do século XX.  A lenda diz que ele enloqueceu por causa de um amor não correspondido.  E mesmo sendo muito pobre, ele andou pelas ruas de Bratislava por quase 40 anos super bem vestido.  Ele vivia da comida que os moradores da cidade doavam para ele e em troca, ele dava flores para as mulheres que passavam. 

Schoener Naci

A outra estátua que eu vi estava no meio da praça principal (Hlavne namestie) praticamente soterrada com mil barracas de Natal e adivinha?  Não consegui uma foto que prestasse!  Era a estátua de um Soldado do Exército Francês que mais parecia o Napoleão Bonaparte (o exército de Napoleão atacou Bratislava duas vezes).  Diz a lenda, que um soldado francês chamado Hubert se machucou nos ataques e acabou se apaixonando por um enfermeira de Bratislava.  Ele decidiu se mudar para lá e começou a produzir vinhos espumantes baseado na tradição francesa.  Hoje em dia, Hubert é o nome do espumante mais famoso da Eslováquia.  Achei uma foto dele aqui.

E tem ainda uma estátua chamada Paparazzi na esquina da rua Laurinska que nós desistimos de procurar por causa do frio do cão que fazia.  Achei uma foto dela aqui.  Quem sabe numa próxima vez?

Aprendemos que o inverno em Bratislava não é amigo do turista, mas ainda assim gostamos bastante da capital da Eslováquia! Vou terminando o post com uma foto do Teatro Nacional da Eslováquia (Slovenské národné divadlo) que fica em Bratislava, bem perto do centro histórico.  Na Eslováquia também se vive muito a cultura & música e o teatro deles é sempre muito utilizado.  Olha o site deles aqui.

Slovenské národné divadlo

Ex corde.
Nessa mesma viagem:

Viena, Áustria

Budapeste, Hungria

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Idéias para Decoração

Tinha uma mesa aqui em casa que estava precisando de uma decoração.  Já tinha tentado improvisar outras peças, mas nada estava realmente funcionando.  Nada me convencia de que era bom o suficiente e então fui deixando a idéia meio de lado.  Até que um dia eu dei de cara com uma caixa de sementes, galhos secos e cascas perfumadas que, ao meu ver, tinham um certo potencial decorativo.  Comprei sem saber como, onde ou quando usar.  Guardei.

Centro de Mesa (4)

Em outra ocasião, eu fui comprar mais copos para servir margaritas – porque o Marido faz a MELHOR margarita do mundo cof!cof! e a sua clientela superou o número de copos que temos casa.  Enquanto os meus olhos buscavam os tais copos nas prateleiras da loja, eu encontrei uma peça de vidro que me fez pensar logo em usar para servir pudim.  Depois percebi ela pode funcionar como bandeja, prato para servir ou ainda como obejto de decoração.  Eu tinha certeza de que ia levá-la para casa quando vi que custava apenas $ 4.80.     

Prato de Vidro Multiuso

Em um dia frio de inverno, eu fui atrás de uma vela para substituir a que sempre fica no balcão da cozinha.  Nunca liguei muito para vela enquanto morava no Brasil (talvez porque elas sempre eram caríssimas), mas eu já percebi que aqui é algo que nunca falta em casa.  Dessa vez, eu comprei uma vela que o pavio, é na verdade, um pedaço de madeira.  Quando a vela é acesa, a madeira vai sendo queimada e os barulhinhos estalados que ela faz só acrescentam mais ainda ao clima gostoso que fica dentro de casa.  Isso sem falar no cheirinho agradável que ela solta!   

Centro de Mesa (5)

Aí hoje de manhã eu tomava meu café e olhei para a vela no balcão da cozinha.  Olhei para cima do fogão e vi o prato de vidro servindo de base para um frango que descolgelava.  Lembrei dos meus galhinhos secos e tive a idéa de misturar esses três para ver no que dava.

Centro de Mesa (2) 

Transferi a idéia para o centro da mesa de madeira, arrumei direitinho e eu dessa vez eu acho que ficou legal!  E o mais divertido é que eu posso desarranjar tudo ou trocar a vela ou modificar algum item a qualquer hora que eu quiser ou cansar dele!  Gostei! 

Ex corde.

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Pipoquinha dos Infernos

Pipoca Doce

Ela é tão gostosa, mas tão gostosa que me faz esquecer que o meu joelho tá do tamanho de um melão.  Ela me faz tão feliz que eu nem me importo mais que os meus tendões têm sido internamente puxados para o lado criando um incômodo tão grande que vira uma-quase-dor.  Ela é tão baratinha, mas tão baratinha que os 60 centavos que gasto numa caixa nem me fazem sentir mal por estar comprando dez de uma vez só.  Ô pipoquinha, você é criação dos infernos, só pode!  Porque eu tenho certeza que quando essa minha maré braba passar eu vou me arrepender de ter te conhecido!

Ex corde.

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A companhia de seguro americana Allstate tá com uma série de comerciais idiotas no ar que eu tenho assistido over and over and over.  O “perigo” se chama Mayhem e ele simula diversas situações onde mostra como é fácil para alguém não tem um bom seguro de carro entrar numa fria. 

Nesse comercial, Mayhem faz de conta que é uma adolescente dirigindo um carro rosa que está trocando mensagens com uma amiga via telefone celular cheio de fescurinhas.  Ela fica estressada porque a amiga beijou o carinha que ela gosta e assim, sai batendo os carros parados no estacionamento.  O mais engraçado é aquele marmanjo falando gírias dos adolescentes americanos, tipo BFF (best friends forever), OMG (oh my God), etc…

Nesse outro, ele faz de conta que ele é uma “hot babe” correndo na rua.  Eu já começo a rir com a cara dele se chamando de gostosa e não páro mais!

Aqui ele se faz de um cachorrinho que destrói o carro inteiro por dentro.  Muito idiota e eu não consigo parar de rir da cara dele!

E a cara dele de viado selvagem paralisado pela luz do carro é a melhor!!

Como se vê, não fiz absolutamente nada de produtivo nas últimas 48 horas além de repousar o joelho operado.  Ainda bem que amanhã eu tenho uma consulta com o médico e estou muito ansiosa para que as novas instruções dele me permitam fazer mais.  Se eu tenho achado graça de comerciais idiotas desse jeito, nem sei onde a falta do que fazer pode me levar…  

Ex corde. 

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A-Team

Eu não gosto de filme idiota por que acho que as piadinhas infames insultam a minha inteligência, cof cof!  Não curto muito filmes cheios de mentiradas porque sei que metade das cenas de ação são impraticáveis na vida real.  Mas eu gostei muito do A-Team mesmo tendo um pouco de tudo aquilo que eu não gosto!  Vai entender…!  Achei as piadinhas meio bobas, mas o filme é super divertido e engraçado!  Murdock foi o meu personagem preferido e só de lembrar me dá vontade de rir!!  E adorei a história cheia de ação, mesmo sabendo que tanques de guerra não voam.  Uma fórmula que tinha tudo para não funcionar para mim acabou sendo a combinação perfeita de palhaçada, ação e um bom enredo!  Recomendo!

Ex corde. 

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A cirurgia aconteceu hoje de manhã como parte da solução do problema do meu joelho.  O procedimento é considerado simples: basicamente 3 furinhos, uma mini câmera, um tubo de solução salina e um instrumento para cortar um pedaço do tendão e diminuir a pressão que ele vem causando na minha patela.

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É uma cirurgia, mas não precisa fazer cortes grandes e nem abrir nada.  E por isso, até outro dia eu achava que seria uma anestesia local.  Engano meu!  Não tive espaço para negociar e assim, acabei tomando uma  bomba que me apagou completamente.  Já percebi que americanos não toleram desconfortos ou dor e fazem de TUDO para não sentirem NADA.  Não é que eu goste de sentir dor, mas eu tenho uma certa tolerância e sempre tenho a tendência a aguentar ao máximo para evitar remédios pesados.  Parece que essa minha mentalidade não funciona por aqui.    

Entrei no centro cirúrgico andando e conversando com a enfermeira.  O papo continuou com o anestesista enquanto ele buscava a minha veia e preparava o meu soro.  Ele colocou uma dose de Diazepam em seguida para me relaxar.  “Peraê, eu não tô tensa, não quero o diazep…” Tarde demais, o troço já tava correndo no meu sangue!  “E é assim que a gente faz aqui”, ele me disseDepois recebi uma dose de Demerol, um opióde sintético com alto poder de analgesia.  Ele é comparável à morfina, diferindo basicamente no rápido início da ação e curta duração.  Ou seja, remédio brabo com enorme potencial de causar dependência!  Nessa hora eu já estava tontinha vendo o teto girar.  Não lembro mais de nada do que conversava, mas sei que outro remédio forte vinha à caminho: o Propofol.  Essa droga é um agente hipnótico usado na indução e manutenção da anestesia.  Ele foi o sedativo que me mandou passear fora do meu corpo.  (A overdose de propofol foi responsável pela morte do Michael Jackson, alguém lembra disso?)

Tive a sensação de que o tempo passou muito rápido, pois quando abri o olho tudo já tinha terminado.  O que eu preciso confessar que foi ÓTIMO! Mas em contrapartida, eu estava MUITO grogue!  Foi a primeira vez na vida que me senti tão doidona assim e descobri que o meu inconsciente fala inglês!!  Tentei falar com meu pai no telefone, mas eu não lembrava das palavras em português.  Loucura!  E o curioso é que eu tinha consciência de que tava literalmente drogada.  Eu sentia dificuldade de falar e lembro que eu não lembrava de absolutamente nada.  Amnésia!  Lembro da enfermeira rir de mim porque eu já tinha perguntado quatro vezes quais remédios eles tinham me dado.  Eu simplesmente esquecia.  Quando desliguei o telefone com meu pai, devolvi o telefone para o Marido, dei uma viradinha na cama e pedi para o Marido ligar para o meu pai porque eu queria contar para ele que a cirurgia tinha terminado.  Haha, muito doida!!

Agora estou em casa, me sentindo bem, com o pé para cima, com gelo no joelho, sem remédio e praticamente sem dor.  O efeito da bomba passou relativamente rápido e eu decidi não tomar o Tramadol, que o médico me receitou 3 vezes ao dia, caso eu não tenha dor.  Não preciso de mais um analgésico opióide.  Na verdade, ainda tô me perguntando se todos aqueles remédios eram realmente necessários.  Não sei ao certo como é feito no Brasil, mas tenho a impressão de que a gente (brasileiro) não acha que vai morrer caso sinta algum desconforto.  A sensação que tenho por aqui é que os americanos não querem ver nada, lembrar de nada, sentir nada.  Absolutamente nada.  O que tem um lado é bom, é verdade, mas se levado ao extremo não fica tão bom assim por causa da quantidade de medicamentos.  Sei lá, não gostei da sensação causada pelos remédios fortes.  Todo o meu conhecimento farmacológico se volta contra mim, pois não saber nada seria muito melhor nessas horas, não seria?

Ex corde.

A Fisioterapia e o Joelho

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