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Archive for fevereiro \28\UTC 2011

É quase impossível não fazer comparações quando se vive dentro de uma outra cultura senão a nossa!  Para os padrões generalizados de beleza americano, bunda grande não é algo bonito.

BigButt

Muitos sites de moda americanos explicam cuidadosamente como escolher o jeans perfeito para deixar a bunda menor.  Bunda grande para eles é sinônimo de gordura!  Quanto menor, mais retinha e menos volumosa, melhor!  Acredito que, para os americanos, uma mulher desbundada passa a sensação de magreza, e parece que quanto mais magra, mais fácil de entrar nos padrões esteriotipados daqui.  Quando se fala em bunda grande, a associação nunca é com uma bunda malhada e torneada.  Na minha academia existe uma máquina para malhar o glúteo que é praticamente inutilizada – raramente vejo mulheres usando.  Caneleiras então, nem existem!  Enchi a minha mala com quilos extras para trazer as minhas do Brasil.  Mas ainda assim eu preciso confessar que hoje em dia acho que uma bunda mais discreta dá um ar mais elegante à silhueta da mulher.  Mas devo estar americanizada demais, pois já malhei horrores, como 12 quilos de caneleiras em cada perna diariamente, para ter a bunda grande.  E na ocasião, ela cresceu ao ponto de eu perder as minhas calças, imagine só você Barbarella. 

Outro fato que dá idéia de magreza é a perna fina.  Mulher de coxão sarado por aqui não existe, a não ser que você frequente ambientes extremamente esportivos.  Atenção, nem na minha academia eu encontro coxão!  Quadríceps exagerado é coisa de homem, faz volume e não é considerado sexy.  Marido ficou horrorizado com o corpo de brasileiras, como a Sabrina Sato, que a gente viu nas revistas brasileiras que minha mãe trouxe.  É cultura, hábito, padrões estabelecidos.  Perna fininha, magrinha, sem gordura e sem muito músculo é o mais comum.  Eu, particularmente, acho lindo uma perna bem torneada. 

Mas é claaaro que tudo o que eu escrevi até agora é generalização purinha!

Existem exceções à regra em qualquer lugar do mundo e aqui não é diferente!  Sabe aquele corpão com bundão e pernão das mulatas brasileiras?  Existem muitas mulatas gringas tão lindas quanto por aqui também.  Há também muitas latinas baixinhas e pequeninas com bunda grande que fazem seus compatriotas virarem as cabeças e mandarem um fiu! fiu!  Penso ainda que em uma cidade de praia americana, as pessoas devem ter uma relação diferente com o corpo.

Esse papo todo veio de uma conversa com a minha prima outro dia que me fez pensar no padrão americano.  Ela observou, durante a sua visita aqui, como é comum ver mulheres lindas de rosto, com cabelos impecáveis, mas totalmente desbundadas e de perna fina.

Diferente dos nossos padrões, né?

Ex corde.

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Homemade Cookies

Biscoitos

100 gramas de açucar, 200 gramas de manteiga e 300 gramas de trigo foi a receita brasileira que usei, passada pela minha tia por telefone.  Não sei se o mais difícil foi calcular as medidas em cups ou desgrudar os biscoitos da forma de estrelinha.  Mas apesar da falta de jeito para fazer biscoitinhos, eles sairam muito gostosos!

Ex corde.

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facebook

E as caras de surpresa que seguem esta frase são infinitas.  Parece que o Facebook agora também está super popular no Brasil, pois a pergunta que era muito comum entre os amigos americanos agora está comum entre amigos brasileiros.  E lá vai eu repetindo a mesma resposta várias vezes.

Eu sou um bicho estranho, reconheço.  Sempre tive uma certa aversão a tudo aquilo que era muito popular e não me pergunte por quê porque eu não sei dizer.  Vinha lá de dentro, sempre veio.  Enquanto minhas amigas de escola gostavam de ir naquele show de pagode daquele grupo super popular, eu me mandava para um bar meio underground que tocava rock com um público mais alternativo.  Acho que a diversidade das pessoas me interessava mais, ao invés daquela uniformidade de comportamento da turma do pagode.  Enfim, isso é outro papo.  Mas voltando para o Facebook, eu andei pesquisando sobre ele.

Por segurança, você só pode usar o seu nome verdadeiro e eu me pergunto: segurança de quem?  Longe de mim (logo eu que tenho um blog)  levantar a bandeira de que a internet traz a perda da privacidade e tal, mas eu acho podre poder encontrar a ex-ex-ex-namorada do meu ex-namorado e saber o que ela está fazendo neste momento!  E se a mesma ex-ex-ex- for uma psicopata e quiser me achar através do sobrenome?  Através dessas ferramentas sociais, tudo é possível.

Me corrijam caso eu esteja enganada, mas parece que o Facebook é um cruzamento de Orkut com Twitter.  Eu tive a chance de conhecer um pouco da plataforma através da conta de uma amiga e achei a parada meio sei lá.  “Saindo da academia”, “Chegando no trabalho”, “Pegando o avião”, “Vista da minha janela”, “Chuva lá fora”, entre outras, eram as frases que as pessoas postavam nas suas walls.  E aí os comentários mais nada a ver seguiam.  Ou eu estou velha demais para essas tecnologias ou eu olhei os profiles de pessoas erradas.  A essência da idéia de reconectar amigos – que eu acho genial – foi parar aonde?  Isso sem mencionar os indivíduos que tinham um aplicativo de GPS no celular para postar no Facebook a sua localização.  Sério mesmo?

Ainda na mesma ocasião, eu descobri que uma menina largou o namorado para voltar com o ex e que ele a pediu em casamento no lugar tal, que a cerimônia vai ser dia tal, tudo registrado com fotos.  Vi ainda relatos completos de férias incluindo os dias de ida, de volta, horário de vôos e tudo.  Estou paranóica ou as pessoas estão meio sem noção?

Se o Facebook permitisse a criação de contas com apelidos, eu me arriscaria como me arrisquei no Orkut.  Ter o poder de ir atrás de quem eu quiser na me dá uma sensação de controle maior, ao invés de qualquer um poder pesquisar meu nome lá e me achar.  Pode ser pura ilusão, vai saber!

Ou será que é porque eu não sei usar o facebook?  Porque segundo essa pesquisa, a maioria não têm porque não sabe usar.

song-chart-memes-have-facebook

Tem alguma coisa a mais sobre o Facebook que eu não sei e estou perdendo?

Ex corde.

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Sabe quando bate aquela vontade quase incontrolável de comer um docinho?  Pois é, ontem essa vontade bateu duplamente fazendo com que a gente procurasse um supermercado aberto depois das 10 horas da noite. 

Posso não gostar de mil coisas no estilo de vida americano, mas eu também não posso negar que AMO a comodidade e conveniência de encontrar quase tudo que quero a qualquer hora do dia e da noite.  Yeah!!

O chocolate foi derretido no microondas e os morangos foram lavados e secados um a um para serem mergulhados no chocolate ainda quente.  Coloquei-os para esfriar em um pedaço de papel manteiga por uns 10 minutos.  Quando a casquinha de chocolate já estava pronta, arrumei todos os morangos num prato e servi para nós dois.  Os morangos cobertos com chocolate acompanharam um filme para fechar a nossa noite de sexta-feira.     

DSC_0136   Morango com chocolate (2)

Morango com chocolate (4)   Morango com chocolate (5)

Morango com chocolate (6)   Morango com chocolate (7)

Morango com chocolate (10)   Morango com chocolate

Ex corde.

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Sopa de Cenoura com Gengibre e Mel

Eu sempre faço essa sopa em casa por causa do sabor não-esperado que ela tem.  Não é doce, não é apimentada, é simplesmente saborosa!  Sem contar que é muito natureba, super saudável e baratinha.  Dessa vez eu contabilizei e vi que não gastei nem 6 dólares para fazer uma panela cheia.  

Sopa de Cenoura, Gengibre e Mel

1/2 cebola grande cortada em cubinhos

4 dentes de alho amassados

6 cenouras grandes descascadas e cortada em pedaços

80 gramas de gengibre natural ralado

3 colheres de sopa de mel

azeite de oliva

sal a gosto

uma pitada de pimenta do reino

3 folhas de louro

caldo de legumes líquido ou água com dois cubos de caldo de legumes dissolvidos

Refogar a cebola no azeite por uns 5 minutos e, em seguida, acrescentar o alho, o gengibre ralado e as folhas de louro.  Após uns dois minutinhos, acrescentar a cenoura cortada em pedaços.  Cobrir os pedaços com água apenas o suficiente para cobrir os ingredientes na panela.  A quantidade de líquido vai definir a consistência da sopa, então se você quiser uma sopa mais cremosa, não exagerar na água.  Acrescentar o mel, a pitada de pimenta do reino, o sal e deixar cozinhar com a panela fechada em fogo médio por uns 20 minutos.  Quando a cenoura estiver bem cozida, pescar as folhas de louro e triturar todo o resto com um mixer, um processador ou no liquidificador mesmo.  Se for usar esse último, muito cuidado que a sopa quente cria uma pressão enorme fazendo a tampa do liquidificador querer explodir.  (Usei o mixer para uma textura mais grossa e pedaçuda).  Se for preciso, ajustar com água até a consistência desejada.  Se não, é só servir.

Ex corde.

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Deixei a aliança de casamento em casa, soltei o cabelo e preparei o sorriso.  Foi assim que eu entrei na loja que faz reparos em celulares quebrados.  Entrei torcendo para que todos os atendentes fossem homens.  Just in case.  Inventei a maior mentira do mundo dizendo que eu tinha esquecido o celular no trabalho e no outro dia ele não tava mais funcionando.  Vergonha de contar a verdade.

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Esperei meio minuto apenas, só o tempo do moço abrir o telefone e verificar uma peça que muda de cor quando entra em contato com substância líquidas.  E ela estava vermelha indicando sinal de água.  E como uma mentira puxa a outra, eu continuei mentindo fazendo adaptações na história furada inicial.  Porque como eu deixei meu celular farmácia perto do balcão da área de manipulação, seria possível que ele tivesse caído na pia.  Oh, no!, será?  E assim me mandaram sentar e esperar.  Me senti uma derrotada pela mentirada toda e pela perda do meu celular novo que ganhei há menos de dois meses.  Sem falar que eu optei não contratar o seguro porque eu sempre fui TÃO cuidadosa com as coisas que era jogar dinheiro fora.  Tá.  

Quando menos espero, os dois moços da sessão de reparo passam em direção a uma porta no final do corredor e ouço um dizer ao outro para me contar, não conta você.  Pensei logo que não tinha mais esperanças fazendo aquela carinha triste, sabe?  Um deles riu e me disse que o telefone estava funcionando com uma outra bateria deles, mas que eu precisava esperar um pouquinho para dar uma carga.

Enquanto isso, o outro moço veio me perguntar sobre aparelhos de medir pressão que vendem na farmácia.  Ele me fez algumas perguntinhas, eu respondi orientando-o como uma boa farmacêutica que sou.  Quando ele disse que iria levar o aparelho para um tio lá na Jamaica, eu mandei todos os meus conhecimentos de Ocho Rios, chicken jerk, ya mon!  E então a conversa se transformou quase num bate papo de comadres com ele querendo que eu fosse visitar o outro lado da ilha dessa vez.     

A placa mãe foi completamente molhada, mas ainda saí de lá com o meu celular funcionando e com uma bateria nova.  Tudo de graça, sem gastar nada.  Marido já fez mil perguntas como/o quê eles fizeram e eu não sei responder.  Talvez foram os sorrisos e a simpatia que mamãe me deu…

Ex corde.

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Estudando para o NAPLEX

Estudando para o Naplex

Cá estou eu mais uma vez agarrada nos livros.  Terminei as horas práticas de trabalho na farmácia que eram parte essencial no processo de equivalência de currículo.  Quem me acompanha sabe que como farmacêutica brasileira, eu decidi encarar a longa caminhada para me licenciar nos EUA e exercer a minha profissão.  Posso simplificar dizendo que o processo engloba duas grandes etapas: equivalência de currículos e licenciamento, nesta ordem.  Tem mais detalhes sobre o processo aqui e aqui.

O órgão americano equivalente ao nosso Conselho de Farmácia já me reconhece como farmacêutica formada, mas eu ainda preciso me licenciar.  Neste momento, eu me encontro junto com qualquer outro aluno de farmácia formado por uma universidade americana que precisa correr atrás da licença e enfrentar o NAPLEX (North American Pharmacist Licensure Examination).  Posso dizer que o NAPLEX está para os farmacêuticos nos Estados Unidos assim como a prova da OAB está para os bacharéis de Direito no Brasil. 

Minha supervisora na farmácia insistiu muito para que eu continuasse trabalhando, mas eu decidi parar de vez por vários fatores.  A situação do meu joelho, que se agravava a cada dia com as longas jornadas de trabalho, e as terríveis dores foram motivos mais do que fortes para parar!  Mas eu ainda consigo pensar em outras razões, como a minha total falta de identificação com a política de trabalho da empresa combinado com a necessidade de focar as energias para aquilo que realmente importa agora – a bendita licença.  Então parei!

A pausa foi muito boa não só para a recuperação da minha saúde física (o joelho está cada vez melhor, obrigada!) mas também foi maravilhosa para a minha saúde mental.  O estresse no trabalho era grande.  Com as últimas viagens e a visita dos meus pais & familiares eu posso dizer que voltei ao meu estado “normal”, se é que isso existe, rs!  Sei que agora tenho energias suficiente para encarar a maratona de estudos do NAPLEX.

Deixar a rotina leve dos últimos meses de lado e começar a estudar pesado novamente exige muita disciplina.  É um exercício de responsabilidade de mim mesma para comigo mesma, sabe?  Ninguém vem me cobrar, fiscalizar ou ter certeza de que eu estou fazendo tudo direitinho.  E por onde começar?  Qual caminho seguir?  É difícil não ter muitos parâmetros.  Mas nas horas em que acho que estou me perdendo, vem sempre um anjinho disfarçado de gente para me pegar pela mão e me colocar no rumo. 

Primeiro foi uma farmacêutica que eu trabalhei junto na farmácia.  Ela é o típico esteriótipo do americano não só fisicamente, mas também com aquela idéia de gente “fria” que a gente tem deles, sabe?  Na sua “frieza” ela me ensinou muito, dividia seu almoço, trazia bolinhos para o trabalho e se importava comigo.  É muito interessante perceber como o carinho não necessariamente existe somente na forma que nós brasileiros conhecemos!  E ela me emprestou por tempo indeterminado um livro super caro que é a base dos estudos do NAPLEX.  Obrigada, Nancy!

Aí quando eu me perdia novamente, veio a Thai.  Também brasileira, também farmacêutica, também enfrentando essa maratona toda.  Ela tirou a licença dela no último mês e me deu o material mais novo de um curso preparatório para o NAPLEX – ela me deu o equivalente a mais de 700 dólares, minha gente!  Além de me mostrar qual caminho seguir, ela ainda me fez economizar muito.  Muito obrigada, querida!

O material do curso que ganhei de presente inclui 65 vídeos online que compreendem 5 dias intensos de aulas extremamente direcionadas para o teste.  Passo horas do dia com o headphone na cabeça ouvindo as aulas e acompanhando com o livro do curso.  Vou ainda complementando a matéria com o livro da Nancy que oferece explicações mais detalhadas.  Como se vê pelo tamanho dos livros na foto acima, tenho muito o que estudar! 

Apesar de tudo, sei que vou aproveitar os intervalos dos estudos para preparar alguns posts, incluindo os posts recheados com fotos da última viagem para Paris e Roma.  Aguardem!

Ex corde.

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