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Archive for março \31\UTC 2011

Mc Chicken Ruined My Day

Saí de casa atrasada para a minha última sessão de fisioterapia e não tive tempo de tomar café da manhã.  Gastei energia a beça e saí de lá cheia de compromissos para resolver.  Quando deu mais ou menos 13h, comecei a ficar tonta, com enjôos e a cabeça estava latejando de dor.  Era falta de comida.

Fui atrás de um lugar decente para comer, mas não tinha nada por perto.  A tonteira tinha piorando e eu estava com muito medo de ter um piripaque.  Foi assim que eu decidi parar no primeiro lugar comestível que vi pela frente.  Foi aí que me vi dentro de um Mc Donald’s.  Eu deveria ter continuado.   

Entrei e paralisei na frente das opções sem nem saber o que pedir.  Uma saladinha não ia resolver a minha fraqueza rapidamente, então tinha que ser algo mais consistente.  Tá, um sanduíche, mas não muito grande.  Fui de Dollar Menu achando que os itens de $1 seriam menorzinhos.  Pedi uma salada e um Mc Chicken.  Paguei dois dólares e uns centavos de taxa.

Se arrependimento matasse, eu não estaria aqui escrevendo este post.  

A salada tinha aquele gosto de papelão básico, sem nenhuma graça.  Tinha um sachê com molho para salada para fazer com que ela fosse comível.  O molho não era ruim, mas também não era bom.  Entende?

O Mc Chicken veio com um frango frito dentro.  Aliás, nem sei se aquilo era frango de verdade, pois a consistência era macia demais.  Parecia que eram vários ingredientes processados em formato e aroma de peito de frango, sabe?  E o “frango” era empanado com um tempero CHEIO de pimenta.  O cardápio não dizia que o sanduíche era apimentado.  Sacanagem.  Dei mais umas mordidas para ver se a tonteira passava e eu me sentia melhor logo.  Aí então mordi em um mar de maionese!  Minha boca transbordava daquela coisa branca que eu tenho pavor do gosto.  Eu nem sabia que Mc Chicken levava maionese.  Então abri o sanduíche e fui limpar o frango e o pão.  Pãozinho tão fofinho que, na altura do campeonato, era a única coisa boa.  Usei vários guardanapos para tirar toda a maionese do meu sanduíche e continuei comendo me perguntando porque diabos eu tinha escolhido aquele Mc Chicken. 

Longe de mim de falar mal de comida, porque com fome eu como qualquer coisa para sobreviver – como comi hoje.  Mas acho que definitivamente todos os Mc Donald’s da vida não deveriam nem ser considerados restaurantes!  Aliás, tem muito lugar por aqui que serve pseudo-comidas e se auto-denominam restaurantes. 

Vou parar com a minha rabugentisse, e perguntar: você curte fast food, ou só sou eu que não?

Ex corde

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Jacintos Roxo

Jacinto Roxo

Minha casa está cheia de flores numa tentativa de celebrar a primavera. 

Enquanto isso, o dia está horroroso: nublado, 6 graus, molhado.

E eu contei que nevou há alguns dias atrás?

Ex corde.

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Não tenho como negar que ter uma empregada em casa é muito bom.  É super conveniente, facilita a vida para a gente e permite que a gente tenha tempo para outras coisas.  Cresci com empregadas na casa dos meus pais e mesmo consciente da ajuda que é, nunca tive e nem desejei uma pessoa trabalhando full-time na minha casa. 

Em um momento da minha vida eu cheguei a ter uma pessoa 2 vezes na semana, e pasmem, me incomodava na mesma proporção que facilitava a minha vida.  A fórmula perfeita era uma diarista para fazer um faxinão a cada duas ou três semanas.  Ah, isso sim funcionava que era uma beleza para mim.

Então quando mudei para os Estados Unidos, não me choquei tanto pelo fato de não existir empregadas que viram quase parte da família como no Brasil.  Eu nunca dependi delas e a adaptação à nova cultura aconteceu de uma maneira mais fácil nesse aspecto.  Mas morar aqui me faz sentir falta do faxinão da Christina pelo menos uma vez por mês.  

Na verdade, os americanos não fazem faxinões como a gente faz nas nossas casas brasileiras.  Sabe aquela coisa de arrastar móveis, jogar água nas paredes do banheiro e espanar até o teto?  Pois é, não rola por aqui.  Para se ter uma idéia, nem existe ralo no chão do banheiro.  Marido fica horrorizado com a maneira que eu limpo a casa.  Ele acha que eu uso muita água sanitária, limpo desnecessariamente e numa frequência absurda. 

É aí que as diferenças culturais se chocam!

Outro dia conversávamos sobre melhorar a rotina para a manutenção da limpeza da casa.  Aí ele veio me dizer que era hora de fazer um faxinão mesmo!  Que surpresa!  Porque geralmente a discussão é  “se eu limpei semana passada, para quê limpar essa semana de novo?”.  E aí ele continuou explicando que a primavera estava aí e era hora de fazer a Spring Cleaning.  Assim, com letras maiúsculas mesmo como se fosse uma entidade. 

Mas meu amorzinho, o que é um Spring Cleaning? – eu perguntei.

Descobri que é a faxina anual que os americanos fazem na casa durante a primavera.  Aquele faxinão que a gente brasileiro tá acostumado a fazer semanalmente ou mensalmente só acontece uma vez por ano aqui na gringolândia.  Só acontece na primavera!  Ele seguiu me explicando que depois de seis meses de um inverno congelante, é hora de abrir as janelas, deixar renovar o ar, tirar a poeira dos móveis, faxinar a casa mesmo, sabe?  Aí lembrei de umas promoções muito boas de produtos de limpeza que vi no panfleto do supermercado que veio no jornal.  E não é que é isso mesmo?!?!

O conceito de limpeza é muito diferente entre culturas.  Eu preciso sempre me forçar a pensar logicamente que é algo cultural, porque a vontade que dá é de chamar os americanos de porcos.  O que eles fazem uma vez por ano, eu faço quase sempre!   

Apesar da minha surpresa em relação a faxina dos americanos, existe o outro lado da moeda que é a constante mudança dos meus paradigmas e padrões!  É um enorme exercício para a minha cabecinha compreender as diferenças e o mais importante, aceitá-las.  Sim, aceito que o Marido pense assim. 

Não, não vou aderir a uma faxina por ano.  Mas com certeza vou aproveitar a chegada da primavera com a faxina anual deles e pedir para o Marido arrastar os móveis da casa para mim! 

Ex corde.

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Cidadania Americana

Pois é, saiu.  Virei uma cidadã americana no dia 22 de março de 2011.

Ao contrário do que muitos amigos & familiares no Brasil achavam, eu ainda não era uma cidadã dos Estados Unidos. Antes eu possuía apenas uma autorização para ser uma residente permanente (o famoso green card) que me permitia viver neste país quase como qualquer outro americano.  O green card precisava ser renovado a cada 10 anos e é quando o alien precisa dar satisfação da sua vida para o serviço de imigração americana (USCIS). 

Eu sempre entendi os motivos, mas isso não me deixava menos irritada.  Para quem casou com um cidadão americano como eu, além de dar satisfações ainda é preciso comprovar que o casamento é legítimo.  O processo todo é muito invasivo e chegar até a ser, algumas vezes, humilhante.

Por essas e outras é que  o desprazer do meu relacionamento com o USCIS era antigo e já vinha se arrastando por alguns anos.  O serviço é desorganizado e ineficiente.  Os processos levam longos meses e custam muito caro.  A  minha entrevista da cidadania foi o último degrau subido e serviu para constatar como o USCIS é um sistema deficiente que não vê pessoas, somente número das aplicações.  Para se ter uma idéia, esperei quase 4 horas pela minha entrevista sem nenhuma explicação ou satisfação do que estava acontecendo.  Das 10 da manhã às 2 da tarde sem comer ou beber nada.  Tive problemas com o meu nome que antes era aceito pelo USCIS e a partir daquele dia não era mais, sem nenhum documento oficial explicando o motivo.  As lágrimas desciam sem o meu controle.  Era uma mistura de desrespeito, falta de consideração, desorganização, frustração, cansaço, preocupação e raiva, só para citar alguns.

A Entrevista

A entrevista engloba uma prova de questões cívicas e um teste de inglês que é ridiculamente fácil.  As perguntas cívicas são interessantes e me deram um entendimento superficial, mas melhor do que eu tinha sobre a História Americana.  Mas não deixei de perceber como as perguntas são elaboradas de uma maneira tão estúpida que as respostas não exigem nenhum tipo raciocínio.  É pura decoreba & memorização sem exigir nenhuma capacidade pensante.  Talvez esse seja o objetivo mesmo, vai entender.    

Depois que o processo é revisado e aprovado durante a entrevista, o imigrante ainda não é oficialmente um cidadão americano.  É preciso participar da cerimônia do juramento onde a gente se promete lealdade ao novo país que nos reconhece como cidadãos.  Em alguns lugares, a cerimônia acontece meses depois da entrevista.  Eu fiz o juramento no mesmo dia, depois de muito esperar. 

A Cerimônia

Outras 23 pessoas também estavam sendo naturalizadas junto comigo na cerimônia.  Todos estavam super felizes por se tornarem um cidadão americano.  Eu ainda estava com um sabor amargo na boca por causa da finalização do meu processo e demorei para me alegrar.  O oficial de imigração que conduziu a cerimônia foi simpático e demonstrava um orgulho genuíno em suas palavras por estar ali naturalizando o grupo que eu me incluia. 

Assistimos um vídeo com uma mensagem do Presidente Obama para os novos cidadãos americanos que eu gostei muito.  Ele falava sobre os Estados Unidos como um país de imigrantes, que possuía cidadãos que não compartilhavam religiões, crenças, culturas e locais de nascimento, mas que compartilhavam ideais de uma vida de oportunidades.  Achei muito verdadeiro, apesar de não achar tudo 100% válido para o meu caso em particular.  Sei que muitas pessoas fogem dos seus países atrás de refúgio político; muitas pessoas não tem o que olhar para trás;  muitos vêm fugindo da falta de necessidades básicas; as histórias pessoais são inúmeras.  Sou sortuda por não me incluir em nenhum desses grupos.  Sou sortuda, pois o meu país é um lugar que eu posso escolher voltar se eu quiser. 

Vim parar aqui por um acaso da vida e claramente vejo como este país possibilita uma vida melhor para quem corre atrás.  Tenho parâmetros para fazer comparações e analisar o quê é bom e o que é ruim.  Tenho minhas críticas (vide figura acima!), mas também faço reconhecimentos.  Sei que a cidadania americana não foi me dada como um brinde; eu precisei correr atrás para possuí-la, mas sou grata pela oportunidade de chegar até ela.  Os Estados Unidos é um país que possibilita os seus cidadãos serem alguma coisa; a oportunidade é para todos e eu não tenho como negar.  E assim sinto que vou aprendendo lições de patriotismo sem mesmo eu perceber. 

É, agora sou uma cidadã americana. 

Ex corde.

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Waffles, Tulipas & Divagações

O sábado começou com waffle integral com nozes, açucar de confeiteiro e morangos frescos no café da manhã.  Gostoso, doce, tranquilo na cozinha de casa em um dia gelado de primavera e na maravilhosa companhia do Marido. 

Waffles

Depois, um longo dia.  Longo, difícil, cheio de decisões.  Viver um outro nível de responsabilidades adultas traz uma nova dimensão de preocupações.  É um caminho pelo qual eu ainda não havia passado antes.  Estranho, pois traz sensações que eu ainda não conhecia.  A cabeça fica cheia e os ombros pesam. 

Mãe no telefone com notícias de gentes queridas que eu nunca gostaria de receber.  Nessa hora a minha dificuldade ficou minúscula.  Foi aí que eu lembrei sobre a importância de colocar a vida em perspectiva.  É preciso ver o todo.  O que realmente importa?

Lembrei da minha tulipa que hoje decidiu se abrir.  Linda.

tulips

Momentos difíceis que só me fazem valorizar mais & mais a vida e cada precioso segundo que passo com aqueles que eu amo.  O resto é detalhe que vai se ajeitando ao longo do caminho.

Ex corde.

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É impressionante como tem dias em que tudo fica mais difícil, mais travado, mais arrastado.  Não importa se você sai de casa com o pé direito e munido de pensamentos positivos para atrair bons fluidos: quando o dia tem que ser daqueles, ele simplesmente é.

A minha reação em dias assim já variou muito ao longo da minha vida.  Coleciono reações que vão desde as mais extremas ao, que hoje eu considero, as mais maduras.  Acho que eu aprendi a ‘deixar estar’ depois de muito gastar saliva e energia à toa. 

Muitas vezes não é a culpa de ninguém.  Outras vezes eu sou a responsável por não ter me prevenido antes.  Mas normalmente as coisas não fluem quando eu encontro alguém pelo meio do caminho que simplesmente já saiu de casa naquela manhã determinado a não deixar nada acontecer tranquilamente como deveria ser.  A determinação que me refiro é aquela que rola em um nível inconsciente, sabe?   

E os meus últimos dias têm sido de total exercício de auto-controle da mente.  

Mas assim fui “deixando estar” acreditando na crença popular de que o que não tem remédio, remediado está.  Se eu não simplificar a minha própria vida, quem vai?  E com uma respirada funda eu vou recomeçando com muita resignação e indo atrás do que precisa ser feito.  Eu não sou melhor do que ninguém e se algo não saiu do jeito que eu planejei, paciência!

Tudo isso é para registrar a minha **frustração** com o serviço público americano! 

Alô Brasileiros de Norte a Sul!!!

A burocracia não é um privilégio nosso não! 

Ouviu?  Não?  Vou falar mais alto.

A burocracia não é um privilégio do povo brasileiro! 

Antes de achar que os Estados Unidos ou qualquer outro país é melhor do que o Brasil, é bom lembrar que em todo o lugar do mundo tem coisas muito boas e coisas muito ruins.  E olha que tem muita gente que não consegue enxergar isso!  A vida real engloba muito mais do que pontos negativos ou positivos analisados isoladamente.  No meu mundo da fantasia, eu juntaria o melhor daí com o melhor daqui e criaria o meu país ideal.  Mas como a realidade não tem nada com a utopia dos meus desejos mais íntimos, eu tenho que treinar a minha mente para eu me controlar bem direitinho, como uma lady que sou.

Viva a minha paciência!!

O mais curioso disso tudo é que eu acabo me sentindo extremamente esgotada toda vez que preciso lidar com coisas desse tipo.  Bate um cansaço inexplicável.  Acho que eu acabo direcionando minhas energias para conseguir resolver as coisas e não sobra nenhum pouquinho para mim.

Vou ali recarregar e já volto!

Ex corde.

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Sábado em Fotos

Flowers

Agua com Gas

Prato e Talher

Blue Chips and Mango Salsa

Moscatto and Wihite Wine

Cogumelo Portabela e Pimentao Vermelho

Loaded Baked Potato

Sal e Pimenta

Grilled Salmon

Corn on the Cob

Grilled Shrimp

Azeite de Oliva Grego

Saturday Dinner

Ex corde

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