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Archive for setembro \28\UTC 2011

Ontem fiz a minha primeira aula de zumba. Sou meio tímida, descoordenada, envergonhada e não sei dançar muito bem.  A aula é sensual, energética e cheia de coreografias & sequências de passos.  Que diabos eu estava fazendo ali?  Quando eu estava pegando o jeito do dois para lá, dois para cá vinha uma rodadinha que me deixava perdida.  Mico!  Aí requebra até lá embaixo.  Vergonha!  O pior é que eu já estava no foco da atenção, pois a instrutora de zumba me apresentou para a turma como A BRASILEIRA.  Morri!

A instrutora é na verdade uma amiga brasileira de longa data.  Como nossos maridos trabalham na mesma especialidade militar dentro da mesma força armada, a gente sempre se esbarra.  Ela já está em San Antonio há pouco mais de um ano vindo também da área de Washington DC.  A gente manteve contato e foi uma delícia reencontrá-la.  Só não sabia que eu ia dar de cara com uma instrutora de zumba saradérrima! 

Depois da aula ela me levou para um encontro semanal que ela participa com as consultoras da Mary Kay.  É quase um clube secreto com códigos, musiquinhas e tradições.  Eu era a convidada da noite e tive que ficar em pé lá na frente enquanto era apresentada como A BRASILEIRA.  Morri de novo!  O programa para mulheres montarem o seu próprio negócio é super interessante, flexível e lucrativo.  E os produtos são incríveis!  Agora não conseguia parar de rir com os prêmios de reconhecimento como a jaqueta vermelha, os colares, buttons, a coroa cor de rosa e a coroa da rainha.  Sem falar nas músicas e coreografias!  C.o.m.p.l.e.t.a.m.e.n.t.e fora da minha zona de conforto!  Mas resisti até o final e quer saber?  Conheci pessoas com histórias de vida fantásticas, vi uma outra realidade, ganhei duas sombras maravilhosas da marca de cosméticos que eu não conhecia e ainda me diverti pra dedéu.

A melhor coisa do dia foi ter saído de casa e interagido com outras pessoas.  O lado ruim da mudança para um local novo é o isolamento inicial.  Bate uma deprê de vez em quando.  E curiosamente foi preciso um desapego com aquilo que me traz conforto.  Se a falta de um ciclo de amigos me deixa tristinha, eu só vou construir novas amizades se eu sair da minha zona de conforto e me expor.  E é ruim, pois a exposição traz sentimentos contraditórios.  Eu passei a aula de zumba e o encontro inteirinhos me perguntando o que eu estava fazendo ali, mas a sensação no final do dia foi deliciosa.  Me senti mais energizada e menos intimidada pelo fato de não ter ainda a minha vida estruturada nesse novo lugar.

Eu sou uma pessoa que precisa de uma rotina estruturada para estabilizar a minha vida.  Mas o curioso é que muitas vezes eu já me peguei tão acostumada com a minha rotina confortável que muitas coisas bacanas acabaram passando despercebidas.  Todas as vezes que eu me arrisquei, eu recebi algo maravilhoso em troca.  Seja um elogio, novos amigos, uma nova atividade preferida ou simplesmente uma levantada no astral.  

lifezone2

E você tem saído da sua zona de conforto?  Qual foi a última coisa que você fez diferente da sua boa & velha rotina?  Porque estou cada vez mais convencida que a vida começa onde a nossa zona de conforto acaba.  É sempre fora dela que eu construo as memórias mais gostosas e duradouras.

Ex corde. 

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Sabe aquele filme?

Aqueeeele filme que você já assistiu várias vezes e nunca se cansa de assistir de novo?  Pois é, acabei de ver aquele meu filme mais uma vez.  Milésima vez.

Você também tem um filme assim? 

Ex corde

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Comida de passarinho?

Outro dia comprei comida de passarinho para colocar no comedouro que encontrei perdido em uma das caixas da mudança.  Digo perdido porque eu nem lembrava mais que tinha um.  Eu tinha tentado usar na outra casa, mas desisti.  Lá não tinha quintal e a comidinha ficava no deck de madeira.  Muitos passarinhos apareciam para comer, mas eu me impressionei com a habilidade deles de comer e cagar o deck inteiro!  Cara, cocô de passarinho é nojento!  Sei que guardei o comedouro no fundo do baú logo depois do primeiro festival de merda!  Jurei que não ia mais alimentar passarinho nenhum na primavera e que se eles quisessem fugir do frio, que voassem para sul.  Toda vez que eu sentia pena deles, eu lembrava do trabalho que foi limpar cada cocô deixado por eles.  E compri a promessa para não ter pena de mim mesma depois. 

Um esquilo no meu quintal_Ex corde (19)

Só que resolvi tentar de novo na casa nova já que sempre vejo uns pássaros bem bonitos nos galhos da árvores.  Outro dia vi até um pica-pau!  Mas a motivação não veio apenas através dos passarinhos fofos – desta vez o comedouro pode ser pendurado lá atrás no quintal, bem longe do deck e da casa.  Todo cocô cai direto na grama e ainda serve como fertilizante.  Que maravilha!   

Um esquilo no meu quintal_Ex corde (21)

Aí que numa bela manhã, Hugo estava super agitado na janela e eu fui ver o que era.  Foi quando descobri que outras criaturinhas estavam interessadas na comida de passarinho:   

Esquilinho_Ex corde

Passamos (Hugo & eu) um bom tempo observando as tentativas do esquilo.

Um esquilo no meu quintal_Ex corde (10)

Ele não conseguia alcançar o comedouro.

Um esquilo no meu quintal_Ex corde (14)

Esquilos_Ex corde (7)

Até que eu reposicionei o comedouro e enfim, ele pode filar a bóia.

Um esquilo no meu quintal_Ex corde (17)

Esquilos_Ex corde (20)

Nos últimos dias, tenho tomado meu café toda manhã me contorcendo com tanta fofurice das poses, caras & bocas desses esquilinhos. 

Um esquilo no meu quintal_Ex corde (18)Ah, e os passarinhos?  Ainda não vi nenhum.

Ex corde.

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Iogurte de Arroz

Eu tenho uma veia natureba que está sempre de olho por coisinhas diferentes.  Dessa vez, eu trouxe para casa iogurte de arroz.  Nunca tinha provado, nunca tinha ouvido falar, nunca tinha visto.  Corajosa, eu sei!

Comprinhas da semana Iogurte de Arroz_Ex corde

O iogurte é feito com bactérias fermentadoras no mesmo esquema de um iogurte comum.  Mas no caso, o leite utilizado é o leite de arroz.  O resultado é uma substância de consistência diferente.  Parece cremoso, mas não é.  Na verdade, é meio liguento, quase como se tivesse uma baba invisível.  A textura não me convenceu.  O sabor não é ruim, mas também não lembra iogurte.  Comi tudo com a ajuda de cereal e fatias de banana.  Mas compraria de novo?  Não. 

Alguém já provou iogurte de arroz?

Ex corde.   

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Tortilla Integral com Alho & Ervas

Como por aqui vende tortilla em todo lugar, ontem eu acabei comprando um pacote de um tipo diferente mais interessante que a tortilla comum.

Comprinhas da semana Tortillas Integral_Ex corde

Foi o primeiro pacote de tortilla que eu comprei, ever!  Fiquei meio sem saber o que fazer com elas até deixar os ingredientes da minha geladeira falarem mais alto.  A mussarela fresca e os tomatinhos uvas estavam pedindo manjericão.

Marguerita Taco_Ex corde (2)Esquentei uma tortilla no grill com fios de azeite Gallo luxo que minha mãe trouxe do Brasil.  As fatias de mussarela já estavam derretendo quando coloquei os tomates.  Uma pitada de sal.  E depois o manjericão.

Marguerita Taco_Ex corde (3)

Barulhinho do queijo no grill.  Cheirinho no ar.  Hummmm…

Marguerita Taco_Ex corde

Delícia de jantar!

Ex corde.

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Hot Air Balloon Ride

O passeio de balão foi um presente-surpresa do Marido para comemorar nosso aniversário de casamento e que acabou sendo combinado com mais um ciclo que se fechou em nossas vidas – nossa temporada na área de Washington DC.

Hot Air Baloon_EX corde (3)

Eu sempre tive muita vontade, mas nunca imaginei como/quando/onde eu teria a chance de passear num balãoZÃO desses.  Ele realizou o meu desejo! ♥♥♥

Hot Air Baloon_EX corde (2)

Para marcar o passeio, foi preciso escolher entre assistir o nascer ou o pôr do sol.  Como Marido sabe que eu não funciono bem pela manhã  – not a morning person at all, a surpresa foi feita para o pôr do sol.  Imagina que eu não sabia o que ia acontecer até chegar ao local combinado e dar de cara com a equipe dos baloneiros puxando à reboque uma cestINHA de palha.  Quase morri!  Meu coração acelerou, perdi a fala, o sangue fez eu sentir calor, não sabia se olhava para a cesta do balão ou se beijava o Marido.  Que delícia de surpresa!       

Cesta do balao_Ex corde

Mas aconteceu que a gente aprendeu o quanto um passeio de balão de ar quente depende das condições climáticas.  A velocidade do vento é um fator crucial e naquele dia o vento não estava colaborando.  Aprendemos a observar as árvores – quanto menos se mexerem, melhor!  E a equipe dos baloneiros (nem sei se essa palavra existe!) usavam balões de gás de festa para observar as massas de ar.  Achei muito interessante ver eles soltarem o pequeno balão e assistirem o balão subir.  No dia da surpresa, uma massa de ar não deixava o balão de gás passar de uma certa altura e o vento apenas o empurrava para os lados.  Não conseguimos passear nesse dia pois o sol se pôs e a massa de ar continuava ali como uma parede.  Aprendemos também que as manhãs são geralmente mais propícias para passeios de balão de ar quente.  E assim decidimos assistir o nascer do sol!

Hot Air Baloon_EX corde (2)

Acordamos às 4 horas da manhã, pois o passeio ficava um pouco longe e o caminho era longo.  Encontramos com a equipe e ficamos sabendo que um outro balão também estaria levantando vôo junto com a gente. 

Preparando o balao de ar quente_Ex corde (2)

Observamos as condições de ar & vento e assim que a previsão do tempo foi se confirmando, a preparação do balão começou simultaneamente com as duas equipes.  Eu tava achando tudo aquilo um b-a-r-a-t-o!

Preparando o balao de ar quente_Ex corde

* A outra equipe se preparando.

O balão é transportado em uma bolsa relativamente pequena, mas dois homens precisam desenrolá-lo.  Para enchê-lo, eles usam ventiladores superpotentes.  E a gente que vai passear, bota a mão na massa para ajudar aquele monstrão tomar forma.

Balao de Ar Quente_Ex corde (2)

Balao de Ar Quente_Ex corde (4)

Balao de Ar Quente_Ex corde

Balao de Ar Quente_Ex corde (3)

* O nosso balão (ainda no chão) visto por dentro.

O balão da outra equipe acabou tomando forma primeiro e eu não consegui mais prestar atenção no nosso balão.  Mal consegui segurá-lo.  Embasbaquei. 

Hot Air Baloon Ride_Ex corde (6)O ventilador precisa colocar muito vento (ar) lá dentro para o bichão começar a parecer com um balão.  Só depois é que vem o ar quente que o faz subir.  Tem um momento crítico que é na hora de colocar a cesta de pé.  É preciso segurar o balão com firmeza, pois o ar quente faz com que ele queira levantar vôo imediatamente sem nem esperar ninguém entrar na cesta!  Abaixo, o balão vizinho quase ficando em pé:

O outro balao_Ex cordeE assim que o nosso ficou em pé, eu corri para as fotos.

Baloon_Ex cordeSe você algum dia for passear de balão de ar quente e estiver ajudando os baloneiros, se prepare para uma rajada de fogo queimar os cabelinhos do seu corpo.  Tá, exagerei, mas tomei um susto do caramba quando a chama de fogo foi ligada pela primeira vez.  A gente fica muito perto dela e sinceramente?, ela é enooorme!!!  Eu tinha que olhar para o outro lado para não deixar o calor fritar esquentar tanto o meu rosto. 

Balao de Ar Quente_Ex corde (6)

Mas passado o medo de virar churrasco, o embasbacamento volta.  É lindo!

Balao de Ar Quente_Ex corde (4)

Na hora dessa foto aí acima, já estávamos quase subindo.  Marido teve que correr para pular dentro da cesta.  O balão estava mais do que pronto!  Enquanto isso, o balão vizinho já estava longe.

Balao de Ar Quente_Ex corde (3)

O passeio é de uma paz absurda!  É silêncio, é tranquilo, é gostoso!


No balao de ar quente_Ex corde (2)

Era exatamente a calmaria certeira na alma que a gente estava precisando no meio da turbulência da mudança.

No balao de ar quente_Ex corde (3)

E o nascer do sol? 

No balao de ar quente_Ex corde

Maravilhoso!  Em frações de segundos, o sol nascendo nos fez repensar na vida, nos valores, no que realmente importa e que se estressar com coisas mundanas não acrescenta nada.  Energizante!

Nascer do Sol no Balao de Ar Quente_Ex corde

O passeio aconteceu no norte da Virginia em uma área próxima ao Parque Nacional Shenandoah (clique nas fotos lindas que fiz no outono passado lá, aqui ó).  A cidadezinha próxima é bem rural, pequenina e seus moradores falam com um sotaque engraçado.  Achei curiosíssimo, afinal não estávamos muito longe da capital do país.  
  Passeando de balao_ex corde (5)

Passeando de balao_ex corde (2)

Passeando de balao_ex corde (6)

Uma névoa incrível aos pés da montanha nos acompanhou. 

Passeando de balao_ex corde

Durante o passeio, o nosso baloneiro inventou de dar umas subidas e descidas que me apavoraram.  Tava tudo lindo enquanto a gente estava no alto.  Na descidinha para chegar perto das árvores, eu fiquei nervosa.  Porque o balão funciona de acordo com o vento.  E o vento muda de direção sem nenhum aviso prévio.  Não é possível planejar a rota e seguir o plano.  Numa das descidas, o vento empurrou a gente para a direção de uma árvore e eu percebi que o baloneiro não tinha contado com aquele vento safado.  Uma vez que o fogaréu é liberado, o balão não começa a subir imediatamente – rola um delay!  Imagino que dependendo do vento, dependendo da árvore e dependendo da falta de sorte, um milésimo de segundo de atraso nessa subida pode ser a diferença entre continuar voando ou se agarrar numa árvore.  Rolou um medinho na minha pessoa, confesso. 

Hot Air Baloon Ride_Ex corde (19)Depois de uns 40 minutos que passaram literalmente voando, pousamos no quintal de uma casa.  Foi tranquilinho.  Engraçado foi ver a surpresa do dono da casa pegando a máquina fotográfica para registrar aquele balão gigante pousando no quintal às oito horas da manhã.

Pousando com o balao_Ex corde

Mais uma foto ainda com ele cheio:

Balao_Ex corde

Voamos em um balão que abre no topo para deixar o ar sair.  É um barato! Os balões mais novos não usam mais essa técnica, pena.

Hot Air Baloon Ride_Ex corde (33)

E o baloneiro trouxe o balão para o chão com todo cuidado.

Hot Air Baloon Ride_Ex corde (34)

A experiência foi ótima!  Depois do pouso, ajudamos a guardar o balão enquanto o outro moço da equipe se dirigia até onde a gente estava. 

Hot Air Baloon Ride_Ex corde (35)   Hot Air Baloon Ride_Ex corde (41) Depois de passear em um balão de ar quente, bateu uma vontade enorme de ir a um festival para ver muitos, mas muitos balões coloridos voando juntos. 

Um dia quero ver ao vivo o que está lá no minuto 0:40. Demais!

Mais uma foto do balão vizinho.  Lindo!

Hot Air Baloon_EX corde

A experiência é muito boa!  É lúdico e traz sensações quase infantis.  Delícia!  Sabe aquela lista de coisas bacanas para fazer antes de morrer?  Pois é, não deixe de incluir um passeio de balão.

Ex corde.

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Cá com meus botões

Um botao e algumas florzinhas_Ex corde

Desde que casei, essa é a primeira vez que vou ficar tanto tempo longe do Marido.  Ele viajou há pouco mais de uma semana e eu já percebi que esses três meses de treinamento militar vão passar devagar.  Eu já ando meio atordoada com a ausência dele.

A casa é nova e em um estado bem longe daquele que a gente (eu) já estava confortável.  A cidade é diferente.  Não deu tempo para a gente criar uma rotina.  Não houve a chance de se criar uma dinâmica definida.  Há muitos lugares que quero ir com ele e como não posso, a ansiedade se instala! Falar no telefone ajuda, mas a figura dele dentro de casa continua vazia.  As tarefas não são mais divididas, os jantares são solitários, as comidas preferidas dele na geladeira estão intactas, as roupas sujas dele não se acumulam mais e uma lista dolorosa que reflete a ausência dele cresce a cada dia.  Reviver isso tudo me faz perceber com muita surpresa (!!) que ando experimentando sintomas de uma forma de luto.  Infelizmente esse é um lugar bem conhecido por mim.

A minha chateação por não ter ele por perto se manisfesta com muita irritabilidade e pitadas de agressividade.  Andei desviando o foco e mirei nele, o objeto da minha saudade.  Meio doido, meio confuso.  Mas me alegro por finalmente conseguir elaborar os sentimentos e assim, me sentir melhor.

Inconscientemente eu resisto na hora de redefinir funções na casa nova para que ele continue sendo responsável e marque presença.  Ando teimosa.  Não quero fazer as coisas que ele faria caso estivesse aqui.  Eu sei que posso descascar qualquer abacaxi e enfrentar qualquer pepino, só que agora eu não quero.  Simples assim.  Sinto que quero garantir o lugar dele aqui.  Sinto que é quase que defendê-lo. 

Na verdade, tenho o defendido dos meus próprios fantasmas.  Ou quem sabe me defender?  Tenho sido acometida por surtos de um medo apavorante que às vezes me faz cair no choro.  Reviver a ausência de quem se ama dói.  E como já tive o coração abruptamente arrancado do peito*, sinto medo quando qualquer sensação parecida me visita.  Sinto uma antecipação da dor.  Preciso me lembrar a todo instante que ele está vivinho da silva e que se eu quiser muito um abraço, doze horas de carro nos separam.  E que dessa vez a ausência é temporária.  Ele tem data para voltar para a minha realidade, não apenas para os meus sonhos. 

É aí que eu páro, conto minhas benções, respiro fundo e tento racionalizar o emocional.  Conversar com o super-racional-marido que tenho me ajuda imensamente a espantar as idéias assustadoras que invadem a minha cabeça.  Ele me pega pela mão e coloca os meus pés no chão novamente.  Escrever sobre isso aqui, surpreendentemente, também ajudou no processo de elaboração dos meus sentimentos.  E quando eu sei do que se trata, eu consigo lidar melhor. 

A mente do ser humano é um negócio meio doido.  Bom, pelo menos a minha  é.

Ex corde.

*  A grande paixão da minha vida foi vítima fatal de um acidente de carro há alguns anos.  Eu descobri o sabor amargo de ter que restruturar a  vida como uma maneira de preencher os vazios deixado por ele.  Permitir que ele perdesse as funções & lugares dentro de casa foi crucial para a minha sobrevivência, mas doloroso por constatar que ele já não estava mais comigo.  E enquanto eu tentava curar as feridas, a dor não me permitiu sorrir por algum tempo.  Quando eu digo que Marido me ensinou a sorrir de novo, não é força de expressão.  Ele literalmente trouxe sorrisos para o meu rosto e alegrias para o meu coração.  Obrigada, amor da minha vida!  E volta logo, tá? ♥

 

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