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Archive for novembro \20\-05:00 2011

Hiking + Pho

Hoje foi mais um domingo de trilha e eu estou adorando perceber que o meu condicionamento físico está muito melhor.  Antes falar e andar era impraticável.  Agora falo, ando e ainda estou na comissão de frente do grupo!  Yeah!

Park Trail_Ex corde

O parque que fomos hoje fica dentro do perímetro urbano de San Antonio e não trouxe nada de UAU! além da deliciosa endorfina produzida durante os 5 km de trilha.  O que me deixou (e sempre me deixa) fascinada é a diversidade cultural do grupo.  Simplesmente adoro estar no meio de tanta gente diferente com histórias que – ao meu ver – são fantásticas!  Enquanto vou escrevendo, vou me corrigindo mentalmente porque na verdade isso não é uma característica exclusiva do grupo de hiking. 

Park Panflet_Ex corde

Morar nos EUA é estar exposto a uma mistura de nacionalidades, religiões, idéias, hábitos alimentares, línguas estrangeiras e estilos de vida.  Eu vivo continuamente me lembrando de como eu sou só mais uma carregando a minha bagagem cultural que é tão interessante e desconhecida para muitos deles assim como a bagagem deles é algo novo para mim.  Tenho muita coisa para aprender com esse mundão!  E vou me lembrando dos meus anos de Brasil onde já cheguei a me achar a rainha da cocada preta com o meu nariz empinado.  Mas antes de sentir vergonha da mentalidade medíocre que tinha, eu analiso como somos produto do meio em que vivemos e como o meu mundo particular até então nunca tinha me oferecido outra perspectiva.  Assim, como pensar e agir diferente? 

Mas voltando ao meu domingo, fui almoçar um pho com a amiguinha vietnamita depois da trilha.  A conversa foi interessantíssima e a comida curiosamente mais saborosa ainda!  Taí um aspecto da vida por aqui que eu gosto bastante! 

Pho_Ex corde

Contei sobre a primeira vez que eu experimentei pho aqui.  Você já provou?  Ah, e tenho falado bastante de hiking ultimamente por aqui, aqui & aqui

É isso!  Boa semana para quem ainda visita esse cantinho.

Ex corde.

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Quebrando a Cabeça

Ex corde_Quebra Cabeca

Taí um passatempo que eu jamais achei que fosse curtir tanto!  Achava meio infantil, meio bobo, meio sem graça até descobrir através de uma amiga (viciada em quebra-cabeças) como juntar as pecinhas é uma delicia.  Ver o produto final todo montadinho então é a melhor parte!

Ex corde.    

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Rocambole de Abóbora

Pumpkin Roll_Ex corde

Muito fácil de fazer e mais fácil ainda é comer o rolo todo de uma vez só!  Mas o melhor de tudo é que esse pumpkin roll congela super bem me ‘desobrigando’ de comê-lo inteirinho sozinha.  Assim, a outra metade que não saiu na foto já espera pelo Marido no freezer enquanto a minha consciência mais leve vai me dizendo thank you very much.  E lá vai eu consumindo aquela abóbora… 

Essa receitinha delícia é daqui.

Ex corde.

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Um sorriso que incomoda

Fui abordada duas vezes na semana retrasada pelo mesmo motivo: meu sorriso.  A primeira vez foi quando comprava papel ofício para a impressora e a mocinha do caixa disse que eu era a pessoa mais feliz que ela atendia naquele dia.  A segunda vez foi quando almoçava com o grupo após uma trilha e um senhor do restaurante perguntou o motivo do meu sorriso.  Achei muita coincidência.  Comecei a pensar se tinha algo no meu comportamento que estava fora do normal.  Tudo dentro dos conformes.  Nada extraordinário.

Foi quando então lembrei de uma situação que aconteceu no ano passado no trabalho onde uma senhora me perguntou agressivamente por que eu sorria para ela.  Não esqueço do olhar reprovador que ela lançou para mim.  Mas não me intimidei e disse que o meu sorriso não tinha nada a ver com o fato dela estar se sentindo incomodada.  Pedi educadamente que ela o ignorasse, já que eu não ia deixar de sorrir.

Talvez as pessoas não estão acostumadas com um sorriso gratuito e acreditam que há de existir um motivo muito forte para alguém sair distribuindo sorrisos por aí.  Eu poderia listar uma centena de pequenos motivos, mas tenho certeza de que os incomodados me achariam uma chata e me dariam às costas antes mesmo que eu terminasse a primeira dezena.  A minha postura então é apenas de continuar sorrindo e responder a pergunta com outra pergunta:  e por quê não sorrir?  Eu sempre recebo um sorriso de volta. 

O sorriso que a princípio incomoda curiosamente passa a ser contagiante.   

Ex corde.

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FunnyReindeer-763055

Ontem quando saia para comprar o meu shampoo anti-caspa que acabou e eu não posso viver sem (morar nos EUA me dá caspa, é mole?), dei de cara com uma guirlanda enorme enfeitada com um laço vermelho gigante no portão do condomínio.  Ué, já?  Bem, não vê que o Natal tá aí quem não quer! 

Enquanto eu cheirava várias garrafas de shampoo atrás de um que não seja de menta e deixe o meu couro cabeludo ardendo (odeio!), percebi que a loja tocava uma música natalina atrás da outra.  Ué, já?  E na hora de pagar, a moça colocou o meu shampoo em uma sacola vermelha toda enfeitada de flocos de neve.  Hello!!  É Natal e eu não sei por onde anda o meu espírito natalino!

Para fechar o dia, aproveitei o feriadão brasileiro de ontem para falar com meus pais via skype.  Enquanto eles iam me mostrando a casa linda toda decorada com luzes, árvore de Natal, presépio, poinsétias, estrelas & tudo mais, eu fui me perguntando até quando eu posso evitar o Natal.  Com o skype ainda ligado, aproveitei para ver o Marido.  Ele perguntou logo se eu ia manter a tradição da casa de decorar para o Natal logo após o Dia de Ação de Graças.  Putz, caiu a ficha de que eu também tô tentando ignorar o fato de que Thanksgiving está chegando.

Lá vai eu tentar explicar para mim mesma o que anda acontecendo comigo.  Na minha cabeça, essas datas comemorativas estão diretamente associadas com a família!  Como vivenciar toda a preparação do Natal sem ter ninguém ao lado?  O Dia de Ação de Graças ainda é uma data nova para mim que certamente não tem o mesmo peso na minha vida que tem para os americanos.  Mas eu curto muito a tradição deles de tirar um dia do ano para agradecer por fatos & coisas que aconteceram.  Curto ainda o jantar que é digno de uma ceia de Natal com o peru assado estrelando no centro da mesa!  E curto mais ainda em ter familiares e amigos em volta!  Como sentir tudo isso quando se está sozinha em casa e os novos conhecidos gente boa ainda não são tão amigos assim?  E a minha cabeça já associou a chegada do Natal com clima frio e tudo marrom & congeladinho lá fora.  Como entrar no clima quando as árvores estão verdinhas e eu ainda saio por aí de pernas de fora no meu vestidinho sem mangas?  Parece besteira, mas depois de tantas árvores de Natal montadas numa friaca deliciosa à base de chocolate quente eu tô achando difícil conceber a idéia da chegada do Natal debaixo de um calor de 25 graus.  Talvez seja por esses motivos que eu ando ignorando os preparativos das festividades de fim de ano. 

Marido acredita que eu vou entrar no clima que assim que ele chegar!  E acho que é verdade!  Ele curte tanto a preparação do Natal que acaba me contagiando.  Ele é daquele que transforma a decoração da casa em um evento natalino por si só!  Prepara chocolate quente com baileys, coloca música de Natal para tocar e vai curtindo tudo aquilo com uma alegria linda de ser ver!  Ainda bem, né?  A nossa decoração de Natal só vai durar duas semanas esse ano, mas já sei que vai ser especial o suficiente para guardar na memória como o nosso primeiro Natal no Texas.

E você, já está no clima de Natal?  Já montou a sua árvore?

Ex corde.

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Mais uma amiga querida que se casa no Brasil e eu não consigo comprar o presente online.  Já vejo uma grande melhora no processo cibernético brasileiro, mas eu ainda acho o negócio meio travado.  Não entendo a necessidade de ter que digitar o meu CPF para comprar um jogo de tigelas no site da loja.  Até entenderia se eu tivesse abrindo uma conta ou criando um cadastro, mas para comprar tigelas?  A maioria dos sites aceitam cartão de crédito internacional, mas nem permitem espaço para um endereço internacional.  Eu não entendo essa lógica já que cartão & endereço andam juntos por motivos de segurança.

Então lembrei do casamento de outra amiga e da minha tentativa frustrada de comprar o presente pela internet no site disponibilizado pela loja com a lista de presentes da noiva.  Escolhi o presente e quando me preparava para digitar o número do cartão de crédito, o site abriu uma janelinha pedindo até o número do sutiã da minha avó.  Preenchi bufando até dar de cara com o impensável: um boleto bancário estava sendo gerado.  Eu poderia efetuar o pagamento em qualquer agência do Banco do Brasil ou em Casas Lotéricas.  Juro.  Demorei para compreender aquilo.  Quer dizer, ainda não entendi até hoje.

Outra coisa que eu não entendi foi a sequência de observações antes de efetuar a compra online numa terceira ocasião.  Se alguém me contasse, eu não acreditaria! 

As vendas só serão aceitas na loja online se o COMPRADOR, e o RECEBEDOR for mesmo detentor do cartão de crédito, ou seja, não aceitamos cartões de terceiros.

Ou seja, eu não posso comprar um presente da lista de casamento da minha amiga.  Ou seja, qual a finalidade da lista de presentes online?

Na entrega do produto resultante de vendas online será pedido para clientes recebedores do produto cópia do RG, CPF e cópia do CARTÃO DE CRÉDITO do comprador para comprovar a idoneidade do comprador titular.

Não, peraí, pode sim.  É preciso, juntamente com o cartão de felicitações pelo casamento, enviar para os noivos uma cópia do meu RG, CPF bem como a cópia do cartão de crédito que eu efetuei a compra.  Será que eu entendi direito?  Continuei lendo e vi que tinham observações para compras realizadas por clientes de outro estado.  E se eu tivesse tentando comprar de outro país? 
     

Se o produto for entregue a terceiros, ao receber terá que ser apresentado a cópia do RG, CPF e cópia do CARTÃO DE CRÉDITO e uma PROCURAÇÃO AUTENTICADA EM CARTÓRIO assinada pelo titular do CARTÃO DE CRÉDITO dando poderes legais para a retirada do produto e para comprovar a idoneidade do comprador titular.

Procuração autenticada em cartório?  É isso mesmo?  Compras online não foi um negócio inventado para facilitar a vida? 

Ex corde.

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Briga de Cowboys no Velho Oeste

* Para entrar no clima, clique aqui e deixe aberto em outra janela enquanto você lê!

Aquela cena que todo mundo tem no imaginário onde cowboys se enfrentam armados no Velho Oeste não é apenas uma história inventada para os filmes americanos.  Descobri quando estava na cidade de Bandera, há 80 km de San Antonio, que os confrontos eram uma realidade no século 19.

A cidade se autodenomina a capital mundial dos cowboys e o orgulho está estampado em cada morador de Bandera.  Todo mundo usa botas.  Todo mundo.  E se você pensa que sabe como é uma bota de cowboy, sinto em desapontá-lo.  As botas são extremamente mais elaboradas, mais coloridas e mais diversificadas do que eu imaginava.  E custam caro!  Entrei na “Loja do Cowboy” localizada na Main Street e fiquei de queixo caído com as botas à venda na faixa dos duzentos e trezentos dólares.  E é claro que as botas precisam ser acompanhadas de chapéus de cowboy.  Um barato!  É um mundo de uma cultura extremamente nova para mim. 

Gunfight in Bandera,Texas (2) (Medium) 

Naquele sábado, alguns moradores de Bandera estavam apresentando uma encenação das históricas brigas de cowboys no Velho Oeste.  Foi lá que eu aprendi que as brigas aconteciam em qualquer lugar e à qualquer hora.  Aquela idéia de quatro homens posicionados perfeitamente esperando o primeiro a atirar não reflete a realidade muito bem. 

Gunfight in Bandera,Texas (5) (Medium)

Segundo eles, as brigas muitas vezes começavam com um momento oportuno da falta de atenção do adversário.  Outras vezes os cowboys estavam bêbados e muitos tiros eram perdidos.  Os filmes exageram bastante na habilidade dos cowboys com as armas.  Na vida real o negócio era mais simples, mais direto e menos lúdico. 

Gunfight in Bandera,Texas (8) (Medium)

Os motivos das brigas também eram os mais variados possíveis. Algumas vezes um cowboy viajante que entrava na cidade causava uma briga com os cowboys locais.  Outras vezes as brigas eram por causa de mulheres, dinheiro ou às vezes até nem eles sabiam porque estavam brigando.

Gunfight in Bandera,Texas (10) (Medium)

Achei interessante aprender um pouco sobre a cultura do cowboy, mas gostei mesmo foi da roupa deles!  Mal consegui tirar os olhos dos detalhes e o barulho da espora tirando faisca do chão era um barato!

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As armas usadas eram de verdade, mas as balas eram de festim.  O cheiro de pólvora era forte e o barulho de cada tiro disparado era bem alto.

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A encenação foi rápida e contou uma historinha simples, mas com todo o gostinho do faroeste do Texas.

Gunfight in Bandera,Texas (4) (Medium)

Quem diria que eu ia gostar tanto de assistir a minha primeira gunfight!

Ex corde.

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