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Archive for fevereiro \29\UTC 2012

Ao entrar na biblioteca pública, eu coloco meu celular no silencioso.  Não é nem naquele modo que a vibração é tão alto quanto um toque; meu celular só acende uma luz quando alguém me liga.  E caso essa luz acenda, eu vou lá para fora (= rua) atendê-lo.  Não fico falando baixinho porque eu sei que incomoda.  Eu tomo cuidados especiais para não fazer barulhos desnecessários.  Sempre levo um lanchinho e se seja-lá-o-que-eu-for-comer tiver um embalagem que faça barulho, eu desembalo em casa antes de ir.  Não levo nada crocante demais para comer assim ninguém tem que ouvir as minhas mastigadas.  Eu não viro páginas violentamente, eu não jogo as canetas na mesa, eu não arrasto cadeira, eu não batuco, não cantarolo e evito dar aquelas respiradas profundas com muita frequência.  Eu bebo água cuidadosamente para não fazer GLUP, GLUP bem alto.  Não explico para mim mesma a matéria em voz alta.  Me irrito com o barulho do teclado do meu computador, mas ainda não inventaram uma maneira silenciosa de digitar então não tem jeito.

A minha experiência como frequentadora de bibliotecas me faz concluir que sou um bicho em extinção porque raramente encontro alguém que se comporte assim.  Não sei se estou sendo exagerada, mas não consigo conceber a idéia do celular tocar musiquinhas irritantes bem alto entre prateleiras de livros com várias pessoas estudando nas mesas em volta.  Mais difícil de entrar na minha cabeça ainda é o indivíduo de gosto duvidoso para toques de celular atender a p**ra da ligação e começar a conversar como se estivesse na sala da sua casa.  Acho uma completa falta de respeito.  E eu sou daquelas que faz xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii pedindo silêncio.  Ó céus, queria ser mais focada e menos distraída para não me incomodar com coisas desse tipo.  Eu teria menos rugas no rosto!

Ainda tem outra coisa que me incomoda em bibliotecas públicas americanas: a quantidade de crianças!  É muito bacuri gritando, correndo, falando alto, cho-ran-do, berrando ao mesmo tempo.  Até onde eu sei, biblioteca é um local de estudo, de leitura e de pesquisa, sabe?  Por isso existem áreas designadas para tal, mas alguns pais insistem em levar seus pequenos para onde adultos tentam se concentrar.  Não entendo.  Deixei de ir na biblioteca perto de casa por causa da falta de estrutura para estudos individuais.  Há duas salas silenciosas designadas para tal, mas que contam com paredes de vidro com vista para o parquinho infantil.  Não há vidro temperado que bloqueie a gritaria.  E a movimentação que distrai?  Será que eu sou tão facilmente distraída assim?  E as mesas para estudos ficam distribuídas ao longo da área de circulação.  Como não perceber cada vez que a porta da biblioteca abre?  Será que o engenheiro e/ou arquiteto pensaram nisso ao projetar aquele prédio novo e super moderno?  Desisti de lá.  

Aí essa semana encontrei uma biblioteca que me faz um pouco mais feliz.  É mais longe de casa, mas a área infantil completamente separada da área adulta faz valer a pena os 15 minutos a mais.  Não há salas individuais, mas as mesas para estudos são posicionadas lá no fundo da biblioteca longe da área de circulação.  Não é o ideal, mas funciona.  Só que ainda assim a raça humana consegue se superar: hoje um rapaz sentou na área semi-privada de estudos individuais com um bebê no carrinho; outro dia um senhor emitia sons estranhíssimos e altíssimos enquanto lia seu livro; tem uma senhora que trabalha a biblioteca que fala como se estivesse com um alto falante e invariavelmente tem sempre alguém atendendo a porcaria do celular.  Coloco o meu phone de ouvido, aumento o som da Sinfonia N₀40 de Wolfgang Amadeus Mozart e tento alcançar a minha concentração perdida.  Às vezes funciona.

Agora pergunto, será que estou exigindo um comportamento excepcional para os frequentadores de uma biblioteca?  Seria eu uma pessoa super cri-cri?  Ou a galera tá se perdendo no quesito bom senso?

Ex corde.

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Pão Enlatado

Pao Enlatado_Ex corde

Marido pode não ter cara de gringo, mas tem o paladar mais americano impossível.  Justiça seja feita, ele gosta de comer vários tipos de comida.  Mas o lado americano ainda fala mais alto às vezes.  Como na escolha do pãozinho de lata para o café da manhã do fim de semana.  Torci o nariz ao mesmo tempo que recebi a latinha no carrinho do supermercado.  Oportunidades iguais dentro dessa casa sem discriminação cultural, sabe como é?    

Cinnamon Roll

A praticidade impressiona.  É só torcer a lata que ela abre.  A cobertura doce vem dentro de um potinho minuciosamente encaixado na fileira de pãezinhos.

Pronto para assar_Ex corde

Quinze minutinhos no forno e o negócio tá pronto.

Roll_Ex corde

Aí é só besuntar o pãozinho ainda quente com a cobertura doce.

Paozinho com cobertura doce_Ex corde

A cobertura derrete e forma uma camada super doce por cima do pãozinho todo.  O resultado final é bem bonito e incrivelmente gostoso.  Mas eu não me atrevo a olhar os ingredientes e muito menos a quantidade de caloria de cada pãozinho.

CinnamonRoll_Ex corde    Antes que eu me esqueça: chamo de pãozinho, mas nem sei se o negócio pode ser definido como pão mesmo.  Só o meu querido Marido para me fazer comer essas coisas que eu nem sei de quê são feitas… Oh well!      

Ex corde.

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O centro de San Antonio possui uma torre de observação impossível de não ser notada por causa do seu tamanho: 229 metros de altura.  A Tower of Americas foi construída para a HemisFair 68, uma feira de exposição mundial, e hoje em dia além do deck de abservação, conta ainda com um restaurante e um bar.  Normalmente uma taxa é cobrada para subir na torre, mas a subida é de graça para quem está indo bebericar no bar.  Basta informar na base da torre que o destino é o bar e a entrada é liberada.  O  preço das bebidas & aperitivos são amigáveis durante o happy hour (segunda a sexta, das 16:30h até às 19h).  Não sei se é porque estava acostumada a morar em um dos lugares mais caros dos EUA, mas confesso que esperava pagar mais pelo ambiente bacaninha que o bar oferece.  Os aperitivos não são excepcionais, mas são bem decentes.  O chopp vem servido numa tulipona chicosa e eu, que geralmente não gosto de mojitos, achei o Mojito Lux da casa bem gostosinho.  O cardápio tá disponível online para facilitar a vida e matar a curiosidade – aqui ó.

Tower of Americas, San Antonio_Ex corde (4)

Além dos preços reduzidos, a idéia de curtir o happy hour no alto da torre é perfeita para assistir o por do sol lá de cima.  Dá para ter uma idéia do tamanho da cidade de San Antonio e como ela cresce de uma maneira bem espalhada sem grandes concentrações de prédios altos.  Você sabia que San Antonio é a sétima maior cidade dos Estados Unidos?  Descobri isso um dia desses!

Tower of Americas, San Antonio_Ex corde (3)

Dá para ver a cidade de dia e iluminada à noite. Isso sem falar do espetáculo que é bebericar um mojito assistindo o show de nuances de cores que acontece no céu.  A sensação é de que o dia foi fechado com chave de ouro!

Tower of Americas, San Antonio_Ex corde (2)

O bar fica localizado no mezanino do restaurante – que por sinal é giratório.  Descobri que eles oferecem um jantar bacana para o Reveillon.  Imagino como deve ser legal assistir o show de fogos lá de cima.  Já assisti lá debaixo no meio da muvucada, quem sabe na próxima não vou lá para cima?

Tower of Americas, San Antonio_Ex corde
Curti o happy hour na Torre das Américas junto com os meus pais, que também gostaram bastante.  Um andar acima do bar está o deck de observação.  Vale a pena dar um pulinho lá para aprender mais um pouco da história de San Antonio.  Eu estava tão focada em aproveitar aquele momento que somente agora, ao escrever esse post, percebi que deixei de tirar muita foto boa.  Fica para a próxima quando eu provar o mojito de romã ;)

Torre das Americas_EX corde

A Tower of Americas fica localizada no HemisFair Park, uma área super gostosa para passear a pé inclusive à noite depois do happy hour.  Basta atravessar a S Alamo Street para chegar até La Villita, a primeira vizinhança de San Antonio que possui a arquitetura histórica preservada.  Dali é um pulo para o Riverwalk.  Tudo pertinho, rápido e seguro!

Ex corde.

Outro Happy Hour na Tower of the Americas

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Mug Cake

As instruções da caixa diziam para adicionar ¼ da xícara de leite.  Preparei a mistura dentro de uma caneca e mexi bastante com um garfo.

Mug Cake_ Ex corde

Depois de 1 minuto e 15 segundos no microondas, voilà.

Mug Cake_Ex corde (2)

Dá para comer de colher direto da caneca ou dá para desenformar no pratinho.

Mug Cake_Ex corde (3)

Decadente demais para ter vindo de um envelope cheio de pó que é feito no microondas e fica pronto em menos de cinco minutos sujando quase nada.  Um perigo, isso sim! 

Ex corde.

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A melhor pedida depois do almoço no La Gloria é seguir pela parte nova do Riverwalk – a maior atração turística de San Antonio.  Marquei, em vermelho, no mapa abaixo o curso do rio que corta o centro de San Antonio.  A parte mais ao sul do mapa é a mais antiga que conta com uma estrutura fantástica de bares, restaurantes e hotéis em um complexo muito charmoso na beira do rio.

San Antonio downtown map_Ex corde

Até o borburinho do Riverwalk são mais ou menos três quilômetros ao longo do rio numa área urbanizada e tranquila.  Saindo do antigo prédio da Cervejaria Pearl (quadradinho laranja no canto superior direito do mapa), o acesso para o rio é fácil.

Acesso ao Riverwalk, San Antonio_Ex corde

Não tem muita movimentação, mas ainda acho que é um jeito muito bacana de conhecer um pouco mais a cidade de San Antonio que foge do tradicional.

Passeando pelo Riverwalk em SAT_Ex corde

Basta poucos minutos de caminhada para passar por baixo de uma das principais avenidas de San Antonio, a I-35.  Dá até para ver no mapa acima (na cor cinza) cruzando o rio.  É fácil reconhecê-la por causa dos peixes flutuantes que se iluminam durante a noite. 

I-35 Bridge at the Riverwalk, San Antonio_EX corde

Essa ponte é conhecida na cidade por abrigar um tipo de morcegos que imigram do México para ter seus filhotes aqui longe do frio. Ouvi dizer que o local vira atração turística todo ano lá pelo mês de junho pela enorme quantidade desses mamíferos voadores amontoados todos juntos. Creepy.

Mexican Free Tailed Bats_Ex corde

Logo ali na curva do rio está o Museu de Artes de San Antonio.

San Antonio_Ex corde

Ainda não tive a chance de visitá-lo e por enquanto só posso falar que a arquitetura antiga dá um toque muito único para o local.

San Antonio Museum of Arts_Ex corde 
As margens do rio são perfeitas para a caminhada e o percurso todo é bastante sinalizado com mapas fáceis de ler. 

Riverwalk San Antonio_Ex corde

É impossível se perder por lá.   

Riverwalk Sign_Ex corde

Fizemos esse passeio em um dia de inverno típico por aqui: quentinho no sol e fresco na sombra com um vento de arrepiar.  Se você estiver visitando San Antonio no verãozão brabo, não recomendo essa caminhada. 

Jones Ave_Ex corde

Mais um pouco ali na frente estão as represas que controlam o rio San Antonio evitando que a água transborde.  No passado, enchentes eram um grande problema e a criação de um canal subterrâneo como parte do projeto de saneamento da área resolveu o problema.  Fico devendo fotos das represas.

Papel Picado Riverwalk_Ex corde

Não é novidade para ninguém a grande influência mexicana que existe em San Antonio por causa da proximidade com a fronteira entre os dois países.  Não só isso, o Texas já foi México um dia!  Imagine então a característica marcante do colorido da cultura mexicana que pode ser visto por aqui.  Em destaque nas fotos estão o papel picado com desenhos alegres cortados em papel de seda.

Papel Picado_Ex corde

Mais ali na frente está um casarão que foi construído em 1904 pela família Petty e que foi doado para a associação dos veteranos de guerra na década de 40.  Dizem que é o posto militar mais antigo do Texas.  Site deles aqui

VFW Post 76_Ex corde

Acabei de descobrir que não tenho nenhuma foto da casa, mas aqui dá para ver mais ou menos como ela é.  Diz a lenda que dois fantasmas moram lá: ma menininha que sobe e desce as escadas e um homem que vive arrastando móveis.  Do jeito que o negócio é velho, não duvido não…

Riverwalk_Ex corde (3)

Existem vários apartamentos residenciais no centro da cidade.

Riverwalk_Ex corde (2)

Não seria nada mal morar pertinho do rio assim.

Riverwalk_Ex corde (4)
Não será difícil perceber quado a caminhada estiver chegando ao final, pois o Riverwalk vai ficando mais agitado cheio de mesas dos bares e restaurantes.

Riverwalk_Ex corde 
E se você tiver achando esse passeio um pouco demais para fazer a pé, os barcos-táxi passeiam pelo rio todo.  Há pontos ao longo do rio onde basta fazer o sinal que o barquinho pára.

Boat in the Riverwalk, San Antonio_Ex corde
Depois de curtir bastante o borburinho do Riverwalk e de tomar algumas margaritas, pegamos um táxi até o estacionamento do restaurante La Gloria.  Baratinho e super tranquilo!  Para quem quer sair da mesmice e fazer um passeio um pouco diferente, esta é a melhor pedida!

Ex corde.

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Adorável Rotina

Arrisco dizer que finalmente estou entrando em algo parecido com uma rotina.  Há diversas coisinhas irritantes para serem feitas diariamente seguindo o mesmo ritmo sempre.  Os dias de semana já tem cara de dias úteis enquanto os finais de semana começam a esboçar alguma inutilidade.  O galão de leite dura uma semana e as verduras não estragam mais na geladeira porque a rotina me dá a chance de progamar.  Isso sem falar na estabilidade dos gastos extras e das contas mensais.  Já sei quanto esperar da conta de luz e de água, veja só que avanço! Falo de coisas mundanas sem graça e sem glamour, eu sei, mas que me dão uma sensação de tranquilidade na vida.  Tudo parece caminhar no eixo, apesar daquele outro tanto de coisas que ainda estão fora do lugar.  Mas quem disse que tudo um dia vai estar do jeito que eu gostaria?  É quando eu percebo o quanto adoro ter as manias pentelhas do Marido me pertubando, como ter uma pilha de roupas para lavar reflete uma vida ativa, louças limpas na lava-louças para guardar lembram as comidinhas gostosas das refeições divididas com ele e a quantidade de material que venho estudando me dizem como sou sortuda de poder usar o meu tempo para mim.  Fazer todo dia tudo sempre igual é confortante e acho que finalmente estou recuperando essa sensação boa de ter uma abominável rotina para chamar de minha.  E você também curte a sua?

Ex corde. 

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Tenho andado numa preguiça danada de fazer novos amigos.  Não acho que não preciso de novos amigos (pelo contrário!), é só muita preguiça mesmo porque o processo demanda energia.  Não quero dar a entender que já tenha sido fácil um dia nessa minha vida quase-nômade, mas ultimamente está sendo mais difícil mesmo fazer amizades.  Ou eu ando sem gás, vai saber.  

É que fazer amizades por aqui envolve uma dinâmica bem diferente do que eu estava acostumada. O fato de você ter conversado bastante com uma pessoa hoje não significa que o gelo vai estar quebrado na próxima vez que vocês se encontrarem.  Não significa que uma amizade está surgindo ou que rolou uma certa proximidade.  Numa semana dessas aí que passou eu fui almoçar com a esposa de um militar responsável pelo programa (que eu não sei bem o que é) que existe dentro da unidade militar que o Marido trabalha. Ela queria me conhecer, me dar boas vindas, saber se eu preciso de alguma coisa, se aproximar, blá blá blá.  Acabamos esticando o almoço numa conversa no sofá da sala dela por horas.  Mas ao reencontrá-la no sábado numa comemoração de trabalho dos nossos maridos, foi exatamente como eu esperava: ela mal falou comigo.  No final do evento ela se soltou um pouco mais, só confirmando que eu não tenho muita paciência para esse tipo de padrão de comportamento gringo.  É quase sempre assim como se cada encontro fosse o primeiro no grau de intimidade.  Haja saco para sair desse estágio inicial!

Tem também a minha rabugentice: tô ficando velha e tô ficando mais seletiva.  Não é porque conheço poucas pessoas na minha nova cidade que vou topar fazer qualquer coisa em troca de uma atenção de um novo amigo em potencial.  Isso me lembra a situação da minha coleguinha de academia.  Batemos um papo uma vez, duas vezes, três vezes.  Passamos a fazer aula de zumba toda semana.  Trocamos telefones e passamos a nos falar com frequência.  Ela gentilmente me convidou para o aniversário da filha.  Eu fui.  A parada simplesmente não fluiu porque obviamente eu não tenho nada para acrescentar numa conversa de mamães – ela tem três filhos.  A potencial amiga da academia continua sendo a coleguinha da academia.  O curioso é que quanto mais eu tento escapar de conhecer novas amigas em potencial com filhos,  mais elas aparecem.  É a idade.  Mas eu tento.  Lembrei de quando saí com outras esposas de militares – sem filhos – algumas vezes para fazer a minha parte nesse processo chato de socialização.  Saímos duas vezes, mas as conversas foram mostrando que não havia muita sintonia.  Sabe como é?  Elas tem a mesma idade (dez a menos que eu, aff!), fazem faculdade no mesmo lugar e sempre animadas num papo recheado de piadinhas internas & comentários de como eu sou velha.  Ah, falando em velho…  Lembrei ainda do jantar que fui convidada por um casal amigo do Marido (enquanto ele estava longe no treinamento).  Eles são ótimos e rola uma sintonia bacana apesar de serem um tanto quanto mais velhos do que eu.  Acontece que eles também convidaram uns amigos deles que eram um tanto quanto mais velhos que eles.  Os amigos tinham amigos um tanto quanto mais velhos também, olha só que beleza!  Resultado: me vi num verdadeiro encontro da terceira idade onde a única interatividade que tive foi com o canudinho do meu Bloody Mary. 

Definitivamente a parte mais difícil de mudar muito é não ter amigos por perto.  E encontrar um bom cabelereiro, diga-se de passagem.

Ex corde.

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