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Archive for the ‘Brasil’ Category

Bahia

Empacotamos as garrafas de cachaça, as castanhas de caju e a roupa de praia ainda molhada do mar de Fortaleza para seguir direto pro aeroporto rumo à Bahia com nossos padrinhos queridos.  Marido aproveitou para conhecer mais um lugar lindo no litoral nordeste brasileiro enquanto eu revivi memórias deliciosas na casa de tios.  Na verdade não tenho parentes na Bahia, mas tenho.  É que se a mulher do irmão do meu pai (aka tio) vira tia, a irmã dela automaticamente também vira tia.  E logicamente, o marido baiano dela vira tio.  E a filha vira prima (oi Ju!).  Isso tudo é especialmente verdadeiro se eles de alguma maneira me viram crescer, né não?  Então foi assim que passamos quatro dias sendo muito paparicados por esses tios baianos porreta demais!

Mar de Guarajuba, Bahia_Ex corde

Chegamos no aeroporto de Salvador e fomos recepcionados por um acarajé.  Ah, toda vez que vou na Bahia eu morro de azia mas não deixo de comer um acarajé.  Hummm, fico com água na boca só de lembrar.  E Marido não contou conversa e devorou pela primeira vez um acarajé sozinho!  Cabra bom!  Pena que as fotos não são publicáveis, pois isso tudo aconteceu dentro do carro equilibrando os camarões a cada ultrapassagem na estrada.  É… mal chegamos em Salvador e já seguimos para a deliciosa casa de praia dos meus tios em Guarajuba, há 42 km do aeroporto, quase chegando na Praia do Forte (aquela do Projeto Tamar e das tartarugas, sabe qual é?).  E foi lá que se deu a continuação preguiçosa das nossas férias numa incansável rotina de praia & comida boa na companhia de gente querida.

Casa de praia em Guarajuba_Ex corde

Aquele lugar é uma pedacinho do paraíso.  Deitado na rede da varanda, bastava olhar para o lado esquerdo para ver a lagoa e ali no lado direito estava o mar.  Era impossível não relaxar na tranquilidade que reina por lá. 

Praia de Guarajuba_Ex corde

E gente, tem coqueiros para todos os lados!  E com tantos coqueiros assim havia uma abundância de água de côco que me deixava mais feliz ainda!

Vista da janela do quarto em Guarajuba_ex corde 

Os dois dias em Guarajuba pareceram muito mais longos do que realmente foram!  Muitas lembranças foram revividas, muitas risadas gostosas e mais uma vez o Marido teve a chance de conhecer um pouco mais daquilo que faz parte da minha história e de quem eu sou! 

Macaquinho em Guarajuba_ex corde

Nos divertimos bastante com a empolgação do Marido quando os miquinhos vieram comer as frutas no quintal: achou o MÁXIMO!  E antes que eu pudesse terminar de zoar dizendo que não era nada demais e que eram apenas macaquinhos, ele lembrou de como os brasileiros ficam empolgadíssimos quando vêem esquilos no nosso quintal.  Putz, as reações são iguais!

Comilanca em Guarajuba_Ex corde       

E isso tudo a base de muita comidinha boa!  Peixe, camarão e siri de entrada seguidos por uma moqueca baiana de comer de joelhos.  E depois de umas cervejinhas ficou fácil explicar a diferença entre carangueijo e siri pro gringo!

Praia em Guarajuba_Ex corde

Poucos metros de caminhada separam a varanda da casa e o mar.  Obviamente que os dias acabavam com um banho de mar praticamente depois que o sol ia embora.  Aproveitei para deixar pra trás toda a urucubaca e para lavar a alma nessas águas baianas antes de voltar para Salvador! 

Farol da Barra, Bahia_Ex corde

Ir para Salvador é relembrar muitos carnavais.  Literalmente.  Já tinha muito tempo que eu não voltava lá e foi uma delicinha rever aquela cidade tão cheia de energia boa.  Fizemos os passeios turísticos clássicos para o Marido conhecer, como o Farol da Barra, Pelourinho, Mercado, Elevador Lacerda e a Igreja do Senhor do Bonfim.  Todos imperdíveis!

Pelourinho_Ex corde

Depois que assistimos esse filme, Marido ficou com o Elevador Lacerda na cabeça.  Obviamente que subimos e descemos para ele fazer as devidas comparações com o filme e se situar melhor no contexto.  As conclusões?  De que o centro da cidade não é tão pobre como ele imaginava. 

Elevador Lacerda_ex corde

Não lembrava de tantas fitinhas do Bonfim amarradas na grade da igreja.

Igreja do Bonfim_Ex corde

Fizemos ainda alguns passeios mais alternativos e eu conheci lugares na cidade que nunca tinha ido antes! Adorei enxergar Salvador com olhos de turista!

Salvador, Bahia_Ex corde

Não são apenas as igrejas que contam a história da Bahia, há vários museus e prédios com uma arquitetura fantástica que eu não lembro ter visto por lá.

Museu em Salvador, Bahia_Ex corde

As esculturas dos orixás no dique do Tororó não ficaram de fora.

Tororo, Salvador, Bahia_Ex corde

E como segunda-feira é dia de cozido na Ribeira, lá fomos nós!

Ribeira, Salvador, Bahia_Ex corde

Fiquei boba de ver a quantidade de pessoas na praia naquela segunda, mas sabe que às vezes sinto saudade dessa malemolência brasileira/baiana?

Pelourinho, Bahia_Ex corde 

E fechamos as nossas férias no Brasil carregados de energia boa!  Encaramos uma loooonga maratona de vôos até chegar em casa mais de 24 horas depois cansados, mas recarregados :)

Ex corde    

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Fortaleza – CE

O nordeste brasileiro foi o destino escolhido para as nossas mais do que merecidas férias.  Marido já estava trabalhando há quase dois anos direto sem nenhuma pausa com direito a uma mudança e um treinamento estressante no meio do caminho e eu, bom, quem me acompanha sabe da minha maratona.  Então realmente estávamos precisando de um descanso.  Só que a ansiedade para essa viagem acabou ficando maior do que a necessidade de férias devido a vários motivos.  Pensa comigo:  além de ser férias no Brasil, a gente (que adora praia) estava indo para as praias do nordeste do Brasil. 

Viajando para o Brasil_Ex corde

Como se isso por si só já não fosse bom o suficiente, uma grande parte da minha família incluindo pais, tios, tias & primos também estava indo para lá.  Foi um grande reencontro familiar não apenas para matar saudades, mas para relembrar as férias de verão da minha infância onde o nordeste era quase sempre o destino.  E Fortaleza foi uma cidade que acabou fazendo parte da minha história.  Perdoem-me, mas tô ficando emotiva.  É que é enorme a alegria de ter tido a chance de levar o meu marido para viver um pouco daquilo que eu cresci fazendo.  Essas férias foram mais do que férias, pois (re)experimentamos memórias familiares felizes ao mesmo tempo que criamos novas memórias em família.  Marido fez parte dos novos integrantes da família juntamente com os maridos e esposas dos meus primos e primas e, claro, a nova geração de bebês fofos.  Nossos dias lá foram especiais!

Ferias no Brasil_Ex corde

E depois de todo esse sentimentalismo você já deve ter percebido que essa viagem não foi exatamente uma viagem turística e, portanto, não vou relatar aqui uma lista de lugares imperdíveis nem criar um roteiro pronto.  Nós ficamos hospedados no apartamento de praia da minha tia que carrega nos seus cômodos histórias da nossa família ao longo dos anos.  As lembranças estão em todos os lugares.  Fizemos o mesmo caminho para a praia que sempre fizemos.  Fomos a mesma praia que sempre fomos e que tenho fotos tiradas na mesma areia & mesmo mar de quando eu era da idade dos bebês de hoje.  Repetimos muitas coisas.  A repetição pode parecer algo chato aos olhos de muitos, mas são confortantes por trazer a sensação de que pertencemos à alguma coisa.  Havia momentos em que eu esquecia que Marido ainda não tinha experienciado aquilo tudo devido a tamanha integração dele.  Tirou de letra.  E ele me confessou na volta para casa que estava mais apaixonado pela família dele.  Coincidentemente minha mãe relatou – quase ao mesmo tempo – o prazer de conviver mais com o Marido no contexto familiar mais extendido.  A distância às vezes acaba não deixando que essa interação ocorra plenamente, mas voltamos dessa viagem com a certeza de que as relações foram estreitadas.

Coqueiros no Ceara, Brasil_Ex corde

No mesmo dia que chegamos em Fortaleza já fomos comemorar o aniversário do meu primo à noite no calçadão da Praia do Futuro com muita caipirinha, caranguejo, cerveja gelada, macaxeira frita, bolinho de peixe, música ao vivo em português e gente querida!  Tirei o sapato e fui caminhar na praia à noite mesmo relembrando os muitos shows de Lulu Santos e Kid Abelha que já fui naquelas areias.  Hahaha, eles dominaram os anos noventa!  

Indo para Canoa Quebrada_Ex corde

Pegamos a estrada na manhã seguinte rumo à Canoa Quebrada, uma praia do município de Aracati-CE, que fica há umas duas horas e meia de Fortaleza.  O caminho até lá foi uma aula antropológica para o Marido e uma coleção de fatos me causaram os primeiros incômodos do choque cultural reverso – que inclui os absurdos do trânsito brasileiro, já que nós alugamos um carro e eu achei mais seguro não deixar o meu marido americano dirigir.

Broadway em Canoa Quebrada, Brasil_Ex corde

A vontade era de passar alguns dias lá em uma pousadinha perto da praia para curtir mais os restaurantes locais e o clima gostoso que envolve a cidade.  Infelizmente isso não foi possível, pois meus pais estavam chegando em Fortaleza na manhã seguinte e eu estava ansiosa para abraçá-los.  Mas ainda assim o passeio bate-e-volta para Canoa Quebrada vale a pena.

As Falesias de Canoa Quebrada_Ex corde

Como era a primeiríssima vez do Marido no nordeste brasileiro, não poderia deixar de fazer um passeio de buggy pelas dunas e praias de Canoa Quebrada.  A verdade é que essa é a melhor maneira de aproveitar ao máximo a área para quem vai apenas passar o dia por lá.

Buggy no Ceara_Ex corde

Escolhemos o passeio com emoção e descemos as várias dunas de Canoa Quebrada com aquele vento maravilhoso tão típico do Ceará batendo em nossos rostos.  Nem lembrava mais como era gostoso! 

Descida no buggy em Canoa Quebrada_Ex corde  

E o visual conseguia ser de uma beleza de quase de tirar o fôlego para qualquer lugar que se olhasse em volta.  É tudo muito lindo! 

Canoa Quebrada_Ex corde

Seja com a moldura do mar ou das fazendas de camarão ou das falésias.

Fazendas de camarao no Ceara_Ex corde

E eu já tinha quase esquecido como a água do mar do nordeste é quentinha.  Tivemos a chance de tomar banho nas piscinas naturais formadas na maré baixa e que maravilha!  Não queria sair mais!

Mar de Canoa Quebrada, CE_Ex corde

O passeio de buggy ainda fez uma paradinha estratégica em uma duna toda preparada para o ski-bunda, sabe como é? 

Ski-bunda_EX corde

Um pedaço de madeira que você senta e desce duna abaixo se equilibrando com as duas mãos na lateral até cair numa lagoa.  Já desci muitas dunas assim comendo areia e queria que o Marido experimentasse.  Só que não rolou!  O ski-bunda ainda existe, mas agora a diversão do momento é a tirolesa!

Tirolesa em Canoa Quebrada_Ex corde

Marido ainda pensou um pouco se iria no ski-bunda, mas a areia quente não estava muito convidativa.  Eu observei o negócio e concluí que não iria naquilo de novo nem a pau.  Descemos de tirolesa pela primeira vez então!

Tirolesa em Canoa Quebrada, CE_Ex corde

Toda aquela estrutura montada no meio das dunas mais parecia um oásis com aquela pequena lagoa de água doce.  Não sei se o meu olhar mudou, mas achei tudo aquilo de uma simplicidade rústica belíssima.

Subida da Tirolesa_Ex corde

Ah, e a subida quase vertical foi feita através de um “teleférico”, que na verdade era um carrinho puxado por um motor de fusca adaptado.  Adorei!

Simbolo de Canoa Quebrada, CE_Ex corde

Passamos ainda por um dos cartões postais de Canoa Quebrada para fotos tradicionais e fechamos o nosso dia em uma das suas lindas praias.

Praia em Canoa Quebrada, CE_Ex corde

E lá na praia mesmo nós comemos frutos do mar fresquíssimos pagando um preço justo.  Muito bom!  E Marido experimentou uma bebida chamada melosca, alguém já ouviu falar?  Eu não conhecia até então essa caipirinha adoçada com mel de caju.  Uma delícia!

Frutos do mar em Canoa Quebrada_Ex corde

Assistimos a maré subir bebericando na beira da praia e curtindo aquela tarde ensolarada juntos.  Sim, porque todos os nossos dias no Ceará foram de sol!

Mare subindo em Canoa Quebrada_Ex corde

Marido viu pela primeira vez uma jangada e achou interessante.  Eu olhei para aqueles barquinhos com outros olhos e achei interessantíssimo como os pescadores vão mar adentro naquela embarcação frágil. 

Jangadas_Ex corde

Voltamos para Fortaleza no final do dia com um pôr do sol muito bonito.  E os coqueiros na paisagem me deixaram quase eufórica de tanta beleza!  Hahaha, percebi que me desacostumei tanto a ver coqueiros quando vi a quantidade de fotos que tirei com coqueiros.  Ah, não ri não… eles são tão bonitos!!

Por do sol no Ceara_Ex corde

E acordei no dia seguinte com muitos beijinhos e dengos de pai & mãe recém chegados no Ceará!  Foi quando entramos na nossa “rotina” de férias com a chegada do resto dos familiares.  Os nossos dias foram quase todos passados na praia fazendo absolutamente nada além de atualizar o papo, mergulhar no mar, pegar um bronzeado, reencontrar amigos que coincidentemente também estavam lá, curtir a animação da música do Tio Caio, ver o Marido jogar futebol na praia, brincar com os bebês da família, beber MUITA água de côco e, claro, comer.  Fizemos ainda mais dois passeios para fora de Fortaleza.

Piloto e Copiloto_Ex corde

Seguimos a turma toda para um dia na Prainha, uma praia há uma hora de Fortaleza localizada no município de Aquiraz.  Além de um dia delicioso de praia, lá o Marido ainda conheceu como algumas rendeiras cearenses trabalham.  É muito fascinante ver o resultado final daquele trabalho artesanal ao mesmo tempo que é muito chocante ver como o preço de venda é baixo para peças tão cheias de valor.  Não consegui uma foto melhor com a rendeira.  Uma pena.

Rendeiras_Ex corde

Aproveitamos um outro dia para passear na praia de Cumbuco, há uns quarenta minutos de Fortaleza.  Também seguimos a nossa deliciosa rotina de férias vendo as horas passar na praia juntos com a família.  E como era a primeira vez do Marido por lá, fizemos um passeio de quadriciclo para ele conhecer mais a área.  Foi divertido!

Passeio de quadriciclo em Cumbuco_Ex corde

Há muitos registros de momentos que certamente vão preencher as páginas virtuais dos modernos álbuns de família.   São registros mágicos de uma história que continua sendo escrita naquela mesma praia de Fortaleza.

Eu e os coqueiros em Cumbuco_Ex corde

Além das praias, nós também curtimos bastante a capital do Ceará.  Fomos fazer as tradicionais comprinhas no mercado, na Monsenhor Tabosa, passeamos pela feirinha da Beira Mar, assistimos um show de humor onde o Marido acabou no palco com a Rosicléia, comemos 4kg de camarão frito na Praia de Iracema e tudo aquilo que sempre fez parte do que a gente sempre fez juntos durante as férias de verão.  Descobri agora que não tenho muitas fotos blogáveis sobre essas atividades, além do enorme mercado onde o Marido arrematou um caldo de cana numa mão e um pudim de leite na outra.

Mercado de Fortaleza_Ex corde

Aproveitamos enormemente a culinária de Fortaleza e eu comi literalmente tudo aquilo que tive vontade.  Pastel de carne seca com catupiry no Dom Pastel, muito sorvete de frutas na 50 Sabores, queijo qualho derretido na praia, tapioca salgada de camarão e crepe de camarão no Coco Bambu, tapioca doce com côco e leite condensado, pamonha, cuzcuz, bolo de macaxeira, macaxeira frita, patinha de caranguejo, mamão e queijo minas todo dia no café da manhã, muito peixe, muito camarão e muito caranguejo.  Será que esqueci de alguma coisa?  E o curioso foi que eu perdi peso no final da viagem.  Acredite se quiser!

Coqueiro no Ceara_Ex corde

Saí de Fortaleza com o coração apertado entre lágrimas com cada abraço de despedida dado.  Mas ao mesmo tempo me senti recarregada e energizada.  Não sei quando vou voltar, mas sei que um dia eu volto.

Ex corde.

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Férias!

Ferias no Brasil_Ex corde

Estou voltando depois de duas semanas completamente desconectada de internet, email, celular e até de televisão!  Aguarde posts com muitas fotos!

Ex corde.

Fortaleza – CE

Salvador – BA

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A brasilidade de Michel Teló

Minha prima me apresentou para ele em novembro do ano passado através de um vídeo do Youtube.  Sou meio aversa à dancinhas provocativas e por causa da sobrecarga de sensualidade desnecessária que sempre recebi quando morava no Brasil, fiquei com o pezinho meio atrás quando ela me mostrou a coreografia.  Parece que o hit já era sucesso absoluto no Brasil.  Meses depois, como de praxe, meus pais trouxeram na mala várias revistas brasileiras e uma delas trazia Teló na capa para anunciar a extensa matéria que recheava a revista.  Li tudinho.  Aos poucos tenho lido também muitos artigos online e assistido vários vídeos sobre como a música se espalhou pela Europa através dos jogadores (brasileiros) de futebol.  É impressionante como várias culturas, línguas e diferentes países curtem o “Ai, se eu te pego” e cantam sem nem saber o que a letra quer dizer.

Mas aí é que tá o segredo: não é necessário entender o significado das palavras para poder apreciar um ritmo harmônico, alegre e contagiante.  Quantas músicas gringas bombam no Brasil e muitos brasileiros cantam o refrão em um inglês capenga se divertindo horrores sem saber o que significa aquilo?  Similarmente ao que está acontecendo com a música de Teló, as músicas americanas que fazem sucesso no Brasil não representam completamente a cultura daqui.  Morando no sul dos EUA, eu consigo perceber que só uma parte é representada internacionalmente.  Por mais que Teló não represente a cultura brasileira por inteiro e levante críticas sobre a qualidade do seu trabalho, eu acredito sim que representa uma parte da nossa brasilidade!

Atenção para o fato de que a letra da música deixa a desejar.  Ao retratar um lugar comum na realidade machista brasileira – onde o simples fato de uma mulher ser “a mais linda” dá ao homem a sensação de que é permitido fazer insinuações sexuais para ela (“Ai, se eu te pego” e eu pergunto, se pegar vai fazer o quê?) – Teló perdeu a chance de demonstrar que sutileza & elegância existem numa paquera na balada de sábado.  Mas mesmo assim, eu não posso deixar de constatar que os arranjos musicais são únicos, são brasileiros, são nossos!  Sem nem perceber, meu corpo começa a balançar para lá & para cá toda vez que ouço a música de Teló.  Aos poucos fui deixando de lado a minha aversão à coreografia levemente provocativa e me permitindo apreciar o som.   Aí tenho lembranças das noites em que eu (tentava) dançava um forrozinho universitário no friozinho gostoso do inverno de Visconde de Mauá depois de um dia inteiro nas cachoeiras.  Era um programa brasileiríssimo e que garantia momentos de muita diversão da maneira mais bicho-da-terra possível.  E esse sonzinho bom brasileiro é que tem encantado ouvidos mundo a fora trazendo diversão.  Mesmo achando esteriótipos algo perigoso, eu não acho de todo mal ter a cultura brasileira associada com algo bom, divertido e alegre.  Basta ver o comercial de cruzeiros da Norwegian (0:22) para perceber que a abordagem pode ser positiva mesmo quando se trabalha com esteriótipos.

Ainda não ouvi falar que “Ai, se eu te pego” está fazendo sucesso nas bandas americanas em que eu moro.  Talvez porque o futebol não tenha muito espaço na mídia nem no coração dos americanos.  Talvez seja porque eu mal tenho saído de casa ou talvez seja só uma questão de tempo.  Mas mesmo que não chegue por aqui, acredito que já existe um motivo para eu me sentir bem ao ver um pouco da minha cultura sendo dissiminada internacionalmente.  Porque não são só as passistas com peitos e bunda de fora que representam o Brasil no estrangeiro (taí uma parte da minha cultura que sempre me trouxe um certo desconforto).  Música é a combinação de sons harmônicos que representam uma cultura.  E música é arte.  Nesse caso, uma arte brasileira. 

Teló manifesta amplamente a sua autêntica brasilidade tanto na letra (machismo brasileiro imperando absoluto) como na música (ritmo contagiante exclusivamente brasileiro).  Apesar do lado não tão positivo dessa expressão cultural, é impossível negar a propagação mundial da nossa brasilidade através de Teló.  Essa brasileira que vos escreve (e que vê o Brasil de fora há anos)acha muito legal ver estrangeiros sendo contagiados pela nossa brasileirice!

E você ama ou odeia o hit de Michel Teló?

Ex corde.

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Adoro ir na Pinacoteca.  As exposições não são lá essas coisas, salvo algumas exceções.  Mas o prédio tem uma energia muito boa que me faz querer voltar lá sempre que eu puder.

* Clique nas fotos para ampliá-las. 

DSC_0180    Pinacoteca SP Ex corde (7)

Pinacoteca SP Ex corde (4)   Pinacoteca SP Ex corde (6)

Pinacoteca SP Ex corde (3)   Pinacoteca SP Ex corde (5)

Pinacoteca SP Ex corde (10)   Pinacoteca SP Ex corde (11)

Pinacoteca SP Ex corde (8)   Pinacoteca SP Ex corde (9)

Ali do outro lado da rua, levei o Marido para conhecer o Museu da Língua Portuguesa.  Foi a coisa mais gostosa ver ele encontrar respostas para uma série de perguntas que ele tinha a respeito do português.  Extremamente educativo não somente na questão linguística, mas historico-cultural também.  Ele entendeu melhor como o Brasil foi colonizado, as grandes influências indígena, africana e européia.  Passamos momentos de descoberta deliciosos lá dentro.  Lá era um lugar que todo brasileiro deveria conhecer!

Museu Lingua Portuguesa Ex corde (2)   Museu Lingua Portuguesa Ex corde (3)

Museu Lingua Portuguesa Excorde   Museu Lingua Portuguesa Ex corde

Aproveitamos ainda um dia de folga com amigos queridos no Museu do Ipiranga, caminhando sem pressa e colocando a conversa em dia!

Museu do Ipiranga SP Ex corde (2)   Museu do Ipiranga SP Ex corde (3) 

Museu do Ipiranga SP Ex corde (4)   Museu do Ipiranga SP Ex corde

Os dias que passamos em São Paulo foram ótimos!  Marido adorou a comilança, os amigos, as novidades, mas acho que ele continua não sendo muito fã de cidade grande não!  Segundo ele, cansa! 

SP

O curioso é que eu sempre gostei da agitação e senti muita falta dos barulhos da cidade quando mudei para um subúrbio calmo & tranquilo dos EUA.  Essa visita à São Paulo me mostrou que eu me desacostumei, pois achei tudo muito mais barulhento do que a minha memória recordava, rs!    

Mas valeu o passeio e valeu mais ainda reencontrar gentes queridas!!

Ex corde.

Mais São Paulo, Brasil

Lanchonete da Cidade

 

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A sexta-feira foi acabando juntamente com a minha paciência.  Estava estudando – sem parar! – desde às 8 horas da manhã e o cansaço já era quase insuportável.  A falta de humor foi logo notada pelo Marido assim que ele chegou do trabalho. Era a fome chegando para piorar a minha situação.

Um diálogo parecido aconteceu em seguida:

“O que você quer jantar?”, ele me perguntou todo querido.

“Lembra daquela lanchonete que a gente foi em São Paulo?”

“Aquela com sua prima? Sim, lembro.”

“Eu quero um sanduíche igualzinho de lá.”, eu falei sem nem pensar muito.

… Silêncio …

Fonte guiadohamburguer (6)

* Todas as fotos da Lanchonete da Cidade foram tiradas daqui.

Eu estava na casa da minha prima em SP quando uma amiga me ligou chamando para conhecer uma lanchonete descolada.  Todo mundo com fome, acabamos indo para a Lanchonete da Cidade.  A frente dela é essa aí acima, sem muita graça, mas dentro é um barato! Eles recriaram o conceito dos antigos diners americanos com uma arquitetura e decoração toda inspirada nos anos 50 – desde as mesas & cadeiras, aos pratos e azulejos nas paredes!

Fonte guiadohamburguerpontocom (5)

O cardápio da Lanchonete da Cidade tem de tudo um pouco, mas a especialidade da casa é o hambúrguer.  É possível montar o seu sanduíche com os complementos de sua preferência, ou ainda, escolher uma receita pronta com ingredientes de primeira.

Fonte guiadohamburguerpontocom (2)   Fonte guiadohamburguerpontocom (3)

O grande diferencial está na qualidade dos ingredientes.  Tudo muito diferente dos hambúrgueres americanos com o mesmo gosto-de-caixa em qualquer lugar que eu vá.  Lá as opções incluem um queijo da casa, mussarela de búfala, queijo provolone, molho de tomates frescos, ovo frito, cebola, alho, linguiça, maionese temperada, além do tipo de pão, que pode ser francês redondo, preto, sírio ou pão de hambúrguer tradicional.  

Fonte guiadohamburguerpontocom   Fonte guiadohamburguerpontocom (4)

Pedimos ainda a batata rústica (temperada com alecrim e lascas de alho frito) de entrada e não houve arrependimentos.  Nem quando a conta chegou, pois um sanduíche feito com tanta qualidade e capricho tem seu preço!  Valeu a pena!  Ah, a única coisa que faltou foi a câmera para registrar nossos pedidos.

Ainda hoje, Marido quebrou o seu próprio silêncio dizendo que não sabia onde encontrar um lugar aqui nos Estados Unidos que vendesse um hambúrguer tão saboroso como aquele da Lanchonete da Cidade.  Ele ficou pensativo novamente até ter a idéia de preparar hambúrgueres para a gente.  No improviso!! Eu fui atrás ver no que ia dar!

Ele descongelou a carne moída que estava armazenada, temperou bastante e fez dois hambúrgueres monstruosos! 

Hamburger Night (2)

Depois de tostar o pão integral, ele montou a base do sanduíche com alface & tomate, queijo jarlsberg, muita mostarda e bastante ketchup.

Hamburger Night (8)

Para servir em cima do hambúrguer, cebolas caramelizadas no azeite de oliva com cogumelos frescos e salsinha.  O sanduíche foi ficando ENORME.

Hamburger Night (6)

O hambúrguer ficou muito saboroso, bem temperado e melhor do que qualquer outro que a gente conhece por aqui por perto.  Confesso que não achei que fosse jantar um sanduíche tão bom quanto o da Lanchonete da Cidade!

Hamburger Night (4)

O problema foi não conseguir mordê-lo de uma vez só!  Tive que ir aos poucos ao seu redor para poder comer um pouco de cada ingrediente.

Hamburger Night (3)

Marido matou a minha vontade de comer um sanduíche bonzão daqueles da Lanchonete da Cidade, matou também a minha fome e o meu mau humor. 

Agora o cansaço, só mesmo uma boa noite de sono!

Bom final de semana! 

Ex corde.

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Enquanto eu estava na fila para pagar uma taxa, um senhor que estava atrás de mim puxou conversa. 

–  O DETRAN é uma máquina de fazer dinheiro, não acha?, disse ele.

–  É, tudo custa caro mesmo.

–  Olha, eu tô pagando R$ 400 para o despachante renovar a minha carteira de motorista.

–  Quatrocentos?, eu perguntei surpresa.

–  Isso mesmo, QUA-TRO-CEN-TOS.  Mas é porque eu tenho problema de vista e não consigo passar no exame médico.  Aí eu pago para o despachante e ele resolve o meu problema.  É caro, mas resolve.  

Eu não consegui dizer nada meio chocada com a banalização da corrupção, até ele quebrar o meu silêncio dizendo:

–  Com dinheiro a gente pode tudo.  Tudo.

(…)

Ex corde.

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