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Archive for the ‘Lendo’ Category

Em inglês é melhor.

Não sei exatamente como definir o que está acontecendo linguisticamente no meu cérebro, mas a leitura de um livrão bom em português não tá fluindo.  Leio uma frase mais elaborada e fico confusa.  Tenho que reler e me concentrar para tentar entender a estrutura da frase que agora, ironicamente, parece estar de trás para frente.  Sabe aquele negócio do adjetivo vir antes do substantivo em inglês e vir depois em português?  Mais ou menos por aí,  só que ao contrário já que eu fico catando o resto das palavras ao longo da frase para tentar entender.  Esse esforço demanda uma certa energia que me cansa e quando eu me dei conta já fechei o livro.  Aí não quero mais ler.  Achei que a birra fosse por causa do estilo do autor que não estava me agradando.  Então fui tirar a prova dos nove: achei o mesmo livro em inglês e adivinha?  Tá fluindo que é uma maravilha.  Ferrou.  Em inglês é melhor. 

O Cemiterio de Praga Umberto Eco_Ex corde

Ex corde.

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Eu estava estudando na biblioteca outro dia e, não me lembro porquê agora, estava fuçando o site do sistema de bibliotecas públicas de San Antonio.  Para a minha surpresa,  havia um comunicado avisando sobre a disponibilização de livros eletrônicos para Kindle.  Levantei na mesma hora e fui pegar mais informações com a mocinha do balcão ao vivo e em cores! 

E não é que o negócio é simples?  Tenho que primeiro tirar a minha carteirinha da biblioteca antes de qualquer coisa.  Depois é só pesquisar no acervo online da biblioteca o que está disponível.  Numa olhada super rápida, já sei que vou querer ler três livros: o The Help (livro que inspirou o filme de mesmo nome; Histórias Cruzadas em português), The Immortal Life of Henrietta Lacks (versão digital em português aqui por R$ 29,50) e The Prague Cemetery (O Cemitério de Praga, de Umberto Eco).  Uma vez escolhido o livro, ele é enviado para o Kindle através da minha conta do Amazon.  Tô achando essa parceria fantástica, minha gente!  Sempre gostei de ler e com o Kindle passei a ler mais ainda pela comodidade. Se mesmo pagando eu já lia muito, imagina agora que posso ter livros de graça? Pena que é muita vontade de ler para pouco tempo livre.

Books for Kindle_Ex corde  

Pena maior ainda é me dar conta da escassez de livros eletrônicos em português e ver o kindle do meu pai praticamente obsoleto.  Definitivamente o acesso a leitura no Brasil não é facilitado.  Quando não é pela indisponibilidade de títulos em português, é pelo preço alto.  O mesmo livro que eu posso emprestar de graça na biblioteca, vai custar quase trinta reais para um brasileiro.  E estou falando da versão eletrônica que é a mais barata, não é isso?  Daí eu me pergunto: não há livros facilmente acessíveis porque não há muitos leitores interessados ou não há muitos leitores interessados porque não há muitos livros acessíveis? 

Ainda sobre a leitura.  Na semana passada eu tive uma conversa com a mãe de um garotinho de sete anos que me deixou pensativa.  Ela falava sobre a tarefa de casa dele envolver a leitura de quinze (!) livros por semana.  Eu tive que segurar o meu espanto, lembrando que eu tinha que ler um (1) livro por bimestre na escola até o último ano que antecedeu a universidade.  Seria exagero dessas escolas gringas?  Ou seria necessário para criar o hábito da leitura desde cedo?  

Ex corde.

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Leitura Matinal

Quando as obrigações permitem, esse é o meu jeito favorito de começar o dia: 

Leitura matinal_Ex corde

Gosto de sentar na mesinha da janela para bebericar o meu latte, pegar um solzinho e folhear as minhas revistas.  Tento não ligar o computador de manhã cedo sempre que posso evitar a sobrecarga de informação nem sempre necessária.  Prefiro o ritmo menos acelerado da Whole Living, que tem uma proposta sensacional de equilíbrio da mente & corpo.  Os artigos são inspiradores, positivos e com sacadas geniais sem falar nas receitas culinárias super refinadas e surpreendentemente simples que usam legumes & verduras que estão na temporada.  Também tenho curtido bastante uma assinatura que veio com a inscrição da academia, a Experience LifeEla segue um pouco a proposta da Whole Living com artigos muito interessantes sobre aquilo que verdadeiramente importa na vida, além de muitas dicas de exercícios e de uma dieta balanceada.  Adoro!  A terceira revista que eu leio é a Better Homes and Gardens, já que assinatura veio com um livro de receitas que uma amiga me deu de presente.  Ela é bem mais comercial repleta de propaganda de produtos, mas curto bastante as idéias de decoração para casa de acordo com o tema do momento.  Encontro ainda algumas receitas de dar água na boca!  Gosto dela quando preciso me distrair e não pensar muito em nada, sabe?  Recebo as três mensalmente e tento administrar a leitura de uma maneira que dure até a chegada do próximo exemplar.  Mas quando a edição é muito boa, não sobra nada em poucos dias.

Quando morava no Brasil, tinha a assinatura da Veja.  Gostava de me atualizar de assuntos mais politizados e confesso que sinto falta desse tipo de leitura por aqui.  Tentei por um tempo quando morava na área de Washington DC e fiz a assinatura do Washington Post.  Mas eu nunca conseguia ler o jornal inteiro diariamente e sempre tinha pilhas deles acumulado.  Definitivamente faltava tempo!  Talvez a assinatura da revista Time seja interessante para suprir essa necessidade, já que ela aborda assuntos mais políticos com uma visão bem globalizada.  Para quem mora por aqui, é impressão minha ou os noticiários americanos são focados demais para dentro dos Estados Unidos?  Tenho a terrível sensação de que preciso correr atrás da informação em fontes nem sempre tão abertas para não me sentir alienada do resto do mundo. 

Para quem está no Brasil, você lê alguma revista mensal bacana?  Alguma dica para esta brasileira que já não sabe mais o que rola de bom por aí?

Ex corde.

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Kindle

Terminei de ler o primeiro livro no meu Kindle novinho em folha e estou apaixonada por esse aparelhinho! Kindle

O curioso é que gosto muito de livros e todas as sensações que só eles têm: textura das páginas, diagramação, cheiro do papel, peso do livro, a capa.  Nunca tive pena de gastar dinheiro com livros, pois acho que tenho uma relação quase afetiva com eles.  Eles marcam a fase da vida em que estou e fica difícil me desfazer deles.  Eles passam a integrar fisicamente a minha casa e talvez por tudo isso é que nunca achei que o Kindle fosse me seduzir tanto.

Enquanto ainda abria a caixa, percebi um plástico colado na tela do Kindle com algumas instruções sobre o aparelho impressas nele.  Percebi que se tratava da própria tela ligada quando tentei tirar o tal plástico e não consegui.  Aquilo era o Kindle ligado com uma página perfeitamente impressa.  A tecnologia de e-Ink  (tinta eletrônica) é absolutamente fantástica!  É preto-e-branco e me dá a sensação é de que estou lendo um papel impresso, sem exageros.  Eu tenho dificuldade de ler por muito tempo na tela do computador e tinha medo dessa invenção de livro eletrônico cansar meus olhos.  Que suspresa boa foi descobrir como essa tecnologia funciona maravilhosamente bem!  E além disso, ela consome pouquíssima bateria, permitindo passar semanas sem carregar mesmo lendo algumas horas todos os dias.

Kindle (15)   Kindle (16)

O Kindle vem com dois dicionários em inglês Oxford instalados, um americano e outro britânico.  Quando eu encontro uma palavra que não sei o significado, basta clicar nela para ter a definição em frações de segundos.  Não preciso mais ir até o computador ou aplicativos do dictionary.com no celular e muito menos interromper a leitura.  Genial para quem lê muito e em uma língua que não é a sua língua materna.Kindle (12)

Outra coisa que gosto muito no Kindle é a facilidade de baixar livros.  Em alguns segundos eu posso ler qualquer livro que eu escolher, seja lá aonde eu estiver.  As versões eletrônicas dos livros custam mais baratas que os livros comuns, isso sem falar dos inúmeros livros gratuitos disponíveis.  Estou fascinada com a facilidade, comodidade e rapidez que posso ter um livro agora para começar a ler quando quiser.  O acesso a Kindle Store me permite pesquisar por categoria, título ou autor; ler uma amostra (sample) do livro de graça; ler a opinião (reviews) de outros leitores.  É uma infinidade de opções que me fascinam.  Fico fascinada porque gosto de ler e leio muito.  Não preciso mais empilhar vários livros na minha cabeceira ou entupir a minha bolsa de mão durante uma viagem.  Carregar o Kindle é muito mais leve do que qualquer livro.   Kindle (9)

Ler no Kindle também é muito confortável.  Eu adoro ler antes de dormir e sempre achei super desconfortável para ler deitada, já que eu tinha que trocar o livro de mão a cada página virada.  Quanto mais grosso o livro, mais desconfortável.  Isso sem contar das inúmeras vezes que o livro já caiu em cima de mim naquela hora em que o sono tá chegando.  Agora com o Kindle – – leve & fininho – – eu posso escolher uma posição confortável na cama e ler até quando eu quiser.  É tão mais gostoso! Kindle (10)

Quando eu desligo o Kindle, ele automaticamente salva a página em que parei.  Mas eu ainda posso marcar diferentes páginas e fazer anotações.  Se eu quiser sublinhar passagens que me interessam, eu também posso.  A experiência de ler no Kindle foi igual a ler um livro comum, com as vantagens que citei acima.  Kindle (4)

O meu Kindle tem internet 3G e oferece uma versão experimental para navegar na internet.  Funciona bem, mas eu nunca precisei muito para testar o suficiente.  Espero testar na próxima viagem e poder emitir uma opinião mais concreta.  Até agora a conexão 3G não tem feito muita diferença.

É preciso ter uma conta no Amazon.com para registrar o Kindle e mesmo se for levado para o Brasil, ele funciona!  Alguns livros parecem ter valores diferenciados para contas com endereços que não sejam nos Estados Unidos, mas de um modo geral, ainda são mais baratas que os livros impressos.  É possível ainda baixar outros arquivos nele, não somente os livros da Amazon.  As opções de uso são inúmeras!!

Quis terminar de ler um livro inteiro antes de emitir qualquer opinião sobre o Kindle para realmente senti-lo.  Fiquei completamente imersa na história do primeiro livro que li nele durante as quase 500 páginas – “The Girl with the Dragon Tatoo” do autor sueco Stieg Larsson. 

Eu estou muito feliz por ter resolvido experimentar o Kindle!  Marido ficou muito surpreso com a minha nova paixão, já que eu sou super implicante e resistente a mUdernidades tecnológicas, sabe?  Mas como eu adoro ler, porque não tentar algo que vai melhorar todo o processo da leitura? 

Não me arrependi.

Ex corde.

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Eat Pray Love

Estava viajando para algum lugar que não lembro agora e tinha esquecido de levar alguma coisa para ler durante o vôo.  Parei desesperadamente numa livraria do aeroporto e fui olhar os livros nas prateleiras. Um livro que estava ali meio de canto me chamou atençao pela capa meio colorida e logo em seguida o título me deixou curiosa.  Folheei rapidinho, pois não tinha muito tempo antes do embarque.  Comprei!  E li numa rapidez assustadora, afinal a história era muito boa.

Isso aconteceu há quase uns 3 anos atrás e eu nem imaginava que o livro ia fazer sucesso, ia ser traduzido em várias línguas e muito menos que ele ia virar filme.  E é no filme que eu queria chegar.



É quase regra que sempre que um livro vira filme, o livro sempre acaba sendo melhor por ser infinitamente mais rico em detalhes.  Mas eu já vi muitas versões na telona serem bem boas e até comparáveis com os seus respectivos livros.  No caso de Eat Pray Love, o resultado foi horroroso!

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Se você ainda não leu o livro/não viu o filme e não quiser saber de muitos detalhes da história, NÃO CONTINUE LENDO!

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Vamos partir da hipótese de que nunca houve um livro contando a história de Elizabeth Gilbert e assim não existe nada para comparar com o filme.  Certo?  Então que diabos de brasileiro é aquele que ela conhece em Bali que mal fala português?  Juro que não consegui entender o que ele dizia.  Colocar um ator espanhol, que não consegue disfarçar o fortíssimo sotaque, para falar em português em um longa metragem foi um grande erro!  Se ele tivesse só falado em inglês o filme inteiro, a cagada não teria sido tão grande.  Não gostei, me irritei e cada vez que ele abria a boca para falar aquele português furado eu queria parar o filme e ir dormir.  Brasileiro fala um português sexy gostoso de ouvir, é fato.  Tenho certeza que Liz se encantou, entre outras coisas, pela nossa exótica língua.  Os produtores assassinaram grande parte da magia que estava presente no livro.  Sim, no livro.  Por mais que eu queira hipotetizar, existe um livro para ser comparado e eles inventaram demais no filme.

1.  Mal fala-se sobre o ex-marido de Elizabeth Gilbert.
2.  Os filhos de Felipe não entram na história do primeiro livro.
3.  Assim, nunca houve uma visita do filho de Felipe em Bali.
4.  A cena do chão do banheiro que acontece de cara no primeiro capítulo do livro vem depois e é relatada tão rapidamente que eu quase não a identifiquei.
5.  O filme começa e dá a sensação de que você está assistindo uma outra história.

Enfim…  fiquei meio decepcionada com o filme.  Não sei se eu esperava demais ou se realmente eu sou super caxias & conservadora quando o assunto é livro-que-virou-filme!  Sei que não gostei!  Uma amiga do trabalho não leu o livro e adorou o filme.  Eu tentei explicar para ela que aquele ator não colou como brasileiro e ela fez uma cara de quem não entendeu muito bem o que eu quis dizer.  Tudo bem, eu entendo que ela não sabe nada de português e muito menos da história original do livro.  Mas para mim o filme não colou!  Alguém mais não gostou?

Já li o segundo livro dela e também gostei bastante, apesar de ser muito diferente do Eat Pray Love.  Mas uma coisa é certa: se Committed virar filme, eu não perco o meu tempo!

Ex corde. 

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How Good People Make Tough Choices

“Como Pessoas Boas Fazem Escolhas Difíceis” é o livro que Marido está lendo e eu estou doidinha para começar a ler também.  Pelo pouco que vi até agora, o livro faz uma reflexão sobre como enfrentar dilemas ao se viver a vida com ética.  Verdade versus Lealdade e Justiça versus Piedade estão entre os dilemas abordados pelo autor.  Interessantíssimo!!!

A existência de certos valores morais tornam algumas escolhas na vida super difíceis, o livro diz,  e eu sei disso com propriedade!  Quem tem poucos valores morais sofre menos na hora de decidir.  Sortudos esses, não acha?Mas que a coisa certa seja feita e que a minha consciência continue descansando tranquila no travesseiro a cada noite!  

Quando ele desgrudar do livro e me der uma chance, eu volto a falar mais depois. 

Ex corde.

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