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Archive for the ‘Mudanças’ Category

Balanço Pós-Mudança

Fim de semana prolongado por causa do feriado na segunda foi um super bônus estrelado para quem anda com o tempo curto e uma casa desorganizada.  O escritório estava até ontem intransitável com caixas da mudança espalhadas pelo chão.  Marido aos poucos estava abrindo uma por uma, olhando papel por papel para decidir  que guardar e o que jogar fora.  Trabalho de cão que foi finalizado ontem!  E tudo aquilo que eu já tinha arrumado teve que ser reorganizado para receber o conteúdo das caixas dele.

Mesmo estando aqui há cinco meses, as coisas ainda andam meio que faltando ou sobrando.  Mudar é reajustar e nem sempre as adaptações são convenientes.  O espelho bacanudo que ficava no closet da outra casa não cabe nesse closet.  Nem no banheiro e nem em lugar nenhum.  As cortinas que trouxe de lá não cabem aqui, pois as janelas são maiores.  Só me restam as persianas.  Uma grande parte dos móveis do escritório não cabe no novo escritório por causa da estante embutida existente e um quarto vazio virou depósito de prateleiras.  Reacomodar dois cômodos em um resulta em móveis demais para um ambiente só com escalas desproporcionais.  Ausência de um closet para casacos, chapéus & botas transforma cadeiras e portas em cabides.  Socorro!  São várias coisinhas assim que me dão a impressão de que tudo está fora do lugar impedindo o funcionamento de um dia a dia eficiente.

Não ligo muito para espaços vazios.  A prioridade são as áreas que a gente realmente usa todo dia que ainda andavam (andam!) meio improvisadas.  Só que aí vem o desafio: tornar vários espaços funcionais sem gastar uma fortuna.  A única maneira de fazer isso acontecer é trabalhar em um projeto de cada vez e exercitar a paciência para aquelas coisas que estão lá embaixo na lista de prioridades.  Não dá para ter tudo de uma vez, não é?  E morando longe de todos, o quarto de hóspedes acabou naturalmente subindo para o topo da lista.  Venho arrumando aqui & ali e rearranjando móveis desde que mudamos.  Mas com a confirmação da visita dos meus pais, aquele quarto passou a ter uma data para ficar pronto.  E finalmente terminamos nesse final de semana.

Quarto de Hospedes_Ex corde

É o único cômodo da casa que está todo completinho.  Quer dizer, ainda falta pintar de branco aquela mesinha do lado da cama e modernizar o ventilador de teto.  Mas funcionalmente falando, o quarto de hóspedes está pronto! 

Só falta o resto da casa agora, hahaha!

Ex corde.

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Ontem fiz a minha primeira aula de zumba. Sou meio tímida, descoordenada, envergonhada e não sei dançar muito bem.  A aula é sensual, energética e cheia de coreografias & sequências de passos.  Que diabos eu estava fazendo ali?  Quando eu estava pegando o jeito do dois para lá, dois para cá vinha uma rodadinha que me deixava perdida.  Mico!  Aí requebra até lá embaixo.  Vergonha!  O pior é que eu já estava no foco da atenção, pois a instrutora de zumba me apresentou para a turma como A BRASILEIRA.  Morri!

A instrutora é na verdade uma amiga brasileira de longa data.  Como nossos maridos trabalham na mesma especialidade militar dentro da mesma força armada, a gente sempre se esbarra.  Ela já está em San Antonio há pouco mais de um ano vindo também da área de Washington DC.  A gente manteve contato e foi uma delícia reencontrá-la.  Só não sabia que eu ia dar de cara com uma instrutora de zumba saradérrima! 

Depois da aula ela me levou para um encontro semanal que ela participa com as consultoras da Mary Kay.  É quase um clube secreto com códigos, musiquinhas e tradições.  Eu era a convidada da noite e tive que ficar em pé lá na frente enquanto era apresentada como A BRASILEIRA.  Morri de novo!  O programa para mulheres montarem o seu próprio negócio é super interessante, flexível e lucrativo.  E os produtos são incríveis!  Agora não conseguia parar de rir com os prêmios de reconhecimento como a jaqueta vermelha, os colares, buttons, a coroa cor de rosa e a coroa da rainha.  Sem falar nas músicas e coreografias!  C.o.m.p.l.e.t.a.m.e.n.t.e fora da minha zona de conforto!  Mas resisti até o final e quer saber?  Conheci pessoas com histórias de vida fantásticas, vi uma outra realidade, ganhei duas sombras maravilhosas da marca de cosméticos que eu não conhecia e ainda me diverti pra dedéu.

A melhor coisa do dia foi ter saído de casa e interagido com outras pessoas.  O lado ruim da mudança para um local novo é o isolamento inicial.  Bate uma deprê de vez em quando.  E curiosamente foi preciso um desapego com aquilo que me traz conforto.  Se a falta de um ciclo de amigos me deixa tristinha, eu só vou construir novas amizades se eu sair da minha zona de conforto e me expor.  E é ruim, pois a exposição traz sentimentos contraditórios.  Eu passei a aula de zumba e o encontro inteirinhos me perguntando o que eu estava fazendo ali, mas a sensação no final do dia foi deliciosa.  Me senti mais energizada e menos intimidada pelo fato de não ter ainda a minha vida estruturada nesse novo lugar.

Eu sou uma pessoa que precisa de uma rotina estruturada para estabilizar a minha vida.  Mas o curioso é que muitas vezes eu já me peguei tão acostumada com a minha rotina confortável que muitas coisas bacanas acabaram passando despercebidas.  Todas as vezes que eu me arrisquei, eu recebi algo maravilhoso em troca.  Seja um elogio, novos amigos, uma nova atividade preferida ou simplesmente uma levantada no astral.  

lifezone2

E você tem saído da sua zona de conforto?  Qual foi a última coisa que você fez diferente da sua boa & velha rotina?  Porque estou cada vez mais convencida que a vida começa onde a nossa zona de conforto acaba.  É sempre fora dela que eu construo as memórias mais gostosas e duradouras.

Ex corde. 

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Hugo e a casa nova_Ex corde (2)

A parte da mudança que eles mais curtiram foi a bagunça.  Cada caixa e cada cantinho era um universo infinito de diversão.  Impressionante como eles precisam de pouco para se divertir!  Muitas vezes a gente não fazia a menor idéia de onde eles estavam.  Outras vezes a gente se surpreendia com o lugar escolhido por eles para matar o tempo.

Hugo e a casa nova_Ex corde

E como eles têm se comportado bem!  Mesmo no dia da entrega da mudança onde a casa nova ainda era território estranho e tinha sido invadida por pessoas carregando muitas caixas, era como se eles não existissem.  Nenhuma reclamação, nenhum miado, nenhum cocô fora da caixinha como forma de manifestar insatisfação.  Nada!

Filomena (3)

Eles têm sentido diferença no clima – e quem não tem?  Percebi que a quantidade de água que eles bebem aumentou.  E é uma graça ver eles se comunicarem com a gente pedindo água fresca.  Passei a dar água gelada e eles amam!  Ê calor!

Filomena (2)

Filomena, com seu pêlo longo, tem sofrido horrores nesse calorzão.  Ela andou toda descabelada e com cara de mal cuidada (foto acima) porque a gente não estava achando a escova para pentear suas madeixas.  Além disso, ela praticamente tem mergulhado a cara inteira na tigela de água para refrescar e fica com o pêlo ensopado.  Quando o bendito pêlo seca naturalmente, a desgraça já está feita e ela parece um pano de chão velho, sujo e desfiado.  Mas assim que a casa estiver menos empoeirada,  Filó vai ganhar uma tarde no spa para depilar a barriguinha e ganhar um trato no cabelo!

Hugo na casa nova_Ex cordeHugo é um típico menino que não dá trabalho com seu pêlo e só quer saber de brincar & dormir.  Ele já encontrou seus lugares favoritos para as cochiladas diárias.  Um é em um canto entre uma mesinha e a parede (acima).  O outro é no braço do sofá da sala que tem uma vista privilegiada do quintal. 

Hugo e a casa nova_Ex corde (3)

Mas esse lugarzinho de cochilo no sofá serve também como ponto estratégico para observar os pássaros e os esquilos que visitam o nosso quintal.  Hugo fica enlouquecido!  Filó não liga tanto para as criaturas que visitam, mas ela também adora passar horas nas janelonas da casa nova tomando a longos banhos de sol.

Filoca_Ex corde

Meus gatinhos estão bem e curtindo bastante a nova casa!  E nós, oh well, nós não conseguimos entrar no modo – curtir – por causa da trabalheira que uma mudança envolve.  Estávamos tão atarefados há algumas semanas que esquecemos de chamar uma empresa para instalar os serviço de televisão e internet.  Quando me dei conta, Marido estava fazendo as malas para um treinamento militar do novo trabalho e eu fiquei isolada do mundo com um Blackberry ferrado parcialmente quebrado e dois gatos fofos, mas que não conseguem estabelecer um diálogo. 

Após onze longos dias de espera para marcar a instalação, cá estou eu conectada de volta ao mundo globalizado.

E agora a casa já tem quase todas as coisas básicas de funcionamento e algumas poucas coisas de decoração.  Estou terminando alguns detalhes na limpeza, ajustando serviços, me familiarizando com o lugar, tentando entender como tudo funciona e criando a minha rotina para os próximos 3 meses sem o Marido ao lado.  É, mulher de militar sofre, mas eu vou parar por aqui porque isso já é assunto para outra conversa!  

Ex corde.

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O dia da entrega da mudança aconteceu conforme o planejado e quando eu acordei de manhã cedo após poucas horas de sono, me peguei desejando imensamente que a mudança atrasasse alguns dias para chegar aqui.  O cansaço estava se acumulando há dias e não tive como recuperar antes da nova sequência caótica da mudança – a entrega.

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O caminhão mal parou aqui na porta e a casa já foi logo invadida preparando o caminho com papelão no chão, protetores de parede e de portas.  Os homens carregando caixas não demoraram muito para começar o entra & sai.

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Então entendi porquê cada caixa tinha recebido uma etiqueta numerada.  É para facilitar na hora de verificar o inventário.  Cada caixa que entra pela porta da frente precisa ter o número riscado da lista.  Foi confuso conciliar quatro homens gritando números simultaneamente ao mesmo tempo que eu catava os benditos na lista.  Mas apesar de ter ficado presa riscando números o dia inteiro, achei o sistema bem organizado.  Já mudei bastante no Brasil e não lembro de ter visto nada parecido.  Talvez as companhias que eu contratei eram baratinhas demais, rs!   

Inventory List_Ex corde

Ter que tirar tudo das caixas é a parte mais chata da mudança.  É preciso redefinir espaços & reorganizar os móveis, o que dá uma canseira e chega a ser meio frustrante às vezes por causa da falta de espaço para se mover pela casa.  Já percebi também que a frustração aumenta quando bate a sensação de que quanto mais caixas eu esvazio, mais caixas aparecem para serem esvaziadas.  Então tracei uma meta: me livrar das caixas!

Caixas_Ex corde  Caixas_Ex corde (2)

Caixas  Muitas Caixas_Ex corde

*  As fotos estão péssimas por causa do meu celular.

Mal posso esperar para começar a parte divertida da mudança: decoração!

Ex corde.

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Mapa da Viagem

* Fonte: www.mapquest.com

A viagem foi longa: mais de dois mil e quinhentos quilômetros de distância.  A idéia inicial era aproveitar para passear, desviar um pouco da rota e conhecer novos lugares.  Só que infelizmente não deu!  Para evitar que a nossa mudança fosse armazenada em um depósito (o que aumenta o risco de ter coisas estragadas/perdidas/roubadas), decidimos fazer uma mudança door-to-door.  O caminhão sai carregado de uma casa e vai direto até a outra para entregar a mudança.  É uma maravilha, mas tivemos que lidar com a inconveniência de não poder aproveitar a viagem de carro pela estrada.  Não dá para ter tudo, não é?

Road Trip_Ex corde

Saímos de casa na noite de domingo para dormir na casa dos nossos amigos na Virginia, há uns 40 minutos ao sul de Washington DC.  Oficialmente a viagem já tinha começado!  Tomamos café da manhã juntos na segunda-feira e nos despedimos antes de pegar a estrada.  Ai, não consigo transformar despedidas em algo bacana.  Eu não gosto da idéia de ter guardado na memória a “última vez” que estive com um amigo querido – prefiro ter os momentos juntos todos embaralhados na minha cabeça pois nenhum deles está associado com a sensação dolorida que só uma despedida tem.  Eu estava tentando fazer de conta que estava somente indo bem ali e aquilo era só um até logo.  Mas a Jô caiu no choro e só de escrever sobre esse momento eu já tenho lágrimas nos olhos.  Cultivamos uma amizade sólida entre risadas, invernos congelantes, desafios na adaptação, maridos militares, frustrações, nossas carreiras profissionais e tantas outras coisas.  É duro partir!

Mas onde eu estava mesmo?  Ah, pegando a estrada na segunda de manhã.  O caminhão estava programado para entregar a mudança na quinta-feira e isso limitou bastante o nosso tempo de viagem.  E o primeiro dia acabou não rendendo muito já que tivemos que parar para pesar o carro.  Como o governo não paga pelo frete de veículos de militares transferidos, eles tentam compensar um pouco pagando por qualquer coisa que nós carregamos no carro.  É uma compensação $$$ pela parte da mudança que nós mesmos estamos fazendo.  Dizem que vale a pena já que além do peso do carro eles ainda pagam a gasolina, hotel, comida e afins.     

Cafe Starbucks para me manter acordada_Ex corde

*  Café durante todo o percurso para me manter bem acordada!

Passamos a primeira noite em Kingsport, uma cidade do Tennesse que fica na fronteira com o sul da Virginia.  A escolha das paradas não seguiu nenhum roteiro turísticos.  A gente calculava quantas horas a gente estava a fim de dirigir por dia e escolhíamos o hotel de acordo com um único critério: aceitar animais de estimação.  Contamos com a ajuda de um site muito útil que traça rotas de viagem de acordo com hotéis que são pet friendly!  Uma mão na roda!

Hugo e Filomena na Estrada_Ex corde

*  Acima, Hugo & Filomena em uma das paradas.  Abaixo, eles quietinhos no carro!

Gatos & Plantas_Ex corde

*  E eu mencionei que trouxe minhas plantas comigo?  Praticamente um pau de arara!

O sul da Virginia e o Tennesse têm paisagens bem parecidas: montanhas por todos os lados e tudo muito verde!

Montanhas Tennesse_Ex corde 
É bem bonito de se ver e gostoso de dirigir por causa dos muitos “sobe-e-desce” ao longo do caminho.  Não é nada monótono e as horas passam rapidinho.  Muito bom!

Montanhas Virginia_EX corde

A segunda parada foi em Memphis, no ponto mais extremo ao sudoeste do Tennesse.  A cidade respira Elvis Presley, pois é lá que se está localizada a sua residência oficial.  A casa dele hoje é uma atração turística – nós não entramos, mas passeamos por toda a área em volta.  É tudo super breguinha!  Achei a cidade inteira meio pobrezinha, meio desgastada, e até meio perigosa.  Na volta de Graceland para o hotel, o GPS nos levou por um caminho muito estranho com pessoas mal encaradas bem típico de filme americano onde gangues se aglomeram, sabe?  Ainda tivemos a chance de dar um pulinho na Beale Street, uma rua boêmia bem no miolo de Memphis que me lembrou Old Las Vegas.  Turistas se misturavam com locais enquanto bandas de música tocavam ao vivo no meio da rua.  Muitos policiais emolduravam os quatro cantos do quarteirão inteiro e eu consigo imaginar o por quê.   

Chegando em Memphis,TN_Ex corde

Saindo de Memphis na manhã seguinte, encontramos o Rio Mississipi delimitando a fronteira entre o Tennesse e o Arkansas.

Fronteira do Tennesse e Arkansas_Ex corde

Assim que cruzamos a fronteira, a paisagem mudou bruscamente.  O verde e as montanhas foram substituídos por enormes fazendas.  Até que as fazendas sumiram e quanto mais ao sul a gente chegava, mais marrom e cheio de terra tudo ficava. 

On the Road_Ex corde

Estrada no Arkansas_Ex corde

Arkansas_Ex corde

O que mais me chamou a atenção foi o termômetro do carro aumentando a temperatura gradualmente conforme mais ao sul do país a gente ia dirigindo.  Marido me ligou do outro carro para dizer que lá marcava 100 graus Farenheit (em torno de 39 C), o que é um número muito alto para os padrões da área de Washington DC.  Quanto mais eu dirigia, mais alto o termômetro marcava.  Eu passei as horas seguintes assistindo a temperatura subir até 109 F (uns 43C).  O ar condicionado do carro não dava conta e eu não conseguia parar de pensar quão mais quente que aquilo o Texas deveria ser!  Ui!

108 F_Ex corde

Cruzamos a fronteira do Arkansas com o Texas e mais uma vez o visual mudou!  Dessa vez tudo estava mais seco com cara de deserto mesmo.  A cidade Texarkana tinha viadutos decorados com o desenho do estado do Texas deixando estampado para quem quisesse ver o orgulho que existe por aqui.  É algo muito interessante! 

Texas_EX corde

O plano era passar a noite em Dallas para descansar bem e pegar a estrada até San Antonio ainda na madrugada.  Mas como a gente tinha saído cedo, como o dia tinha rendido bastante e como a gente já tinha tomado alguns Red Bulls, a decisão de seguir direto foi unânime.  Foram mais quatro horas e blau de estrada gastando os meus CD’s antigos.  A viagem passava mais rápido quando eu cantarolava as músicas e então fui de Kid Abelha, Nando Reis, Marisa Monte, passando por Bon Jovi, Jack Jonhson e até chegar no Djavan.  Mas tinha hora que dava no saco mesmo!  Faz diferença dirigir sozinho ou com uma companhia no carro.  Marido e eu passamos longas horas no telefone, ele no carro da frente e eu no carro de trás.  Sim, estávamos em carro separados!  Que saco!  E já no final da viagem, eu estava topando de tudo para fazer o tempo passar mais rápido. 

Almoco na estrada_Ex corde

*  Almoço na estrada para não perder tempo!

Continuamos dirigindo pela I-35 no sentido sul passando por grandes cidades como Waco e Austin.  A próxima grande cidade já era San Antonio.

Posto de gasolina no meio do nada, TX

* Parada do xixi em um posto no meio do nada no Texas.  O calor era demais!

San Antonio Sign_EX corde

Fomos entrando no perímetro urbano lá pelas oito e pouca da noite com o termômetro marcando acima de 100F e um pôr do sol m.a.r.a.v.i.l.h.o.s.o. 

Por do Sol em San Antonio_Ex corde

Senti como se a minha nova cidade me recebesse com um sorriso de orelha a orelha.  Fiquei tão tocada com esse gesto da natureza que o interpretei como um recado de Deus me dizendo que um ciclo muito bom está começando em minha vida.  Fiz minhas orações, agradeci por ter dirigido de tão longe sem nenhum imprevisto pelo caminho e acabei lembrando que saímos da nossa outra casa debaixo de chuva.  Acho que era Virginia chorando com a nossa partida!

Por do sol chegando em San Antonio, TX

Fomos direto para a nossa nova casa que nos esperava coberta de poeira!  E a primeira noite foi com um colchão de ar no meio da sala, pois um dos ar condicionados não estava funcionando direito (desligado talvez?) e o quarto estava uma sauna!  Segundo minha mãe foi super romântico!  NOT!

Primeira noite em San Antonio, TX_Ex corde
O dia seguinte já foi o dia da entrega da mudança!  O cansaço acumulado não ajudou muito no meio do caos, mas aos poucos a gente vai se ajeitando!  Como ainda não temos internet em casa, as notícias vão vir aos poucos. 

Aguardem mais fotos já que só hoje encontramos o carregador da máquina fotográfica, hahaha!  As fotos acima são todas de qualidade duvidosa, pois são de celular.  

Ex corde.

Veja também:

PCS
O Dia da Mudança 
Dia 1: Check ✔
Dias 2 & 3: Check ✔
A entrega da mudança

 

 

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Depois que o caminhão foi embora levando as nossas coisas encaixotadas, ainda passamos três dias na casa vazia consertando, limpando e preparando para o aluguel.  Nunca fui de me prender emocionalmente a lugares (e continuo não sendo!), mas o eco dos cômodos vazios da casa mexeu com as emoções.    O bom é que essa sensação estranha vai embora na mesma rapidez que vem!

Enquanto preparávamos tudo, nossas refeições eram recheadas de pesquisa na internet, revistas de renovações & decoração e muitos planos para a nova casa no Texas.  Recomeçar tem um lado muito positivo!   

Almoco Pos Mudanca_Ex corde

* Almocinho na casa vazia.

Ex corde.

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O segundo dia da mudança foi muito difícil para mim por causa de uma dor de cabeça que não me largou o dia inteiro!  Qualquer barulho fazia doer mais ainda, a claridade do dia fazia meus olhos queimarem de dor, qualquer movimento brusco fazia minha cabeça vibrar e, claro, doer!  E no final do dia passei a sentir enjôos por causa da dor de cabeça.  Um horror principalmente quando sua casa inteira está sendo desmontada e não há nenhum lugar tranquilo para esperar o remédio fazer efeito.  Ah, e foi uma aventura para encontrar o bendito remédio no meio do caos.  Queria sumir! 

Fora a dor de cabeça, um arranhão no piso de madeira, a perna de um móvel quebrada e uma privada entupida (nojo!), o dia 2 da mudança foi bem. 

Do not use this bathroom_Ex corde

* Placa colada na porta do banheiro no dia seguinte!  Eca! Eca!

Eles terminaram de encaixotar o que faltava, passaram o plástico em volta de alguns móveis, enrolaram outros com o cobertor fofinho e carregaram muitas caixas para a garagem posicionando-as no jeito correto para entrar no caminhão. 

Cobertor fofinho envolta da maquina de lavar_Ex corde

Mudando_Ex corde (2)

Numa conversa com o empacotador-chefe da mudança (que descobri depois que ele também é o motorista), fiquei sabendo que aquele caminhãozão não é só para a gente – mais duas mudanças vão lá dentro!  Ahhh, eu sabia que não tinha coisa suficiente para encher aquele bichão!  Ele ainda me disse que o que faz parecer muito são as coisas de vidro, pois elas precisam ser embaladas individualmente e poucas peças são colocadas por caixa.  Além disso, eles colocam papel no fundo e na lateral das caixas para garantir que as peças de vidro não quebrem.  Tá explicado porque tanta caixa!

O segundo dia acabou com um inventário das nossas coisas, etiquetinhas em cada caixa e tudo pronto para ser colocado dentro do caminhão no terceiro & último dia de mudança.  Nós passamos mais uma noite na casa dos nossos amigos queridos salvadores da pátria!

Mudando_Ex corde

O dia 3 foi mais longo pois uma série de mini-imprevistos aconteceram.  Nada sério, mas coisas como chamar um empresa para desconectar a porta da geladeira porque a empresa de mudança não se responsabiliza por esse tipo de trabalho.  Foi hilário porque depois de esperar o profissional-desmontador-de-porta-de-geladeira chegar, ele logo concluiu que não sabia desmontar a porta.  Acabei descendo para resolver um outro pepino lá embaixo e quando voltei para cozinha o Marido estava ensinando o “profissional” da geladeira a desconectar a porta com a ajuda de um video do You Tube. Hahaha!  O “profissional” ficou tão sem graça que saiu de fininho sem nem pegar as assinaturas necessárias nos documentos oficiais/militares!     

Dessa vez eram 5 pessoas entrando e saindo de casa em um ritmo frenético literalmente carregando tudo que estava na frente.  Os gatos entraram em uma crise de nervos e começaram a urrar feito dois leões famintos.  Três dias trancados no banheiro não deve ser muito divertido!  Eu estava exausta e saboreando uma mistura de sentimentos muito doida.  Era ótimo ver a parte inicial da mudança acabar, mas era ruinzinho ver a casa esvaziando.  O coraçãozinho doeu e uma sequência de memórias passou como um filme em minha cabeça.  Mas é assim mesmo, uma janela se fecha para uma porta poder se abrir.

Duas cabeças cansadas verificaram tudo, confere, confere mais uma vez, confere de novo para somente então assinar a papelada.  Marido distribuiu os envelopes verdes com uma gorjeta para cada um dos moços e o sorriso deles me fez sentir tão bem!  Pedi pro moço-chefe-motorista dirigir com cuidado e ele sorriu me respondendo que sempre tem Deus acompanhando ele.  Que assim seja!  Nos despedimos e desejamos mutuamente um “até lá!”.

Onde é lá?, você deve tá se perguntando. 

Texas, the lone star state!

Ex corde.

Veja também:
PCS
O Dia da Mudança
Dia 1: Check ✔ 

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