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Archive for the ‘Reclamação’ Category

Meus pais passaram duas semaninhas deliciosas comigo e foram embora deixando tudo bagunçado, metaforicamente falando.  Fora de rotina, fora de ordem, fora de propósito e com uma saudade safada que incomoda.  Essa sensação de que estou sem saber para onde ir é comum sempre que eles voltam para o Brasil.  Por que eu ainda não aprendi a lidar com essa bandida?  É, despedidas são meu ponto fraco mesmo.

E para piorar as minhas carências afetivas, Marido anda viajando muito a trabalho.  Ando tão amarga com essa vida militar que nem quero começar a resmungar por aqui para não encher o saco de ninguém.  E o que me resta são meus livros.  Estou tentando voltar a estudar em um ritmo mais produtivo para dar algum sentido nisso tudo, mas encontrar o tal do foco não tá fácil.  Ainda está para nascer uma pessoa mais sem foco do que eu…

Na biblioteca_Ex corde

Aí eu devoro uma balinha de menta atrás da outra enquanto estudo.  Mamãe & eu adoramos latinhas e essa aí da foto cheia de balas nos acompanhou em cada cantinho visitado de San Antonio.  Parece que cada bala carrega consigo o sabor de ter meus pais ao lado, loucura total do tipo “estou levando meus pais para a biblioteca pública comigo”, sabe?  Pausa para pegar uma balinha enquanto escrevo.  

Tá vendo? Tá tudo esculhambado. 

Mas não desistam de mim que assim que eu me encontrar nessa bagunça, eu volto com uma porção de lugares legais que visitamos por aqui.  Essa cidade realmente é uma graça e proporciona muita diversão para os visitantes!

Beijos.  Tchau.

Ex corde.  

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Na academia_Ex corde

A falta de cor na foto é para trazer você, caro leitor, para a minha visão de uma semana onde a segunda-feira começa super cedo na academia.  Nada contra as segundas ou academias.  O que me irrita é o período do dia – manhã!  Antes das oito, prefiro mil vezes estar na minha cama do que nessa sala de ginástica. 

Ex corde.

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Sabe aquelas coisas que são ruins com elas, mas pior sem as benditas?  Pois é, esse é o meu sentimento em relação ao serviço postal americano (United States Postal Service – USPS).  Não dá para viver sem ele tendo literalmente todos os membros da minha família longe.  E longe mesmo.  O ruim é me dar conta de que quase nunca fui a uma agência deles sem sofrer mini-ataques de frustração, raiva, ansiedade ou todas as alternativas juntas.

Antes de mudar, o correio mais perto de mim era composto por um quadro de funcionários que parecia sofrer de constipação grupal crônica.  Sabe aquela cara tensa?  Aquela coisa de querer resolver o problema logo para poder correr pro banheiro?  E sabe aquela insatisfação depois de fazer força no trono e nada?  É assim que eu defino o tratamento dado por t-o-d-o-s daquela agência de correio.  Eu sei que atendimento ao público em um país tão misturado culturalmente é um desafio, mas ainda sim é importante manter um padrão de tratamento no mínimo suportável.  Não era o caso.

Para ilustrar, vou contar só uma das muitas (muitas mesmo!) historinhas:

Uma vez, ao ser abordada sobre mais ou menos quantos dias a minha encomenda levaria para chegar em solo brasileiro, a mulher enfezada que me atendia me disse com desdém que o serviço de correio de países pobres como o Brasil não são confiáveis.  Na ocasião, eu só fiz perguntar se ela tinha alguma experiência pessoal com o nosso correio e se ela já tinha ido ao Brasil.  Não & Não foram as respostas que vieram seguidos de um silêncio.  Daí ela parou, respirou fundo, mudou o tom de voz e com muito cuidado perguntou se eu era brasileira.  Ela ficou sem graça porque não conseguiu prever a minha nacionalidade antes do comentário infeliz.  Tentou desconversar dizendo que eu não tinha sotaque e tal.  Ah, sai pra lá!  Até onde eu sei, o correio brasileiro é caro pra chuchu, mas ele não pode carregar nas costas a culpa da lentidão da Alfândega Brasileira nos pacotes internacionais.  O pobre do correio funciona, pô!

Foi então que alguns anos depois, eu mudei de cidade & estado e claro que um dos primeiros lugares que aprendi como chegar foi a agência do correio mais perto de casa.  Apesar do caminho não ser muito conveniente, eu estava gostando da agência grande e das filas rápidas.  Mas a lua de mel durou apenas um mês e meio.  Quarenta e cinco dias. 

Acha uma posição confortável aí porque a história é longa.

Mandei uma encomenda para o Marido que nunca teve o status atualizado no site do correio.  Dez dias se passaram e eu não conseguia rastreá-la.  A encomenda deveria levar 2-3 dias para chegar e estava claro que algo tinha acontecido.  Ao chegar na agência, fui atendida pelo mesmo funcionário que tinha recebido a minha caixa.  Quando eu expliquei o que me levava até lá, ele disse que lembrava de mim.  Ele me perguntou quanto tinha sido o valor da encomenda e quando eu respondi, ele me mostrou a etiqueta comprovante de pagamento que deveria ter sido colada na minha caixa.  Eu comecei a ter dores de barriga.  Ele completou dizendo que no dia que eu deixei a caixa, ele pensou até em ir atrás de mim lá fora já que a caixa tinha “desaparecido” do balcão.  Eu comecei a suar frio ao ouvir a palavra disappeared saindo da boca dele.  Como assim, criatura?  Ele ainda me perguntou se eu não tinha levado a caixa de volta para casa.  Nessa hora eu já estava literalmente vermelha de raiva.  All flushed!  E ele na maior calma me despachou para casa, pois ele não poderia fazer nada somente com o papel do número de rastreamento.  Ele queria o recibo.  Tudo bem, eu entendo que o recibo é importante.  Mas eu queria saber qual era o procedimento nessas situações e insisti que ele me explicasse o que aconteceria quando eu retornasse lá com o bendito papel.  Ele se mostrou claramente incomodado pela minha pergunta e me respondeu com um tom de voz bem impaciente que levaria o caso ao gerente.  “Você pode chamar o gerente para mim agora, por favor?”, eu retruquei.

O gerente não apareceu, mas fez o atendente entrar e sair a cada minuto para me perguntar detalhes sobre a situação.  Ele pegou o número de rastreamento para finalmente tentar entender o que estava acontecendo.  Nada.  O gerente me aparece então numa janelinha ao lado me dando as instruções para ligar para a central de atendimento dos correios, dar o número do CEP do destino da minha encomenda, descobrir qual era a agência do correio que a caixa deveria ser mandada, descobrir o número de telefone deles, ligar para perguntar se por acaso a minha caixa não estava perdida por lá.  Ele estava me pedindo para fazer o trabalho DELE de tentar localizar a encomenda, sentiram o drama?  Quando argumentei sobre a impossibilidade da caixa sequer ter sido enviada pela falta de selo/carimbo/adesivo/etiqueta que comprova o pagamento, ele contra argumentou que é improvável, mas não impossível.  Okay. 

Obviamente a encomenda não estava lá e quando eu comuniquei o gerente, ele me disse que ia ligar ele mesmo para confirmar a tal informação.  Sério?  Para quê então desperdiçar o meu tempo já que não dá para confiar no que eu digo?

Ninguém sabia do paradeiro da caixa e nem conseguia explicar o que tinha acontecido.  O sistema de rastreamento só mostrava que aquela agência do correio tinha recebido a encomenda, nada mais.  Eu não consigo entender como a encomenda “desapareceu” do balcão do atendente antes mesmo dele ter tido a oportunidade de colar a etiqueta que comprova o pagamento.  Pedi do gerente para assistir os vídeos das câmeras de segurança que existem atrás do balcão de atendimento.  Segundo ele, as câmeras não funcionam.  Quando eu levantei a possibilidade da minha encomenda ter sido roubada, o gerente demonstrou preocupação apesar de defender seus funcionários.  Seria leviandade da minha parte acusar alguém de roubo, pois eu não tenho nenhuma prova concreta para acusar ninguém.  Mas quem me prova o contrário?

Perguntei o que deveria fazer para registrar uma queixa oficial.  Precisava ainda de uma explicação por escrito para encaminhar para a companhia de celular para evitar custos extras.  Uma parte de uma transação que estamos fazendo com eles estava na caixa e portanto, tudo será atrasado por culpa dos correios.  Foi quando descobri que teria que ligar para a central de atendimento novamente e assim o fiz, ali mesmo na janelinha ao lado do balcão.  Uma outra atendente teve a coragem de me dizer que eu não podia falar no telefone ali e me mandou sair da agência.  Isso aconteceu exatamente quando a pessoa do outro lado da linha não estava conseguindo entender as instruções do gerente (que eram equivocadas) e pediu para falar com ele.  A atendente se calou.  Eu definitivamente não queria estar naquela situação.  Ao invés dos funcionários do correio me ajudarem a resolver um problema criado por eles, eles fizeram parecer como se eu estivesse pedindo um favor.  Quando pedi do funcionário que tinha me atendido inicialmente para me dar a etiqueta comprovante da minha postagem que deveria estar na caixa, ele se negou.  Eu paguei por aquilo e ainda assim ele não quis me dar – claro, ele sabe que aquilo era o atestado da incompetência dele! 

Quase uma hora depois, me deram um formulário para preencher pedindo o reembolso da postagem.  Mas como eu não tinha pago pelo seguro, nada do que estava dentro da caixa vai ser reembolsado.  Tá, eu sei que imprevistos acontecem durante o transporte de encomendas e por isso a existência dos seguros, mas será que eu também sou obrigada a pagar extra para me proteger de funcionários do correio que simplesmente não fazem o seu trabalho corretamente?  É triste, mas a resposta é sim.

Então crianças, fica a dica: jamais envie nada pelo USPS sem seguro.  Peça ainda uma assinatura mandatória no recebimento da encomenda e confirmação de entrega.  Porque o correio do Brasil pode demorar facilmente até três meses (!) para entregar uma encomenda, mas eu nunca tive nenhuma experiência mágica de desaparecimento súbito de caixas com eles.

País pobre e nada confiável, sei!

Ex corde.

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