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E como dizem que uma imagem vale mais que mil palavras, aí vai:

Verao no Texas_Ex corde

113o Fahrenheit são nada mais nada menos que 45o Celcius.  Quarenta e cinco!  Esses dois números conseguem dar uma resumida em como os dias tem sido por aqui – insuportavelmente quentes!  Qualquer atividade ao ar livre precisa acontecer bem cedo no dia antes do sol esquentar ou depois das nove da noite quando o sol vai embora, o que no último caso não necessariamente significa que o clima fica mais ameno.  Outro dia fomos a um churrasco na casa de uns amigos e ao chegar percebi que todos estavam dentro de casa no ar condicionado central ligado, com as persianas e cortinas fechadas além das luzes apagadas.  Achei aquela escuridão estranhíssima, mas percebi ao longo do dia que era a única maneira de tentar controlar o calor.  Ninguém conseguia passar muito tempo na varanda.  Para existir alguma diversão ao estar lá fora é quase imprescindível ter o envolvimento de água, seja praia, piscina, rio, lagoa ou até uma mangueira.  O negócio não é mole nessa época do ano. 

Para muitos americanos o verão tradicionalmente começa no fim do mês de maio com o feriado nacional do Memorial Day.  Desta vez, conseguimos nos planejar para passar esses dias a mais de folga do trabalho na praia.  Alugamos um apartamento todo equipado na beira da praia junto com um casal amigo, estocamos a mala do carro com comida e pegamos a estrada rumo a South Padre Island.  O ponto azul abaixo no mapa é a gente quase chegando lá.

Mapa do caminho de SPI_Ex corde

South Padre Island é uma ilha estreita e comprida localizada na costa texana do Golfo do México no extremo sul do estado.  Como se vê, é muito perto da fronteira com o México.  Passamos por barreiras de fiscalização da polícia de imigração e tudo!  É tão perto que, quando eu brincava com um aplicativo no celular, o GPS se confundiu ao definir a nossa localização:

Weather in SPI_Ex corde

E não, não estávamos no México!

Como a melhor maneira de aproveitar um pouco do verão do Texas é em contato com a água, nós fizemos a escolha mais acertada para aquele fim de semana prolongado.  A ilha é bem pequena e achei super amigável tanto para famílias com crianças como para adultos a fim de se divertir!  Quero voltar! 

South Padre Island_Ex corde

Posso não ser muito fã do calor do verão, mas não posso negar as delícias que só ele traz: abundância de frutas vermelhas!  São as amoras, cerejas, blueberries e morangos mais fresquinhas, mais docinhas e mais baratinhas ever

Morango_Ex corde

E por falar nisso, quase tinha esquecido que um pouco antes do verão começar nós fomos ao Festival do Morango numa cidadezinha texana chamada Poteet. 

Poteet Festival_Ex corde

Foi bem legal ver aquela multidão provando as variadas comidas, assistindo ao rodeio, ouvindo bandas tocarem ao vivo e se divertindo, mas era tudo ao ar livre… o calor já estava absurdo e, sinceramente, não sei se volto nos próximos anos porque o passeio acabou meio sofrido, sabe como é?

Poteet_Ex corde

Aquela coisa que foi boa, mas ruim?  Sabe?

Poteet Strawberry Festival_Ex corde

1. Vinho de morango e uva  2. Cupcake de morango  3. Nachos de morango feitos com buñuelos mexicanos, geléia de morango, sorvete, calda de chocolate e nozes –> de comer de joelhos :)

E nesse verão, eu descobri na pele (pun intended!) que essa é uma estação do ano incompatível com o estado gravídico em que eu me encontro.  Já estava cansada das caras de pena direcionadas a mim quando outras mulheres descobriam que eu ia passar o terceiro trimestre da gravidez no pico do verão.  Me diziam que eu ia sofrer, mas sinceramente não tinha idéia do sofrimento.  No meu caso posso afirmar que foi por causa de uma dermatose da gravidez (PUPP) que se manifestou pela primeira vez num desses dias de 45 graus.  Para ter uma idéia do que se trata, imagine uma alergia de pele localizada no corpo todo com placas de milhares de bolinhas elevadas, inflamadas, edemaciadas e em carne viva acompanhadas por uma queimação tão intensa que me acordava no meio da noite.  Pois é, debilitante porque nem roupa eu conseguia vestir.  Passei uma semana inteira tentando administrar o ardor sem enlouquecer apenas com medidas paliativas, já que a medicação (esteróides) que dá jeito nisso mesmo não é recomendada na gravidez (a não ser mediante uma análise do custo-benefício).  Minha salvação: bolinhas homeopáticas de enxofre. 

Homeopatia Enxofre_Ex corde

Já tinha comprado na loja natureba da esquina de casa, mas não queria começar sem o aval do médico.  Mas enquanto esperava a resposta do homeopata lá no Brasil, eu tive uma crise.  Acordei chorando.  Queimação.  Desespero.  Dor.  Coceira.  Quase pânico.  Marido se atrasou para ir trabalhar colocando gelo no meu corpo enquanto eu me contorcia.  No intervalo de alguns poucos segundos de alívio que eu tinha, tomei a primeira dose de homeopatia literalmente chorando.  Exausta por ter passado a madrugada acordando com o ardor, consegui dormir com bolsas de gelo em contato direto com a pele.  Acordei horas depois e tomei a segunda dose.  Continuei imóvel na cama coberta de gelo e calamina, as minhas duas únicas fontes de alívio temporário.  Tirei mais um cochilo e, para a minha surpresa, acordei me sentindo infinitamente melhor.  Ainda tinha bastante coceira, mas era algo completamente administrável.  Consegui até levantar da cama e vestir uma roupa frouxinha, veja só que maravilha para apenas duas doses!  Tomei por mais três dias e o aspecto da pele era outro!  Placebo ou não, a homeopatia vai continuar tendo o meu respeito ❤.     

Arsenal de Hidratacao_Ex corde

Hoje tenho ‘apenas’ marcas que as placas inflamadas deixaram.  Outro dia a pele descascou.  Estou tentando mantê-la hidratada alternando com vários produtos (aí acima) e ando trancada no ar-condicionado com muito medo de ter outro ataque exarcebado pelo calor.  Até parei de ir na hidroginástica porque a piscina é ao ar livre e… eu já disse que tenho medo de ter outro ataque?

É, esse verão no Texas até agora tem sido diferente dos outros! Oremos, haha!

Ex corde.

Estou com 29 semanas e dois dias, que é o mesmo que 7 meses e um trocado para quem não fala a língua gravidêz.  Sim, porque esse universo é enorme e tem um jargão próprio que quem nunca teve contato antes se perde.  Pode ser intimidante e causar ataques de ansiedade se você se propor a aprender tudo de uma vez.  Ou não, se você viver um dia de cada vez.  Eu escolhi a última opção.

5 meses de gravidez em South Padre Island TX_Ex corde

* Foto tirada há 2 meses no feriadão que passamos na praia em South Padre Island, TX

Fiquei felicíssima por estar a todo vapor no treinamento do trabalho durante as primeiras semanas de gravidez.  Nem que eu quisesse eu teria tempo para morgar de sono & cansaço no sofá ou para morrer de pena de mim mesma com o mal estar terrível que os enjôos intermináveis me causavam.  Não havia espaço para divagar muito sobre o assunto e nem para alimentar a mente com todas as coisas erradas que podem acontecer no início de uma gravidez.  Ter trabalhado full-time durante os seis primeiros meses de gravidez (aguarde um post sobre o trabalho) foi a melhor coisa que me aconteceu apesar de ter que acordar às 5 horas da manhã todos os dias!

E até então não tinha absolutamente nada de bebê.  Não tinha comprado nada, com a exceção de uma calça de maternidade para trabalhar porque não entrava mais nas minhas roupas.  E nem queria comprar.  É que eu não sou mainstream.  Quem me conhece sabe disso.  Nunca fui.  Não acredito no senso comum que propaga o instinto materno, em dávida dos céus e muito menos que uma mulher só se completa com a maternidade.  Respeito e não invalido quem pensa assim, mas eu acredito em outras coisas.  Acredito em células que se multiplicam, uma idéia que amadurece na cabeça e um sentimento construído ao longo dos meses por uma pessoa que ainda não nasceu.  E tem sido assim.

Uma colega de trabalho encheu a mala do meu carro com roupinhas de bebê, lençóis, toalhas e mais um tanto de outras coisas dos filhos dela.  Uma ultrassonografia em que dava para ver um perfil humano sem ter que forçar muito a imaginação.  O tum-tum apressado do coração batendo através do doopler.  Uma barriga cada vez maior.  Movimentos e chutes evidentes vindos de dentro de mim.  Uma ultra 3D/4D com direito a biquinhos e risinhos.  Marido e eu fomos então colocando esses acontecimentos juntos como tijolinhos numa construção para ajudar a criar o conceito do novo papel que estamos prestes a exercer.  Nada forçado de como nos devemos sentir.  Nada mastigado por outros e empurrado goela abaixo.  Estamos respeitando a nossa natureza e buscando ler mais sobre tópicos relacionados conforme a necessidade vai surgindo.  E sem medo de rejeitar aquilo que não parece cabível para nós.

IMG_3859

* A barriga já está bem maior do que nessas fotos!

O blog ainda anda devagar porque finalmente comecei a montar o quartinho e a comprar alguns itens essenciais para bebês, mas não parou totalmente. Como diz uma amiga, no ritmo em que eu estava indo corria um sério risco da gente sair do hospital com baby nos braços e ter que parar na loja para comprar o básico antes de ir para casa, haha!

Tem muito mais vindo por aí!

Ex corde.

Por onde andei

Quem (ainda) não desistiu de mim deve estar cansado daquela salada de quinoa.  Essa foi a mais longa ausência desde que comecei a escrever o Ex corde e, acredite, eu estava morrendo de saudades!  Fiz um resumão do que andou rolando por aqui e recheei com fotos – e preciso dizer que foram as benditas fotos que atrasaram ainda mais a minha volta.  Então bota o pé para cima, estica as pernas, pega um café e me acompanha aí abaixo sem pressa porque o negócio ficou longo :) 

14 de Dezembro 2012

A cerimônia da promoção militar do Marido foi muito bacana com direito a toda pompa & circunstância que a ocasião pede.  Imagina que tudo foi meticulosamente planejado e ensaiado, assim como a festinha que fizemos aqui em casa no mesmo dia à noite.  Fiquei super ocupada!  Ainda não tínhamos recebido ninguém em casa e celebrar mais uma conquista na carreira dele foi o motivo perfeito para reunir pessoas queridas.  E eu contei que a sogra veio especialmente para a cerimônia?  Sim, a primeira vez visitando depois da mudança!  Foi um momento muito especial para todos nós! :)

Military Promotion_Ex corde

Natal 2012

Na semana seguinte já estávamos mergulhados nos preparativos das festas de fim de ano e na arrumação das malas – isso porque escolhemos passar o Natal com a minha sogra e a família extendida do Marido.  Foi a continuação de mais momentos especiais com a construção de novas memórias preciosas.  Fazia muito tempo que ele não passava um Natal com a mãe, tias & primos e eu adorei fazer parte das tradições. 

Natal com a familia em NYC_Ex corde

Além do quê, tem algo mágico em passar o Natal em Nova York.  Parece que estamos dentro de cenas de filmes – com a exceção da multidão invadindo os pontos turísticos da cidade.  Já fui muitas vezes a NYC em diferentes épocas do ano e sempre achei a cidade beeem lotada, mas confesso que nunca vi tanta gente nas ruas como no Natal!  É tudo muito lindo, mas se você não se sente bem num mar de gente é bom evitar NYC nessa época.  Apesar disso, eu curti! 

Natal em NYC_Ex corde

Aproveitamos também para turistar um pouco pela Big Apple.  Encontramos uma parte da família do Brasil que – coincidentemente – visitava a cidade na mesma época e fomos ao Memorial do 9/11 pela primeira vez.  Era um dia de sol, mas extremamente frio e eu acho que eles sofreram!  Digo isso porque eu sofri, haha!   

911 Memorial NYC_Ex corde

World Trade Center NYC_Ex corde

E como sempre fazemos, demos um pulinho na charmosa Grand Central Station.  A arquitetura é maravilhosa, cheia de história e que parece até ter vida por estar sempre aparecendo em filmes.  E além disso tudo a visita é quase obrigatória para a gente porque ela ainda serve como um excelente ponto para descongelar no inverno ou para refrescar no verão.  Yeah! 

Grand Central Station NYC_Ex corde

E fizemos mais passeios: (1) Atravessando a ponte do Brooklyn a pé  (2) Bryant Park  (3) St. Patrick’s Church  (4) Paradinha para um café pra descongelar  (5) Central Park no final do dia  (6) Euzinha congelada na Times Square :)

Passeando em NYC_ Ex corde

29 de Dezembro 2012

O universo conspirou e tivemos a chance de participar do casamento do meu cunhado (meio-irmão do Marido) em uma cidadezinha no norte do estado de Nova York.  Foi uma oportunidade deliciosa de estreitar um pouco mais os laços.  Pegamos a estrada em um dia de neve e subimos um pouco mais no mapa assistindo um visual lindo até upstate NY.  Vivemos mais momentos especiais em família que eu fico muito feliz em ter tido a chance de fazer parte (sorry, no photos do casório!).

Neve em NYC_Ex corde

Muita neve caiu na ida (acima), mas a volta para NYC foi ensolarada (abaixo).

Mais Neve em NY_Ex corde

E acho que foi a primeira vez que fui a um evento social de vestido longo debaixo de mais de 24h de neve caindo sem parar.  Me arrumei toda e coloquei um sapato de salto fino, só que não passei da porta com ele.  Para chegar até o carro, eu tinha que atravessar uma espessa camada de neve e percebi logo que não ia conseguir.  Voltei para trocar pela bota de neve e levei o salto na mão para calçar no local do evento.  Abaixo, a primeira foto registra o estilo e a segunda o estrago que teria sido se eu tivesse tentado sair no salto.

Vestido social e bota de neve_Ex corde 

Ano Novo

No penúltimo dia do ano subimos mais um pouco para o norte.  Dessa vez pegamos um avião para Toronto, no Canadá, para virar o ano com amigos brasileiros queridíssimos que estavam morando por lá. 

New Year in Canada_Ex corde

Foram poucos dias, mas com toda certeza especialíssimos!  Conseguimos conhecer um pouco da cidade e curtir a companhia de Má & Davi.  By the way, Toronto é encantadora mesmo numa friaca de 11 graus negativos!

Toronto

Toronto é uma deliciosa mistura de prédios antigos e construções modernas que cohabitam harmoniosamente esbanjando charme.  Acima estão algumas fotos tiradas no primeiro dia do ano na Nathan Phillips Square, uma praça que fica bem em frente ao City Hall (prefeitura) de Toronto.  Lá acontece a queima de fogos da virada do ano e perto da meia noite no dia 31 de dezembro, depois de jantar na casa dos amigos, nos juntamos à multidão.  E foi lá também que provamos o tradicional prato canadense vendido em uma barraca de rua: poutine!  Como se vê no canto inferior direito, poutine é a combinação de batata frita, molho de carne e/ou legumes (gravy) e queijo servidos super quentes.  Em restaurantes encontra-se poutine elaborado com mais ingredientes como carnes e legumes e que pode ser tanto como entrada ou prato principal.  O único porém de comer na barraquinha de rua durante o inverno é que tem que comer rápido antes que o frio endureça o queijo e congele a batata.  Divertido!

Union Station, Toronto, Canada_Ex corde

Acima é a Union Station, uma grande estação ferroviária e de metrô que ocupa um prédio belíssimo!  Pegamos o metrô até lá e seguimos pelas ruas do centro de Toronto.

Downtown Toronto, Canada_Ex corde 

A cidade de Toronto é banhada pelo Lago Ontario e existe uma baía com marinas no centro da cidade (fotos abaixo) de onde saem barcos para Toronto Island Park, uma ilha há 15 minutos de Toronto e que ferve no verão.

Toronto, Canada_Ex corde

Não visitamos porque o frio estava absurdo e parece que na ilha o frio é ainda pior.

Toronto Island Park Map_Ex corde

Mas curtimos bastante o fim de tarde no Harbourfront Centre, uma área ali do lado repleta de marinas e piers que promove atividades ao ar livre o ano todo.  O dia estava lindo e super ensolarado, o que fez muita gente sair de casa para aproveitar ao ar livre mesmo com temperaturas (muito) abaixo de zero.

Harbourfront Centre_Ex corde

A pista de patinação estava super concorrida e o que eu achei mais legal é que não custava nada para usar.  Vi muita gente trazendo seus próprios patins e entrando na pista que não tinha controle de entrada e saída.  Descobri depois que o Harbourfront Centre é uma organização que não visa fins lucrativos, que tem a maior parte dos seus recursos vinda de doações e que funciona praticamente na base do serviço voluntário.  E por isso as atividades promovidas são geralmente de graça ou com um preço bem camarada.    

Pista de Patinacao Harbourfront Centre_Ex corde

Abaixo, mais fotos da área.

Harbourfront Toronto, Canada

Tivemos o privilégio de assistir um pôr do sol lindo no Lake Ontario.

Por do Sol no Lake Ontario

Visitamos ainda o Distillery Historic District no centro de Toronto.  É uma área de pedestres com prédios antigos lindíssimos e com um clima de uma vila do século passado. 

The Distillary Toronto_Ex corde

O distrito é conhecido por promover arte e cultura. 

The Distillary District Toronto

Lojas fofas, restaurantes cheios de personalidades e cafés prenderam a gente por algumas horas em meio a decoração de Natal linda com pinheiros naturais. 

Distillery Historic District

Pinheiros naturais de Natal_Ex corde

E claro, não podíamos deixar de visitar a CN Tower.  Aquela noite estava com temperaturas baixíssimas, mas ainda assim caminhar até lá foi a melhor pedida.  Muitas vezes acho que só dá para sentir uma cidade ao passear pelos seus quarterões observando detalhes que certamente passariam despercebidos se estivéssemos em um carro ou ônibus. 

Ruas de Toronto_Ex corde 

E a caminhada foi muito gostosa apesar do frio congelante que fazia.

CN Tower_Ex corde

A CN Tower é muito majestosa!  Ela é maior e mais imponente do que parece em fotos, o que por sinal é quase uma arte para colocar os 553 metros de altura num retrato.  Não é a toa que ela foi considerada em 1995 como uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno (e você sabia que a Usina Hidrelétrica de Itaipu é uma delas?  Eu não, descobri agora).

CN Tower Toronto, Canada_Ex corde      

O topo da torre conta com antenas de telecomunicação, um terraço com o piso de vidro e um restaurante giratório.  Nossos amigos tinham feito reservas para o jantar no restaurante de alto nível (e bota alto nisso) da torre.  Foi a nossa última noite em Toronto fechada em grande estilo!  Um luxo só ;)

360 Restaurant at CN Tower

Acho que a fome era grande porque só tenho fotos da sobremesa, haha!  Foi um jantar muito divertido com pessoas muito queridas.  E quando saíamos da torre, começou a nevar um pouco mais forte.

CN Tower Canada_Ex corde

Má, minha amiga de loooonga data, e eu viramos criança ao deitar na neve para fazer um anjo com o formato do nosso corpo.  Rimos demais!

Snow Angel_Ex corde

Janeiro 2013

Alguns dias depois de voltar de viagem, meus pais chegaram para visitar!  Passamos as semanas seguintes passeando por San Antonio, curtindo a companhia um dos outros e matando a saudade.  Mais momentos especiais!

Com papai e mamae_Ex corde

(1) Passeios pelo condomínio  (2) Cafés da manhã demorados  (3) Muitas frozen margaritas para acompanhar o papo  (4) Passeio pelas missões no inverno do Texas.

Capitolio

Demos um pulinho em Austin para meus pais conhecerem o Capitólio e de lá esticamos para a 6th Street, como de costume.  Mais diversão!

Torre das Americas

Aproveitamos para voltar na Torre das Américas com eles, mas dessa vez fomos inspirados pela experiência super bacana na CN Tower de Toronto e fizemos reserva para o jantar.  Uma delícia!  Assistimos o pôr do sol lá de cima e fechamos a noite com um jogo de dominó gringo viciante em casa!  Nossos dias foram tranquilos e muitos gostosos.

Fevereiro 2013

Com a volta dos meus pais para o Brasil, o meu novo ano começou e eu tinha uma longa lista de resoluções.  Uma delas era encontrar um emprego, já que agora eu era/sou licenciada.  Enviei currículos para vagas abertas e rapidamente uma oferta caiu no meu colo.  A necessidade de preencher a posição era grande e a recrutadora que estava em contato comigo foi bem ágil.  Em uma semana eu comecei a trabalhar. Yeah!  E praticamente ao mesmo tempo que comecei no trabalho novo, recebemos mais uma notícia:

Teste de Gravidez_Ex corde

Pois é, os primeiros meses de 2013 foram extremamente movimentados por aqui e muita coisa continua acontecendo.  Agora que tá tudo um pouco mais sob controle, volto ao blog aos poucos!  ;)

Ex corde.

Salada de Quinoa

Salada de Quinoa_Ex corde

Enquanto meia xícara de quinoa cozinhava na panela, eu cortava em pedacinhos o tomate, a cebola roxa e a salsinha.  Depois misturei as verdurinhas com a quinoa cozida e ainda acrescentei uma cenoura ralada bem fininha (não está na foto).  Temperei com azeite de oliva, um splash de suco de limão e sal.  E para terminar, joguei uns pedaços de queijo feta.  Servi com alface verde, alface roxa e rúcula para acompanhar o peito de frango grelhado.  Ficou divino!

E com a ajuda da quinoa eu começo a maratona para perder os quilos extras que ganhei nas longas sessões de estudos!  Porque estudar engorda!  Tenho misturado diferentes ingredientes com essa bichinha para fazer saladas com uma certa "sustância”, sabe?  E funciona!!  Aceito mais idéias de como usar a quinoa.  Se você tiver uma receita, divide aí nos comentários que eu vou testar ;)

Ex corde.      

Passar no MPJE: Check ✓

E se eu disser que estou tendo dificuldades de assimilar que eu cheguei ao final do processo?  Que acabou?  Que o resultado da prova de sábado significa que a próxima etapa é atualizar o currículo e correr atrás de emprego na minha profissão?  E que agora finalmente eu posso dizer que sou Farmacêutica?  E se eu disser que ao invés de ficar super alegre eu só conseguia chorar? Só conseguia pensar na dificuldade que foi chegar até aqui e chorar?  Você acredita?  O resultado saiu ontem no site no início da tarde e eu ainda estou processando a idéia. Fiquei sem saber muito bem como funcionar. Marido catou meu currículo antigo no computador dele e eu estou com o arquivo aberto aqui desde ontem esperando para ser atualizado. Esperando o quê exatamente eu não sei. Mas ao mesmo tempo já pesquisei por empregos e até achei uma vaga interessante. Cliquei no “APPLY NOW”, comecei a preencher os meus dados e paralisei. Porque eu não sei. Caramba, quis tanto chegar até aqui e agora tô amarelando?? Conversava sobre isso com o Marido e ele só sabia fazer sons com a boca mais ou menos assim: prrrráááááááá, pummmmm, trééééééééé. E se acabava de rir dizendo – em português perfeito – que eu estava peidando na farofa. Como não rir desse gringo que sabe mais português do que deveria? Como não rir de mim mesma nesse turbilhão de sentimentos?

MPJE_Ex corde

Sobre essa última prova.  Mesmo esquema adaptativo feito no computador.  Igual as outras três últimas.  Acho que nem sei mais fazer prova com papel, caneta, folha de respostas.  Um minuto e meio para cada questão.  Eram noventa no total, mas apenas 75 valiam pontos enquanto as outras eram questões de teste.  Só que a gente não tem como diferenciar qual vale ponto ou qual é teste.  Poucas questões foram diretas, apenas algumas que pediam prazos.  Quase todas as outras apresentavam cinco alternativas corretas e eu tinha que escolher a que melhor se encaixava na situação descrita.  Até as leis mais simples eram colocadas de um jeito que fazia eu coçar a cabeça.  É que a prova inteira força a interpretação da legislação dentro do julgamento profissional que é esperado de cada farmacêutico.  Ou seja, você pode até ter decorado todas as leis ao pé da letra que ainda assim vai precisar confiar nos seus instintos na hora de responder as questões da prova.  Com isso, é muito difícil sair com a sensação de que tudo estava sob controle, que fiz uma boa prova, que acertei uma quantidade boa de questões.  Até porque o nível de dificuldade da prova vai aumentando conforme o candidato vai acertando e vice versa.  Diz a lenda urbana que se você sai da prova sentindo que tomou noventa socos na cara e tem a cer-te-za de que se deu muito mal, é porque você passou!  Foi mais ou menos isso que aconteceu comigo.

Estudando para o MPJE_Ex corde

* Uma das últimas fotos das milhares de sessões de estudo.

Todo o estudo e todas as horas dedicadas valeram a pena.  Não foi fácil em vários sentidos, não só apenas em ter que desenvolver uma capacidade autodidata para aprender o beabá da Farmácia Clínica na mesa da sala de casa.  Foi difícil aceitar que a minha vida iria estar quase suspensa nesse tempo.  Lidar com a frustração não é mole.  Cair, levantar e sacodir a poeira exige um certo talento.  Ou foco.  Ou os dois.  E um marido mais do que compreensível que sabe separar o seu verdadeiro “eu” daquele ser possuído nos momentos de fúria.  Thanks, baby!  E ainda olho para trás meio incrédula de que eu realmente cheguei até aqui.  Agora é só esperar o Conselho Estadual do Texas mandar a minha licença pelo correio!  Ah, mas como já vi que o pessoal do sul é mais devagar, acho que só deve chegar aqui no ano que vem!  Para quem ‘esperou’ tantos anos, agora vai ser fácil!  

E um muito obrigada para quem sempre torceu por mim silenciosamente ou com mensagens de encorajamento!  Thanks y’all :)

Ex corde.

FPGEE  Toefl  Estágio  Naplex

Uma vez, enquanto folheava um guia de turismo local, vi que existe um jardim japonês em San Antonio e desde então fiquei com vontade de visitar.  Mas sabe como é aquele negócio de morar numa cidade e nunca ter ido em certos lugares?  É aquela coisa de achar que vai estar sempre ali e por isso não é preciso dar um pulinho lá tão cedo?  Pois é, quase acontecia isso.

Entrada Japanese Tea Garden SA_Ex corde

Aí aproveitando que a minha amiga-madrinha queridíssima Carol estava passando uns dias por aqui e a gente (eu!) precisava de uma programação leve naquele domingo ressaqueado pós-sabado de balada, lembrei do jardim japonês.  Arrastei o Marido junto que não estava muito empolgado com o passeio a princípio, mas que acabou aproveitando para testar as funções da máquina fotográfica nova que tinha acabado de chegar pelo correio.

Eu no Japanese Tea Garden de San Antonio_EX corde

E que surpresa boa descobrir esse lugar tão agradável com um jeitão de entocado no meio do nada logo ali do lado da 281, uma mas maiores vias de acesso de San Antonio que corta a cidade de norte a sul.

Japanese Tea Garden_Ex corde

Duas coisas logo de cara já saltam aos olhos de quem está acostumado com a paisagem do Texas: a água e o verde das árvores.

Carol e eu_Ex corde

A vegetação é densa e com plantas exóticas.  Há flores.  E os caminhos de pedras e as pontes conduzem quem passeia a dar uma volta completa na lagoa.

Ex corde_Japanese Tea Garden (6)

O jardim passa uma sensação de tranquilidade bem gostosa.  E como os dias em San Antonio são quase sempre ensolarados, o jardim ganha uma iluminação maravilhosa.  É bem legal para tirar fotos ou simplesmente para renovar as energias.

Ex corde_Japanese Tea Garden (7)

O Japanese Tea Garden de San Antonio tem mais de 90 anos de história.  Em 1917, Ray Lambert era o administrador de parques da cidade e teve a idéia genial de transformar uma área abandonada que funcionava como uma antiga pedreira em jardim.  E tudo com o uso de doações.  

Ex corde_Japanese Tea Garden (10)

Por isso que a lagoa fica no meio do buraco que as escavações criaram no local.  Alguém já viu como uma pedreira destrói a paisagem?  Existem várias aqui em San Antonio, inclusive uma é bem visível para quem chega de avião na cidade.  Dói só de olhar!   

Japanese Garden_EX corde

As melhorias no local continuaram nos anos seguintes, como a construção de uma pequena vila para atrair turistas com a venda de artesanato mexicano.

Japanese Tea Garden SA_EX corde

Mas foi só em 1926 que Kimi Eizo Jingu, um japonês-americano morador de San Antonio e importador de chá, foi convidado pela cidade para se mudar para o jardim.  Ele abriu o Bamboo Room e passou a servir chá e lanches.

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Em 1942, a família de Jingu foi mandada embora do local como uma reação aos resultados da Segunda Guerra Mundial.  Uma família chinesa operou o local pelos vinte anos que seguiram e o jardim ficou conhecido como Chinese Sunken Garden.

Ex corde_Japanese Tea Garden (11)

Na década de 80 houve uma cerimônia oficial para renomear o local homenageando a mémória então falecido Jingu e que contou com a presença de seus filhos e de autoridades do Governo Japonês.

Ex corde_Japanese Tea Garden (5)

Carpas no JApanese Tea Garden _EX corde

O jardim japonês abre todos os dias com o nascer do sol e fecha quando escurece.  Fica perto do zoológico e parece ser bem frequentado por casais, famílias com crianças, turistas e até gente que está atrás de um lugar gostoso para ler um livro.  Para ficar melhor ainda, a entrada é de graça!  

Eu, Marido e Carol_EX corde

Quando preparava esse post, descobri que eles alugam a imponente Pagoda que existe na entrada no jardim para eventos e eu fiquei imaginando um casamento acontecendo ali.  Descobri também que lá acontece um festival anual de Sushi & Sake no início de outubro.  Perdi por pouco esse ano.

Ex corde_Japanese Tea Garden (2) 

Bonito, né?  E isso tudo em San Antonio.  Nunca imaginei.

Japanese Tea Garden of San Antonio_EX corde

E para terminar, aí vai um beijinho nesse cenário bacana devidamente registrado pela madrinha desse casório!  ♥ ♥ ♥        

Ex corde_Japanese Tea Garden (3)

Ex corde.

Japanese Tea Garden
3853 N. St. Mary’s St. San Antonio, TX 78212
Phone: 210-212-4814

O lado B do Recomeço

Ando ausente e meio anti-social.  Mais uma prova pela frente tem me feito colocar todo o resto da minha vida no final da fila de prioridades.  Me sinto ausente de mim mesma vendo os dias e as semanas voarem numa rapidez absurda.  É como se o meu corpo acordasse todos os dias para estudar e só parasse na hora de dormir.  E como se a minha mente saísse de mim e observasse essa rotina diária.  Dá um nervoso quando penso que o que está passando é a vida e que diabos eu estou fazendo com ela?  Isso tudo vale mesmo a pena?  Depois de muito queimar os miolos, descobri que estou atrás daquilo que eu acho ser a única coisa de mim mesma que restou após tantas mudanças na vida.  Não tenho problemas com recomeços.  Nunca tive.  Se algo não está bom, não tenho medo de arriscar.  Encaro o novo de braços abertos, mergulho de cabeça, me permito experimentar, tentar mais uma vez.  E o lado bom disso tudo sempre foi muito claro para mim – é excitante, traz curiosidades e uma vontade de aprender mais e mais sobre ele.  É quando eu me transformo numa tela branca pronta para ser pintada seja lá do que for.  É um mecanismo de sobrevivência brilhante!  Na minha história pessoal, essa capacidade me permitiu experimentar coisas – e pessoas, lugares, jeitos – que eu jamais desconfiei gostar.  É quando a mudança interior passa a acontecer.  Não sou a pessoa que eu era antes.  Com certeza eu não permaneceria eu mesma ainda que continuasse morando na mesma rua que nasci fazendo exatamente as mesmas coisas que sempre fiz.  Mas a pessoa que eu poderia ter me transformado certamente não seria a pessoa que eu sou hoje por causa dos desafios específicos que eu aceitei enfrentar.  Perdoe-me por afirmar o óbvio.  E já me vi em muitas situações onde eu teria que absorver o novo, ou teria que desistir.  E como desistir não faz parte de mim, eu não tinha escolha.  Só que quando absorver o novo passa a ser uma constante, muitas confusões podem acontecer dentro da cabeça.  Aconteceu na minha.  É aí que o lado B dos recomeços pesa e exige um certo foco para não se perder nessa trajetória.

Há quase uma década que eu venho abraçando o novo com muita vontade.  Fui contabilizar: foram seis mudanças em dez anos.  Novos lugares, novos amigos, novos ares.  Não apenas uma nova casa, mas também uma nova cidade, um novo estado e até um novo país.  E mais mudanças dentro do novo país.  Novas atividades, novos ritmos de vida.  Tudo novo e diferente daquilo que eu fazia & tinha.  Muito mais coisas novas sendo absorvidas até chegar no ponto em que eu me vi tendo dificuldades de me reconhecer.  A idéia que eu tinha de mim mesma ficou presa no passado e não correspondia com o meu “eu” real.  Quem sou eu mesmo?  Um monte de coisas novas que não necessariamente refletem a minha personalidade?  O que eu gosto de fazer mesmo?  Faço isso e aquilo porque é o que tem disponível onde estou agora ou porque realmente eu gosto de fazê-los?  O que me diverte?  Ou estou fazendo apenas para me sentir parte da nova realidade?  As perguntas são respondidas com mais perguntas apontando claramente a confusão de idéias que tomaram conta de mim.  E os pensamentos turbulentos se manifestaram através de sentimentos não muito confortáveis.  E tudo isso porque eu estava receptiva aos acontecimentos ao meu redor.  Mas essa consequência não é um lugar legal para estar.

Marshmellow Heart_Ex corde

Depois de uma longa & honesta conversa comigo mesma que se transformou num falatório sem fim no ouvido do meu paciente Marido, acabei conseguindo responder às minhas próprias perguntas.  A minha disciplina quase obsessiva com os estudos para tirar a licença profissional é uma busca importantíssima de uma parte de mim mesma que sempre foi minha.  Percebi que preciso ter algo que sempre foi meu.  Algo que esteve presente em quem eu fui e que esteja presente em quem eu sou.  E no meu caso onde não existe nada mais, a minha profissão preenche essa lacuna.  Não, ela não me define, mas ela me traz um senso de pertencer a alguma coisa que equilibra todo o resto.  Afinal, tudo o que me cerca hoje é estrangeiro, é diferente, é de outra cultura, é de outra língua.  É algo que por mais que eu tente & queira, não vai conseguir voltar ao passado e fazer parte de mim como o todo.  Aquilo que foi integrado a mim a cada mudança faz parte do meu novo eu.  Faz sentido?  Talvez daqui há muitos anos isso faça parte do meu eu num contexto mais integral, caso eu não continue mudando, não sei dizer.  Mas por enquanto ainda existe uma sensação de não pertencimento e por isso a relevância de ter um referencial só meu.  Tive um A-HÁ moment onde as peças se encaixaram, tudo fez mais sentido e eu descobri o que falta para não perder completamente o meu senso de identidade pessoal após abraçar tantas mudanças.  E o melhor, sem odiar a idéia de ter que recomeçar mais uma vez se assim a vida se desenrolar frente aos meus olhos. 

Xiiii, trouxe o meu falatório até aqui… foi mal, e obrigada pelo “ouvido”.

Ex corde.