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Posts Tagged ‘Biblioteca’

Ao entrar na biblioteca pública, eu coloco meu celular no silencioso.  Não é nem naquele modo que a vibração é tão alto quanto um toque; meu celular só acende uma luz quando alguém me liga.  E caso essa luz acenda, eu vou lá para fora (= rua) atendê-lo.  Não fico falando baixinho porque eu sei que incomoda.  Eu tomo cuidados especiais para não fazer barulhos desnecessários.  Sempre levo um lanchinho e se seja-lá-o-que-eu-for-comer tiver um embalagem que faça barulho, eu desembalo em casa antes de ir.  Não levo nada crocante demais para comer assim ninguém tem que ouvir as minhas mastigadas.  Eu não viro páginas violentamente, eu não jogo as canetas na mesa, eu não arrasto cadeira, eu não batuco, não cantarolo e evito dar aquelas respiradas profundas com muita frequência.  Eu bebo água cuidadosamente para não fazer GLUP, GLUP bem alto.  Não explico para mim mesma a matéria em voz alta.  Me irrito com o barulho do teclado do meu computador, mas ainda não inventaram uma maneira silenciosa de digitar então não tem jeito.

A minha experiência como frequentadora de bibliotecas me faz concluir que sou um bicho em extinção porque raramente encontro alguém que se comporte assim.  Não sei se estou sendo exagerada, mas não consigo conceber a idéia do celular tocar musiquinhas irritantes bem alto entre prateleiras de livros com várias pessoas estudando nas mesas em volta.  Mais difícil de entrar na minha cabeça ainda é o indivíduo de gosto duvidoso para toques de celular atender a p**ra da ligação e começar a conversar como se estivesse na sala da sua casa.  Acho uma completa falta de respeito.  E eu sou daquelas que faz xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii pedindo silêncio.  Ó céus, queria ser mais focada e menos distraída para não me incomodar com coisas desse tipo.  Eu teria menos rugas no rosto!

Ainda tem outra coisa que me incomoda em bibliotecas públicas americanas: a quantidade de crianças!  É muito bacuri gritando, correndo, falando alto, cho-ran-do, berrando ao mesmo tempo.  Até onde eu sei, biblioteca é um local de estudo, de leitura e de pesquisa, sabe?  Por isso existem áreas designadas para tal, mas alguns pais insistem em levar seus pequenos para onde adultos tentam se concentrar.  Não entendo.  Deixei de ir na biblioteca perto de casa por causa da falta de estrutura para estudos individuais.  Há duas salas silenciosas designadas para tal, mas que contam com paredes de vidro com vista para o parquinho infantil.  Não há vidro temperado que bloqueie a gritaria.  E a movimentação que distrai?  Será que eu sou tão facilmente distraída assim?  E as mesas para estudos ficam distribuídas ao longo da área de circulação.  Como não perceber cada vez que a porta da biblioteca abre?  Será que o engenheiro e/ou arquiteto pensaram nisso ao projetar aquele prédio novo e super moderno?  Desisti de lá.  

Aí essa semana encontrei uma biblioteca que me faz um pouco mais feliz.  É mais longe de casa, mas a área infantil completamente separada da área adulta faz valer a pena os 15 minutos a mais.  Não há salas individuais, mas as mesas para estudos são posicionadas lá no fundo da biblioteca longe da área de circulação.  Não é o ideal, mas funciona.  Só que ainda assim a raça humana consegue se superar: hoje um rapaz sentou na área semi-privada de estudos individuais com um bebê no carrinho; outro dia um senhor emitia sons estranhíssimos e altíssimos enquanto lia seu livro; tem uma senhora que trabalha a biblioteca que fala como se estivesse com um alto falante e invariavelmente tem sempre alguém atendendo a porcaria do celular.  Coloco o meu phone de ouvido, aumento o som da Sinfonia N₀40 de Wolfgang Amadeus Mozart e tento alcançar a minha concentração perdida.  Às vezes funciona.

Agora pergunto, será que estou exigindo um comportamento excepcional para os frequentadores de uma biblioteca?  Seria eu uma pessoa super cri-cri?  Ou a galera tá se perdendo no quesito bom senso?

Ex corde.

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Meus pais passaram duas semaninhas deliciosas comigo e foram embora deixando tudo bagunçado, metaforicamente falando.  Fora de rotina, fora de ordem, fora de propósito e com uma saudade safada que incomoda.  Essa sensação de que estou sem saber para onde ir é comum sempre que eles voltam para o Brasil.  Por que eu ainda não aprendi a lidar com essa bandida?  É, despedidas são meu ponto fraco mesmo.

E para piorar as minhas carências afetivas, Marido anda viajando muito a trabalho.  Ando tão amarga com essa vida militar que nem quero começar a resmungar por aqui para não encher o saco de ninguém.  E o que me resta são meus livros.  Estou tentando voltar a estudar em um ritmo mais produtivo para dar algum sentido nisso tudo, mas encontrar o tal do foco não tá fácil.  Ainda está para nascer uma pessoa mais sem foco do que eu…

Na biblioteca_Ex corde

Aí eu devoro uma balinha de menta atrás da outra enquanto estudo.  Mamãe & eu adoramos latinhas e essa aí da foto cheia de balas nos acompanhou em cada cantinho visitado de San Antonio.  Parece que cada bala carrega consigo o sabor de ter meus pais ao lado, loucura total do tipo “estou levando meus pais para a biblioteca pública comigo”, sabe?  Pausa para pegar uma balinha enquanto escrevo.  

Tá vendo? Tá tudo esculhambado. 

Mas não desistam de mim que assim que eu me encontrar nessa bagunça, eu volto com uma porção de lugares legais que visitamos por aqui.  Essa cidade realmente é uma graça e proporciona muita diversão para os visitantes!

Beijos.  Tchau.

Ex corde.  

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Library Fashion (2)   Library Fashion (6)

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Agora a nova moda é me vestir bonitinha e confortável para ir para a biblioteca.  É que as longas horas sentada pedem algo que não vire desculpa para parar de estudar e ir embora.  Estudar em casa de pijama era confortável, mas muito nocivo à minha auto-estima.  Então cá estou eu buscando o equilíbrio de novo! 

E por falar em pijamas, os frequentadores da biblioteca não se envergonham nem um pouco em desfilar os seus.  Talvez seja porque eu me envergonho em dobro por eles…  Mas eu não me intimido com a moda deles não.  Hoje enrolei um cachecol no pescoço, joguei o meu moletom-com-cara-de-casaco por cima da minha oversized t-shirt e voilà!

Library Fashion (3)   DSC_0171

Quentinha, arrumadinha & confortável.

Ex corde.

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Na biblioteca

Minha idéia de biblioteca era de um lugar silencioso, calmo, cheio de prateleiras de livros e pessoas sérias que sussurram ao invés de falar.  Acho que o clima interfere bastante no comportamento das pessoas.  Como temos uns bons seis meses de frio onde as crianças não podem brincar ao ar livre, a biblioteca acaba sendo uma alternativa.  Idas ao parquinho, passeios de bicicleta ou banhos de piscina são substituídos durante o inverno por tardes na biblioteca pública do bairro.  Eu acho o maior barato!

Sempre que vou estudar na biblioteca, vejo muitas crianças acompanhadas das mães lendo livrinhos infantis sentadas nas mini-cadeiras e mesas.  Lá elas também podem desenhar, pintar, recortar e colar, além de jogar jogos educativos no computador.  Existe toda uma estrutura física para as crianças na biblioteca para tornar a experiência agradável.  Isso porque além do clima, a idade escolar obrigatória aqui só começa a partir dos 5 anos. 

Olha só que bonitinho:

    library

Isso fica localizado numa área oposta onde as pessoas estudam.  Não atrapalha.  Dá até vontade de já ter filhos de 4 ou 5 anos que interagissem com livros… Pena que não há livros em Português para os pequenos…

 

Ex corde.

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