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Posts Tagged ‘Eleições’

Tenho acompanhado mal e porcamente a situação política brasileira por uma série de motivos.  Posso listar a falta de tempo, a pouca informação internacional nos notíciarios locais, o meu hábito de não assistir televisão e o meu ranço com meios de comunicações brasileiros (incluindo a internet) que distorcem a realidade.  Tudo isso junto tem ajudado para a minha alienação que é, até certo ponto, involuntária e que eu não me orgulho nem um pouco.  Tenho tentado juntar informações na internet através de sites mais sérios, mas ainda assim são visões de quem mora do lado de cá – um tanto diferentes da realidade do dia-a-dia brasileiro.   É meio complicado emitir opiniões quando já estou fora há algum tempo e não sinto o impacto do governo na minha vida e nem acompanho com mais detalhes os acontecimentos ao longo dos anos.  Muita coisa mudou e eu sinto que perdi o bonde.  Mas é um bonde perdido que eu não sei se teria como pegar pelo fato de não morar mais no Brasil.  Por mais que eu leia tudo o que eu achar na internet, ainda vai faltar coisa.  Isso com certeza é uma das desvantagens de morar fora.  A sensação é ruim, confesso! 

E para quem está se perguntando porque eu me importo, já que não moro no Brasil, a resposta é simples.  Me importo porque quero ver um Brasil melhor.  Quero que o meu país continue se desenvolvendo e crescendo para me oferecer mais uma alternativa para viver com qualidade.  Cada pessoa refugiada de guerra civil que encontro por aqui me faz torcer mais e mais pelo meu país.  Cada pessoa que hoje mora nos Estados Unidos e não pode voltar para o seu país de origem por N motivos que incluem guerras, diferenças religiosas, economia, furacões, tsunamis, etc, etc, etc, me faz desejar um Brasil que caminhe para frente.  Quero ver o Brasil cada vez melhor pelo simples fato de poder ter para onde voltar, ao contrário de muita gente que ‘esbarro’ por aqui.

Como uma autêntica brasileira enrolada que eu sou, perdi o prazo para transferir o meu título de eleitor e hoje não votei.  E como uma boa brasileira católica, hoje acabei fazendo o que me restava: eu rezei para ver um Brasil melhor!

Seja o que Deus quiser!

Ex corde. 

 

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McCain disse que vai aparecer e os jornais não falavam de outra coisa nessa manhã.  Depois da possibilidade de ser cancelado, agora sim o debate vai acontecer!  Estou ansiosa para assistir e formar uma opinião mais acertada sobre os dois candidatos, apesar de já ter uma simpatia pelo Obama e suas posições políticas.  Vai ser transmitido hoje à noite ao vivo lá de Mississipi, às 20 horas na CNN.

 

Ex corde.

 

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O debate foi muito interessante e me ajudou a entender muitas coisas. 

Obama é advogado formado pela Universidade de Havard e foi senador da república pelo estado de Illinois no período de 1997-2005.  Ele defende uma proposta mais populista onde fala, entre outras coisas, em criar um sistema de saúde público, garantir nível superior mais acessíveis ($$$) e inclusive em terminar com a guerra no Iraque gradativamente.  Foi com ele que eu descobri que a guerra custa 10 bilhões de dólares por mês.  Eu fiquei impressionada com a organização do raciocínio dele com respostas elaboradas e bem estruturadas. 

 

McCain é militar aposentado que foi prisioneiro de guerra entre 1967-1973, na guerra do Vietnã.  Ele foi deputado federal pelo estado do Arizona no período de 1983-1987 e é senador da república desde 1987.  A sua experiência política e militar é usada como ferramenta contra Obama.  Por ser um candidato republicano, sua plataforma é bem mais elitista e com propostas de beneficiar as grandes empresas na diminuição dos impostos, por exemplo.  Ele acredita, entre outras coisas, que esquentar a economia e gerar dinheiro para que cada um ganhe o suficiente para pagar pelo seu plano de saúde é a melhor saída.  McCain não é claro em suas posições e me confundiu com respostas subjetivas e muitas perguntas não respondidas.  Com o tom professoril, ele me irritou profundamente ao repetir muitas vezes de que o Obama não estava entendendo sobre o que se discutia. 

 

Nem preciso dizer que a minha simpatia pelo Obama cresceu, né?  Ele tomou uma postura super diplomática e reconhecia sempre que McCain falava algo significante.  Demonstrou muito carisma, tranquilidade e segurança naquilo de que falava.  O McCain?  Não engoli o ar de superioridade e risinhos irônicos.  Sei lá, acho que demonstrou falta de respeito com o seu adversário, como se não o considerasse à altura das suas experiências.  Para mim, isso diz muito sobre a personalidade de uma pessoa.  

 

Algumas das perguntas que o medidador fez no debate:

*   Como presidente, o que você teria que abrir mão para conter os gastos?

*   Que lições você tirou na guerra do Iraque?

*   Você acha que mais tropas americanas devem ser mandadas para o Afeganistão?

*   Como você vê a relação dos Estados Unidos com a Rússia?

 

Agora basta esperar as eleições para saber quem vai levar essa!

 

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