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Glühwein

Hoje enfrentamos o trânsito caótico pré-Natal – e as muitas pessoas no supermercado disputando perus – para comprar os ingredientes da ceia do dia vinte quatro & do almoço do dia 25.  No meio do clima festivo que paira no ar, dei de cara com uma prateleira cheia de glühwein enquanto esperava o Marido pegar as garrafas de moscato que vamos levar para a casa dos nossos amigos amanhã.  Era glühwein mesmo e eu quase não acreditei!  Trouxe uma garrafa para casa sem nem saber se seria um glühwein bom ou não.  

Glühwein_Ex corde (3)

O rótulo é lindo! Viajei na memória dos mercados europeus de Natal que visitamos no ano passado e dos muitos glühwein que provamos.  A versão européia do quentão (vinho quente com especiarias) era vendido ao ar livre em canecas perfeitas para ir descongelando de golinho em golinho.  Bebemos muitos em vários países diferentes e por isso trouxemos várias canecas para casa como souvenirs.  Para curtir o glühwein de hoje, escolhi uma caneca de Budapeste, enquanto Marido pegou uma de Viena.  E era uma delícia! 

Glühwein_Ex corde

Com o friozinho que faz lá fora, a lareira foi acesa para ajudar a esquentar.  Hugo adora assistir o fogo e assim logo se acomodou com a gente.

Glühwein_Ex corde (2)

Bebericamos o glühwein relembrando dos bons momentos daquela viagem e planejando as próximas.  Ah, sem falar dos filmes & músicas natalinas que deram o tom perfeito para recepcionar a véspera do Natal!

A Very Merry Christmas To All And To All A Good Night!

Ex corde.

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Paris – Segundo Dia

* Clique nas fotos para ampliá-las.

EXCORDE Panoramica Museu do Louvre

O nosso segundo dia começou cedo em Paris.  Pegamos o metrô até a estação Palais Royal/Musée du Louvre que já nos deixou praticamente dentro do Museu do Louvre na hora em que ele estava abrindo.  Eu acredito que o Louvre vale a visita até mesmo para aqueles que não curtem muito museu.  A arquitetura do prédio em si já é uma obra de arte. 

EXCORDE Museu do Louvre   EXCORDE Museu do Louvre (2)

EXCORDE Museu do Louvre (5)   EXCORDE Museu do Louvre (3)

EXCORDE Museu do Louvre (7)   EXCORDE Museu do Louvre (6)

EXCORDE Museu do Louvre (4)   EXCORDE Museu do Louvre (8)

Também acho super válido dá um pulinho nas principais obras.  É interessante pegar um mapa na entrada com os highlights para maximizar o tempo e não se perder tanto.  Fizemos um tour de mais ou menos 2 horas e meia lá dentro e priorizamos as seguintes exibições:

Mona Lisa de Leonardo da Vinci:  a pintura mais famosa do mundo está atrás de uma proteção de vidro após um ataque armado com faca!  Ela não é tão grande ou majestosa como o imaginário de muita gente pensa, mas tem sua importância artística.  Também conhecida como La Gioconda, a Mona Lisa é um marco do Renascentismo, onde a idade média dava espaço para uma época mais moderna na história européia.  Se puder, programe a visita para de manhã cedo ou no final do dia para evitar multidões.  Os turistas orientais (japoneses, coreanos, chineses e afins) chegam em grupos enormes invadindo e incomodando a todos com um estilo bem ‘sem-noção’ mesmo.

EXCORDE Mona Lisa (2)

Venus de Milo: é uma escultura de mármore de 2 metros de altura que foi encontrada na ilha grega de Milo em 1820.  Ela é considerada a deusa do amor (afrodite) e parece ter sido esculpida entre os anos 130 e 100 a.C.  Seus braços nunca foram encontrados.

EXCORDE Venus de Milo

Vitória de Samotrácia: ou ainda Nike de Samotrácia, é outra escultura em mármore que foi encontrada, sem cabeça, na ilha grega de Samotrácia.  Ela é uma homenagem para a deusa da vitória (Nike) e também uma celebração da vitória de uma batalha marítima.  A escultura está localizada no topo de uma escadaria que leva para a sala da Mona Lisa.  Não dá para perder!

            EXCORDE Nike de Samotracia       EXCORDE Vista lateral da Nike de Samotracia

Código Hamurabi: é o conjunto de leis escritas mais antigo já encontrado.  As leis foram talhadas em rocha e representam o documento mais bem preservado da antiga Mesopotamia.  Os escritos são em caracteres cuneiformes e apresentam artigos regulam a vida cotidiana.  Muito bacana!

    EXCORDE Codigo Hamurabi (2)    EXCORDE Codigo Hamurabi

No caminho dessas quatros principais exibições ainda vimos várias outras.  Umas nem tão famosas, mas lindíssimas.  Outras nem tão lindas assim.  Mas o mais legal de tudo é caminhar pelos pavilhões do Louvre e tirar as suas próprias conclusões.  Aqui vai mais um bocado de fotos aleatórias tiradas dentro do museu:

EXCORDE Louvre (5)   EXCORDE Louvre (3)

EX CORDE Salle de Joconda         EXCORDE Mona Lisa

EXCORDE Louvre (2)   EXCORDE Louvre

EXCORDE Esfinge   EXCORDE Galeria Louvre com Nike Samotracia ao Fundo

EX CORDE Musee du Louvre Paris   EXCORDE Detalhes do Teto Museu Louvre

EXCORDE Esculturas Museu Louvre Paris (4)   EXCORDE Interior do Museu do Louvre em Paris (2)

Uma paradinha para água, café e um docinho no  Cafè de la Pyramide, dentro do Louvre mesmo.  Lá ainda tem um Starbucks, mil lojinhas com souvenirs e até uma agência do correio para quem quiser ter um selo carimbado pelo Louvre.

EXCORDE Cafe de la Pyramide  EXCORDE Cafe de la Pyramide (2)

Mais um pouquinho lá de dentro:

 EXCORDE Interior do Museu do Louvre em Paris   EXCORDE Esculturas no Louvre

EXCORDE Pinturas do Louvre     EXCORDE Esculturas Museu Louvre Paris (2)

EXCORDE Esculturas Museu Louvre Paris   EXCORDE Detalhes do Teto Museu Louvre (2)

EXCORDE Esculturas Museu Louvre Paris (3)   EXCORDE Esculturas no Louvre (2)

EXCORDE Pinturas no Louvre   EXCORDE Entrada do Louvre

Terminamos a visita no início da tarde pela saída que dá diretamente na rua Quai du Louvre, de frente para o Rio Sena.  Paris possui muitas pontes que atravessam o Sena.  Elas são todas charmosérrimas com um quê de filme, sabe?  Enfrentamos o frio que fazia para curtir uma das pontes (de pedestres) mais românticas de Paris – a Ponte das Artes.  Existe uma tradição em que os enamorados trancam cadeados com seus respectivos nomes e jogam a chave no Rio Sena como um símbolo do compromisso eternizado. 

EXCORDE Pont des Arts Paris (4)   EXCORDE Pont des Arts Paris (8)

EXCORDE Pont des Arts Paris (2)   EX CORDE Ponte das Artes Paris

 EXCORDE Pont des Arts Paris (3)  EX CORDE Ponte das Artes Paris (2)

Não trancamos cadeados com nossos nomes, mas com certeza aproveitamos o visual belíssimo que a Ponte das Artes tem da Pont Neuf e de Paris.  É algo que se vê em cartão postal de tão bonito que é.  Não é à toa que os casais apaixonados se inspiram ao atravessar essa ponte – a paisagem é de tirar o fôlego! 

* Vale a pena ampliar as duas primeiras fotos para ver os detalhes!

EXCORDE Pont des Arts Paris (7)   EX CORDE PonteDasArtes (2)

EXCORDE Eu na Ponte das artes Paris   EX CORDE PonteDasArtes (3)  

Caminhamos pela margem do Sena curtindo o visual parisiense que inclui o Rio Sena e suas pontes, as barracas de livros usados, cartão postais e souvenirs, os prédios baixinhos com a arquitetura tão característica de Paris incluindo os mendigos com seus inusitados cachorros.  Foi uma caminhada deliciosa onde podemos sentir um pouco da capital francesa.

EXCORDEPonte das artes   EXCORDE Pont des Arts Paris (5)   

EXCORDE As margens do Rio Sena Paris (8)    EXCORDE As margens do Rio Sena Paris (6)

EXCORDE As margens do Rio Sena Paris (16)   EXCORDE As margens do Rio Sena Paris (13)

EXCORDE As margens do Rio Sena Paris (9)   EXCORDE As margens do Rio Sena Paris (11)

 EXCORDE As margens do Rio Sena Paris (14)   EXCORDE As margens do Rio Sena Paris (15)

Continuamos a caminhada seguindo as placas para a Saint Chapelle.  Eu não tive a chance de entrar nela na última vez que estive em Paris e dessa vez não deixei a oportunidade passar.  Marido vivia repetindo que essa é a igreja gótica mais linda que ele já visitou e eu só não conseguia entender quão linda ela era.  Do lado da rua quase não dá para vê-la.  É preciso entrar no prédio, passar pelo raio-x para então chegar até ela.  Não deixe a fila intimidar!

EXCORDE Saint Chapelle vista da rua em Paris   EXCORDE Entrada da Saint Chapelle

EXCORDE SAINT CHAPELLE PARIS   EXCORDE SAINT CHAPELLE PARIS (2)

A sua beleza é interior e quem tá de fora não tem nem como imaginar como é dentro.  O primeiro andar me lembrou um pouco a Igreja de Mathias em Budapeste na Hungria por causa de suas cores fortes nada convencionais em igrejas católicas e muito menos nas igrejas góticas.

EXCORDE Saint Chapelle Primeiro Andar Paris (2)   EXCORDE Saint Chapelle Primeiro Andar Paris

A surpresa e beleza maior para mim estavam no segundo andar.  Quase todas as paredes são em vitrais que me fizeram duvidar do que os meus olhos estavam vendo.  Muito bonito, nunca vi um trabalho igual!

EXCORDE Saint Chapelle (2)   EXCORDE Saint Chapelle

EXCORDE Saint Chapelle Teto   EXCORDE Saint Chapelle (3)

De lá, é uma caminhada curta até a famosa Catedral de Notre Dame de Paris – um exemplo clássico da arquitetura gótica francesa.  Como eu já tinha visitado antes, aproveitei para dar uma aliviada na pressão do meu joelho e colocar o pé para cima.  Marcamos uma hora & um ponto de encontro e todos aproveitaram!  Marido subiu as centenas de degraus para tirar umas fotos espetaculares lá de cima com direito aos monstrinhos góticos colocados estrategicamente para espantar os maus espíritos.

EXCORDE Notre Dame de Paris (3)   EXCORDE Imagens do Alto da Notre Dame Paris (2)

EXCORDE Imagens do Alto da Notre Dame Paris (6)   EXCORDE Notre Dame de Paris

EXCORDE Notre Dame de Paris (2)   EXCORDE Imagens do Alto da Notre Dame Paris

EXCORDE Imagens do Alto da Notre Dame Paris (4)    EXCORDE Notre Dame de Paris (4)  

Terminamos o segundo dia em Paris na Place de la Concorde, uma praça histórica que se tornou o símbolo da Revolução Francesa em 1792.  Onde hoje está o seu monumento central, era localizada a guilhotina.  A Praça da Concordia tem o Jardin des Tuileries de um lado e pelo outro marca o início da Avenida Champs Élysées

EXCORDE Obelisco Place de la Concorde Paris   EXCORDE Place de la Concorde Paris

EXCORDE Jardin des Tuileries Paris   EXCORDE Torre Eiffel vista da Place de la Concorde

Deu para ter uma visão mais panorâmica por causa do passeio na roda gigante que estava montada desta vez na Place de la Concorde.  Assim, nós vimos a noite chegar e a Torre Eiffel se acender.

EXCORDE Roda Gigante na Place de la Concorde Paris (3)   EXCORDE Roda Gigante na Place de la Concorde Paris (2)

EXCORDE Roda Gigante na Place de la Concorde Paris (4)   EXCORDE Roda Gigante na Place de la Concorde Paris

Caminhamos no sentido da ponte chamada Pont de La Concorde e fizemos uma caminhada gelada, mas deliciosa ao longo do Rio Sena vendo as luzes da cidade brilhando por todos os lados.  A próxima ponte era a Ponte Alexandre III, que é belíssima.  De lá, ainda ficamos admirando o Hôtel des Invalides ao fundo com suas luzes acesas antes de seguir de volta para o nosso hotel.

EXCORDE Rio Sena Paris    EXCORDE Palais Bourbon Paris

EXCORDE Pont Alexandre III Paris   EXCORDE Quai dOrsay Paris  

EXCORDE Rio Sena Quai dOrsay paris    EXCORDE Pont Alexandre III Paris (3)

EXCORDE Ruas de Paris a noite     EXCORDE Pont Alexandre III Paris (2)  

Ex corde

Primeiro Dia em Paris

Terceiro Dia em Paris

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Bratislava, Eslováquia

Ainda sobre a viagem de dezembro…

Bratislava e Viena são as duas capitais do mundo mais próximas geograficamente.  É pertinho mesmo, embarcamos no ônibus e em 1 hora nós já estávamos lá. 

Bratislava

A capital da Eslováquia – que era uma extensão comunista do pós-guerra – se transformou em uma capital de médio porte super relaxada e agradável em um pouco mais de uma década.  O seu centro histórico é pequenino e foi renovado completamente.  É uma graça!  A maior parte é para pedrestes apenas e carros não podem entrar.  Os cafés são convidativos e com o frio que estava fazendo na ocasião da nossa visita, se tornaram essenciais!!  (Os lugares mais chiquezinhos na Europa servem café com um copINHO de água ao lado)

  Cafe Slovenska

  Cafe do Marido

Passamos a metade de um dia visitando Bratislava, um dia extremamente frio!  Acho que foi o dia mais miserável de toda a viagem, em termos de clima.  Nosso ônibus nos deixou ao lado do Rio Danúbio onde a umidade e vento nos recepcionaram deixando óbvio quem mandava ali.  A temperatura estava em torno de uns 5 graus negativos, mas a sensação térmica era absurdamente mais negativa ainda.   Encontramos a guia local que festejava a melhora do clima: segundo ela o termômetro marcava MENOS 11 dois dias antes.  Confesso que foi difícil assimilar as informações históricas dadas por ela, pois o vento congelado penetrava as roupas de frio redirecionando a minha atenção toda – eu só tentava encontrar uma maneira de proteger as minhas extremidades e evitar mais dor.  Foi desconfortável, mas deu para ter uma idéa que Bratislava é uma cidade bacana!  Saímos de lá com vontade de ter mais tempo para ficar e curtir a capital da Eslováquia.  Ou quem sabe voltar em uma outra oportunidade em outra estação do ano? 

Rio Danubio na Eslovaquia

O Rio Danúbio (foto acima) banha a cidade e fica bem perto do centro histórico.  Na sua direita, tem uma construção quadradona com uma torre em cada canto isolada no alto de um morro: é o Castelo de Bratislava (Bratislavský Hrad em eslovaco).  Dizem que a vista lá de cima é excelente, pois dá para ver a Áustria e, quando o céu não está nublado, dá para ver a Hungria também.  Por causa do frio miserável que fazia, decidimos não subir o morro.  E não foi possível visitar o castelo por dentro, pois ele estava fechado para restauração. 

Bratislavsky Hrad (Castelo de Bratislava)

O castelo é considerado o símbolo da cidade e muitas lendas estão conectadas com a história do país.  Durante a ocupação turca de Budapeste, o castelo era o endereço da realeza húngara.  Um incêndio destruiu o forte em 1811 e as ruínas permaneceram lá por quase 150 anos até Governo Comunista iniciar a restauração na década de cinquenta.  Ouvimos dizer que o castelo por dentro é meio sem graça repleto de paredes brancas e vazias.  Ouvimos dizer também que dá para subir na torre e aproveitar a vista ainda mais. 

Outra atração em Bratislava é a Nový most (Ponte Nova), uma ponte sobre o Rio Danúbio que parece ter saído de dentro do filme Guerra nas Estrelas.  A parte que parece uma nave espacial é um restaurante chamado UFO e conta com um observatório de 90 metros de altura na parte superior.  A entrada custa € 6,50, mas o acesso pode ser gratuito se você comer no restaurante. 

Novy most (Ponte Nova)

Durante muitos séculos, Bratislava foi  um dos mais importantes centros eruditos judaicos na Europa Central.  A área abaixo do castelo era o antigo bairro judeu e possuia mais de vinte escolas e sinagogas.  O bairro sobreviveu praticamente intacto até a Segunda Guerra Mundial até quando, sob o governo eslovaco marionete do poder nazista, deportou os judeus para campos de concentração na Polônia.  Depois da guerra, o governo comunista construiu uma avenida para tentar apagar os resquícios.  Para quem interessar, o Museu da Cultura  Judaica (Múzeum Zidovskej Kultúry) conta mais sobre a história com fotos e documentos.   

Antigo Bairro Judeu    DSC_0956

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Após algumas horas em Bratislava, percebemos que os pontos turísticos não são mundialmente conhecidos, famosos e em grande quantidade.  Na verdade, é aí que mora o encanto da capital da Eslováquia – mais locais do que turistas são vistos nas ruas e assim acabamos mais expostos ao dia-a-dia de quem mora lá.  Não demorou muito para a gente sentir entender o que é que ela tem de tão especial!  O seu centro histórico (Old Town) é um dos menores do leste europeu e, por causa do seu tamanho, todo o charme está concentrado.  As ruas de paralelepípedos foram renovadas nos últimos 10 anos trazendo vida para aquela área.  Por isso vimos tantos jovens, crianças e muita gente simplesmente curtindo o centro histórico, os bares, restaurantes e cafés.  Dizem que no verão, há mesas na frente dos restaurantes e as pessoas passam horas aproveitando o dia.  A seguir, algumas fotos à caminho da praça principal.

Centro Historico de Bratislava   Centro Historico de Bratislava (2)   

Centro Historico de Bratislava (4)   Centro Historico de Bratislava (3)

Bratislava Old Town   Bratislava Old Town (2)

No inverno, nós tivemos a chance de conhecer o Mercado de Natal que ocupa a praça principal do centro histórico (Hlavne namestie) com suas barracas de comidas típicas, bebidas e artesanato.  Descobri que o mercado de natal em Bratislava é comparável com os grande mercados de Praga e Viena, mas ganha pontos pela simpatia dos vendedores locais, pela pouca quantidade de turistas e pelos preços infinitamente melhores.  Uma pausa para dizer que a Eslováquia é parte da União Européia, tem o Euro como moeda corrente e é um país muito bem sucedido economicamente.  Mas confesso que as banquinhas natalinas bloquearam os prédios históricos (a praça não é muito grande). Senti que tudo virou muito Natal e perdeu um pouco do ar tradicional que eu esperava ver.  Fato que só reinforçou a vontade de voltar lá em outra época do ano!  Como se vê, foi quase impossível tirar uma foto sem as benditas barracas de Natal.

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Bratislava também é conhecida pelas estátuas inusitadas espalhadas pela cidade.  A mais famosa delas é a Cumil (O Trabalhador), localizada na esquina das ruas Panska e Rybarska brana.  A estátua de bronze não representa nada nem ninguém, mas que todos os turistas tiram fotos nela.  E eu não fui diferente! 

The Worker Ainda na rua Rybarska brana, a gente encontra o Schoener Naci (Belo Inácio) cumprimentando as pessoas que por alí passam.  Essa estátua é um elegante símbolo da vida na cidade no início do século XX.  A lenda diz que ele enloqueceu por causa de um amor não correspondido.  E mesmo sendo muito pobre, ele andou pelas ruas de Bratislava por quase 40 anos super bem vestido.  Ele vivia da comida que os moradores da cidade doavam para ele e em troca, ele dava flores para as mulheres que passavam. 

Schoener Naci

A outra estátua que eu vi estava no meio da praça principal (Hlavne namestie) praticamente soterrada com mil barracas de Natal e adivinha?  Não consegui uma foto que prestasse!  Era a estátua de um Soldado do Exército Francês que mais parecia o Napoleão Bonaparte (o exército de Napoleão atacou Bratislava duas vezes).  Diz a lenda, que um soldado francês chamado Hubert se machucou nos ataques e acabou se apaixonando por um enfermeira de Bratislava.  Ele decidiu se mudar para lá e começou a produzir vinhos espumantes baseado na tradição francesa.  Hoje em dia, Hubert é o nome do espumante mais famoso da Eslováquia.  Achei uma foto dele aqui.

E tem ainda uma estátua chamada Paparazzi na esquina da rua Laurinska que nós desistimos de procurar por causa do frio do cão que fazia.  Achei uma foto dela aqui.  Quem sabe numa próxima vez?

Aprendemos que o inverno em Bratislava não é amigo do turista, mas ainda assim gostamos bastante da capital da Eslováquia! Vou terminando o post com uma foto do Teatro Nacional da Eslováquia (Slovenské národné divadlo) que fica em Bratislava, bem perto do centro histórico.  Na Eslováquia também se vive muito a cultura & música e o teatro deles é sempre muito utilizado.  Olha o site deles aqui.

Slovenské národné divadlo

Ex corde.
Nessa mesma viagem:

Viena, Áustria

Budapeste, Hungria

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Viena, Áustria

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Não foi a primeira vez que estive na Áustria.  Já conhecia a cidade de Innsbruck que fica na pontinha oeste do país, espremida entre a Alemanha, Suíça e Itália, numa região que se chama Tirol.  Mas essa foi a minha primeira vez em Viena e eu estava cheia de expectativas para conhecer a capital!  Fizemos o trajeto de Budapeste até Viena de ônibus – o que eu adorei!  Na verdade, adoro road trips e sempre que posso, troco a estrada pelo avião sem nem fazer força pensando!  E assim eu acompanhei a mudança de paisagem pela estrada me deliciando com o countryside da Áustria todo branquinho coberto de neve!  Lindo!

Na estrada    Na estrada entre Hungria e Austria

Viena é uma graça e me lembrou muito de Paris com os seus prédios baixinhos, construções centenárias, arquitetura clássica e aquele arzinho meio de cidade pequena com praças, parques e jardins.  Oh well, jardins esses que estavam bem congelados na ocasião.  Mas não posso deixar de dizer que o visual de inverno com árvores repletas de galhos secos e vestígios de neve deixava tudo simplesmente adorável.

Ruas de Viena (2)    Ruas de Viena (3)

Parques em Viena    Ruas de Viena (4)

Começamos a explorar Wein (Viena, em alemão) pelo coração da cidade.  Descemos pela lateral da Vienna Opera House na super movimentada Kärntnerstrasse com muitas lojas e muita gente até chegar na praça principal, a Stephansplatz.  Logo de cara parecia que algum evento estava acontecendo com toda aquela movimentação, mas depois percebi que tratava-se do borburinho turístico da capital da Áustria.  Nice!

centro de Viena    centro de Viena (2)

Fomos andando entre os prédios baixinhos, olhando vitrines e pessoas que passeavam com seus cachorros até dar de cara com a St. Stephen’s Cathedral.  A igreja é um dos pontos mais famosos de Viena definindo o centro da cidade.  Ela foi construída em 1147 d.C no estilo gótico e estava com grande parte da sua fachada em restauração.  Uma pena, pois os andaimes com os panéis de fotos tiraram um pouco a sua beleza.  A catedral é enorme dando até a impressão de que é meio desproporcional para aquela rua relativamente estreita.  Tirar fotos virou um desafio!

Saint Stephen's Cathedral austria    St Stephen's Cathedral in Vienna (2)

St Stephen's Cathedral in Vienna (3)    St Stephen's Cathedral in Vienna

St Stephen's Cathedral in Vienna (5)    St Stephen's Cathedral in Vienna (4)

Ainda na mesma área do centro está a Opera House de Viena.  O teatro é conhecido como a casa da Orquestra Filarmônica de Viena e tem uma reputação mundial de produzir óperas de primeira classe.  Com tantos músicos clássicos na história do país, não teria como ser diferente.  A Opera House está localizada no Ringstrasse, uma espécie de anel rodoviário que foi construído onde antes existiam os muros que cercavam e protegiam a antiga capital do Império Austro-Húngaro.  (Um passeio pelo anel à pé caso não esteja muito frio ou de bonde é bem interessante! ) Com 3 euros é possível comprar tickets para assistir a ópera em cartaz na noite – em pé.  Se a programação das nossas noites já não estivessem prontas com antecedência, a gente teria dado um pulinho na Opera House nesse esquema!

Opera House in Vienna    Opera House in Vienna (2)

Opera House in Vienna (3)    Vienna Opera House (2)

O Palácio de Schönbrunn é um monumento cultural super importante para a Áustria e desde 1960, tem sido a maior atração turística em Viena.  O palácio era a formal residência imperial de verão e a sua grandiosidade mostra que a Áustria tinha um império riquíssimo e fortíssimo!  Fizemos um tour por dentro do palácio, visitamos os apartamentos, as salas, os quartos, o salão onde Mozart (então com 6 anos de idade) tocou para a alteza imperial Maria Theresa além dos aposentos do casal imperial Franz Joseph e Sissi. O interior do palácio é uma orgia de pinturas afresco nos tetos e paredes, lustres de cristal, espelhos gigantes, ornamentos banhados em ouro e muito mais.  Andamos horrores lá dentro e não vimos nem 3 % do palácio – residência tem 1441 quartos!  Para quem curte história por cima de história com ilustrações e detalhes ali ao vivo, o passeio vale a pena.  Eu gostei, pois consegui ter uma idéia do poder do império austríaco no século XIX.

Schönbrunn Palace     Schönbrunn Palace  (2)

Abro um parênteses para as poucas fotos que tiramos no lado de fora do palácio por causa do frio a-b-s-u-r-d-o que fazia.  Tirar as luvas para bater uma foto era dolorido demais e as pontas dos dedos e a parte de cima da mão acabavam congeladas em frações de segundos.  O mais curioso é que ninguém se intimidou e todo mundo curtiu os graus negativos no mercado de Natal da frente do palácio, em torno do grande pinheiro.  Sei que muito brasileiro iria achar o cúmulo ver crianças e bebês expostos àquela friaca daquele jeito, mas é cultural…  Se eles não saírem no frio, vão passar a maior parte do ano trancados em casa.  Observar a diferença cultural é outra coisa que eu adoro fazer nas viagens.

Vistiamos ainda a área do Palácio Hofburg que é a atual residência presidencial do governo austríaco.  A área é, na verdade, um complexo de prédios históricos que contam a história do império austríaco.  O complexo hoje abriga a Biblioteca Nacional Austríaca, a Escola Espanhola de Equitação, os gabinetes do presidente da Áustria e museus, dentre os quais se destacam as alas preservadas dos antigos aposentos imperiais, as salas usadas durante o Congresso de Viena e a coleção de tesouros sacros e obras de arte acumuladas pelos Habsburgo durante os quase sete séculos de reinado.  Concentramos a visita na parte externa do complexo, mais precisamente na praça Heldenplatz que foi construída sob o reinado do imperador Francis Joseph como parte do que seria o Fórum Imperial – que na verdade nunca foi terminado.  A parte noroeste não tem prédios oferecendo uma vista da rua que passa em volta do complexo.  Na Heldenplatz aconteceram vários eventos históricos.  O mais famoso deles foi o discurso de Adolf Hittler anunciando a anexação político-militar da Áustria por parte da Alemanha em 1938.  Eu me senti parte da história só por estar ali na praça de frente para a varanda onde ele discursou!  *Risos* 

Palacio de Hofburg     Hofburg 

Hofburg (3)     Hofburg (2)

 

Viena possui cafés espalhados pela cidade inteira.  Era uma delícia parar em um deles para esquentar o corpo com uma bebida quente!  Conhecemos o local  tradicional onde Sigmund Freud costumava discutir suas teorias com alunos e bebericar um cafezinho.  Passamos ainda por um parque dedicado à Mozart.  Dizem que há muitas rosas na primavera, mas desta vez estava tudo muito congelado!

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Existem vários programas que oferecem concertos de música clássica em pequenos palácios e/ou casarões antigos em Vienna como se fosse uma reprodução das antigas festas de antigamente.  Assistimos a concerto de Mozart e Strauss com direito a bailarinos, um tenor e uma soprano.  Tão lindo que até o Marido que não é muito fã de música clássica gostou!  Saiu do concerto repetindo como tinha valido à pena!  Ah, eu amei!!

Mozart and Strauss Concert (2)    Mozart and Strauss Concert

Em uma outra noite, jantamos em uma típica taverna austríaca com música local ao vivo.  Foi uma experiência tão boa não só pela comida tradicional, mas pela atmosfera toda que o ambiente tinha.  Valeu muito a pena!

Mais algumas fotos de Viena.

Vienna (2)    Vienna (3)

Vienna (4)    Ruas de Viena

Predios baixos em Viena    Vienna

Ex corde.

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Budapeste, Hungria

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Mapa da Europa

Eu não sabia muito bem o que esperar da capital da Hungria.  Eu só sabia que estava muito curiosa para conhecer o leste europeu que tem muita história para contar.  Uma guia húngara que ensina inglês para crianças foi nos acompanhou durante os dias em que estivemos lá.  Ela foi fantástica!  Com ela, aprendi não só sobre os monumentos de Budapaste como também sobre a história de um país que até pouco tempo lutava contra o comunismo soviético – tudo com a visão de quem viveu na pele a história.

Budapeste sofreu muitos ataques durante a Segunda Guerra Mundial.  Muitos prédios foram destruídos e muitos judeus perseguidos.  Como o comunismo invadiu o país logo após a guerra, a Hungria não teve a oportunidade de reconstruir o país.  Foi um grande acontecimento atrás do outro na história da Hungria, não dando tempo para nada.  As ruas de Budapeste são escuras, meio sujas, dando a impressão de que fazíamos parte de filme comunista:

Ruas de Budapeste    Nas ruas de Budapeste

É visível nas ruas que Budapeste tenta se recuperar, mas a sua libertação do comunismo soviético é recente.  Somente em 1989, a Hungria começou o seu processo de independência.  As primeiras eleições presidenciais aconteceram em 1990, mas somente um ano depois é que as últimas tropas soviéticas deixaram o país.  Só então é que a população saiu de trás da ‘cortina de ferro’ e passou a ter liberdade e acesso a tudo o que outras pessoas normalmente tinham.  Um exemplo usado pela guia foi a dificuldade que os húngaros tinham para escolher entre quatro tipos/marcas diferentes de papel higiênico após o fim do comunismo.  Até então o governo disponibilizava tudo!  Além disso, ninguém era dono de nada!  As casas e apartamentos foram tomadas dos seus donos originais para virarem concessões do governo comunista.  Obviamente que ninguém tomava conta das propriedades e assim tudo foi se deteriorando com o passar do tempo.  Um fato triste é que, com a independência do país, pouca coisa foi devolvida aos donos originais.  Esse fato deixou marcas e frustrações na população húngara.

Ouvir essas histórias de uma pessoa que viveu o comunismo e a transição para um estado democrático e independente foi, para mim, muito valioso.  A guia contou que ela teve que aprender russo na escola enquanto criança e adolescente, e que muito rapidamente ela teve que aprender o inglês, com o final do comunismo, para poder entrar na faculdade.  Ela contou ainda que as famílias sofreram um impacto econômico muito grande quando o governo passou a ser democrático.  Muitas pessoas se viram sem empregos e sem o fornecimento mensal de produtos básicos pelo governo.  Foi difícil para muitos fazerem a transição, não só economicamente.  E assim, as histórias dela soavam nos meus ouvidos como um filme que mostra uma realidade muito distante da minha.  Fui me sentindo sortuda por ter nascido em um país geograficamente protegido disso tudo, ao mesmo tempo em que eu me sentia meio alienada, meio ignorante.  Foi uma sensação meio estranha, mas que com certeza me abriu para um mundo que eu não conhecia.

Apesar dos prédios mostrarem sinais óbvios de sofrimento, como uma senhora idosa que carrega suas rugas e cicatrizes, Budapeste é encantadora!  Senti a impressão de que cada prédio necessitado de uma restauração estava alí respirando uma ferida que ainda tenta cicatrizar.  E com isso, uma tonelada de história era perceptível aos olhos mais sensíveis.  

A Praça dos Heróis é a praça mais importante de Budapeste e conta a história das libertações do país através dos monumentos.  Em volta dela estão ainda dois prédios importantes, o Museu de Belas Artes e o Palácio das Artes.  

A Praça dos Heróis    Praça dos Heróis

 Monumento na Praça dos Heróis    Um dos Monumentos na Praça dos Heróis

 Museu de Belas Artes    Palácio das Artes

Descobri que Budapeste, na verdade, é dividida em duas partes: Buda e Peste.  Buda fica do lado de lá do Rio Danúbio e é cheia de colinas e morros.  Os locais dizem que Buda é o melhor lugar para morar, mas Peste é onde tudo acontece!  Nosso hotel era em Peste bem pertinho de uma estação de metrô, o que facilitou a nossa locomoção!

Ponte no Danúbio    Ponte no Rio Danúbio

Entrada da Ponte pelo lado de Peste    A Ponte e o Rio Danúbio

Visitamos a Igreja de Matthias, no coração do distrito do Castelo de Buda (lado de lá do Danúbio).  A igreja católica foi construída em 1015 no estilo gótico, mas a sua trágica história mudou completamente o seu visual.  Com a ocupação dos turcos em terrítório húngaro por mais de um século e meio, os tesouros eclesiásticos foram enviados para a Eslováquia e a igreja se transformou na principal mesquita da cidade em 1541.  Os murais de pintura afresco que cobriam as paredes da igreja foram pintados de branco para dar espaço para as manifestações artísticas islâmicas.  Com a explusão dos turcos em 1686, a igreja sofreu várias restaurações na tentativa de se recuperá-la.  O resultado é uma mistura de estilos arquitetônicos que tornam a igreja de Matthias única.  Nunca vi uma igreja católica tão diferente assim!

 Porta de Entrada da Igreja Matthias    Igreja Matthias

Panorama Geral da Igreja Matthias em Budapeste    Altar da igreja Matthias

Mais detalhes das paredes da Igreja Matthias    Detalhe das paredes da Igreja Matthias em Budapeste

Ali do ladinho da Igreja de Matthias, ainda no distrito de Buda, está situado o Fisherman’s Bastion com sua estrutura neo-gótica e neo-romanesca.  Aquela área inteira dá uma enorme sensação de que estamos dentro de um conto de fadas, com as mini-torres de castelos, os baluartes, as escadarias e os parapeitos!  De lá é possível ter uma vista panorâmica do Parlamento Húngaro, do Rio Danúbio, das pontes e de Budapeste de um modo geral.  L-i-n-d-o! 

Fisherman’s Bastion  (2)    Fisherman's   Bastion (3)

Fisherman's   Bastion (2)  Fisherman’s Bastion     

Fisherman's  Bastion (2)    'Aguia no Fisherman's Bastion 

Fisherman’s Bastion I    Fisherman's  Bastion  

O prédio do Parlamento Húgaro é espetacular!  É enorme, é antigo, é intrigante, é majestoso e é muito mais imponente de longe do que de perto!  Foi uma pena que ele estava fechado para visitação no dia que fomos.  É que como a Hungria vem se reerguendo gradualmente (passaram a fazer parte da OTAN em 2004 e  hoje fazem parte da Comunidade Européia, mas ainda não aderiram ao Euro), o parlamento estava em “reunião” discutindo sobre o futuro econômico do país.  A moeda da Hungria se chama Forint e é bem desvalorizada na frente do Euro.  Ela me lembrou o nosso antigo Cruzado com a confusão de tantos zeros juntos.  Para se ter uma idéia, mil Forints valem mais ou menos 5 dólares!  Enquanto o Parlamento Húngaro não define as coisas, a gente aproveitou o baixo custo de tudo em Budapeste. 

Parlamento Húngaro visto de longe    Parlamento visto de perto

Outro ponto turístico em Budapeste que valeu a visita foi a Basílica de Santo Estêvão (St. Stephen’s Basilica).  Eu já visitei MUITA igreja nessa minha vida e digo sem medo que essa basílica em Budapeste foi a mais bonita que já vi.  Ela é clássica, extremamente bem cuidada, grandONA, limpíssima, tem um colorido discreto com os seus diferentes mármores e um brilho com os seus painéis banhados de ouro.  O nome da Basílica homenageia o primeiro Rei da Hungria que introduziu o cristianismo no país.  A parte meio macabra da história dele é que sua mão direita foi encontrada mumificada anos depois de sua morte e encontra-se à mostra lá na igreja.  Creepy!  Evitando a parte da mão, a igreja vale a vista! 

Basilica de Sao Estevao     St Stephen's Basilica, Budapest (2)

Saint Stephen's Basilica    St Stephen's Basilica, Budapest (4)

St Stephen's Basilica, Budapest    St Stephen's Basilica, Budapest (5)

Para um tour virtual em 3D pela Basílica de São Estêvão, clique aqui.

Demos um pulinho ainda no bairro judeu de Budapeste, que durante a Segunda Guerra Mundial, era o gueto da cidade.  O Holocausto deixou marcas profundas alí.  O guia local foi nos apresentando a sinagoga e toda a sua história  com tanta emoção que chegou a comover.  Mais uma vez eu me senti muito alienada de tudo.  A sinagoga de Budapeste que é a maior da Europa (e a segunda maior do mundo) tem um cemitério dentro dela onde os restos mortais irreconhecíveis de milhares de judeus foram enterrados.  O fato de estar ali ao vivo no cenário de grandes episósios  da história mundial me fez sentir menos por for a de tudo, menos ignorante e muito mais consciente desse mundo.

Sinagoga em Budapeste (2)    Sinagoga em Budapeste por dentro

Uma curiosidade que descobri foi que a  língua húngara é algo muito particular.  Dizem que não há nenhuma palavra parecida com nenhuma de nenhuma outra língua, a não ser o Finlandês!  Nossa guia disse que é extremamente difícil um húngaro aprender qualquer outra língua justamente por terem uma língua tão unique!  Eu não duvido!

A comida húngara é uma delicinha!  O prato principal é o Gulyás (ou ainda Goulash) que nada mais é uma sopinha de carne com legumes bem saborosa!  Tradicionalmente ela vem servida em um calderãozinho fofo que a gente come que se acaba – principalmente no frio.   Ela é temperada com páprica, a especiaria que existe em mais abundância em Budapeste.  Para quem curte cozinhar com temperos desse mundão comprados como souvenirs, o Great Hall Market é um lugar imperdível!

Hungarian Goulash    Páprica

Great Hall Market (2)    Great Hall Market (3)

Budapeste é uma cidade muito interessante que me deu um banho de história e de cultura.  E se quiser saber sobre os mercados de Natal de Budapeste, é só clicar aqui.

Ex corde.

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Chegando na Grécia

Vista da janelinha do avião

Pousamos em Atenas às oito e vinte da manhã, hora local, o que era 2:20 da madrugada para os nossos relógios biológicos.  O cansaço no corpo estava maltratando.  Só deu para fazer imigração, pegar mala e se situar no metrô antes da gente começar a pifar.  Era um sonão daqueles de arder o olho e de mal conseguir mantê-los abertos às 11 horas da manhã!  Nos aventuramos no metrô ao invés de pegar um taxi do aeroporto pro hotel para economizar (no mínimo 20 Euros) e também para experienciar um pouco da vida local.  Foi interessante ver os gregos indo trabalhar numa segunda-feira de manhã.  A chegada em si não teve nada de extraordinário, parece que estávamos chegando em uma cidade grande de qualquer lugar do mundo.  Mas o diferente foi me sentir meio “em casa” com uma certa desordem no ar – desorganização essa que não é tão presente na cultura americana.

Seguido de um longo vôo, veio um longo dia!  A gente tava numa ansiedade tão grande para descobrir Atenas que saímos para o centro histórico logo após deixar nossas coisas no hotel.  Aproveitamos muito (aguardem um post & fotos sobre Atenas).  Mas no final do dia a gente não era ninguém por causa do nosso terrível jet lag.  Deu dor de cabeça, deu enjôo, deu chatice, deu muito sono, dor nas pernas e no corpo todo… Tudo por causa das 7 horas de diferença de fuso horário!  Mas então tivemos uma maravilhosa noite de sono pesado que ajudou a recuperar!  Agora estamos no ferry boat a caminho das ilhas gregas.  Uma maravilha!

Tenho muito o que contar, mas agora eu preciso ir porque cada minuto de internet pago em euro acaba comigo, rs!

Αντίο (tchau em grego),

Ex corde.

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Verona, Itália

Ainda sobre a deliciosa viagem que fizemos, venho dividir as minhas impressões sobre Verona, uma cidade italiana charmosíssima.

Verona

Passamos um domingo digno de filme no centrinho histórico de Verona.  Teve direito à praça com bancas de feira vendendo verduras & legumes e barraquinhas com souvenirs emoldurados por prédios seculares com restaurantes chiques no térreo. 

Verona

Verona

Verona

A elegância das pessoas que por ali passavam era inspiradora!  Era um simples passeio de domingo e as famílias combinavam conforto e estilo de uma maneira tão harmoniosa, eu adorei aquilo tudo!  Os cafés lotados, italianos nas ruas falando alto, carrinhos de bebê, padarias cheirosas atiçando os sentidos, tudo florido com um céu azul e ensolarado.  Passeamos bastante por entre os prédios antigos naquelas ruas de pedras, andamos muito respirando a vida local!  Seguem algumas fotos para vocês terem uma idéia.

Verona

Verona

Verona

Verona

Verona

Verona

Verona

Não sei se foi a combinação do lugar + pessoas + dia lindo + ingredientes frescos = melhor refeição jamais experimentada antes ou se realmente eu nunca tinha comido uma massa tão boa. 

Verona

Marido disse que o espagueti com frutos do mar também estava divino.  Pela cara, não é difícil de concordar!

Verona

A tarde foi agradabilíssima e eu não sei se palavras vão conseguir explicar o que realmente foi Verona para mim!  Um sentimento de “arrume as malas e mude-se para cá” pulsava dentro de mim, o que foi muito esquisito, rs!  A sensação de que ainda tinha muita coisa para ser vivida ali me consumiu um pouco e me deixou muito triste por ter que ir embora.  Mas quem sabe um dia nós ainda não vamos morar lá?  Tudo é possível, inclusive visitar a casa de Romeu e Julieta!! Engraçado como os personagens literários ganharam vida..!

Verona

Verona

 Julieta

E diz a lenda, que você tem sorte no amor se pegar no peitinho da Julieta.  Na dúvida, nós tomamos a liberdade assim como todos os outros turistas que ali estavam! 

Peitinho da Julieta

Se por algum acaso da vida você estiverde bobeira pelo norte da Itália, não deixe de passar em Verona.  Vale super a pena!!

Ex corde.

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