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Posts Tagged ‘Farmácia’

Depois de muito estudar, semana passada eu finalmente fiz o Naplex (North American Pharmacist Licensure Examination)O resultado saiu segunda-feira e olha só que belezura: PASSEI!  Todo mundo junto: ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ :)    

Congratulations by Hubby_Ex corde

*  Rolou uma surpresa preparada pelo Maridão com direito até a faixa no meio da sala! ♥

E eu ainda estou processando o fato de que essa etapa gigante foi vencida por mim!  É que tive tantos obstáculos neste último ano que, por muitas vezes, a idéia de passar na prova nacional de licenciamento para farmacêuticos americanos me parecia algo quase utópico. 

Estudando na Biblioteca da Base Militar  * Estudando no melhor lugar ever: sala privativa & silenciosa da biblioteca da base militar.

Sabe aquelas fantasias que às vezes a gente idealiza tanto?  Tô tão perto de transformar uma delas em realidade que às vezes fica difícil de acreditar.  Obviamente que nada está acontecendo como um passe de mágica ou no estalar de dedos! 

More Study Notes_Ex corde  *  Estudar fazendo anotações é muito eficaz, mas dá um trabalhão! 

Tive (e ainda tenho) que ter muita dedicação, muito trabalho, muita paciência & persistência, muito foco, um saco enorme para os longos dias de horas ininterruptas de estudo, e claro, acreditar que vai valer a pena.   

Estudando na Biblioteca Publica   * Estudando na biblioteca pública que proporciona o pior ambiente de estudo que já vi.

Sempre soube que o negócio não ia ser fácil.  Qualquer farmacêutico estrangeiro fica desanimado ao se deparar com as instruções para exercer a profissão nos EUA.  Pô, qualquer pessoa não-farmacêutica cansa só de ler a longa lista requerida.  E eu não fui diferente, mas ao mesmo tempo também nunca consegui cogitar a possibilidade de não tentar. 

Estudando  * Estudando em casa enquanto o sol brilhava lá fora.  É depressivo, acredite!

Sempre soube das dificuldades desse processo, mas não sabia que isso tudo ia me trazer um conhecimento pessoal valioso.  Fui descobrindo, aos trancos & barrancos, que a minha profissão faz parte da minha identidade.  Claro que eu sempre tive uma noção de que parte de quem eu sou engloba a minha carreira profissional, mas eu só pude constatar como a falta do meu trabalho me afeta quando eu não pude mais trabalhar na minha área.  Curiosamente, a idéia de não ter que trabalhar era muito legal a princípio.  Tive a oportunidade de me adaptar na cultura local no meu tempo e eu pude fazer tudo aquilo que não conseguia antes por estar sempre ocupada demais com o trabalho.  Só que chegou uma hora que isso cansou e eu já estava muito bem adaptada, obrigada.  O meu processo profissional já estava em andamento quando todo o tempo livre do mundo para fazer o que eu quisesse caiu numa mesmice sem um objetivo concreto.  Foi quando eu passei a me dar conta do quanto a minha profissão é parte até da minha personalidade.  Meu paciente Marido levantou essa questão quando eu comecei a trabalhar para acumular as horas práticas requeridas pelo processo.  Ele teve o prazer de conviver por um ano com uma pessoa mais equilibrada ou, como dizem por aqui, a well-rounded person.  Ele percebeu o impacto que a minha profissão tem na minha sanidade, no meu humor, na maneira como eu me vejo, na minha relação comigo mesma e na minha relação com ele.  E é exatamente isso mesmo! 

Cafe e Canetas Coloridas_Ex corde  * Sendo motivada pelo café e muitas canetinhas coloridas (não me julguem, haha!). 

E se você tiver se perguntando o que falta para esse processo acabar, falta a parte legal da coisa.  Legal, de lei, legislação.  Como os estados americanos possuem leis diferentes, o processo de licenciamento é dividido em duas provas: conhecimentos clínicos (NAPLEX de nível nacional) e legislação farmacêutica (nível estadual).  Para exercer a profissão em diferentes estados americanos é necessário passar na prova de legislação referente ao estado em que o profissional deseja trabalhar.  Já comecei a folhear a legislação, mas estou usando a maior parte do meu tempo para dar uma organizada na vida.  O intensivão de estudos deixou todo o resto bagunçado e o blog abandonado!  Aos poucos vou me refazendo.  Guardei os meus livros e anotações com um sorriso enorme no rosto por saber que não precisarei mais deles.  

Anotacoes no espelho do banheiro_Ex corde  *  Espelho do banheiro repleto de anotações importantes! 

Comecei a retirar todas as minhas anotações de estudo que estavam coladas pela casa quando lembrei de registrar com fotos mais uma parte dessa trajetória.  O tempo apaga muitos detalhes da minha memória e eu acho bacana a idéia de rever um pouco do meu esforço alguns anos lá na frente.

Hugo e eu_Ex corde  *  Decorando o calendário de vacinações do CDC na companhia de Hugo :)

E as muitas fotos ao longo deste post são os vários registros em momentos diferentes de estudos ao longo dos últimos meses.  Registros mal feitos em um celular ferrado geralmente naquelas horas em que faltava concentração para continuar estudando ou quando a movimentação lá fora era mais interessante do que os meus livros.  Lembro exatamente do meu sentimento quando cada foto foi batida. Não consigo descrever ao certo como me sinto ao olhá-las novamente agora que sei que passei nessa prova, só sei que é uma sensação MUITO BOA!!

Sala Privada de Estudos na Biblioteca Publica_Ex corde  *  Estudando onde ninguém sabe como se comportar em uma biblioteca pública!

E os muitos emails e mensagens inspiradoras que eu recebi de amigos, familiares & conhecidos foram tão importantes que, naquela manhã, eu realmente estava me sentindo bem confiante.  Vocês são especiais demais!!

Study Notes  *  Noites a fio de estudo de segunda a segunda agora fazem parte do passado!

Para aquela torcida silenciosa de sempre, aqui vai o meu muito obrigada!   

E vamos que vamos que o negócio ainda não acabou =)   

Ex corde.

Sobre a prova de equivalência para farmacêuticos estrangeiros ~ Foreign Pharmacy Graduate Equivalency Examination (FPGEE).

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Não vejo a prática da homeopatia como algo comum por aqui. * 

No Brasil, eu não precisava desviar do meu trajeto diário para encontrar uma farmácia homeopática – tinha pelo menos umas duas perto da minha casa.  Além disso, lembro que muitas farmácias de manipulação brasileiras também trabalham com homeopatia, facilitando muito o acesso aos pílulas de açúcar remedinhos de Hahnemann.  Não era preciso estar em uma área da cidade com uma população mais alternativa.  Eu sempre via as farmácias homeopáticas & manipulação como algo comum. 

Em terras americanas, eu não vejo a situação do mesmo jeito.  É  preciso compartilhar uma visão de mundo holística para descobrir onde as famacinhas se encontram.  Elas não estão integradas a uma prática comum, na verdade, elas são consideradas ramificações de uma medicina alternativa.  Nem preciso dizer que o mesmo se aplica para os médicos homeopatas, não é mesmo? 

Enquanto vou escrevendo agora, vou me dando conta que nunca vi uma farmácia de manipulação por onde já andei aqui nos EUA.  Sei que eu encontraria uma caso procurasse, mas é exatamente aí o ponto que eu levanto.  É preciso querer encontrar uma já que elas não estão tão inseridas na cultura como algo comum.  Por outro lado, as drogarias comerciais geralmente fazem manipulações simples.  Mas é quase sempre assim: as receitas médicas dermatológicas que pedem manipulações ultra simples de cremes recebem narizes torcidos dos farmacêuticos-chefe.  Já presenciei muitos técnicos de farmácia dizendo que a drogaria não tinha o medicamento em estoque só para não ter que manipular o remédio.  Apesar de morrer de dó no coração, eu entendia a situação.  A drogaria comercial americana funciona em um ritmo extremamente rápido sem a menor chance de comparação com uma drogaria brasileira.  A performance dos funcionários é medida através de número de receitas vendidas, o que não é nenhuma novidade nesse mundo capitalista de cão!  Então a manipulação na drogaria em que eu trabalhava se resumia na misturinha de hidrocortisona com um creme base e dissolução de cápsulas de omeprazol em solução de bicarbonato de sódio para crianças.  Só.  Para quê perder tempo manipulando?

Esse blá-blá-blá todo foi apenas para situar o meu caro leitor na realidade em que eu me encontro.  É mais fácil encontrar leite de arroz, farinha sem glúten, substituto de chocolate (carob), manteiga de semente de girassol, leite sem lactose, quinoa de todas as cores, ovos de galinhas que correm soltas no quintal e carne de vaca que come grama o dia inteiro do que encontrar um remedinho manipulado. 

Então agora * rufem os tambores * imagine a minha felicidade ao encontrar uma gama de florais homeopáticos na lojinha natureba perto de casa!

Florais de Bach_Ex corde

Comprei um de cada! Hahah, mentira!  Tentei lembrar das minhas receitas prescritas pelo meu querido tio-médico homeopata e resgatei da memória alguns elementos apenas.  Mas como esses florais não são manipulados especificamente para cada pessoa, eles vem com um guia explicando qual serve para o quê.  Entende?  E eles já vem embaladinhos, prontinhos com um conta gotas fofo!  Não é a prática homeopática que estou acostumada, mas quebra um galhão.  Depois daquela avalanche emocional no mês passado, eu reencontrei o meu equilíbrio com quatro gotinhas debaixo da língua algumas vezes ao dia.

Para  mim é um santo remédio!

Ex corde. 

* Os meus parâmetros para chegar a essa conclusão se baseiam em como a homeopatia é difundida no Brasil através da minha experiência pessoal.  E é assim que eu desenvolvo esse post.  Sinta-se à vontade para dividir uma experiência diferente nos comentários, se for o seu caso!

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httpwww.flickr.comphotostambako3119372622

Foto tirada daqui.

De acordo com o National Institutes of Health (NIH), um órgão americano do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, eu não consumo cálcio suficiente. A minha descoberta começou quando eu estudava tratamentos farmacológicos para osteoporose, osteopenia e osteomalácias.  A professora-Farmacêutica-Clínica-que-saca-muito-de-remédio desenvolvia o assunto com categoria até eu ter um mini-ataque de pânico e pausar a aula com apenas dez minutos.  Levantei e fui pegar um copo de leite para beber.

Porque enquanto ela ia falando, eu fui recapitulando mentalmente o meu consumo diário de cálcio.  Apesar de gostar muito de todos os derivados do leite, inclusive leite puro, eu tenho cer-te-za de que, na média, eu não alcanço a quantidade recomendada diária.  Meu café com leite matinal é sagrado; um iogurte ou um queijinho por dia é certo.  Mas veja bem, um OU outro.  É difícil eu comer mais de três porções por dia.  Chocada.

Foi então que eu lembrei que tomo um multivitamínico diário que CONTÉM cálcio.  Tô bem, eu pensei.  Pausei a aula novamente e fui atrás do pote de vitaminas para checar a quantidade de cálcio por comprimido.  Just in case.  Mas não acreditei no que vi: apenas 200 mg de cálcio, um quinto da minha necessidade diária!!  Voltei para a aula arrasada.  E ao longo da explicação dela, entendi que cálcio é um elemento volumoso e seria impraticável incluir tantos miligramas num único comprimido de MULTIvitamínico.  Seria algo quase contra as leis da física, pense em passar um elefante pelo buraco da agulha.  Pois é, os músculos do esôfago não são tão elásticos assim.

Analisei mais um pouco a minha alimentação e me senti um pouco melhor porque acho que eu me alimento saudavelmente, de um modo geral.  Consegui continuar a aula.  

Daí ela avançou um pouco mais e afirmou com toda segurança que a partir dos 30 anos de idade começa a fase inicial de perda de densidade óssea.  Pára tudo!!!  Além de não estar ingerindo o suficiente, ainda estou perdendo??  Pausei a aula de novo e fui comprar um potão cheio de comprimidos de cálcio. 

Haha, brincadeira! 

Quer dizer, mais ou menos.  Comprei o suplemento de cálcio alguns dias depois de concluir essa aula. Fui atrás do cálcio com vitamina D, pois estudos mostraram que o cálcio é melhor absorvido assim.  E além disso, há evidências de que a suplementação de cálcio sozinho (sem a vitamina D) causa problemas cardiovasculares.  Então procurei um suplemento que já vinha com os dois em um só comprimido!  Ah, e se você estiver pensando em começar a suplementação, lembra na hora de comprar que o cálcio na forma de citrato é mais legal porque não requer uma refeição; já o cálcio na forma de carbonato só pode ser tomado junto da comida.  

Sabe qual a moral da história?  Aproveitar a tenra idade para acumular densidade óssea para a gente não ficar com um saldo negativo no futuro.  A gente acumula até os 30 anos.  Depois, começa a perder gradativamente podendo chegar até 5% de perda por ano após dez anos de menopausa.  A perda de densidade óssea é inevitável com a chegada da idade madura (leia menopausa se você for mulher).  Mas se o organismo estiver bem alimentado de cálcio, a perda de densidade óssea não vai causar transtornos na vida prática.  Ou seja, dificilmente você irá desenvolver osteoporose.

Homens em geral não perdem tanta densidade óssea como as mulheres.  Mas quando um paciente do sexo masculino apresenta um quadro de osteoporose, normalmente é em grau elevado!  Então é importante que seu marido, namorado, irmão e/ou pai também consuma suficiente cálcio por dia. 

Agora as suas chances de desenvolver osteoporose aumentam se você fumar, tiver mais de trinta, beber mais de dois drinks alcóolicos por dia e não consumir quantidades suficientes de cálcio.  A equação já começa no negativo, sabe?  E infelizmente alguns remédios de uso crônico também aumentam a perda de densidade óssa, como anti-inflamatórios esteroidias (prednisone, por exemplo), alguns diuréticos, anticonvulsivos e remedinhos para diminuir a acidez estomacal.

E o serviço de Atenção Farmacêutica termina por aqui, pessoal!  Mas antes, me tira uma dúvida: você consome pelo menos 1000 mg de cálcio por dia?

Ex corde.

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Cheguei para trabalhar e a primeira coisa que os técnicos me disseram quando me viram foi:

 “Hoje é o seu último dia!”

Deu um negócio na garganta.  Parei, respirei, pensei e concluí que era mesmo.  Mas como assim eu não me preparei emocionalmente para isso?  Fui entrando na farmácia e mudando de assunto.  Eles riram.  Um das técnicas estava com o horário da semana que vem nas mãos onde o meu nome não fazia mais parte.  “Pode incluir meu nome aí, por favor?”, eu repetia.  Ela ria meio nervosa. E eu repetia com a esperança de que aquilo que eu falava em voz alta fosse acontecer!  Eu não entendo esse sentimento que me invadiu já que eu estava literalmente contando as horas para que o meu estágio acabasse.  Queria muito que uma coisa acontecesse, mas quando essa coisa realmente acontece eu fico com a sensação de que não quero mais aquilo.  Sabe?

Na verdade, as horas obrigatórias ainda não acabaram – ainda estão faltando em torno de 70 horas.  Mas eu fui transferida para uma outra farmácia da mesma rede onde eu já venho trabalhando alguns dias na semana alternados na minha farmacinha.  Aí aconteceu que a gerente perdeu uma ‘briga’ administrativa com o gerente da outra farmácia e eu não pude continuar onde sempre estive.  Por isso a técnica não pode mais me colocar no horário e a partir da semana que vem eu vou estar todos os dias da semana na outra farmácia que eu mal conheço as pessoas e não tenho tempo nem de coçar a ponta do nariz.  Não tô muito contente com essa troca não.  Na minha farmacinha a gente se gosta, se curte e mantém uma relação bem amigável além do volume de trabalho ser pelo menos 4 vezes menor.  Agora que estou na boca dos leões, tenho que dançar o samba do crioulo doido e fazer de conta que estou tirando de letra uma farmácia 24 horas com um drive-thru à tiracolo com uma fila permanente de carros dobrando a esquina.  O estresse é grande, o meu joelho não aguenta mais 10 horas seguidas em pé e o Marido já tá de saco cheio de me ver chegar em casa quase meia noite quando é dia de Centreville.  Agora vou voltar para casa tardão todo santo dia até finalizar o restante das horas.  Haja Red Bull! 

Tenho c-e-r-t-e-z-a de que não vou sentir falta do trabalho em si, mas já sei que vou sentir falta daqueles que me receberam de braços abertos na farmacinha e que me deixaram chamá-la de minha.  Deles eu já sinto falta.  Meu coração apertou quando descobri que segunda-feira foi meu último shift com o Ron e eu nem me toquei que era a última vez que eu estava trabalhando com ele.  O mesmo aconteceu com a Ms. Ngo.  Mas pensando bem, acho que foi melhor assim!  Ontem foi difícil olhar para cada funcionário da loja e ouvir eles me perguntarem se era realmente o meu último dia lá.  O curioso é que não gosto do trabalho da farmácia, não rola um brilho nos olhos nem satisfação pessoal ao exercer a minha atual função, mas adoro cada um que conheci enquanto estive lá.  E acho que eles também gostam de mim.  Até recebi um cartão fofo que veio fechadinho até chegar em casa.  Não queria ler, mas li e chorei junto com meus dois joelhos inchados como dois melões de tanto ficar em pé trabalhando naquela farmacinha.

 

Mas tô chegando à conclusão de que tudo vem acontecendo melhor do que a encomenda, pois posso até dizer que nem existiu uma despedida.  Sei que da outra farmácia mal vai rolar um “tchau” ou “muito obrigado”, o que é bom.  Não sou boa com despedidas, não mesmo!     

Ex corde.     

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Truck Day

Uma vez por semana é dia de entrega de medicamentos na farmácia para repor estoque.  Abrir as caixas uma por uma e colocar os vidros de remédio um por um nos seus respectivos lugares na prateleira é a melhor maneira de se familiarizar com eles.  Eu preciso diferenciar as diferentes concentrações, as diferentes combinações de mais de um ingrediente, eu aprendo qual é o nome de marca americano para aquele genérico que eu já conheço há anos, além de eu saber qual mora na geladeira, qual é suspensão, qual é para o ouvido e qual é para o olho.  É um exercício bem eficaz! 

Mas quando o caminhão do armazém descarrega mil e quinhentas caixas como essa semana, me dá vontade de pedir licença e sair correndo, risos!  Esse aí quase alcançou o teto e deu um trabalhão! 

Acho que o exercício é tão bom que eu já conheço bastante os remédios e agora o meu saquinho fica cheio toda vez que é dia de entrega.  Próximo exercício, por favor!

Ex corde.

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US Pharmacist

Um dos farmacêuticos de onde eu trabalho tinha me dito que eu poderia conseguir assinaturas de periódicos da área farmacêutica de graça.  Segundo ele, eu precisava somente me cadastrar no site e fornecer os meus dados pessoais e profissionais.  Essas revistas geralmente são patrocinadas por grandes $$$$$$ empresas farmacêuticas, por isso nem cobram nada para meros pobres mortais farmacêuticos como nós.  Então assim eu escolhi a US Pharmacists, uma publicação com uma diagramação bem bacana recheada de figuras & esquemas deliciosos de ver e bem didáticos para aprender e/ou se atualizar.

Eu me inscrevi no site há alguns meses atrás, já tinha me frustrado porque ainda não tinha recebido nada e eu já tinha até esquecido da revista até hoje quando dei de cara com o meu primeiro exemplar na caixa do correio.  Quanta alegria!  Tenho certeza de que o Marido me achou uma completa NERD quando eu vibrei com uma revista que tinha o meu nome nela!  Tudo bem que eu não preciso de muito para vibrar assim, mas para mim é uma conquista e tanto poder fazer parte da classe profissional de um outro país.  Fiquei toda boba e o Marido ainda alimentou esse sentimento dizendo “Como assim?  Você não se achava importante?” Ahhhh, dá uma licencinha aí gente que eu vou ler a minha revista!

Bom final de semana para quem passar por aqui.

Ex corde.

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A chinesa & eu

Outro dia, uma jovem senhora de olhinhos puxados se dirigiu até o balcão da farmácia e com MUITA dificuldade conseguiu gesticular que ela falava pouco inglês.  Na verdade, ela não falava nada e para o meu desespero, ela entendia muito menos.  O desafio?  Ensiná-la a usar um teste de gravidez que ela tinha acabado de comprar.

Eu sofri horrores e mesmo assim não sei se consegui fazer ela entender.  Abri a embalagem, mostrei as figuras das instruções, gesticulei, fiz sons, contei e mesmo assim não sei se ela conseguiu entender.  Ela sorriu como quem tivesse entendido ou como quem tivesse desistido de entender, vai saber!

Como faz para explicar para uma chinesa como usar um teste de gravidez de farmácia?  Não vou saber nunca se eu ajudei ou se eu enrolei mais ainda aquela moça.  E você não imagina a quantidade de estrangeiros  que aparecem por lá todos sempre enroladíssimos tentando falar e simplesmente ninguém entende, pois o inglês é praticamente inexistente.  Os campeões são os africanos, vietnamitas e chineses empatados em primeiro lugar, seguidos  de árabes um pessoal do Oriente Médio.  O pior de tudo é quando eles abrem a boca, disparam frases & mais frases seguidas que não fazem nenhum sentido e ainda ficam com raiva porque não são compreendidos.  Imaginou a situação?  Eu não sei se eu dou risadas ou se eu choro dessa abundante diversidade cultural!

Ex corde.

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