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Posts Tagged ‘Gatos’

Coisas que o calor faz

Filo com calor_Ex corde

Filó tem passado os dias de verão abraçando o vaso sanitário.  Imagino que o frescor da cerâmica geladinha em contato direto com a barriga deve aliviar um pouco.  Mas acho que só um pouco, porque a carinha dela não está esboçando muito ânimo.  É, o calor deixa a gente mole mesmo!

Ex corde.

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Um pouco sobre Hugo

Hugo_Ex corde

Hugo foi adotado em um abrigo de animais quando tinha aproximadamente 4 meses de vida.  Ninguém sabe o que aconteceu com ele nesses primeiros meses, mas foi fácil identificar o quão facilmente assustado ele era.  Qualquer barulho – cadeira arrastando, porta abrindo ou até um espirro – era motivo de sustos.  Ele sempre fugia desesperadamente para debaixo de algum móvel ao menor ruído.  Suspeito que ele deve ter sofrido algum tipo de abuso, pois o inverso acontece com Filomena.  Ela chegou na minha casa quando tinha poucas semanas de vida e cabia na palma da minha mão.  Era minúscula. Ela aprendeu desde cedo que podia confiar e sempre foi uma gatinha extremamente tranquila.  Não demonstra medo nem com pessoas estranhas.  Hugo não teve tanta sorte assim.  Ainda assim, ele tem melhorado bastante com o tempo.  Hoje ele já deita no chão com a barriga para cima e as pernas abertas se permitido relaxar inteiramente vulnerável.  Ele aprendeu que o máximo que pode acontecer é ganhar uma coçadinha na sua barriga gostosa.  

Hugo tem energia de sobra no alto dos seus quase três anos de vida.  É forte e musculoso.  Tem atitudes masculinas que claramente o diferenciam da Filomena, que é delicada  e charmosa até na hora de miar.  Meus gatinhos exibem características bem esteriotipadas no quesito diferenças entre gêneros.  Ele odeia ser carregado, mas adora sentar no nosso colo.  Reclama ao cortar as unhas, mas permite que a gente termine o serviço.  Gosta de brincar com caixas, papéis e barbantes.  Brinquedinhos mais sofisticados não roubam a sua atenção.  Ele implica com a Filomena até não poder mais.  Gosta de atenção e brinca com interatividade.  Adora o lacre plástico do galão de leite.  Tem um macaco de pelúcia de estimação.  Carrega a sua casinha escada acima & abaixo.  Se comporta como se fosse um cachorro.  Adora comer grama.  É carinhoso.  E faz poses para fotos como se fosse um galã sexy de televisão.

Ex corde.           

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Hugo e a casa nova_Ex corde (2)

A parte da mudança que eles mais curtiram foi a bagunça.  Cada caixa e cada cantinho era um universo infinito de diversão.  Impressionante como eles precisam de pouco para se divertir!  Muitas vezes a gente não fazia a menor idéia de onde eles estavam.  Outras vezes a gente se surpreendia com o lugar escolhido por eles para matar o tempo.

Hugo e a casa nova_Ex corde

E como eles têm se comportado bem!  Mesmo no dia da entrega da mudança onde a casa nova ainda era território estranho e tinha sido invadida por pessoas carregando muitas caixas, era como se eles não existissem.  Nenhuma reclamação, nenhum miado, nenhum cocô fora da caixinha como forma de manifestar insatisfação.  Nada!

Filomena (3)

Eles têm sentido diferença no clima – e quem não tem?  Percebi que a quantidade de água que eles bebem aumentou.  E é uma graça ver eles se comunicarem com a gente pedindo água fresca.  Passei a dar água gelada e eles amam!  Ê calor!

Filomena (2)

Filomena, com seu pêlo longo, tem sofrido horrores nesse calorzão.  Ela andou toda descabelada e com cara de mal cuidada (foto acima) porque a gente não estava achando a escova para pentear suas madeixas.  Além disso, ela praticamente tem mergulhado a cara inteira na tigela de água para refrescar e fica com o pêlo ensopado.  Quando o bendito pêlo seca naturalmente, a desgraça já está feita e ela parece um pano de chão velho, sujo e desfiado.  Mas assim que a casa estiver menos empoeirada,  Filó vai ganhar uma tarde no spa para depilar a barriguinha e ganhar um trato no cabelo!

Hugo na casa nova_Ex cordeHugo é um típico menino que não dá trabalho com seu pêlo e só quer saber de brincar & dormir.  Ele já encontrou seus lugares favoritos para as cochiladas diárias.  Um é em um canto entre uma mesinha e a parede (acima).  O outro é no braço do sofá da sala que tem uma vista privilegiada do quintal. 

Hugo e a casa nova_Ex corde (3)

Mas esse lugarzinho de cochilo no sofá serve também como ponto estratégico para observar os pássaros e os esquilos que visitam o nosso quintal.  Hugo fica enlouquecido!  Filó não liga tanto para as criaturas que visitam, mas ela também adora passar horas nas janelonas da casa nova tomando a longos banhos de sol.

Filoca_Ex corde

Meus gatinhos estão bem e curtindo bastante a nova casa!  E nós, oh well, nós não conseguimos entrar no modo – curtir – por causa da trabalheira que uma mudança envolve.  Estávamos tão atarefados há algumas semanas que esquecemos de chamar uma empresa para instalar os serviço de televisão e internet.  Quando me dei conta, Marido estava fazendo as malas para um treinamento militar do novo trabalho e eu fiquei isolada do mundo com um Blackberry ferrado parcialmente quebrado e dois gatos fofos, mas que não conseguem estabelecer um diálogo. 

Após onze longos dias de espera para marcar a instalação, cá estou eu conectada de volta ao mundo globalizado.

E agora a casa já tem quase todas as coisas básicas de funcionamento e algumas poucas coisas de decoração.  Estou terminando alguns detalhes na limpeza, ajustando serviços, me familiarizando com o lugar, tentando entender como tudo funciona e criando a minha rotina para os próximos 3 meses sem o Marido ao lado.  É, mulher de militar sofre, mas eu vou parar por aqui porque isso já é assunto para outra conversa!  

Ex corde.

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Quando a Filomena, com a sua cara achatada, conseguiu arranhar o própio olho e transformar o arranhão numa infecção de córnea, eu me arrependi amargamente de não ter feito o plano de saúde para os gatos antes.  Gastamos muito dinheiro com as indas e vindas no veterinário comum só para descobrir que gastaríamos mais ainda com uma oftamologista de animais.  Eu nem sabia que existia essa especialidade.  E com a sua precisão, ela salvou a visão da pobre Filó e esvaziou os nossos bolsos.

Antes desse fato, eu batia o pé dizendo que não havia a menor necessidade para um plano de saúde para a gata.  Eu tinha pânico de virar aquelas pessoas que perdem a noção e tratam loucamente seus bichinhos de estimação como gente de verdade, sabe?  Mas eu também tinha uma coisa certa na minha cabeça: se eu decidi tê-la em casa, era preciso cuidar dela.  E a realidade nos Estados Unidos era diferente da realidade do Brasil.  Não que veterinário no Brasil seja barato, veja bem que não é isso que eu quero dizer.  Mas o meu querido Dr. Paulo Bernardo era mais que um veterinário!  Eram descontos, parcelamentos camaradas, telefonemas e visitas domiciliadas para parto de emergência de gatinhos sem me cobrar um centavo.  Aqui não é exatamente assim.

Eu dei o braço a torcer e decidi fazer o plano de saúde para a Filomena.  E quando adotamos o Hugo, ele também ganhou o seu plano.  Agora meus gatos recebem correspondência pelo correio duas vezes por ano para lembrar dos exames preventivos semi-anuais.  É mole?

Plano de Saude

Ex corde.

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Deu a louca na Filomena!

Levei a Filó no pet shop para um banho e corte de cabelo, já que o seu pêlo fino se embola com muita facilidade.  Um dia sem pentear e novos nós já aparecem, o que me deixa estressada.  E quando fica tudo cheio de nós (vira e mexe fica por falta de tempo e saco para escová-la), só cortando o pêlo todo para resolver o problema.  Então pelo menos uma vez por ano a Filomena ganha um corte de leão que é a coisa mais engraçada do mundo!  Mas dessa vez, não teve graça.

psycho filomena

Trouxe ela para casa no final do dia e até então tudo parecia normal.  Comecei a cozinhar o jantar e de repente tomei o maior susto com a gritaria dos gatos correndo de um lado ao outro da casa passando por cima de tudo.  Eu não sabia o que estava acontecendo e comecei a tremer sem nem saber o que fazer.  No segundo seguinte eu consegui entender que Filomena estava atacando Hugo de uma maneira que eu NUNCA tinha visto antes.  Fiquei apavorada e assim também estava Hugo: em pânico gritando como se fosse morrer!  Eu vi que precisava fazer alguma coisa e agarrei Filomena sem nem pensar muito.  Fui levando-a para o lavabo e ela estava enfurecida!!  Miava, urrava, fazia uns barulhos estranhos e me olhava com uma cara de mal ao mesmo tempo que tentava escapar de mim.  Joguei a gata ensandecida dentro do banheiro e fechei a porta!  Pronto, só falta ela achar que virou um leão mesmo.

Contei o acontecido para o Marido quando ele chegou em casa do trabalho e tenho a leve impressão de que ele achou que eu estava exagerando na história.  Ele abriu a porta na maior inocência e o pau comeu de novo entre os dois gatos!  Agora éramos dois três tremendo de susto sem nem acreditar naquilo tudo.  Cadê a gatinha doce que habitava aquele corpinho peludo?  Hugo, coitado, miava como um choro copioso misturando susto e medo.  Estamos todos horrorizados nesta casa desde quinta-feira.  Marido tem amenizado um pouco a situação jogando um spray de água na Filó a cada vez que ela começa a fazer barulhos aterrorizadores para o Hugo.  E isso acontece sempre que eles trocam olhares, imagina!  Ela não gosta da água e pára temporariamente com o show.  Mas ainda assim temos que trancá-la no lavabo a noite inteira para que todos se salvem madrugada à dentro e cheguem vivos na manhã seguinte.

Minha mãe me disse que um dos gatos dela, o Tibério, faz exatamente a mesma coisa com o pobre do outro gato, o Tibúrcio, sempre que volta do pet shop.  Curiosamente, Filomena e Tibério são irmãos nascidos na mesma ninhada.  Seria genético?  Já pesquisei na internet sobre esse comportamento e não achei nada.  Perguntei no pet shop se algo diferente aconteceu e, segundo a moça, nada fora do usual além da doce Filó de sempre.  Não sei que diabos está acontecendo porque esta é a milésima vez que a Filó vai no mesmo lugar com a mesma pessoa para banho & tosa e nunca se comportou assim antes.  Segundo a minha mãe, os ataques do Tibério passam em uma semana.  Será que vai demorar isso tudo para a Filó voltar ao normal? 

Alguém já ouviu ou viu algo parecido?

Ex corde.

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Rovio

Com as nossas merecidas férias chegando, mil planejamentos estão acontecendo todos cheios de muito entusiasmo.  Apenas um deles vem com uma pitada de preocupação: quem vai tomar conta dos gatos?  O tempo recorde que Filomena já ficou sozinha em casa foi uma semana.  Depois que adotamos o Hugo, o tempo máximo dos dois sozinhos em casa diminiu para 3-4 dias.  Nesses casos, eu sempre coloco caixinhas (leia-se banheiros) extras para cada um, totalizando quatro.  Trocamos as tigelas de comida e água por uns galãozinhos fofos que suportam uma quantidade bem maior que as tigelinhas.  Com quase todas as necessidades básicas garantidas, eles só precisam aguentar a falta de pessoas na casa.  Oh yes, ter alguém para fazer carinho na barriga é uma necessidade básica para Filó & Hugo!  Sempre que voltamos de alguns dias fora de casa, eles estão numa carência tão grande que chega a encher o saco. 

Dessa vez vão ser 10 dias de viagem e eu definitivamente não gostaria de deixar os dois  ‘abandonados’  por tanto tempo assim.  Já estou planejando pedir para o vizinho dar uma olhadinha neles pelo menos umas duas vezes intercaladas.  E se ele não puder, já pensei na minha amiga que não mora tão perto assim, mas eu sei que ela viria!  Marido cismou que não quer incomodar ninguém e que Filó & Hugo vão ficar bem por longos dez dias.  Pronto, temos um impasse!

Aí, outro dia eu recebi um email do Marido sugerindo uma solução:

Vocês perceberam o que eu disse?  Eu recebi um E-M-A-I-L, minha gente.  Marido me conhece tão bem que sabe que eu iria dar risadas se ele sugerisse na minha frente um robô para tomar conta dos gatos.  Como ele não estava comigo para me explicar do que realmente se tratava, só me restou explorar o site do tal robô que se chama Rovio.  É, o robozinho ainda tem nome.

 Descobri que o Rovio nada mais é que uma webcam sobre rodas.  Com uma conexão de internet sem fio e um computador, qualquer pessoa pode monitorar a sua casa através dele.  Existe um controle remoto onde você  “dirige”  o Rovio e ainda controla o ângulo da webcam, mais para cima, mais para baixo, etc.  É possível programá-lo para um específico trajeto e aí o robozinho vai sozinho no piloto automático.  É possível também tirar fotos de um específico ponto e tê-las enviadas para o seu email automaticamente.  Para mim é muita tecnologia junta!  Se voce ficou curioso, tem muito mais informação em inglês aqui.

Segundo Marido, um colega do trabalho tem um e funciona que é uma maravilha.  Eu tenho as minhas dúvidas se funcionaria aqui em casa.  Qual a garantia que eu tenho que o Hugo não vai decidir brincar de luta e atacar esse andróide?  Ele ataca a Filó…  Tenho quase certeza de que as imagens que veríamos seriam do teto enquanto Rovio estivesse rolando pela escada abaixo.    

E o impasse continua sem solução. 

Ex corde.

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Filozinha andava meio pelos cantos, não estava mais sempre onde a gente estava e passou a dormir durante a noite no andar de baixo ao invés de no quarto com a gente.  Tinha algo de estranho com ela.  Um dia fui fazer um carinho e ela deu uma miada bem característica de quando ela reclama de alguma coisa.  Então fui mergulhando no pêlo dela para ver o que tinha ali onde eu tinha tocado.  Ai, que dor eu senti só de olhar.

Descobrimos depois que uma das glândulas anais tinha fistulado e estava infeccionada – inchada, vermelha, com pus e provavelmente causando muita dor.  Pesquisei mais e descobri que ela não é a única.  A sorte é que ela já tinha o seu check up anual no veterinário agendado e no dia seguinte ela já foi tratada.  Mas eu fiquei com muito dó.  Ela teve que ser sedada com direito a soro na veia para que a veterinária pudesse limpar a área, esvaziar a glândula toda e injetar antibiótico lá dentro.  Para garantir, ela fez a mesma coisa com a outra glândula que felizmente não estava (ainda) fistulada.  Ela ficou algumas horas em observação e saiu de lá com uma pomadinha para ser aplicada topicamente duas vezes por dia além da injeção de antibiótico que mantém seu efeito por 14 dias.  Facilita para quem (nós!) não pode dar o comprimido a cada oito horas.

A bichinha passou o resto do dia meio grogue, mas hoje já está melhor.  Eu tenho arrepios de olhar os buraquinhos deixados na pele pelas fístulas, mas sei que ela está melhor assim.  Aliás, ela é uma gatinha muito bem comportada e colabora com o tratamento.  O único problema é fazer com que ela não fique lambendo a área, pois a sua mania de limpeza acaba não deixando a pomada trabalhar direito.  A solução não é algo que ela esteja gostando muito, mas é necessário.

 

Como você podem ver, ela tá bem.  Meio irritada com o colar, mas tá bem!

Ex corde.

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