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Santorini, Grécia

O ferry boat que nos levou de Mykonos até Santorini era um pouco menor, mas não menos confortável.  A viagem demorou algumas horas e dessa vez eu dormi muito!  Chegando lá eu aprendi que o nome oficial da ilha é Thira e os locais não gostam muito do nome coloquial usado pelos turistas – Santorini é um nome que faz referência a Santa Irene.  Ainda na chegada no porto de Athinios que fica na base da montanha, aprendi também que a cidade fica no topo, lá no alto.  Teríamos que subir aquilo tudo e a melhor maneira foi usar o ônibus da cidade – baratinho e super conveniente! 

 

O translado até a pousada não demorou muito.  E lá fomos recebidos por gatinhos fofos que brincavam dormiam em uma pequena oliveira cheia de azeitonas.  (A Grécia, especialmente as suas ilhas, tem muitos pés de azeitonas espalhados pela cidade.  Não é à toa que o azeite de oliva deles é delicioso!)  A pousada também era super gostosinha, mas não tinha aquela vista na frente. 

Percebemos logo de cara que Santorini se tratava de uma ilha bem maior e mais com jeitão de cidade, se comparada com Mykonos.  Marido já sentia saudades daquele ritmo mais tranquilo, mas eu estava super curiosa para saber o que tinha de tão especial em Santorini que todos gostam tanto!  Claro que mal deixamos as coisas no quarto da pousada e já saímos para explorar a cidade de Fira antes que escurecesse de vez.



A cidade de Fira fica no topo da montanha de frente para um penhasco, com o mar abraçando a ilha inteira.  O que me confundiu no início foram as propagandas dos restaurantes de Fira: “Com vista para a caldeira”.  Que caldeira é essa?  Mas aí já era tarde e escuro demais para tentar ver alguma coisa.  Decidimos explorar a cidade com suas ruelas que sobem e descem cheias de lojinhas.  Bom, na verdade a gente estava atrás de um lugar para jantar.  E foi naquela noite que encontramos o lugar favorito do Marido onde ele comeu todos os dias um gyro no prato!  Imagine uma criança feliz? 


Com as barriguinhas cheias, nós e mais um casal de NY que conhecemos na viagem paramos em um bar irlandês (!?) super agitado em Fira.  A noite foi divertida, regada a cerveja grega, drinks e a companhia de um outro casal de Connecticut que dividiu a mesa com a gente.  Saímos de lá mais de 2 horas da manhã e caminhamos até a pousada com os cachorros de rua nos acompanhando.  Eu já disse aqui que a Grécia é cheia de gatos e cachorros?  Não tenho certeza se eles são de rua, pois a maioria é super bem tratado e muitos tem coleira & tudo.  Mas eles estão sempre no meio da agitação, rs! 


 O dia seguinte começou cedo com os preparativos para o nosso passeio de barco.  Fechar esse pacote foi a melhor coisa para ver o máximo em um tempo disponível mínimo!  Sem contar com o passeio por si só que já é divino!



Naquele momento eu consegui ter uma real noção do que é Santorini: as cidades são formadas por casinhas brancas no topo da montanha.  De longe, só se vê uma mancha branca em cima da cor escura das montanhas.  Eu conseguia confundir as casinhas com neve! 


A primeira parada do passeio foi em uma ilhota da caldeira.  Santorini é basicamente o que restou de uma explosão de um vulcão que destruiu o que antes era uma ilha única, toda conectada.  Com a explosão, uma área chamada de caldera foi criada (segundo o Dicionário Michaelis, caldeira é uma cratera cujo diâmetro é muito maior que o da chaminé vulcânica por causa do colapso ou afundamento da parte central do vulcão, ou por causa de explosões de extraordinária violência).  A caldeira fica coberta pelo mar Egeu e o que a gente vê são as ilhotas.  Paramos em uma delas para ter uma idéia do que é esse vulcão.  As rochas vulcânicas estão por toda parte e o visual é incrível!

 O passeio tinha incluído um guia super competente para ir contando a história do vulcão enquanto subíamos nele.  A caminhada acontece em um caminho de pedras vulcânicas meio soltas  e os meus joelhos de melões estavam gritando de dor.  Mas eu encarei até o final (com Marido me carregando de macaquinho na descida!) e tivemos uma experiência única.

Em um certo ponto da subida, o guia parou e cavou um buraquinho no chão.  Não era nada fundo, só cavou um pouquinho mesmo!  A terra que ele pegou com as mãos era tão quente, mas tão quente que fumaçava.  Dizem dá para cozinhar um ovo em poucos minutos por causa da alta temperatura!  Aquele foi um exemplo que ele nos deu para mostrar que o vulcão é ativo.  Medo!  E outro sinal de atividade eram os gases de enxofre super fedidos que saíam do meio das pedras.  Geólogos concluíram que a próxima erupção deve acontecer em não sei quantos mil anos e, segundo o nosso guia, nós já vamos ter morridos há séculos quando isso acontecer.  Menos mal!


Depois da subida do vulcão, nosso barco parou em uma outra parte da ilhota vulcânica para a gente tomar banho na água do mar aquecida pelo calor do vulcão.  O máximo!  O barco não podia chegar muito perto pela pouca profundidade e pelas rochas, então caímos naquela água azul turquesa, gelada e super salgada do mar Egeu e nadamos até a parte mais alaranjada e quentinha.  Foi muito revigorante!  Os gases emitidos pelo vulcão alteram a cor, a temperatura e a densidade da água.  Era muito interessante chutar as pedrinhas do fundo e ter a sensação de que elas estavam quase flutuando! 


  

Paramos em mais uma ilhota para fazer um almoço delicioso com frutos do mar pescados ali na hora, praticamente na frente do cliente.  Essa pequena ilha se chama Thirassia e proporciona paisagens espetaculares da caldeira!



E a parada final do nosso passeio de barco foi Oia (pronuncia Ia), uma cidade na pontinha do norte da ilha maior.  Que lugar fantástico!  Chegamos no porto na base da montanha e tínhamos que subir uma escadaria monstra com degraus extremamente íngremes para poder chegar na vila com suas casas, lojas e restaurantes.  Fomos de jegue, pessoal!  Parece que andar de jegue por lá é algo “chique”, mas na minha cabeça eu só imaginava os burros do Ceará ajudando os pescadores a carregar aquelas cestas cheias de camarão – uma visão nada glamurosa!  Mas aceitei a carona (bem cara, diga-se de passagem!), pois já estava prevendo um colapso dos meus joelhos.  E eu quase tive uma síncope!  Os jegues andam rápido, na beira do penhasco, um atrás do outro e literalmente se peidando & se cagando!  Passei os longos 10 minutos levantando a minha perna para não encostar na bunda no jegue da frente, já que o meu jeguinho fazia questão de se esfregar no vizinho.  Quase morri de agonia!  Marido estava delirando de alegria achando aquele passeio o máximo!  E eu rezava para chegar logo, mas ao mesmo tempo pensando que apesar de tudo eles pouparam meus joelhos.


 

Ainda precisamos fazer o finalzinho da subida por nossa conta, mas naquele momento nada mais importava porque o visual era fenomenal!


 

 Mal chegamos lá em cima e já fomos nos posicionar para assistir o tão falado por do sol em Oia.  Até chegar lá, nós caminhamos pelas ruazinhas cheias de lojas com jóias belíssimas, souvenirs e restaurantes charmosos demais! 

Ainda faltava em torno de uma hora para o por do sol, mas resolvemos garantir o nosso lugar logo.  Ainda bem, porque os minutos foram passando e pessoas foram surgindo do nada e lotaram aquela parte da cidade.  Mas elas todas tinham um motivo mais do que especial para estar ali, assim como eu.  Ver a grandiosidade da natureza em uma manifestação delicada e tão cheia de cores é de arrepiar. 

 Tem mais uma foto maravilhosa do por do sol aqui.

Santorini realmente é especial pela sua especificidade: Não há nenhum outro lugar com uma vista para caldeira.  Não consigo lembrar de outra cidade que se localiza assim no topo da montanha e que tem casinhas brancas construídas numa desorganização paradoxalmente tão harmônica!  À isso, soma-se o estilo de vida da ilha, a boa comida mediterrânea com ingredientes de fazer qualquer um babar e ao clima meio tropical no meio do mar Egeu.  Sei lá, é algo que eu posso tentar definir com palavras, mas jamais vou alcançar o que Santorini verdadeiramente é.  Vou deixar fotos, muitas delas, para ajudar a cada um que lê esse post a ter uma idéia. 


 


 

 Lindo, né?  Mas Santorini pessoalmente consegue superar qualquer foto!

Ex corde.

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Um dos mais lindos que já vi!

Ex corde.

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