Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Vida Militar’

Military Wife_Ex corde

É fazer parte de um mundo completamente novo e cheio de particularidades desconhecidas por uma grande quantidade de americanos civis.  É aprender aos poucos que você também casa com as Forças Armadas mesmo batendo o pé contra tudo relacionado a ela, inclusive não permitindo o noivo usar o tradicional uniforme no dia do casamento.  É perceber que os interesses de assuntos governamentais vem acima de qualquer outro interesse, principalmente os seus.  É um exercício de paciência.  É descobrir que nenhuma manifestação de carinho em público é permitida enquanto ele estiver uniformizado.  É ter que se acostumar com siglas para tudo e memorizá-las para poder engajar ativamente em qualquer conversa.  É entender que na vida real existem segredos de Estado assim como nos filmes americanos.  É aceitar que muita coisa você não pode saberÉ descobrir que seu marido não vai poder conversar sobre o seu dia de trabalho na hora do jantar.  E para algumas, é não saber o destino de certas viagens de trabalho.  Ser casada com um militar americano é aprender a odiar TDY e PCS.  É se familiarizar com PTSD.  É ter pesadelos e ataques de ansiedade só de ouvir a palavra deployment.  É saber que mais cedo ou mais tarde vamos lidar com a separação por meses a fio.  É se sentir confusa ao ouvir palavras patriotas de agradecimento de um estranho na rua: às vezes traz um sorriso no rosto, mas não alivia em nada os sacrifícios.  É aprender a reavaliar o conceito de distância.  É descobrir que a sua situação poderia sempre ser pior.  Muito pior.  É aceitar conviver com pessoas que não tem nada a ver com você, para descobrir que uma primeira conversa é capaz de durar longas horas.  É entender que esposas de militares dividem muitas similaridades independente das óbvias diferenças.  É descobrir que a sua vida profissional vai sempre estar em segundo plano.  E a pessoal também.  É saber que patente aquele simbolozinho significa.  É achá-lo irresistível de uniforme.  É saber diferenciar  a Força Aérea do Exército pela cor da bota ou pelo tom de verde do uniforme.  É conviver com um outro nível de pontualidade.  É ficar tão mal acostumada com os precinhos camaradas do Commissary a ponto de achar o Walmart um lugar caro.  É descobrir um comprometimento profissional que ultrapassa entendimento.  É pegar uma carona no Space A para passear na Europa.  É fazer muito mais amizades do que se julgava possível.  É descobrir que não existe um lugar perfeito e sempre algo ou alguma coisa ou alguém vai deixar saudades.  É saber o número do seguro social do marido na ponta da língua enquanto ainda troca a posição dos dígitos no seu próprio SSN.  É aprender a iluminar as próprias escuridões.  É se orgulhar de dar conta do recado que a princípio parecia ridiculamente impossível.  É assistir uma raivinha irritante pelas Forças Armadas crescer ano após ano.  É prometer para si mesma que nunca vai ler aquele livro inútil que ele deu no início do casamento e se dar conta que já leu todos os capítulos aos poucos, conforme diferentes situações foram surgindo ao longo dos anos juntos.  É descobrir que não vale a pena criar raízes profundas e mesmo assim conseguir florescer em qualquer lugar que for plantada.  É conhecer um “eu” que jamais existiria se não fosse a vida militar.  E o curioso é que eu entraria na mesma barca furada se tivesse que fazer tudo novamente.  Não preciso dizer que não seria pelas Forças Armadas, preciso? 

Ex corde.

Read Full Post »

Tops in Blue

Ontem à noite assisti a performance 2011 do Tops in Blue, uma unidade militar especial da Força Aérea americana que tem um único objetivo: entretenimento!

_Tops in Blue_Ex corde

Achei curioso que todos os participantes são militares como todos os outros da Força Aérea que exercem as suas funções específicas, mas temporariamente estão fazendo parte dessa unidade de entretenimento. 

Tops in Blue_ Ex corde

Funciona assim: eles se candidatam para o disputado processo seletivo apresentando suas habilidades artísticas em audições.  Trinta e cinco militares apenas são selecionados e passam por um treinamento intensivo para somente então começaram a trabalhar no espetáculo do ano.  É quando então eles são dispensados por um ano da função militar exercida e passam a trabalhar exclusivamente com os shows.   

_Tops in Blue_Ex corde (2) Normalmente o militar que se candidata sabe tocar algum instrumento musical, ou sabe dançar muito bem, ou tem uma voz afinada.  Os espetáculos são como musicais com uma banda tocando ao vivo que inclui trompete, saxofone, guitarra, baixo, bateria e teclado.  Eles tocam super bem! 

Performers Top in Blues_Ex corde

Cada ano é um espetáculo diferente e eles literalmente rodam o mundo todo nas bases militares espalhadas pela Europa, Ásia, Oriente Médio, América Central e algumas ilhas do Pacífico.  Li no programa do espetáculo que a missão do Tops in Blue é trazer diversão aos militares que estão nos lugares mais remotos e longe da família.  

Tour Mundial Tops in Blue_Ex cordeEssa unidade especial de entretenimento foi criada em 1953 e tomou proporções maiores do que eles imaginavam.  Os shows já renderam participações em filmes, álbuns musicais e apresentações em rede nacional de televisão.  Imagino que as apresentações não tem fim lucrativo já que eles são pagos pela Força Aérea de qualquer maneira.       

Um detalhe que achei interessante é que os próprios artistas são responsáveis por tudo na produção do espetáculo.  Tudo mesmo, desde a parte de montagem de palco incluindo cortar madeira se necessário, configuração de luzes, som, fios & cabos, logística, transporte e até alimentação do grupo.  É muito trabalho!

Tops In Blue_ Ex corde

Foi uma noite diferente e bem divertida principalmente porque reencontramos um casal amigo super querido.  O convite para assistir o Tops in Blue veio deles e foi em boa hora já que a gente estava precisando de uma folguinha da loucura da mudança! 

Ex corde

Read Full Post »

Mapa da Viagem

* Fonte: www.mapquest.com

A viagem foi longa: mais de dois mil e quinhentos quilômetros de distância.  A idéia inicial era aproveitar para passear, desviar um pouco da rota e conhecer novos lugares.  Só que infelizmente não deu!  Para evitar que a nossa mudança fosse armazenada em um depósito (o que aumenta o risco de ter coisas estragadas/perdidas/roubadas), decidimos fazer uma mudança door-to-door.  O caminhão sai carregado de uma casa e vai direto até a outra para entregar a mudança.  É uma maravilha, mas tivemos que lidar com a inconveniência de não poder aproveitar a viagem de carro pela estrada.  Não dá para ter tudo, não é?

Road Trip_Ex corde

Saímos de casa na noite de domingo para dormir na casa dos nossos amigos na Virginia, há uns 40 minutos ao sul de Washington DC.  Oficialmente a viagem já tinha começado!  Tomamos café da manhã juntos na segunda-feira e nos despedimos antes de pegar a estrada.  Ai, não consigo transformar despedidas em algo bacana.  Eu não gosto da idéia de ter guardado na memória a “última vez” que estive com um amigo querido – prefiro ter os momentos juntos todos embaralhados na minha cabeça pois nenhum deles está associado com a sensação dolorida que só uma despedida tem.  Eu estava tentando fazer de conta que estava somente indo bem ali e aquilo era só um até logo.  Mas a Jô caiu no choro e só de escrever sobre esse momento eu já tenho lágrimas nos olhos.  Cultivamos uma amizade sólida entre risadas, invernos congelantes, desafios na adaptação, maridos militares, frustrações, nossas carreiras profissionais e tantas outras coisas.  É duro partir!

Mas onde eu estava mesmo?  Ah, pegando a estrada na segunda de manhã.  O caminhão estava programado para entregar a mudança na quinta-feira e isso limitou bastante o nosso tempo de viagem.  E o primeiro dia acabou não rendendo muito já que tivemos que parar para pesar o carro.  Como o governo não paga pelo frete de veículos de militares transferidos, eles tentam compensar um pouco pagando por qualquer coisa que nós carregamos no carro.  É uma compensação $$$ pela parte da mudança que nós mesmos estamos fazendo.  Dizem que vale a pena já que além do peso do carro eles ainda pagam a gasolina, hotel, comida e afins.     

Cafe Starbucks para me manter acordada_Ex corde

*  Café durante todo o percurso para me manter bem acordada!

Passamos a primeira noite em Kingsport, uma cidade do Tennesse que fica na fronteira com o sul da Virginia.  A escolha das paradas não seguiu nenhum roteiro turísticos.  A gente calculava quantas horas a gente estava a fim de dirigir por dia e escolhíamos o hotel de acordo com um único critério: aceitar animais de estimação.  Contamos com a ajuda de um site muito útil que traça rotas de viagem de acordo com hotéis que são pet friendly!  Uma mão na roda!

Hugo e Filomena na Estrada_Ex corde

*  Acima, Hugo & Filomena em uma das paradas.  Abaixo, eles quietinhos no carro!

Gatos & Plantas_Ex corde

*  E eu mencionei que trouxe minhas plantas comigo?  Praticamente um pau de arara!

O sul da Virginia e o Tennesse têm paisagens bem parecidas: montanhas por todos os lados e tudo muito verde!

Montanhas Tennesse_Ex corde 
É bem bonito de se ver e gostoso de dirigir por causa dos muitos “sobe-e-desce” ao longo do caminho.  Não é nada monótono e as horas passam rapidinho.  Muito bom!

Montanhas Virginia_EX corde

A segunda parada foi em Memphis, no ponto mais extremo ao sudoeste do Tennesse.  A cidade respira Elvis Presley, pois é lá que se está localizada a sua residência oficial.  A casa dele hoje é uma atração turística – nós não entramos, mas passeamos por toda a área em volta.  É tudo super breguinha!  Achei a cidade inteira meio pobrezinha, meio desgastada, e até meio perigosa.  Na volta de Graceland para o hotel, o GPS nos levou por um caminho muito estranho com pessoas mal encaradas bem típico de filme americano onde gangues se aglomeram, sabe?  Ainda tivemos a chance de dar um pulinho na Beale Street, uma rua boêmia bem no miolo de Memphis que me lembrou Old Las Vegas.  Turistas se misturavam com locais enquanto bandas de música tocavam ao vivo no meio da rua.  Muitos policiais emolduravam os quatro cantos do quarteirão inteiro e eu consigo imaginar o por quê.   

Chegando em Memphis,TN_Ex corde

Saindo de Memphis na manhã seguinte, encontramos o Rio Mississipi delimitando a fronteira entre o Tennesse e o Arkansas.

Fronteira do Tennesse e Arkansas_Ex corde

Assim que cruzamos a fronteira, a paisagem mudou bruscamente.  O verde e as montanhas foram substituídos por enormes fazendas.  Até que as fazendas sumiram e quanto mais ao sul a gente chegava, mais marrom e cheio de terra tudo ficava. 

On the Road_Ex corde

Estrada no Arkansas_Ex corde

Arkansas_Ex corde

O que mais me chamou a atenção foi o termômetro do carro aumentando a temperatura gradualmente conforme mais ao sul do país a gente ia dirigindo.  Marido me ligou do outro carro para dizer que lá marcava 100 graus Farenheit (em torno de 39 C), o que é um número muito alto para os padrões da área de Washington DC.  Quanto mais eu dirigia, mais alto o termômetro marcava.  Eu passei as horas seguintes assistindo a temperatura subir até 109 F (uns 43C).  O ar condicionado do carro não dava conta e eu não conseguia parar de pensar quão mais quente que aquilo o Texas deveria ser!  Ui!

108 F_Ex corde

Cruzamos a fronteira do Arkansas com o Texas e mais uma vez o visual mudou!  Dessa vez tudo estava mais seco com cara de deserto mesmo.  A cidade Texarkana tinha viadutos decorados com o desenho do estado do Texas deixando estampado para quem quisesse ver o orgulho que existe por aqui.  É algo muito interessante! 

Texas_EX corde

O plano era passar a noite em Dallas para descansar bem e pegar a estrada até San Antonio ainda na madrugada.  Mas como a gente tinha saído cedo, como o dia tinha rendido bastante e como a gente já tinha tomado alguns Red Bulls, a decisão de seguir direto foi unânime.  Foram mais quatro horas e blau de estrada gastando os meus CD’s antigos.  A viagem passava mais rápido quando eu cantarolava as músicas e então fui de Kid Abelha, Nando Reis, Marisa Monte, passando por Bon Jovi, Jack Jonhson e até chegar no Djavan.  Mas tinha hora que dava no saco mesmo!  Faz diferença dirigir sozinho ou com uma companhia no carro.  Marido e eu passamos longas horas no telefone, ele no carro da frente e eu no carro de trás.  Sim, estávamos em carro separados!  Que saco!  E já no final da viagem, eu estava topando de tudo para fazer o tempo passar mais rápido. 

Almoco na estrada_Ex corde

*  Almoço na estrada para não perder tempo!

Continuamos dirigindo pela I-35 no sentido sul passando por grandes cidades como Waco e Austin.  A próxima grande cidade já era San Antonio.

Posto de gasolina no meio do nada, TX

* Parada do xixi em um posto no meio do nada no Texas.  O calor era demais!

San Antonio Sign_EX corde

Fomos entrando no perímetro urbano lá pelas oito e pouca da noite com o termômetro marcando acima de 100F e um pôr do sol m.a.r.a.v.i.l.h.o.s.o. 

Por do Sol em San Antonio_Ex corde

Senti como se a minha nova cidade me recebesse com um sorriso de orelha a orelha.  Fiquei tão tocada com esse gesto da natureza que o interpretei como um recado de Deus me dizendo que um ciclo muito bom está começando em minha vida.  Fiz minhas orações, agradeci por ter dirigido de tão longe sem nenhum imprevisto pelo caminho e acabei lembrando que saímos da nossa outra casa debaixo de chuva.  Acho que era Virginia chorando com a nossa partida!

Por do sol chegando em San Antonio, TX

Fomos direto para a nossa nova casa que nos esperava coberta de poeira!  E a primeira noite foi com um colchão de ar no meio da sala, pois um dos ar condicionados não estava funcionando direito (desligado talvez?) e o quarto estava uma sauna!  Segundo minha mãe foi super romântico!  NOT!

Primeira noite em San Antonio, TX_Ex corde
O dia seguinte já foi o dia da entrega da mudança!  O cansaço acumulado não ajudou muito no meio do caos, mas aos poucos a gente vai se ajeitando!  Como ainda não temos internet em casa, as notícias vão vir aos poucos. 

Aguardem mais fotos já que só hoje encontramos o carregador da máquina fotográfica, hahaha!  As fotos acima são todas de qualidade duvidosa, pois são de celular.  

Ex corde.

Veja também:

PCS
O Dia da Mudança 
Dia 1: Check ✔
Dias 2 & 3: Check ✔
A entrega da mudança

 

 

Read Full Post »

Depois que o caminhão foi embora levando as nossas coisas encaixotadas, ainda passamos três dias na casa vazia consertando, limpando e preparando para o aluguel.  Nunca fui de me prender emocionalmente a lugares (e continuo não sendo!), mas o eco dos cômodos vazios da casa mexeu com as emoções.    O bom é que essa sensação estranha vai embora na mesma rapidez que vem!

Enquanto preparávamos tudo, nossas refeições eram recheadas de pesquisa na internet, revistas de renovações & decoração e muitos planos para a nova casa no Texas.  Recomeçar tem um lado muito positivo!   

Almoco Pos Mudanca_Ex corde

* Almocinho na casa vazia.

Ex corde.

Read Full Post »

PCS

timetorn

* It’s time to PCS. Source: http://www.time2pcs.com/ 

Quem sabe dos acontecimentos da minha vida, sabe também que as minhas “aventuras” não poderiam acabar assim tão cedo.  Foi quando além de casar com um estrangeiro, enfrentar a adaptação em um país diferente, inverno rigoroso, língua & hábitos estranhos, eu ainda entrei em um universo mais particular ainda: ser uma esposa de militar americano.  Ah, se eu soubesse onde estava amarrando o meu burro… 

Essas três letrinhas  do título fazem parte do jargão militar americano e gostando ou não, é algo que hoje também faz parte da minha vida.  As três letras juntas significam Permanent Change of Station e quando comecei a ouvi-las batendo na minha porta, já sabia que a transferência militar do Marido era algo que estava prestes para acontecer.  

PCS acontece geralmente há cada dois anos e meio, mas eu tive a oportunidade de permanecer por quatro anos no mesmo lugar.  Isso me propiciou uma adaptação mais tranquila no país, criar alguns amigos e até desenvolver alguma afeição pela área.  O curioso é que já xinguei muito o trânsito sempre engarrafado da área metropolitana de Washington DC, a relativa distância das coisas, o inverno congelante e a frieza das pessoas.  Mas aprendi muito aqui também e hoje me pego sentindo saudades antecipadas de coisas que à princípio pensei não gostar.  A verdade é que a gente se acostuma com tudo.   

A minha experiência com a primeira mudança militar começou com alguns longos meses de incerteza sem saber se o pedido de extensão para continuar aqui seria aprovado ou não.  Mas ainda assim o “não saber o que iria acontecer” não me abalou muito.  Comecei a ter crises de ansiedade somente quando o pedido foi oficialmente negado em novembro do ano passado, pois já sabia então que a gente teria que mudar.  A ansiedade só fazia aumentar porque mesmo sabendo que não iríamos continuar morando mais aqui, não fazíamos a menor idéia para onde seríamos mandados.  E muito menos quando exatamente a gente teria que partir.  Sabia que era no verão, mas uma janela de quatro meses (de junho a setembro) não ajuda muito no quesito planejamento.

Foi então que no final de março (já quase abril) é que fomos avisados onde seria o próximo local de trabalho do Marido.  Recebi a notícia através de um telefonema de manhã cedo e dali em diante o meu dia já não era mais o mesmo. 

A cada nova experiência que vou vivendo, vou me conhecendo um pouco mais.  Reagi super mal nos dias seguintes.  Chorei.  Fiquei nervosa.  Paralisei.  Fiz longas listas de coisas para fazer e não fiz nada.  Pesquisei na internet sobre PCS.  Não consegui dar continuidade às coisas que vinha fazendo antes.  Faltou concentração.  Me distanciei de amigas.  Deu dor de estômago.  Chorei mais.  Ainda faltavam muitas respostas e muitas informações necessárias só viriam pouco há pouco.  A vida militar funciona assim.

Foi então que me peguei em um processo mental de despedida meses antes da provável data da mudança.  Tudo inconsciente, mas muito real.  Foi ruim, mas hoje sei que foi a minha maneira de lidar com isso.  Eu me descabelei lá atrás enquanto tudo era apenas ordens escritas em um pedaço de papel.  Amanhã a companhia de mudança vem empacotar tudo e a transferência militar não é mais apenas um documento oficial do gorverno; ela está se materializando em caixas.  E eu estou ótima querendo mudar o quanto antes.  O curioso é que enquanto eu rodava da sala para cozinha sem saber como administrar a notícia da mudança há alguns meses, Marido não estava nem aí.  Hoje a barata tonta rodando em círculos é ele.  Engraçado como cada um é diferente! 

Mas não posso esquecer que é ele quem me acalma nos ataques de pânico ao longo do caminho.  As nossas conversas na mesa do jantar viraram praticamente briefings militares nesses últimos seis meses.  São tantas siglas, regrinhas, recomendações & instruções que é preciso um tempo para absorver tudo.  A melhor parte é quando vou fazer as minhas pesquisas online e nada do que leio é novidade porque ele já cobriu todos os tópicos.  Me sinto sortuda principalmente quando leio sobre outras esposas de militares tendo que se virar sozinhas! Marido já vem PCS’ing (mudando) há 19 anos e eu sei que posso contar com a expertise dele! 

Apesar do caos, tudo está caminhando bem!  A gente até consegue alternar os nossos momentos de ansiedade para assim sempre ter um adulto com as idéias no lugar tomando decisões na casa.  O que mais eu poderia querer?  

Aguardem mais notícias com mais informações sobre a mudança.

Ex corde.

Veja também:
O Dia da Mudança
Dia 1: Check ✔
Dia 2 & 3: Check ✔

Read Full Post »